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Finanças

O faturamento é um dos principais indicadores financeiros de uma empresa. Ele representa o valor total das vendas de produtos ou serviços realizados em um determinado período, sem considerar os custos.

Em outras palavras, o faturamento é o dinheiro que entra no caixa da empresa a partir de sua atividade principal. Ele é calculado multiplicando-se a quantidade de produtos ou serviços vendidos pelo preço unitário.

Por exemplo, se uma empresa vende 100 unidades de um produto a R$10,00 cada, o seu faturamento será de R$1.000,00.

O que é faturamento?

Em termos simples, o faturamento é a soma total de todas as receitas obtidas por uma empresa em um determinado período de tempo. Essas receitas são geradas a partir da venda de produtos ou serviços, e o faturamento representa o montante bruto que a empresa recebe antes de deduzir os custos e despesas operacionais.

Faturamento vs. Lucro

É importante distinguir entre faturamento e lucro, já que esses dois conceitos estão relacionados, mas são diferentes. Enquanto o faturamento representa o total das receitas, o lucro é o valor que resta após subtrair todos os custos e despesas, incluindo impostos, salários e outros gastos operacionais. Em resumo, o faturamento é a entrada de dinheiro, enquanto o lucro é o que sobra depois de pagar todas as contas.

Diferença entre renda e faturamento

Outro ponto importante a ser esclarecido é a diferença entre renda e faturamento. Renda refere-se ao dinheiro que uma pessoa física ganha, como salário, aluguel, dividendos de investimentos, entre outros. Faturamento, por outro lado, é uma métrica utilizada no contexto empresarial para calcular a receita total de uma empresa.

Importância do faturamento

O faturamento é importante para a empresa porque:

  • É um indicador da saúde financeira do negócio. Quanto maior o faturamento, maiores são as chances de a empresa ter lucro.
  • Serve para definir o porte da empresa. No Brasil, o faturamento é um dos critérios utilizados para enquadrar as empresas nos regimes tributários Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.
  • É usado para calcular indicadores financeiros como o retorno sobre o investimento (ROI) e o ponto de equilíbrio.

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3 dicas essenciais para aumentar o faturamento da sua Oficina Mecânica

Como fazer o faturamento?

Fazer o faturamento de uma empresa envolve registrar todas as vendas ou receitas geradas e manter um controle detalhado de todas as transações financeiras. Isso pode ser feito manualmente ou com o auxílio de softwares de gestão financeira, dependendo do porte e das necessidades da empresa.

O faturamento é calculado multiplicando-se a quantidade de produtos ou serviços vendidos pelo preço unitário.

A fórmula é a seguinte:

Faturamento = Quantidade de produtos ou serviços vendidos * Preço unitário

Por exemplo, se uma empresa vende 100 unidades de um produto a R$10,00 cada, o seu faturamento será de R$1.000,00.

Faturamento = 100 * 10

Faturamento = 1.000

Qual é a função de um faturista?

O faturista desempenha um papel importante na empresa, sendo responsável por emitir faturas, boletos e notas fiscais, garantindo que todas as transações sejam registradas adequadamente. Eles também podem lidar com o processo de cobrança e auxiliar na gestão financeira.

Faturamento do MEI (Microempreendedor Individual)

Para os microempreendedores individuais (MEIs), o faturamento é um conceito crucial. De acordo com as regras do MEI, existe um limite anual de faturamento para se qualificar como MEI. Caso o faturamento anual exceda esse limite, o empresário pode perder os benefícios do MEI e precisará se enquadrar em um regime tributário diferente.

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Em resumo, o faturamento é o montante total de receitas geradas por uma empresa em um determinado período. É uma métrica fundamental para avaliar o desempenho financeiro de um negócio, mas não deve ser confundido com lucro. É importante compreender os princípios do faturamento para tomar decisões financeiras sólidas e garantir o sucesso da empresa.

Finanças

Para pagar o DAS MEI em 2026, o valor parte de R$ 82,05 por mês e vence todo dia 20. Com mais de 15 milhões de MEIs ativos no país, manter essa contribuição em dia garante acesso a benefícios do INSS e evita multas, segundo o Sebrae.

Abaixo, veja o passo a passo para emitir a guia, as formas de pagamento disponíveis e como regularizar meses em atraso.

Como pagar o DAS MEI pelo portal do empreendedor

O DAS MEI pode ser pago por Pix, boleto, débito automático, cartão de crédito ou direto pelo app da InfinitePay.

O primeiro passo é emitir a guia no PGMEI, o sistema oficial da Receita Federal. O vencimento é sempre dia 20 de cada mês.

Passo a passo para emitir e pagar a guia DAS

  1. Acesse o PGMEI no site do Simples Nacional
  2. Informe seu CNPJ sem pontos, traços ou barras
  3. Clique em "Emitir Guia de Pagamento (DAS)"
  4. Selecione o ano-calendário e marque o mês desejado
  5. Confira o valor apurado e clique em "Apurar/Gerar DAS"
  6. Escolha "Imprimir/Visualizar PDF" para o boleto com código de barras e QR Code Pix

Também é possível emitir a guia pelo app oficial MEI, disponível para Android e iOS, segundo o Sebrae.

Evite sites não oficiais que cobram taxas para gerar o boleto. Verifique se o endereço termina em ".gov.br", conforme alerta do Sebrae RS.

Como pagar o DAS MEI por Pix, boleto e débito automático

Cada forma de pagamento tem vantagens e limitações. A tabela abaixo compara as 5 opções disponíveis para pagar a guia DAS em 2026:

Forma de pagamentoComo usarVantagemLimitação
PixEscaneie o QR Code da guia pelo app do bancoProcessamento imediato, funciona em feriadosExige app bancário com Pix ativo
Boleto bancárioUse o código de barras no internet banking, app, lotérica ou agênciaAceito em qualquer banco ou lotéricaCompensação leva até 3 dias úteis
Débito automáticoCadastre pelo PGMEI ou app MEIPagamento automático no dia 20, sem emitir guiaDisponível apenas em bancos conveniados
Cartão de créditoAcesse "Pagamento da contribuição mensal" no Portal do Empreendedor e use o e-ArrecadaPossibilidade de parcelar na fatura do cartãoA operadora pode cobrar taxas adicionais
App InfinitePayConsulte e pague guias DAS direto pelo app da InfinitePayConsulta automática de guias, visualização do PDF e pagamento em um só lugarExige conta InfinitePay ativa

O pagamento por cartão de crédito está disponível desde setembro de 2025 pelo ambiente e-Arrecada, segundo o Sebrae RS.

Para quem busca praticidade, o app da InfinitePay permite consultar guias mensais automaticamente, visualizar detalhes e o PDF da guia, e pagar direto pelo fluxo de pagamento de contas.

Qual o valor do DAS MEI em 2026

O valor do DAS MEI em 2026 varia de R$ 82,05 a R$ 87,05, dependendo da atividade exercida. O cálculo usa como base o salário mínimo de R$ 1.621,00.

A contribuição do INSS corresponde a 5% do salário mínimo (R$ 81,05). ICMS e ISS são valores fixos adicionais, conforme a tabela atualizada pela Agência Sebrae:

AtividadeINSS (5%)ICMS/ISSTotal mensal
Comércio e indústriaR$ 81,05R$ 1,00 (ICMS)R$ 82,05
ServiçosR$ 81,05R$ 5,00 (ISS)R$ 86,05
Comércio + serviçosR$ 81,05R$ 6,00 (ICMS + ISS)R$ 87,05
MEI caminhoneiroR$ 194,52Até R$ 6,00Até R$ 200,52

O MEI caminhoneiro contribui com 12% do salário mínimo para o INSS, o que eleva o DAS mensal.

Como pagar DAS MEI atrasado

O processo para pagar DAS MEI atrasado é o mesmo do pagamento regular: você acessa o PGMEI, seleciona o mês em débito e o sistema recalcula o valor automaticamente com multa e juros aplicados.

A multa é de 0,33% por dia de atraso, limitada a 20% do valor da guia. Os juros seguem a taxa Selic acumulada desde o mês seguinte ao vencimento.

Quanto antes você regularizar, menor o custo total. E se o valor acumulado for alto, existe a opção de parcelamento.

Como gerar a guia DAS com multa e juros

  1. Acesse o PGMEI com seu CNPJ
  2. Clique em "Emitir Guia de Pagamento (DAS)"
  3. Selecione o ano-calendário do mês em atraso
  4. Marque o mês que deseja regularizar
  5. O sistema exibe o valor atualizado com multa e juros
  6. Gere o boleto e pague por Pix, banco ou direto pelo app da InfinitePay

O Sebrae orienta que a guia retroativa já sai com os encargos calculados, sem necessidade de cálculo manual.

Como parcelar o DAS MEI em atraso

Se você acumulou vários meses, o parcelamento MEI permite dividir a dívida em até 60 parcelas com valor mínimo de R$ 50 cada.

A solicitação é feita pelo Portal do Simples Nacional ou pelo e-CAC da Receita Federal, com login Gov.br nível Prata ou Ouro.

Regras do parcelamento:

  • O acordo só entra em vigor após o pagamento da primeira parcela dentro do prazo
  • Cada parcela é atualizada pela Selic + 1% no mês do pagamento
  • O parcelamento é cancelado com 3 parcelas em atraso, consecutivas ou não
  • Se cancelado, o reparcelamento exige entrada de 10% a 20% do saldo devedor

Regularizar antes da inscrição em dívida ativa evita cobranças judiciais e restrições no CPF.

O que acontece se não pagar o DAS MEI

Multas, juros e inscrição na dívida ativa

A inadimplência gera multa de 0,33% ao dia sobre o valor do boleto, limitada a 20%. Juros de mora acompanham a taxa Selic vigente.

O impacto vai além do financeiro. Veja as principais consequências por ordem de gravidade:

  • Após 12 meses sem pagamento, você perde a qualidade de segurado do INSS e fica sem acesso a auxílio-doença, salário-maternidade e aposentadoria pelo MEI
  • A dívida pode ser inscrita na Dívida Ativa da União, resultando em cobrança judicial, penhora de bens e protesto em cartório
  • CNPJ e CPF entram nos cadastros restritivos de crédito

Perda de benefícios previdenciários e cancelamento do CNPJ

Sem o DAS em dia, você perde direitos como auxílio-doença e salário-maternidade exatamente quando mais precisa deles.

O CNPJ MEI é cancelado após 2 anos consecutivos sem entrega da DASN-SIMEI e sem pagamento das contribuições. Antes disso, o cadastro fica suspenso por 30 dias para regularização.

Mesmo após o cancelamento, os débitos migram para o CPF do titular e permanecem cobráveis por 5 anos.

Pague seu DAS MEI direto pelo app da InfinitePay

Emitir a guia no PGMEI, conferir valores atualizados e manter o DAS em dia protege seus benefícios previdenciários e evita multas.

O app da InfinitePay centraliza a consulta e o pagamento das suas guias DAS em um só lugar, sem acessar o portal do governo.

Abra sua conta gratuita e pague seu próximo DAS em poucos toques.

Finanças

Entender o que é DAS MEI é o primeiro passo para manter seu CNPJ regular: trata-se da guia mensal que reúne INSS, ISS e ICMS em um único boleto, com valores entre R$ 82,05 e R$ 87,05 em 2026. O Brasil já soma 15,7 milhões de microempreendedores individuais ativos, e todos precisam pagar essa contribuição todo mês.

Neste guia, você confere os valores atualizados, aprende a emitir e pagar a guia passo a passo, e entende o que acontece se deixar o DAS em atraso.

O que é o DAS MEI e para que serve

O DAS MEI é o Documento de Arrecadação do Simples Nacional, a guia mensal que reúne todos os impostos do microempreendedor individual em um único boleto.

A sigla significa Documento de Arrecadação do Simples Nacional. Na prática, é a forma que a Receita Federal criou para simplificar a vida tributária de quem empreende como MEI.

Em vez de lidar com guias separadas para cada tributo, você paga um valor fixo por mês e mantém seu CNPJ regular.

Esse modelo de cobrança unificada foi criado pela Lei Complementar 128/2008, que instituiu a figura do MEI dentro do Simples Nacional. O objetivo é que o microempreendedor pague seus tributos de forma simples, sem precisar de contador para essa obrigação.

Quais impostos estão incluídos no DAS MEI

O DAS MEI embute até três tributos, dependendo da sua atividade. O valor do INSS corresponde a 5% do salário mínimo vigente, enquanto ISS e ICMS são valores fixos.

ImpostoQuem pagaValor em 2026
INSS (previdência social)Todo MEIR$ 81,05 (5% de R$ 1.621)
ICMS (circulação de mercadorias)Comércio e indústriaR$ 1,00
ISS (serviços)Prestadores de serviçoR$ 5,00

Se você atua em comércio e serviços ao mesmo tempo, paga os três tributos.

O valor do INSS é o componente principal e corresponde a 5% do salário mínimo vigente. Em 2026, com o salário mínimo de R$ 1.621, a contribuição previdenciária é de R$ 81,05. Esse valor garante acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade.

ISS e ICMS, por sua vez, são valores fixos independentes do salário mínimo. Eles não mudam de ano para ano.

Diferença entre DAS mensal e DASN-SIMEI

DAS e DASN-SIMEI são obrigações diferentes, e uma não substitui a outra. A confusão entre elas é comum, mas entender a distinção evita problemas com a Receita Federal.

DASDASN-SIMEI
O que éGuia de pagamento mensal de impostosDeclaração anual de faturamento
FrequênciaMensal (12 vezes ao ano)Anual (1 vez, até 31 de maio)
O que você informaNada, o valor já é fixoFaturamento bruto do ano anterior
Consequência de não fazerMulta, juros e perda de benefíciosMulta e impedimento para emitir DAS

O DAS mantém seu CNPJ ativo no dia a dia. A DASN-SIMEI garante regularidade perante a Receita Federal no longo prazo.

Muitos empreendedores descobrem a DASN-SIMEI apenas quando tentam emitir o DAS e encontram o impedimento. O prazo para a declaração anual é sempre 31 de maio, referente ao faturamento do ano anterior.

Se você não fez a DASN-SIMEI, o primeiro passo é regularizar a declaração. Só depois será possível voltar a emitir as guias DAS normalmente.

Quem precisa pagar o DAS MEI

Todo microempreendedor individual com CNPJ ativo precisa pagar o DAS, mesmo sem faturamento no mês. A obrigação existe enquanto o CNPJ estiver aberto, independentemente de ter ou não receita.

A única exceção é quando o MEI faz a baixa oficial do CNPJ. A partir dessa data, o pagamento deixa de ser exigido.

Essa regra vale inclusive para MEIs que abriram o CNPJ e nunca realizaram nenhuma venda. Enquanto não fizer a baixa, as guias continuam sendo geradas mensalmente.

Se você ficou meses sem pagar, as guias acumulam com multa e juros, e o CNPJ pode ser cancelado após dois anos de inadimplência. Por isso, se não pretende mais atuar como MEI, a melhor decisão é dar baixa no CNPJ pelo portal Gov.br.

Quanto custa o DAS MEI em 2026

O valor do DAS MEI em 2026 varia de R$ 82,05 a R$ 87,05 por mês, dependendo da sua atividade. O cálculo é simples: 5% do salário mínimo (R$ 1.621) para o INSS, mais R$ 1 de ICMS e/ou R$ 5 de ISS.

Valor do DAS MEI por tipo de atividade

O PGMEI já está ajustado para gerar as guias de 2026 com base no Decreto n.º 12.797/2025, que fixou o salário mínimo em R$ 1.621.

AtividadeINSS (5%)Tributo adicionalTotal mensal
Comércio e indústriaR$ 81,05R$ 1,00 (ICMS)R$ 82,05
Prestação de serviçosR$ 81,05R$ 5,00 (ISS)R$ 86,05
Comércio + serviçosR$ 81,05R$ 1,00 (ICMS) + R$ 5,00 (ISS)R$ 87,05

Esses valores valem para todos os meses de 2026 e são reajustados anualmente conforme o salário mínimo.

Para comparação, em 2025 o salário mínimo era de R$ 1.518 e o DAS variava entre R$ 76,90 e R$ 81,90. O aumento de 2026 reflete o reajuste de 6,79% no salário mínimo.

Esse reajuste acontece automaticamente no início de cada ano. Você não precisa fazer nada: o PGMEI já gera as guias com o valor atualizado a partir de janeiro.

Valor do DAS MEI caminhoneiro

O MEI caminhoneiro contribui com 12% do salário mínimo para o INSS, o que resulta em valores entre R$ 195,52 e R$ 200,52 por mês.

Atividade de transporteINSS (12%)Tributo adicionalTotal mensal
Intermunicipal e interestadual de cargasR$ 194,52R$ 1,00 (ICMS)R$ 195,52
Municipal de cargasR$ 194,52R$ 5,00 (ISS)R$ 199,52
Produtos perigososR$ 194,52R$ 1,00 (ICMS) + R$ 5,00 (ISS)R$ 200,52

A alíquota maior (12% contra 5%) garante ao caminhoneiro uma aposentadoria proporcional mais vantajosa dentro do regime do INSS.

Quando vence o DAS MEI e como não esquecer

O DAS MEI vence todo dia 20 de cada mês, referente ao mês anterior. Se o dia 20 cair em fim de semana ou feriado, o vencimento passa para o próximo dia útil.

Você pode gerar todas as 12 guias do ano de uma vez no portal PGMEI da Receita Federal, facilitando a organização.

Três formas de não esquecer o pagamento:

Como emitir e pagar o DAS MEI

Para manter seu CNPJ regular, você precisa emitir a guia e realizar o pagamento todo mês. O processo pode ser feito pelo portal do governo ou por aplicativos financeiros.

Como emitir a guia pelo PGMEI (passo a passo)

O PGMEI (Programa Gerador de DAS do Microempreendedor Individual) é o sistema oficial da Receita Federal para emissão das guias.

  1. Acesse o site do PGMEI e digite seu CNPJ (sem pontos ou traços)
  2. Selecione o ano-calendário desejado (2026)
  3. Clique em “Emitir Guia de Pagamento (DAS)”
  4. Marque os meses que deseja pagar (você pode selecionar todos de uma vez)
  5. Confira o valor e clique em “Emitir DAS”
  6. O sistema gera um PDF com o boleto, o código de barras e a opção de Pix via QR Code

Se alguma guia estiver em atraso, o PGMEI calcula automaticamente os encargos e gera a guia atualizada.

Você também pode emitir o DAS pelo aplicativo MEI, disponível para Android e iOS. O fluxo é o mesmo: informe o CNPJ, selecione os meses e gere o boleto.

Uma dica: no início do ano, emita todas as 12 guias de uma vez. Assim você organiza o pagamento antecipadamente e reduz o risco de esquecer algum mês.

Como pagar o DAS MEI por boleto, débito automático e Pix

Depois de emitir a guia, você tem três formas de pagamento, conforme orientação do portal Gov.br:

  • Boleto bancário: pague em qualquer banco, lotérica ou internet banking usando o código de barras
  • Débito automático: cadastre no portal do Simples Nacional e o valor é debitado da sua conta todo mês, sem precisar emitir guia
  • Pix: escaneie o QR Code gerado na guia DAS e pague direto pelo app do seu banco

O débito automático é a opção mais prática para quem quer evitar esquecimentos. O cadastro é feito uma vez e vale para o ano inteiro.

Para pagamento via Pix, o QR Code é gerado automaticamente na guia DAS emitida pelo PGMEI. Basta abrir o app do seu banco, escanear o código e confirmar. O pagamento é processado em segundos e o comprovante fica registrado.

Como pagar DAS MEI pelo app InfinitePay

Se você usa a InfinitePay, pode consultar e pagar suas guias DAS direto pelo app, sem precisar acessar o portal do governo.

O fluxo funciona assim:

  1. Abra o app InfinitePay
  2. Acesse a seção DAS MEI
  3. O app consulta automaticamente suas guias pendentes
  4. Visualize os detalhes e o PDF de cada guia
  5. Pague diretamente pelo app

A vantagem é centralizar pagamentos e gestão do seu negócio em um lugar só. Você consulta, confere o valor e paga sem alternar entre sites do governo e o app do banco.

O que acontece se não pagar o DAS MEI

A inadimplência gera multa, juros e pode resultar na perda de benefícios do INSS e até no cancelamento do CNPJ. As consequências se agravam com o tempo.

Multas, juros e perda de benefícios previdenciários

A Receita Federal aplica multa de 0,33% por dia de atraso, limitada a 20% do valor da guia. Sobre esse montante incidem juros mensais baseados na taxa Selic.

A progressão das consequências funciona assim:

  • 1 a 30 dias de atraso: multa diária de 0,33% + juros Selic. Você ainda consegue emitir a segunda via com encargos no PGMEI
  • Acima de 12 meses sem pagar: perda da qualidade de segurado do INSS. Você deixa de ter direito a aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade
  • Débitos não regularizados: a Receita encaminha a dívida para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que inscreve o valor na Dívida Ativa da União. Isso pode negativar seu CPF
  • Acima de 24 meses de inadimplência: risco de cancelamento do CNPJ. Um CNPJ cancelado não pode ser reativado, e você precisa abrir um novo cadastro

Como o MEI é vinculado diretamente à pessoa física, as dívidas do CNPJ podem ser cobradas no seu CPF.

Na prática, deixar de pagar uma guia de R$ 82,05 pode parecer pouco. Mas ao longo de 12 meses, o acumulado (com multa e juros) ultrapassa R$ 1.100. E a perda da qualidade de segurado do INSS significa ficar sem cobertura em caso de doença, acidente ou maternidade.

Como regularizar o DAS MEI em atraso

Se você tem guias atrasadas, pode regularizar a situação pelo PGMEI:

  1. Acesse o PGMEI com seu CNPJ
  2. Selecione o ano-calendário com pendências
  3. O sistema calcula automaticamente multa e juros sobre cada guia
  4. Emita as guias atualizadas e pague por boleto, Pix ou débito

O pagamento das guias atrasadas reativa seus direitos previdenciários, desde que você cumpra novamente o período de carência exigido para cada benefício.

Se você tem muitos meses em aberto, priorize o pagamento das guias mais recentes. Isso ajuda a recuperar a qualidade de segurado do INSS mais rapidamente.

Como parcelar o DAS MEI atrasado

Quem acumulou vários meses de dívida pode solicitar parcelamento em até 60 vezes pelo portal do Simples Nacional.

Regras do parcelamento:

  • Parcela mínima de R$ 50
  • Juros equivalentes à taxa Selic acumulada + 1% no mês do pagamento
  • O acordo só vale após o pagamento da primeira parcela dentro do prazo
  • Solicite pelo portal do Simples Nacional, na opção “Parcelamento, Microempreendedor Individual”

Se a dívida já foi inscrita na Dívida Ativa, o parcelamento deve ser negociado diretamente com a PGFN, pelo portal Regularize.

Benefícios de manter o DAS MEI em dia

Pagar o DAS em dia garante acesso a benefícios previdenciários, emissão de nota fiscal e melhores condições de crédito. Cada benefício exige um número mínimo de contribuições.

Aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade

A contribuição mensal de 5% do salário mínimo ao INSS dá acesso a cinco benefícios previdenciários. Cada um tem um período de carência, conforme dados do portal do INSS:

  • Aposentadoria por idade: exige 180 contribuições (15 anos). Mulheres a partir de 62 anos e homens a partir de 65 anos. O valor equivale a um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026)
  • Auxílio-doença: exige 12 contribuições mensais. Requer perícia médica do INSS
  • Salário-maternidade: exige 10 contribuições mensais
  • Pensão por morte: sem carência. Dependentes recebem o benefício desde que o MEI esteja em dia na data do falecimento
  • Auxílio-reclusão: sem carência. Direito dos dependentes do segurado

O MEI serve para aposentadoria, mas apenas por idade com a contribuição de 5%. Para aposentadoria por tempo de contribuição, é necessário complementar a alíquota para 20%.

Emissão de nota fiscal e acesso a crédito

Com o DAS em dia, você mantém o CNPJ regular e pode emitir nota fiscal para clientes, algo obrigatório em vendas para outras empresas (B2B).

A regularidade fiscal também facilita o acesso a linhas de crédito com condições melhores do que as oferecidas para pessoa física. Bancos e fintechs avaliam a adimplência do CNPJ ao liberar empréstimos, antecipação de recebíveis e cartões empresariais.

Além disso, muitas plataformas de marketplace e aplicativos de delivery exigem CNPJ ativo e regular para cadastro. Com o DAS atrasado, você pode perder acesso a esses canais de venda.

Manter a regularidade também permite participar de licitações públicas simplificadas e acessar programas de capacitação gratuitos oferecidos pelo Sebrae e pelo governo federal.

Simplifique sua rotina tributária com a InfinitePay

Você viu como funciona o DAS MEI, os valores de 2026, como emitir a guia e as consequências de deixar o pagamento em atraso. O próximo passo é colocar isso no piloto automático.

Com o app da InfinitePay, você consulta suas guias DAS pendentes, visualiza os detalhes de cada uma e paga direto pelo app, sem precisar acessar o portal do governo.

Além do DAS, a conta digital reúne Pix ilimitado, maquininha com as menores taxas e gestão de cobranças em um só lugar. Abra sua conta gratuitamente e simplifique a gestão tributária do seu MEI.

Finanças

O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) é uma ferramenta que veio para modernizar e facilitar o relacionamento entre os contribuintes e a administração tributária. Dentro do escopo do SPED, temos o EFD-Reinf, ou Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais. Em meio a tantos termos técnicos e siglas, muitos empresários e profissionais ficam confusos. Por isso, preparamos este conteúdo para desmistificar o Reinf e explicar sua importância.

O que é Reinf?

O EFD-Reinf é um dos módulos do SPED, responsável pela escrituração das retenções na fonte, seja ela de trabalhadores, seja sobre negociações com terceiros. Ele abrange, por exemplo, os tributos retidos na fonte por órgãos públicos, empresas privadas ou pagamentos a beneficiários no exterior.

Em outras palavras, "Reinf" é tipo um sistema do governo onde as empresas informam quanto pagaram e quanto de imposto foi retido em certos pagamentos, que não estão ligados à folha de salários. É como se fosse um jeito das empresas dizerem ao governo: "Olha, paguei isso e segurei esse tanto de imposto". E o governo, por sua vez, pode olhar essas informações para conferir se tudo está certinho. Não é uma ferramenta para auditar, mas sim para informar. Porém, é claro, o governo pode usar essas informações para checar se tudo tá conforme as regras.

Leia mais: DIRF: o que é e como fazer?

Por que foi criado?

A criação do Reinf tem como objetivo centralizar as informações e torná-las mais acessíveis para os órgãos fiscais, reduzindo a burocracia, evitando a duplicidade de informações e, principalmente, ampliando o combate à sonegação fiscal.

Quais informações são prestadas pelo Reinf?

Dentre as informações prestadas pelo EFD-Reinf, podemos destacar

  • Serviços tomados/prestados mediante cessão de mão de obra ou empreitada;
  • Retenções na fonte (IR, CSLL, Cofins, PIS/Pasep) incidentes sobre os pagamentos diversos feitos a pessoas físicas e jurídicas;
  • Recursos recebidos por/repasse para associação desportiva que tenha equipe de futebol profissional;
  • Comercialização da produção e apuração da contribuição previdenciária substituída pelas agroindústrias e demais produtores rurais pessoa jurídica;
  • Empresas que prestam e que contratam serviços realizados mediante cessão de mão de obra nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991.

Quem deve declarar o EFD-Reinf

Estão obrigadas a prestar informações pelo Reinf:

  • Empresas que prestam e que contratam serviços realizados mediante cessão de mão de obra; como bares, restaurantes, entre outros.
  • Entidades promotoras de eventos esportivos realizados em território nacional;
  • Empresas e pessoas físicas que tenham retido algum imposto sobre pagamentos feitos a outras pessoas jurídicas;
  • Associações desportivas que mantenham equipe de futebol profissional;
  • Organizações não governamentais, sem fins lucrativos, que recebem ou repassam recursos por ou para seu associado.

Leia mais: Gestão financeira eficiente: A chave do sucesso para seu negócio

Qual é o prazo de entrega da EFD-Reinf?

O prazo de entrega da EFD-Reinf 2026 (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais) varia de acordo com o tipo e tamanho do contribuinte. 

Cronograma de obrigatoriedade e prazos estabelecidos:

  • Grupos de Empresas:
  • Grupo 1: Entidades integrantes do “Grupo 2 - Entidades Empresariais” do Lucro Real, exceto as optantes pelo Simples Nacional e as entidades empresariais pertencentes ao 1º grupo, cuja atividade principal seja de instituição financeira ou equiparada a ela.
  • Grupo 2: Entidades integrantes do “Grupo 2 - Entidades Empresariais” do Lucro Presumido, exceto as optantes pelo Simples Nacional.
  • Grupo 3: Optantes pelo Simples Nacional e entidades sem fins lucrativos.
  • Grupo 4: Entidades públicas e outras entidades não listadas nos grupos anteriores.
  • Prazos:
  • Grupos 1 e 2: O prazo de entrega da EFD-Reinf para estas entidades é até o dia 15 do mês subsequente ao que se refere a escrituração.
  • Grupo 3: A EFD-Reinf para este grupo passou a ser entregue semestralmente, até o dia 30 do mês subsequente ao encerramento do semestre de referência. Ou seja, até 30 de julho (referente ao primeiro semestre) e até 30 de janeiro (referente ao segundo semestre).
  • Grupo 4: A definição do prazo para este grupo depende de instruções específicas.

Lembrando que, caso a data de vencimento recaia em dia não útil, a entrega deverá ser antecipada para o dia útil imediatamente anterior.

No entanto, é importante verificar constantemente as atualizações e normativas publicadas pela Receita Federal, pois mudanças no cronograma e prazos podem ocorrer. Sempre recomendo a consulta ao portal da Receita Federal ou a um contador para garantir que você esteja ciente do prazo atualizado e das últimas obrigatoriedades.

Como saber se minha empresa precisa entregar EFD-Reinf

A obrigatoriedade da entrega da EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais) depende da natureza das atividades realizadas pela empresa e de sua classificação tributária. Vamos entender os critérios para saber se sua empresa precisa entregar a EFD-Reinf:

Natureza das Operações: Independentemente da classificação tributária da sua empresa, se ela realizar operações que envolvam retenção de impostos (exceto ISS e ICMS) ou outras operações relacionadas no layout da EFD-Reinf, haverá a necessidade de entrega da escrituração. Isso inclui, por exemplo, retenção na fonte de pagamentos diversos feitos a pessoas jurídicas, retenção previdenciária sobre notas fiscais, entre outras.

Classificação Tributária:

  • Lucro Real: Empresas enquadradas nesse regime, que sejam grandes contribuintes e estejam classificadas no grupo 1 do eSocial, são obrigadas a entregar a EFD-Reinf.
  • Lucro Presumido e Lucro Arbitrado: As empresas nesse regime, que não sejam optantes pelo Simples Nacional, também têm a obrigatoriedade da entrega.
  • Simples Nacional: Empresas enquadradas no Simples Nacional são obrigadas a entregar a EFD-Reinf quando estiverem envolvidas em operações que constem na EFD-Reinf, como a prestação de serviços mediante cessão de mão de obra, por exemplo.
  • Entidades sem fins lucrativos: Estão igualmente obrigadas a entregar, especialmente se realizarem operações que resultem em retenções.

Atividades Específicas: Existem algumas atividades específicas que tornam a empresa obrigada a entregar a EFD-Reinf:

  • Empresas que prestam e contratam serviços realizados mediante cessão de mão de obra;
  • Entidades promotoras de eventos esportivos;
  • Associações desportivas que mantenham equipe de futebol profissional;
  • Empresas e pessoas físicas que realizaram retenção de impostos sobre pagamentos feitos a outras pessoas jurídicas.

O que fazer?

Avaliação Interna: É essencial que a empresa faça uma avaliação interna, preferencialmente com o auxílio de um contador ou equipe contábil, sobre suas atividades e operações para identificar se há obrigações relacionadas à EFD-Reinf.

Consulte um Contador: Este profissional é o mais indicado para avaliar a necessidade de entrega da EFD-Reinf com base nas atividades e operações realizadas pela empresa.

Fique atento às atualizações: A legislação tributária brasileira é frequentemente atualizada. Assim, mesmo que sua empresa não esteja obrigada agora, essa situação pode mudar. Mantenha-se atualizado e sempre em contato com seu contador.

Em suma, a obrigatoriedade está ligada tanto à classificação tributária da empresa quanto às atividades que ela realiza. A EFD-Reinf é apenas uma das diversas obrigações acessórias exigidas pelo sistema tributário brasileiro, por isso, é fundamental manter a regularidade e a conformidade com todas as exigências fiscais.

Leia mais: Como fazer seu informe de rendimentos de pessoa jurídica

A importância do Reinf

A implementação do Reinf representa uma grande evolução no cenário fiscal brasileiro. Ao proporcionar uma maior transparência nas operações, ele não apenas facilita o trabalho dos profissionais da área contábil, mas também contribui para a redução da sonegação e evasão fiscal.

É fundamental que as empresas estejam atentas às suas obrigações e prazos relacionados ao Reinf, evitando possíveis penalidades. Recomenda-se, ainda, o uso de sistemas de gestão integrada e a capacitação constante da equipe responsável por essa escrituração.

O Reinf é mais uma ferramenta que busca a modernização e a transparência nas relações fiscais, trazendo benefícios tanto para o governo quanto para os contribuintes. Seu entendimento e correta aplicação são essenciais para uma gestão fiscal eficiente e alinhada às exigências legais atuais.

Como a InfinitePay disponibiliza o Reinf para os clientes

Visando sempre aprimorar a experiência de seus clientes, a InfinitePay tem o compromisso de enviar, automaticamente, o REINF no início de cada mês. Esta é uma das formas que a empresa demonstra sua atenção e cuidado com a conformidade fiscal de seus clientes. E as novidades não param por aí: em breve, esta funcionalidade será ainda mais acessível, estando disponível diretamente no aplicativo e também na conta web, garantindo assim mais praticidade e agilidade para todos.

Como baixar Reinf pela conta digital InfinitePay:

Nossos clientes têm acesso direto ao arquivo do Reinf na conta digital da InfinitePay. Em apenas 4 passos você tem sua Reinf na mão. Veja:

  1. Acesse a Conta Premium.
  2. Vá para “Configurações”.
  3. Selecione a aba “Relatório EFD-Reinf”.
  4. Clique em “Baixar relatório mensal” para obter o documento em formato PDF

Veja mais: Venda, emita fichas e faça a gestão de estoque direto pela maquininha

Finanças

Entender o que é a DIRF deixou de ser sobre como preencher a declaração. Desde janeiro de 2025, ela não existe mais para novos fatos geradores.

Quem pesquisava sobre a DIRF em 2024 ainda precisava entregá-la. Em 2025, a última foi enviada. Agora, em 2026, as retenções seguem exclusivamente pelo eSocial e pela EFD-Reinf.

O que é DIRF e para que serve?

DIRF é a sigla para Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte. A Receita Federal exigia essa declaração das fontes pagadoras para fiscalizar a arrecadação de tributos.

Fonte pagadora é quem efetua o pagamento e retém o imposto. Pode ser uma empresa que paga salários ou um prestador que contrata outro profissional.

A finalidade da DIRF era cruzar informações entre quem pagou e quem recebeu. Com esse cruzamento, a Receita Federal identificava divergências entre os valores declarados por cada parte.

O envio acontecia uma vez por ano, até o último dia útil de fevereiro. A transmissão era feita pelo programa PGD DIRF, com envio via sistema ReceitaNet da Receita Federal.

O que a DIRF informava

A declaração reunia dados financeiros sobre pagamentos e retenções realizados ao longo do ano-calendário. Veja os principais itens que a DIRF comunicava à Receita Federal:

  • Rendimentos tributáveis pagos a pessoas físicas domiciliadas no Brasil, como salários, aluguéis e honorários
  • Valores de Imposto de Renda retido na fonte sobre esses pagamentos
  • Contribuições sociais retidas, como CSLL, PIS e COFINS, conforme detalhado pela Contabilizei em seu guia sobre a DIRF
  • Pagamentos e remessas realizados a pessoas físicas ou jurídicas residentes no exterior

Cada um desses itens permitia à Receita Federal verificar se os contribuintes declararam corretamente seus rendimentos na declaração de pessoa física.

Quem emitia a DIRF

A responsabilidade era sempre da fonte pagadora. Ou seja, a pessoa física ou jurídica que efetuou pagamentos sujeitos à retenção de imposto na fonte.

Isso inclui empresas com funcionários registrados, órgãos públicos e qualquer pessoa jurídica que tenha retido IR, CSLL, PIS ou COFINS sobre pagamentos a terceiros.

Para empreendedores, entender o que significa DIRF na contabilidade é fundamental. Essa declaração impactava diretamente a rotina fiscal de quem realizava pagamentos com retenção, independentemente do porte do negócio.

O fim da DIRF: o que mudou com a extinção

A DIRF deixou de existir para fatos geradores a partir de janeiro de 2025. A Receita Federal oficializou a extinção da declaração em comunicado de julho de 2025.

A IN RFB nº 2.181/2024 formalizou a substituição. Agora, as informações sobre retenções de IR e contribuições seguem via eSocial e EFD-Reinf, de forma mensal.

Para quem quer entender o que muda em 2026: a resposta curta é que não existe mais DIRF a entregar. O envio agora acontece mês a mês, dentro dos sistemas do SPED.

eSocial e EFD-Reinf: os substitutos da DIRF

Cada sistema absorveu uma parte das obrigações que a DIRF concentrava em uma única declaração anual.

O eSocial cobre os dados trabalhistas: pagamentos de rendimentos do trabalho (evento S-1210) e tributos de processos trabalhistas (evento S-2501).

Já a EFD-Reinf cobre pagamentos a terceiros pela série de eventos R-4000: pagamentos a pessoa física (R-4010), a pessoa jurídica (R-4020) e autorretenções (R-4080).

AspectoDIRF (antes)eSocial + EFD-Reinf (agora)
Frequência de envioAnual (até fevereiro)Mensal
Sistema utilizadoPGD DIRF + ReceitaNeteSocial e EFD-Reinf (SPED)
Tipo de dadosTodos os rendimentos e retenções em um único arquivoTrabalhistas no eSocial, pagamentos a terceiros na EFD-Reinf
Correção de errosRetificação anualPainel de críticas mensal no Demonstrativo Consolidado do IRRF

O modelo mensal elimina a duplicidade de informações e distribui o trabalho de compliance ao longo do ano.

Timeline da transição: de 2024 a 2026

A mudança não aconteceu de uma vez. A Receita Federal prorrogou o prazo original após entidades relatarem dificuldades técnicas de adaptação.

Veja os marcos principais:

  1. Em março de 2024, a IN RFB nº 2.181 prorrogou a extinção da DIRF para fatos geradores a partir de janeiro/2025
  2. Em fevereiro de 2025, as empresas entregaram a última DIRF (ano-calendário 2024), com prazo final no dia 28
  3. A partir de 2026, a DIRF deixa de existir. As empresas transmitem os dados de retenções exclusivamente via eSocial e EFD-Reinf, mês a mês

Se sua empresa já envia eSocial e EFD-Reinf mensalmente, a transição não exige nenhuma ação adicional. O fluxo atual já substitui a antiga declaração anual.

Quem era obrigado a entregar a DIRF?

Toda pessoa física ou jurídica que pagou rendimentos com retenção de IR, PIS, COFINS ou CSLL precisava entregar a DIRF à Receita Federal, mesmo que a retenção tenha ocorrido em apenas um mês.

A obrigatoriedade abrangia diferentes perfis de contribuinte:

  • Empresas do Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real que retiveram impostos sobre pagamentos a funcionários ou prestadores de serviço
  • MEI que pagou salários a empregados com retenção de IR na fonte (MEI que reteve apenas via administradoras de cartão ficava dispensado, segundo a LegisWeb)
  • Pessoas físicas que efetuaram pagamentos com retenção de imposto de renda
  • Órgãos da administração pública federal, autarquias e empresas públicas
  • Empresas e pessoas físicas que realizaram remessas de valores ao exterior, mesmo sem retenção

Quem não efetuou nenhum pagamento sujeito à retenção na fonte estava dispensado.

Com a extinção da DIRF em 2025, a obrigação não desapareceu. As mesmas empresas agora informam retenções mensalmente via eSocial e EFD-Reinf.

Como declarar as informações da DIRF hoje

Com o fim da DIRF, o envio de retenções passou a ser mensal. Veja o que fazer na prática:

  1. Envie os dados trabalhistas (salários, FGTS, INSS) pelo eSocial todo mês
  2. Informe pagamentos a outras empresas e retenções de tributos pela EFD-Reinf, também mensalmente
  3. Confira se os eventos de retenção estão corretos antes do fechamento de cada competência
  4. Regularize DIRFs de anos anteriores pendentes pelo portal e-CAC da Receita Federal, se necessário

O preenchimento correto do eSocial e da EFD-Reinf garante que seus colaboradores recebam a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, segundo a Receita Federal.

Para manter o controle das obrigações fiscais do seu negócio, uma planilha de fluxo de caixa ajuda a organizar entradas e saídas com clareza.

Prazo de envio do Informe de Rendimentos

O Informe de Rendimentos continua obrigatório mesmo sem a DIRF. Toda fonte pagadora precisa disponibilizá-lo até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte, conforme orienta o Tax Group.

Em 2026, o prazo foi 27 de fevereiro.

O que acontece se não enviar corretamente

Quem ainda possui DIRFs anteriores pendentes está sujeito a multa de 2% ao mês sobre o valor do imposto de renda informado, limitada a 20% do total, de acordo com a Qive.

Valores mínimos da multa: - R$ 200,00 para pessoa física, empresa inativa ou optante do Simples Nacional - R$ 500,00 para as demais pessoas jurídicas

A multa pode ser reduzida em 50% se você enviar a declaração antes de qualquer auditoria da Receita, ou em 25% se entregar dentro do prazo fixado em intimação.

Já o Informe de Rendimentos entregue com atraso ou dados incorretos gera multa de R$ 41,43 por documento irregular, segundo o Tax Group.

DIRF e DIRPF: qual a diferença?

A DIRF era uma declaração da empresa; a DIRPF é a declaração da pessoa física. Apesar das siglas parecidas, cada uma cumpre um papel distinto no sistema tributário.

A Receita Federal usava os dados da DIRF para cruzar informações com as declarações individuais e identificar inconsistências.

AspectoDIRFDIRPF
SiglaDeclaração do Imposto de Renda Retido na FonteDeclaração do Imposto de Renda Pessoa Física
Quem declaraFonte pagadora (empresa ou PJ)Contribuinte pessoa física
FinalidadeInformar retenções de IR e contribuições sobre pagamentosApurar rendimentos, deduções e ajuste anual do IR
FrequênciaAnual (entrega em fevereiro)Anual (entrega entre março e maio)
Situação em 2026Extinta desde jan/2025, substituída por eSocial e EFD-ReinfVigente e obrigatória

O desconto simplificado na DIRF corresponde a R$ 528,00 mensais, equivalente a 25% do limite de isenção. Ele substitui as deduções legais quando mais vantajoso para o contribuinte.

Já o MDR (Merchant Discount Rate) aparecia na DIRF porque o IRRF incidia sobre a receita líquida da processadora de cartões, correspondendo a 1,5% desse valor.

A DIRF acabou, mas o IR da sua PJ não

As retenções migraram pro eSocial e EFD-Reinf. A declaração de imposto de renda da pessoa física que tem empresa continua com regras próprias.

Na masterclass gratuita do Infinite Academy, a contadora Laís Narciso preenche a declaração de quem é PJ do zero, incluindo pró-labore e distribuição de lucros. Assista agora.

Finanças

A demonstração financeira chamada DRE (demonstração do resultado do exercício) é um resumo de dados que possibilita que os empreendedores apresentem os resultados financeiros mensais ou anuais a seus investidores, bancos e até mesmo para o governo. 

Para saber se estão lucrando ou tendo prejuízos com as ações adotadas, as empresas precisam registrar e apresentar o resultado de suas operações financeiras. 

Para isso, plataformas digitais, ou até mesmo planilhas criadas no Excel são de grande ajuda para compor declarações como a DRE.

Neste artigo, explicaremos em detalhes o que é, como criar um modelo do zero, métodos de análise e qual a importância para o seu negócio. 

O que é DRE?

A DRE, ou Demonstração do Resultado do Exercício, é uma ferramenta contábil que resume os resultados financeiros de uma empresa em um período determinado, abrangendo tanto as operações principais quanto as atividades não operacionais. 

Esse relatório é essencial para entender o desempenho financeiro do negócio, oferecendo uma visão clara de seus ganhos e despesas.

Diferentemente do balanço patrimonial, que apresenta os saldos das contas de bens, direitos e obrigações da empresa, ela detalha os gastos e ganhos ocorridos durante o exercício, que geralmente corresponde ao ciclo anual (janeiro a dezembro). 

No entanto, a elaboração de DREs mensais ou trimestrais também é comum, seja para monitorar o desempenho fiscal ou auxiliar na gestão administrativa.

Por meio dessa declaração, são confrontados indicadores como receitas, custos, despesas, investimentos e provisões, resultando na apuração do lucro ou prejuízo líquido da empresa.

Esse documento é obrigatório para fins legais em periodicidade anual, mas também pode ser adaptado para diferentes necessidades de análise e planejamento.

Qual a diferença entre DRE Gerencial e DRE Contábil?

Embora utilizem os mesmos dados de base, essas versões atendem a objetivos distintos.

A DRE Gerencial é projetada para a análise interna e estratégica da empresa. 

Flexível em sua estrutura, ela permite adaptações conforme as necessidades do negócio, como a inclusão de projeções de custos futuros, metas de expansão e análises específicas de desempenho.

Seu objetivo principal é auxiliar gestores na tomada de decisões estratégicas, oferecendo insights sobre a rentabilidade e eficiência operacional. 

Por ser voltada para o uso interno, ela não segue necessariamente os padrões contábeis formais, mas é uma ferramenta indispensável para otimizar a gestão e planejamento do negócio.

A DRE Contábil, por outro lado, é um relatório oficial obrigatório para atender às exigências fiscais.

Sua elaboração segue normas legais específicas, sendo realizada por profissionais habilitados, como contadores registrados no Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

Esse tipo de declaração é utilizado para apuração de tributos, registro de resultados e prestação de contas, sendo estruturado de maneira padronizada para cumprir as obrigações legais da empresa. 

Vale dizer que apenas o MEI está isento da necessidade de apresentar esse documento.

Infográfico com as diferenças entre DRE Gerencial, na esquerda, e DRE Contábil, na direita

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Qual a importância de usar a DRE?

Por meio da DRE é possível analisar se administração da empresa está controlando efetivamente os gastos de forma eficiente, e se o lucro gerado é compatível com o capital investido no empreendimento. 

Ou seja, a demonstração do resultado do exercício é responsável por mostrar a saúde financeira do negócio.

Por mais que a função da DRE pareça clara, muitos desconhecem sua real empregabilidade, estruturação e benefício. 

Separamos os principais benefícios que a Demonstração de Resultados do Exercício oferece para os negócios:

  1. Orienta na tomada de decisão com base no cenário financeiro atual da empresa
  2. Possibilita a correção de falhas administrativas e financeiras para alcançar os melhores resultados
  3. Possibilita o acesso a todos os detalhes sobre a situação financeira do negócio no período, facilitando o trabalho de investidores, bancos e governo;
  4. Possibilita a captação e conquista de investidores potenciais, por meio da apresentação dos resultados obtidos
  5. Ajuda a avaliar a eficácia da gestão, além de lucros e prejuízos.

Qual a estrutura de uma DRE?

A estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício, conforme o artigo 187 da Lei nº 6.404/1976, deverá conter obrigatoriamente:

  1. Receita Bruta
  2. (-) Deduções e abatimentos
  3. (=) Receita Líquida
  4. (-) CPV (Custo de produtos vendidos) ou CMV (Custos de mercadorias vendidas)
  5. (=) Lucro Bruto
  6. (-) Despesas com Vendas
  7. (-) Despesas Administrativas
  8. (-) Despesas Financeiras
  9. (=) Resultado Antes IRPJ CSLL
  10. (-) Provisões IRPJ E CSLL
  11. (=) Resultado Líquido

Vale dizer que, desde 2007, demonstração de resultado (DRE) é uma tarefa obrigatória para a maioria das empresas, pois ela também é um demonstrativo contábil de apresentação de impostos e taxas, evitando sonegação.

A estrutura acima é uma versão simplificada de uma DRE e isso significa que você não precisa se limitar a ele, já que existem modelos mais detalhados e complexos.

Independentemente do método escolhido para o preenchimento, a sua DRE precisa ser o mais detalhada possível.

Para pequenas empresas, ou empreendedores com pouca maturidade, seguir um modelo para elaborar um documento de DRE é uma estratégia inteligente. 

No tópico a seguir, você confere um passo a passo para fazer a sua planilha de DRE.

Como montar um DRE do zero?

Além de saber como preencher corretamente os passos principais de uma DRE, você precisa estruturar o seu documento.

Por isso, antes de detalharmos cada uma das partes obrigatórias, vamos dar algumas dicas para você estruturar a sua no Excel ou no Planilhas Google:

Dica 1: Crie um cabeçalho

É aqui que precisamos adicionar os títulos em cada coluna. A partir dele que serão definidas as informações a serem inseridas são:

  • Data: na DRE é possível realizar o acompanhamento mensal
  • Receita bruta: venda de produtos, venda de mercadoria e prestação de serviços
  • Deduções da receita bruta: devoluções de venda, abatimentos, impostos e contribuições incidentes sobre venda
  • Receita líquida: Custos das vendas: custo dos produtos vendidos, custo das mercadorias, custo dos serviços prestados
  • Resultado bruto
  • Despesas com vendas, administrativas e financeiras
  • Outras receitas e despesas: custo de venda de bens e direitos do ativo não circulante
  • Resultado operacional antes do IR e CSLL
  • Provisão para a IR e CSLL
  • Lucro líquido antes das participações
  • PRO LABORE
  • Resultado líquido

Além dessas informações, é possível acrescentar as contas conforme as movimentações financeiras do seu negócio. 

Confira como ficaria:

Dica 2: Formatar as colunas e adicionar cores

Esse parte é bastante rápida e simples!

Para não precisar repetir esse passo toda vez que você precisar inserir os dados na DRE, sugerimos formatar cada uma das linhas e colunas corretamente.

Basta editar a formatação da seguinte forma: linhas e colunas de “Valor” como “Moeda”; coluna “A” como “Geral”; linha “Data” como “Data Abreviada”.

Depois, de formatadas, indicamos que você utilize cores entre as linhas para facilitar a identificação das informações. 

Ambas as plataformas oferecem uma variedade de cores, você pode escolher as que achar melhor.

No nosso exemplo utilizamos a cor verde para os meses e cinza nas informações principais, como no exemplo abaixo: 

Agora que você já montou a base da sua DRE, vamos entender melhor cada uma das partes principais e, também, como criar e inserir suas respectivas fórmulas.

1. Receita bruta

A receita bruta representa o total acumulado das vendas realizadas pela empresa em um determinado período, sem levar em conta os descontos, devoluções ou impostos aplicados às operações. 

Esse é o ponto de partida para entender o desempenho financeiro do negócio antes de qualquer dedução.

Para encontrar o total de “Receita Operacional Bruta”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes a receita (vendas de produtos, vendas de mercadorias e prestação de serviços).

2. Deduções da receita bruta

Refere-se aos valores que são subtraídos da receita bruta, incluindo devoluções de produtos, descontos comerciais concedidos aos clientes e impostos incidentes diretamente sobre as vendas, como ICMS e ISS. 

Essas deduções ajustam a receita para refletir os valores efetivamente recebidos.

Para encontrar o total de “Deduções da Receita Bruta”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes a receita (devoluções de vendas, abatimentos e impostos e contribuições incidentes sobre venda).

3. Receita líquida

A receita líquida é obtida após a aplicação das deduções sobre a receita bruta. 

Ela reflete o montante real que a empresa tem disponível, eliminando efeitos de devoluções, descontos e impostos diretos, sendo essencial para análises financeiras.

Para encontrar o total de “Receita Operacional Líquida”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Receita operacional bruta” somando ao total de “Deduções da receita bruta”

4. Custos das Vendas

Os custos das vendas abrangem todas as despesas extras relacionadas diretamente à produção de bens ou à prestação de serviços vendidos. 

Isso inclui custos de matéria-prima, logística, e quaisquer gastos associados à entrega ou fabricação de produtos e serviços.

Para encontrar o total de “Custo das Vendas”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes ao custo (custo dos produtos vendidos, custo das mercadorias e custo dos serviços prestados)

5. Resultado ou lucro bruto

O lucro bruto é calculado subtraindo os custos das vendas da receita líquida. 

Esse indicador revela a margem de ganho inicial que a empresa obtém com suas operações principais, antes de considerar despesas administrativas, financeiras e tributárias.

Para encontrar o total de “Resultado Operacional Bruto”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Receita operacional líquida” somando ao total de “Custos das vendas”

6. Despesas administrativas

As despesas administrativas ou “operacionais” incluem todos os custos fixos associados à manutenção e operação do negócio. 

Isso inclui salários de funcionários administrativos, aluguel de escritórios, contas de energia e outros gastos que não dependem diretamente do volume de vendas.

Para encontrar o total de “Despesas Operacionais”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes às despesas (despesas com vendas e despesas administrativas)

7. Despesas financeiras líquidas

São os custos associados à obtenção de crédito ou à administração de dívidas, como juros sobre empréstimos, taxas bancárias e multas financeiras. 

Quando aplicável, pode incluir variações cambiais em operações internacionais.

Para encontrar o total de “Despesas Financeiras Líquidas”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes às despesas (receita financeira e variações monetárias e cambiais ativas)

8. Despesas com vendas

Essas despesas englobam os gastos diretamente relacionados à promoção e concretização de vendas, como comissões de vendedores, investimentos em publicidade, ações de marketing e suporte pós-venda.

Para encontrar o total de “Outras Despesas e Receitas”: 

  • Insira o sinal de igual ( = ) e selecione selecionar a célula referente a “custo de venda de bens e direitos do ativo não circulante”

9. Resultados antes do IRPJ e CSLL

É o montante obtido após a dedução de todas as despesas operacionais e financeiras, mas antes de considerar a incidência do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 

Esse resultado reflete o desempenho operacional bruto da empresa.

Para encontrar o total de “Resultado Operacional do IR e CSLL”:

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Resultado operacional bruto” somado ao total de “Despesas Operacionais”, “Despesas Financeiras Líquidas” e “Outras Receitas e Despesas”.

10. Provisão IRPJ e CSLL

Corresponde à reserva financeira necessária para o pagamento do IRPJ e da CSLL. 

Esses tributos são calculados com base no lucro obtido pela empresa, sendo fundamentais para o planejamento fiscal.

Para encontrar o total de “Provisão para IR e CSLL”:

  • Selecione a célula “Receita Operacional Bruta” e multiplique pelo IR, somando a célula “Receita Operacional Bruta” e multiplicando pelo CSLL”

Para isso, é necessário inserir uma aba na planilha de DRE com a taxa referente aos impostos:

11. Lucro líquido antes das participações

Esse indicador considera o lucro após dedução de todas as despesas, inclusive tributos, mas antes da distribuição de participações aos sócios, acionistas ou funcionários. 

É usado para medir a rentabilidade operacional final antes das alocações.

Para encontrar o total do “Lucro Líquido antes das Participações”:

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Resultado Operacional Antes do IR e CSLL” somando ao total de “Provisão para IR e CSLL”

12. Resultado líquido

O resultado líquido, também conhecido como lucro líquido final, é o valor que sobra para a empresa após todas as deduções, incluindo despesas, tributos e participações. 

Esse é o montante disponível para reinvestimentos, distribuição de dividendos ou reserva financeira.

Para encontrar o total do “Resultado líquido do exercício”:

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Lucro líquido Antes das Participações” somando ao total de “PRO LABORE”:

Se você seguiu todos os passos corretamente, a sua planilha de DRE está pronta! Agora, você só precisa fazer os lançamentos. 

Confira como fica preenchido no modelo final:

Leia mais:

Como analisar a DRE?

Existem dois principais métodos, a vertical e a horizontal, que basicamente funcionam como uma orientação de leitura e interpretação da planilha.

Ao aplicar esses dois métodos de análise, gestores têm uma visão completa do desempenho financeiro, podendo tomar decisões embasadas e proativas para impulsionar os resultados.

A seguir, explicamos cada uma delas em detalhes.

Análise vertical

A Análise Vertical examina a relação proporcional entre os elementos da DRE e um total de referência, que geralmente é a receita líquida. 

Essa abordagem ajuda a entender como cada componente, como custos, despesas e impostos, contribui para o resultado final.

Por exemplo, ao observar a porcentagem das despesas operacionais em relação à receita líquida, é possível identificar áreas onde os gastos estão acima do esperado. 

Com essas informações, os gestores podem ajustar a estrutura de custos, melhorando a eficiência e otimizando a lucratividade.

Além disso, a análise vertical é útil para monitorar mudanças no peso relativo das despesas ao longo do tempo, permitindo ajustes contínuos na estratégia financeira.

Análise horizontal

Enquanto a análise vertical foca na relação interna entre elementos de um mesmo período, a Análise Horizontal examina a evolução dos itens da DRE ao longo de diferentes períodos. 

Isso inclui a comparação de receitas, custos e despesas de um mês, trimestre ou ano em relação a outro.

Esse método é essencial para identificar tendências de crescimento ou declínio, ajudando a projetar cenários futuros e ajustar o planejamento estratégico. 

Por exemplo, se as receitas de vendas aumentam enquanto os custos permanecem estáveis, isso pode indicar maior eficiência operacional.

Com a análise horizontal, a empresa pode monitorar sua evolução ao longo do tempo, assegurando que as decisões tomadas reflitam o crescimento sustentável e a rentabilidade desejada.

Qual a diferença entre DRE e Balanço Patrimonial?

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e o Balanço Patrimonial são dois relatórios contábeis, mas com propósitos distintos, que juntos oferecem uma visão ampla e complementar sobre a saúde financeira de uma empresa. 

Entender a diferença entre eles é fundamental para uma gestão financeira eficiente.

A DRE reflete o desempenho financeiro da empresa em um período maior, detalhando as receitas, custos, despesas e o resultado obtido, seja lucro ou prejuízo. 

Ela está mais conectada ao dia a dia da operação, permitindo acompanhar a rentabilidade e a eficiência operacional ao longo do tempo.

Por ser dinâmica, a DRE é uma ferramenta que ajuda a entender como as atividades geradoras de receita e os custos associados impactam a lucratividade. 

Além disso, permite planejar ajustes para melhorar o desempenho financeiro com base em dados reais.

O Balanço Patrimonial, por outro lado, apresenta a situação financeira da empresa em um momento específico, funcionando como um "raio-X" das finanças. 

Ele lista os ativos (bens e direitos), os passivos (obrigações) e o patrimônio líquido, demonstrando a capacidade da empresa de honrar seus compromissos financeiros.

Essa visão estática é serve para avaliar a liquidez, solvência e estabilidade da organização, ajudando a identificar sua capacidade de investimento ou a necessidade de ajustes financeiros.

Juntas, elas permitem:

  • Entender como as receitas e despesas impactam o patrimônio líquido.
  • Comparar o que foi realizado (DRE) com o que está previsto ou registrado como obrigação (Balanço Patrimonial).
  • Avaliar a saúde financeira geral e planejar ações com base em dados concretos.

Ao utilizar ambas as ferramentas de maneira integrada, gestores conseguem tomar decisões mais fundamentadas, garantindo um equilíbrio saudável entre a operação diária e a sustentabilidade financeira no longo prazo.

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