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Finanças

42% dos empresários que fecharam não calcularam as vendas necessárias para cobrir custos, e a margem de lucro é o número que evita esse erro.

O problema não foi vender pouco. Foi não saber quanto precisava sobrar de cada venda.

Com 12,7 milhões de MEIs ativos no Brasil, boa parte opera sem separar faturamento de lucro. Pagam fornecedores, cobrem aluguel, descontam taxas de cartão e não sabem explicar por que o saldo ficou negativo.

Margem de lucro é o percentual de cada venda que sobra depois de pagar todos os custos. Você vende por R$ 100 e gasta R$ 70 para produzir e entregar: sua margem é de 30%.

Como calcular a margem de lucro na prática

A fórmula da margem de lucro divide o lucro pela receita total e multiplica por 100. O resultado mostra quanto de cada venda vira lucro real.

A maioria dos empreendedores aplica essa conta só com o custo do produto, ignorando taxas de cartão, frete e impostos. A margem que aparece não é a que sobra no caixa.

Margem de lucro bruta

A margem de lucro bruta considera apenas o custo direto do produto ou serviço.

Fórmula: (Receita - Custo dos produtos) / Receita x 100

Exemplo: uma MEI que vende acessórios fatura R$ 12.000 por mês. O custo dos produtos soma R$ 6.000.

(12.000 - 6.000) / 12.000 x 100 = 50%

Parece saudável. Mas essa conta esconde tudo o que corrói o lucro antes de chegar ao bolso.

Funil mostrando a margem bruta de 50% sendo reduzida por taxas, despesas operacionais e impostos até a margem líquida de 25,3%

Margem de lucro líquida

A margem de lucro líquida desconta todas as despesas: impostos, taxas, aluguel, frete e custos operacionais.

Fórmula: Lucro líquido / Receita total x 100

Usando o mesmo exemplo dos R$ 12.000, agora com os custos que empreendedores esquecem:

  • Custo dos produtos: R$ 6.000
  • Taxas de cartão de crédito (55% das vendas a 3,15%): R$ 207,90
  • Taxas de débito (25% das vendas a 1,37%): R$ 41,10
  • Pix (20% das vendas a 0%): R$ 0
  • Frete e embalagem: R$ 480
  • DAS MEI (comércio): R$ 82,05
  • Aluguel: R$ 1.800
  • Energia e internet: R$ 350

Lucro líquido: R$ 12.000 - R$ 6.000 - R$ 2.961,05 = R$ 3.038,95

Margem líquida: 3.038,95 / 12.000 x 100 = 25,3%

A margem caiu de 50% para 25,3%. Quase metade do lucro aparente se perdeu em custos que não estavam na conta inicial.

Quem aceita Pix a custo zero reduz essa perda. Na InfinitePay, Pix sai a 0% e o débito começa em 1,37%, sem aluguel de maquininha.

Existe ainda a margem operacional, que desconta despesas administrativas sem incluir impostos. Para MEI e pequenos negócios, a bruta e a líquida cobrem o essencial.

Diferença entre markup e margem de lucro

Os dois usam os mesmos números, mas partem de bases diferentes. Markup calcula a partir do custo. Margem de lucro calcula a partir do preço de venda.

Exemplo: um produto custa R$ 22 e você vende por R$ 40.

  • Markup: (40 - 22) / 22 x 100 = 81,8%
  • Margem de lucro: (40 - 22) / 40 x 100 = 45%

Quem usa o markup de 81,8% achando que é margem superestima o ganho real quase pela metade.

Use o markup para formar o preço de venda a partir do custo. Use a margem de lucro para medir quanto cada venda retorna ao caixa.

Leia mais:

Qual a margem de lucro ideal para cada setor

A margem de lucro ideal varia de 3% a 30% dependendo do setor, do modelo de negócio e do volume de vendas. Não existe número universal.

Um restaurante que opera com 8% de margem líquida pode ser saudável. Uma consultoria com os mesmos 8% provavelmente está precificando errado.

A estrutura de custos define essa variação. Negócios com estoque alto e giro rápido sobrevivem com margens menores. Negócios baseados em conhecimento precisam reter mais por venda.

Margem de lucro ideal para comércio e revenda

No comércio varejista, a margem líquida saudável fica entre 15% e 20%.

A margem de lucro de supermercado é a exceção. A margem líquida média do setor se mantém em 2,9% desde 2021.

O modelo explica: supermercados compensam a margem baixa com volume alto e giro de estoque rápido. Mini mercados de bairro chegam a 3-5%, enquanto grandes redes operam com 2-3%.

Para quem revende produtos físicos, custos ocultos corroem a margem: frete, embalagem, taxas de cartão e impostos.

Ignorar esses custos é o erro mais comum de quem acha que vende com lucro, mas opera no vermelho.

Margem de lucro ideal para serviços

Serviços concentram as margens mais altas: 20% a 30% de margem líquida.

Consultoria e TI lideram com 20-30%, porque o custo direto é baixo e o valor percebido pelo cliente é alto. Marketing digital e tecnologia ficam na faixa de 15-25%.

Manutenção, reparos e serviços de beleza operam entre 10-25%, com variação maior conforme o peso de insumos e aluguel no custo total.

Escalar no setor de serviços não exige proporcionalmente mais estoque ou estrutura.

Quem presta serviço e mantém margem abaixo de 15% precisa revisar a precificação ou os custos fixos.

Margem de lucro ideal para alimentação e restaurantes

A margem de lucro de restaurante varia mais do que em qualquer outro setor. Entre os que operam com lucro, a margem líquida média não ultrapassa 10%, segundo dados de 2024.

O cenário fica mais claro com a pesquisa da Abrasel de junho de 2025: apenas 41% dos restaurantes registraram lucro. Os outros 22% operaram com prejuízo e 37% ficaram no equilíbrio.

A margem muda conforme o modelo de operação:

  • Restaurante à la carte: 10-15% de margem líquida
  • Fast food e self-service: 15-20%
  • Delivery via marketplace: 5-10%, por conta das comissões da plataforma

Quem opera no setor de alimentação precisa controlar custo de insumos, desperdício e custo por prato.

A diferença entre lucro e prejuízo pode ser uma variação de 3 pontos percentuais na margem.

Como aumentar a margem de lucro do seu negócio

Aumentar a margem de lucro de um produto nem sempre exige cobrar mais. Muitas vezes, o caminho mais rápido é cortar custos que passam despercebidos.

Depender só de reajuste de preço é arriscado. 49% das PMEs perderam margem de lucro por aumento de custos em 2026, e apenas 14,7% conseguiram recuperar via preço.

Quem protege a margem atua em várias frentes ao mesmo tempo.

Reduza custos variáveis por unidade vendida

Custos variáveis mudam a cada venda: insumos, embalagem, frete, comissões e taxas de pagamento. Pequenas reduções aqui multiplicam o efeito no mês.

Comece pelas taxas de recebimento.

Se cada venda de R$ 50 paga 3% de taxa no cartão, são R$ 1,50 por transação. Em 200 vendas mensais, R$ 300 vão direto para a operadora.

A InfinitePay cobra Pix 0% e débito a partir de 0,75%. Migrar parte dos recebimentos para Pix com a conta digital InfinitePay elimina esse custo por completo.

Negocie com fornecedores usando volume ou antecipação de pagamento como moeda de troca. Comprar insumos em lotes maiores reduz o custo unitário, desde que o giro de estoque justifique.

Teste insumos alternativos com qualidade equivalente. Trocar fornecedor de embalagem ou de matéria-prima pode cortar 5-15% do custo variável sem afetar o produto final.

Identifique produtos com margem negativa

Nem todo produto merece continuar no catálogo. Como calcular margem de lucro de um produto que parece vender bem, mas dá prejuízo?

Liste todos os custos por unidade: insumo, embalagem, frete, imposto e taxa de pagamento. Se o preço de venda não cobre esses custos com folga, a margem é negativa.

Produtos com margem negativa financiam o prejuízo com os lucros dos outros itens. Você tem três opções:

  • Reajustar o preço para alcançar margem positiva
  • Reduzir o custo de produção ou aquisição
  • Descontinuar e liberar capital para itens rentáveis

Aumente o ticket médio sem aumentar o custo fixo

Combos, serviços adicionais e upgrades elevam o valor por venda sem exigir mais estrutura.

Um salão que oferece hidratação junto ao corte por R$ 15 a mais gasta R$ 3 em produto. São R$ 12 de margem extra por cliente.

Para quem vende produtos, kits com 3 unidades a um preço ligeiramente menor que 3 compras avulsas aumentam o volume por pedido e diluem o custo de frete e embalagem.

Revise preços como rotina, não como exceção

43% dos donos de pequenos negócios não reajustaram preços em 2022 mesmo diante de custos maiores. O medo de perder clientes congela a margem no vermelho.

Preço não é decisão única. Custos de insumo, impostos, frete e energia mudam a cada trimestre. Quem não acompanha perde margem sem perceber.

Defina um calendário: revise a margem de lucro de um produto a cada 90 dias.

Compare o custo atualizado com o preço praticado e reajuste antes que o acúmulo force um aumento brusco.

Reajustes pequenos e frequentes passam despercebidos pelo cliente. Um aumento de 15% de uma vez afasta compradores.

Leia mais:

Precifique com segurança e proteja sua margem de lucro

49% das PMEs perderam margem de lucro em 2026. O problema não foi vender pouco. Foi precificar errado.

O curso gratuito Quanto Cobrar, da Infinite Academy, ensina a montar preços que protegem sua margem na prática.

A conta digital InfinitePay complementa com Pix a 0% e taxas que caem conforme você fatura mais. Baixe o app e comece agora.

Finanças

O eSocial centraliza as obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas em um único sistema, essencial para evitar multas e assegurar pleno cumprimento das normas do governo. 

Este guia explicará o conceito do eSocial, suas obrigações, benefícios e os detalhes das penalidades que podem atingir empresas não conformes, ajudando você a garantir que sua operação esteja alinhada e segura.

Teste seus conhecimentos sobre a implementação do eSocial

Descubra se você realmente entende tudo sobre o eSocial no quiz abaixo. Aprenda dicas valiosas para sua empresa!

O que é eSocial?

O eSocial é um sistema unificado criado pelo governo brasileiro para integrar e centralizar o envio de informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias das empresas. 

Você, enquanto empreendedor, pode utilizar o eSocial para garantir que todos os dados relacionados às obrigações legais da sua empresa sejam enviados para órgãos como a Receita Federal, o INSS e a Caixa Econômica Federal em um único ambiente digital.

Desde sua implementação, o eSocial busca substituir documentos como a RAIS, DIRF e CAT, consolidando essas informações em um sistema que reduz a redundância e facilita o cumprimento das obrigações.

Por que o eSocial é importante para sua empresa?

O eSocial foi desenvolvido para simplificar processos e evitar problemas causados por erros ou omissões no cumprimento de obrigações legais. 

Na prática, isso significa que:

  • Tarefas manuais se tornam automáticas: o sistema integra informações trabalhistas e fiscais, como folha de pagamento, admissão de funcionários e rescisões, reduzindo o tempo de gerenciamento desses dados.
  • Melhor controle das obrigações trabalhistas: eventos como contratação de novos funcionários ou envio de dados de segurança do trabalho passam a ser reportados automaticamente, minimizando atrasos e falhas administrativas.
  • Transparência e auditorias mais simples: a centralização dos dados no eSocial permite que você apresente informações consistentes de forma mais eficiente durante auditorias fiscais e trabalhistas.

Por exemplo, se a sua empresa contratar um novo funcionário, o registro na Carteira de Trabalho Digital será atualizado automaticamente pelo eSocial – isso reduz o risco de erros e garante que o processo esteja em conformidade com a legislação vigente.

Leia também:

O eSocial é obrigatório?

O eSocial é obrigatório para todas as empresas que possuem empregados contratados sob o regime CLT, independentemente do porte ou faturamento, incluindo micro e pequenas empresas, MEIs que possuam empregados, além de empregadores domésticos e entidades públicas. 

Estão isentos do eSocial MEIs sem empregados, produtores rurais, pessoas físicas sem empregados, órgãos públicos sem servidores, além de pessoas físicas que não são empregadores. 

No caso das empresas, a faixa de faturamento não exclui a obrigação, pois mesmo aquelas enquadradas no Simples Nacional, com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões, devem aderir ao sistema se tiverem empregados. 

Como funciona o eSocial 

O eSocial funciona centralizando todas as informações fiscais e trabalhistas da sua empresa em um único sistema, tornando o envio de dados para órgãos governamentais mais prático e eficiente. 

Ao registrar informações sobre contratações, folha de pagamento, rescisões, jornadas de trabalho e obrigações previdenciárias, o eSocial elimina a necessidade de relatórios separados para cada declaração. 

Tudo o que sua empresa necessita é transmitido automaticamente em um formato padronizado e digital – os dados são integrados e organizados automaticamente, ajudando a minimizar erros e atender às exigências legais.

Automação e integração

Uma das grandes vantagens do eSocial é a automação que ele oferece ao conectar diferentes setores da empresa, como RH, contabilidade e jurídico. 

Essa integração facilita o fluxo de informações e diminui o risco de inconsistências, garantindo que todos os dados enviados estejam dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores.

  • Redução de erros manuais: se sua empresa utiliza um software de gestão integrado ao eSocial, os registros são feitos automaticamente, removendo a necessidade de digitação redundante em diferentes plataformas. Isso é especialmente útil para empresas com muitos colaboradores, onde pequenos erros podem gerar inconsistências significativas.
  • Alertas de prazos: por meio de sistemas integrados, o eSocial sinaliza eventos importantes, como o prazo para envio de uma admissão (que deve ser feita antes do início das atividades do colaborador). Essa funcionalidade ajuda a evitar atrasos e penalidades.
  • Transparência para colaboradores: como o eSocial está conectado à Carteira de Trabalho Digital, os registros são atualizados em tempo real. Isso significa que seus colaboradores têm acesso direto a informações sobre seus contratos, benefícios e contribuições.

Veja mais: Como fazer o cálculo do custo do funcionário para a sua empresa

Benefícios para empresas e colaboradores

Vantagens do eSocial para empresas

O eSocial simplifica a gestão empresarial em diversas áreas, trazendo vantagens diretas para as empresas, especialmente no que diz respeito à diminuição de erros e aumento da eficiência administrativa. 

Confira os principais benefícios:

1. Redução de burocracia

Antes do eSocial, as empresas precisavam enviar informações separadamente para diferentes órgãos, utilizando diversos sistemas e formulários. Com a centralização do eSocial, atividades como registros de admissão, comunicação de afastamentos e cálculo de folha de pagamento agora são enviados por meio de uma única plataforma, economizando tempo e recursos.

2. Conformidade e redução de multas

O sistema ajuda a evitar penalidades no eSocial ao garantir que as obrigações legais sejam enviadas dentro dos prazos e com informações corretas. Por exemplo, ao automatizar o envio de dados da folha de pagamento e recolhimentos como FGTS e INSS, o risco de inconsistências que poderiam gerar sanções é minimizado.

3. Aumento da eficiência dos processos

Tarefas manuais e propensas a erros, como registros de férias ou alterações salariais, agora são feitas de forma digital e automática. Isso melhora a produtividade da equipe, que pode focar em atividades mais estratégicas.

4. Facilidade em auditorias

Com as informações padronizadas e centralizadas, auditorias internas e externas se tornam muito mais rápidas e transparentes. Além disso, relatórios gerados pelo sistema ajudam a verificar o histórico de conformidade e a corrigir possíveis falhas antes de gerar sanções.

Vantagens do eSocial para os empregados

Os trabalhadores também ganham com a implementação do eSocial, especialmente por terem maior acesso às suas informações e mais transparência nas relações empregatícias. Veja como isso se traduz na prática:

  1. Acesso simplificado a dados pessoais e contratuais: por meio da Carteira de Trabalho Digital, os colaboradores podem consultar informações como data de admissão, cargo, salário e registros de férias de maneira rápida e prática. Esse acesso facilita o acompanhamento de sua trajetória profissional e permite maior controle dos seus direitos.
  2. Confirmação de benefícios e direitos trabalhistas: com o eSocial, dados como concessão de benefícios, recolhimento de contribuição previdenciária e depósitos de FGTS são enviados automaticamente ao sistema. Isso assegura que as informações estejam atualizadas e que os trabalhadores possam verificar se seus direitos estão sendo cumpridos.
  3. Transparência nas relações contratuais: a automação e a integração dos dados minimizam erros que antes geravam confusões ou disputas trabalhistas. A relação de trabalho se torna mais clara entre empregadores e empregados.

Esses benefícios melhoram a clareza dos processos trabalhistas e favorecem uma relação de confiança entre a empresa e os colaboradores.

Além disso, a integração simplifica processos administrativos que antes consumiam tempo e estavam mais sujeitos a erros manuais. 

Veja como a automação se traduz em vantagens práticas:

  • Contratações mais ágeis: assim que um colaborador é registrado no eSocial, a CTD é atualizada automaticamente com os dados do contrato, como cargo e salário. Isso assegura que o trabalhador esteja devidamente formalizado desde o primeiro dia de trabalho.
  • Gestão de dispensas e direitos rescisórios: durante o desligamento de um funcionário, o eSocial envia informações relevantes diretamente para a CTD, simplificando o cálculo de indenizações e reduzindo o risco de inconsistências.
  • Atualizações em tempo real: eventos como concessão de férias ou licenças médicas são registrados de forma automática e sincronizados com a Carteira de Trabalho em segundos, permitindo um acompanhamento contínuo por parte dos empregados.

Com essas automações, sua empresa melhora a produtividade e reduz a ocorrência de erros passíveis de sanções legais, tornando os processos internos mais fluidos.

Calcule o custo real do seu funcionário

Depois de entender como o eSocial simplifica a gestão trabalhista, use nossa calculadora gratuita e descubra o valor total de cada colaborador com salários, encargos e benefícios incluídos. Planeje suas contratações com mais segurança e eficiência.

Como cadastrar sua empresa no eSocial

Para garantir que sua empresa esteja devidamente cadastrada no eSocial e em conformidade com a legislação, siga as etapas a seguir:

1. Acesse o portal do eSocial

  • Acesse o site oficial do eSocial Empresarial.
  • Clique na opção correspondente ao perfil da sua empresa, como MEI ou pessoa jurídica.

2. Realize o cadastro inicial

  • Selecione a opção de cadastro e insira as informações da sua empresa, como CNPJ, razão social e dados de contato.
  • Utilize um certificado digital válido para confirmar a identidade da empresa. Esse certificado garante a segurança dos dados e a autenticidade das informações enviadas.

3. Preencha os dados obrigatórios

  • Insira as informações relacionadas aos funcionários, como dados pessoais, contratos de trabalho e condições de segurança e saúde.
  • Certifique-se de que todas as informações estão corretas e completas, evitando inconsistências que possam gerar problemas no futuro.

4. Defina os responsáveis pelo envio de informações

  • Nomeie os responsáveis pelo envio e gerenciamento das informações no eSocial, seja sua equipe interna de RH ou um contador terceirizado. 
  • Garanta que esses responsáveis possuam um bom conhecimento do sistema e estejam preparados para lidar com as exigências legais.

5. Envie os eventos iniciais

  • Registre e envie os eventos iniciais, que incluem as informações cadastrais da empresa e dos trabalhadores. 
  • Esses dados são fundamentais para o sistema começar a funcionar corretamente.

6. Acompanhe a validação e notificações

  • Após o envio, acompanhe regularmente o portal do eSocial para verificar se há notificações ou pendências. 
  • Corrija qualquer erro identificado para garantir a conformidade.

Para consultar informações no eSocial, siga o passo a passo:

  1. Navegue pelas funcionalidades: procure pela seção "Consulta de Informações", onde poderá visualizar registros de admissões, rescisões, folha de pagamento, obrigações enviadas e a confirmação de recebimento por parte do sistema.
  2. Baixe relatórios de dados: utilize a opção de geração de relatórios para acessar resumos claros sobre o envio de tributos ou mesmo pendências ainda não ajustadas. Essa funcionalidade é útil para obter uma visão detalhada dos envios realizados.

Penalidades por não utilizar corretamente o eSocial

O não cumprimento dessas obrigações do eSocial pode resultar em sanções financeiras e administrativas para sua empresa.

Essas penalidades estão associadas a infrações como atrasos no envio de informações, dados incorretos ou omissões que comprometam a conformidade legal.

Conheça as infrações mais comuns e suas respectivas penalidades legais relacionadas ao eSocial:

1. Atraso no registro de admissão

  • Infração: não informar a admissão do colaborador no prazo correto (até o dia anterior ao início das atividades).
  • Multa: de R$ 402,53 a R$ 805,06 por colaborador não registrado, podendo ser maior em caso de reincidência.
  • Impacto: a empresa pode ser autuada por omissão de dados ao Ministério do Trabalho, prejudicando a relação contratual.

2. Erro ou omissão na folha de pagamento

  • Infração: enviar informações incorretas, incompletas ou fora do prazo em relação à folha de pagamento.
  • Multa: valor de acordo com a variação salarial dos empregados, acrescido de 0,33% sobre o valor da folha não declarada por dia de atraso.
  • Impacto: erros na folha podem gerar inconsistências no recolhimento de tributos como INSS e FGTS, resultando em sanções adicionais.

3. Falta de comunicação de afastamentos

  • Infração: não comunicar eventos como licença médica, férias ou afastamentos em tempo hábil.
  • Multa: R$ 1.812,87 por evento não informado ou informado fora do prazo.
  • Impacto: essa omissão implica penalidades para a empresa e pode prejudicar direitos dos colaboradores, como acesso ao auxílio-doença.

4. Não informar alterações contratuais

  • Infração: deixar de comunicar alterações importantes no contrato de trabalho, como reajustes salariais ou mudança de jornada.
  • Multa: R$ 600,00 por trabalhador com informações não atualizadas.
  • Impacto: Além da sanção financeira, a empresa compromete sua conformidade trabalhista, dificultando auditorias e verificações legais.
o que é esocial: penalidades por conformidade com o esocial

Otimize as finanças da sua empresa com a InfinitePay

Modernizar seus processos com o eSocial é essencial para garantir a conformidade e a eficiência da sua empresa – e uma ótima forma de otimizar a gestão financeira do seu negócio é utilizando a conta digital da InfinitePay

Com a conta digital InfinitePay, você tem acesso a transferências gratuitas de Pix e links de pagamento, além de acesso a diversos serviços financeiros de forma prática e sem burocracia, como ferramentas de gestão de cobrança e de estoque. 

Conheça todas as vantagens da Conta Digital InfinitePay para empreendedores:

Finanças

Todo MEI com rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025 precisa declarar o imposto de renda como pessoa física. Com 13,1 milhões de microempreendedores individuais ativos no país, segundo o Panorama Econômico dos Pequenos Negócios do Sebrae, boa parte desse grupo tem dúvidas sobre obrigatoriedade e cálculo.

Neste guia, você descobre se precisa declarar o IRPF 2026, calcula a parcela isenta da sua atividade e preenche cada campo do programa da Receita Federal sem erros.

Quando o MEI precisa declarar imposto de renda como pessoa física

Ser MEI não obriga automaticamente a declarar o IRPF. A obrigatoriedade depende dos seus rendimentos como pessoa física, não do CNPJ.

Segundo as regras do IRPF 2026 publicadas pela Receita Federal, você precisa declarar se se enquadra em pelo menos um dos critérios abaixo.

Critérios de obrigatoriedade do IRPF 2026

Cinco critérios de obrigatoriedade do IRPF 2026 para MEI com limites de rendimentos tributáveis, isentos, bens, bolsa e atividade rural

Confira cada item e marque o que se aplica à sua situação:

  • Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 em 2025 (somando MEI, CLT, aluguéis e outras fontes)
  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 200.000,00
  • Possuía bens ou direitos com valor total acima de R$ 800.000,00 em 31 de dezembro de 2025
  • Realizou operações em bolsa de valores com vendas acima de R$ 40.000,00 ou obteve ganhos líquidos tributáveis
  • Obteve receita bruta em atividade rural acima de R$ 177.920,00

Marcou pelo menos um item? Você precisa entregar a declaração até 29 de maio de 2026, conforme o calendário oficial da Receita Federal.

Não marcou nenhum? A declaração do IRPF não é obrigatória para você neste ano.

Para saber rapidamente se seus rendimentos como MEI ultrapassam o limite, use a calculadora de IR para MEI da InfinitePay.

MEI que também é CLT: como funciona

Quem é MEI e trabalha com carteira assinada precisa somar os rendimentos tributáveis das duas fontes. Mesmo que cada uma fique abaixo do limite isoladamente, o total combinado pode tornar a declaração obrigatória.

Veja um exemplo prático:

Fonte de rendaValor anualTipo de rendimento
Salário CLTR$ 30.000,00Tributável
Lucro tributável do MEIR$ 10.000,00Tributável
TotalR$ 40.000,00

Nesse caso, o total de R$ 40.000,00 ultrapassa o limite de R$ 35.584,00. A declaração do IRPF 2026 passa a ser obrigatória.

O empregador CLT retém IR na fonte apenas sobre o salário. O DAS mensal do MEI não cobre imposto de renda sobre os rendimentos do negócio.

Na declaração anual, a Receita Federal cruza as duas fontes. Pode surgir imposto a pagar pela combinação dos valores.

Para facilitar esse controle ao longo do ano, a conta PJ da InfinitePay separa suas finanças de pessoa jurídica e pessoa física com Pix ilimitado e sem taxas.

Diferença entre DASN-SIMEI e IRPF para o MEI

A DASN-SIMEI é a declaração da sua empresa. O IRPF é a declaração da sua pessoa física. Entregar uma não dispensa a outra.

Para a Receita Federal, o MEI é empresa e pessoa física ao mesmo tempo. Por isso, pode precisar cumprir as duas obrigações em prazos diferentes.

A tabela abaixo resume o que muda entre cada declaração de imposto de renda MEI:

DASN-SIMEIIRPF
O que éDeclaração anual de faturamento do MEI como empresaDeclaração de rendimentos da pessoa física
Quem declaraTodo MEI, mesmo com faturamento zeroApenas quem se enquadra nos critérios de obrigatoriedade
Prazo 2026Até 31 de maio de 2026De 23 de março a 29 de maio de 2026
Onde fazerPortal do Simples Nacional (PGMEI), com CNPJ e código de acessoPrograma da Receita Federal, app Meu Imposto de Renda ou e-CAC
O que informarReceita bruta do ano anterior, separada entre comércio e serviçosRendimentos tributáveis e isentos, bens, direitos e dívidas

Quem entrega a DASN-SIMEI em dia mas ignora o IRPF pode receber multa mínima de R$ 165,74 e ter o CPF irregular.

Como calcular a parcela isenta e a tributável do MEI

Fluxo de calculo do MEI mostrando cinco etapas: receita bruta, percentual de isencao por atividade, despesas comprovadas, rendimento tributavel e comparacao com limite do IRPF

O rendimento tributável do MEI segue uma fórmula específica: receita bruta menos despesas comprovadas, menos a parcela isenta por tipo de atividade.

Essa parcela isenta funciona como o "lucro presumido" do MEI. A Receita Federal define percentuais fixos conforme a natureza do negócio.

Percentuais de isenção por tipo de atividade

Tipo de atividadePercentual isentoExemplos
Comércio, indústria e transporte de cargas8%Lojista, artesão, caminhoneiro
Transporte de passageiros16%Motorista de van escolar, taxista
Prestação de serviços32%Cabeleireiro, eletricista, designer freelancer

Na prática, quanto maior o percentual, maior a parcela isenta e menor o rendimento tributável.

Se você não sabe qual percentual se aplica ao seu caso, consulte o CNAE registrado no seu CNPJ.

Exemplo de cálculo para prestador de serviços

Considere um MEI prestador de serviços que faturou R$ 80.000 em 2025, com R$ 10.000 em despesas comprovadas no CNPJ (aluguel, insumos, energia elétrica).

EtapaCálculoValor
Receita bruta anualR$ 80.000
Parcela isenta (32%)R$ 80.000 × 32%R$ 25.600
Lucro líquidoR$ 80.000 − R$ 10.000R$ 70.000
Rendimento tributávelR$ 70.000 − R$ 25.600R$ 44.400

O rendimento tributável de R$ 44.400 ultrapassa o limite de R$ 35.584 para o IRPF 2026. Esse MEI precisa declarar.

Sem despesas comprovadas, o cálculo fica ainda mais desfavorável: R$ 80.000 − R$ 25.600 = R$ 54.400 tributáveis.

Guardar notas fiscais de todas as despesas do CNPJ reduz diretamente o valor tributável.

Exemplo de cálculo para comércio

Agora, um MEI do comércio que faturou R$ 75.000 em 2025, com R$ 30.000 em despesas comprovadas (mercadorias, aluguel, manutenção).

EtapaCálculoValor
Receita bruta anualR$ 75.000
Parcela isenta (8%)R$ 75.000 × 8%R$ 6.000
Lucro líquidoR$ 75.000 − R$ 30.000R$ 45.000
Rendimento tributávelR$ 45.000 − R$ 6.000R$ 39.000

Com R$ 39.000 de rendimento tributável, esse MEI também ultrapassa o limite de R$ 35.584 e precisa declarar o IRPF.

O percentual de isenção no comércio (8%) é menor que o de serviços (32%). Por isso, MEIs do comércio atingem o limite de obrigatoriedade com mais facilidade.

Para calcular automaticamente sua parcela isenta e saber se precisa declarar, use a calculadora de IR para MEI da InfinitePay. A ferramenta aplica os percentuais corretos por atividade e entrega o resultado em segundos.

Como declarar imposto de renda MEI passo a passo

A declaração do IRPF 2026 pode ser feita pelo programa da Receita Federal (PGD), pelo app Meu Imposto de Renda ou pelo portal e-CAC com login gov.br nível prata ou ouro.

O prazo vai de 23 de março a 29 de maio de 2026.

Documentos necessários para a declaração

Separe tudo antes de abrir o programa para evitar interrupções:

  1. Relatório Mensal de Receitas Brutas de cada mês do ano anterior
  2. Notas fiscais de compras e despesas do CNPJ
  3. Extratos bancários da conta PF e da conta PJ
  4. Informes de rendimentos de outras fontes (empregador CLT, bancos, corretoras)
  5. Comprovantes de despesas dedutíveis (saúde, educação, previdência)
  6. Recibo da DASN-SIMEI já entregue
  7. CNPJ e razão social do seu MEI

Onde preencher a parcela isenta e a tributável no programa do IRPF

Com os documentos em mãos, siga estas etapas no programa:

  1. Acesse a ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis" e selecione o código 13, referente a rendimento de titular de empresa optante pelo Simples Nacional. Informe o CNPJ do seu MEI como fonte pagadora e o valor da parcela isenta.
  2. Vá até "Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica". Informe novamente o CNPJ do seu MEI e lance o valor do rendimento tributável calculado.
  3. Na ficha "Bens e Direitos", grupo 03 (Participações Societárias), registre sua participação no MEI com o CNPJ e o capital investido.
  4. Confira se a declaração pré-preenchida importou dados corretamente. Em 2026, a Receita Federal ampliou o cruzamento de informações, incluindo recibos médicos do Receita Saúde. Revise cada campo antes de enviar.

O que acontece se o MEI não declarar o imposto de renda

Multas e consequências para o CPF

A multa mínima por atraso é de R$ 165,74, mesmo sem imposto a pagar, segundo a Receita Federal via CNN Brasil.

Se houver imposto devido, a multa sobe para 1% ao mês sobre o valor, limitada a 20%, mais juros pela Selic.

O CPF fica com status "pendente de regularização". Isso bloqueia financiamentos, abertura de contas, emissão de passaporte e matrícula em universidades.

Quem tiver restituição a receber também perde: o valor fica retido até a situação ser resolvida.

Como enviar a declaração em atraso

Envie a declaração pelo mesmo programa da Receita (PGD, app ou e-CAC). O sistema gera automaticamente um DARF com a multa, que deve ser pago em até 30 dias.

Após o processamento, o CPF volta ao normal. Você pode regularizar declarações de até 5 anos anteriores pelo mesmo caminho, conforme orienta o Tax Group.

Erros comuns do MEI ao declarar imposto de renda e como evitar

Omissão de rendimentos respondeu por 30,8% das retenções em malha fina, segundo a Receita Federal em 2026. Veja os erros mais frequentes e como corrigi-los.

  • Lançar o faturamento bruto como rendimento pessoal. A Receita permite descontar a parcela isenta (8%, 16% ou 32%) antes de definir o valor tributável. Sem esse desconto, você paga imposto sobre um valor maior do que o devido
  • Aplicar o percentual de isenção errado para a atividade. Quem presta serviços usa 32%, mas quem vende produtos usa 8%. Trocar esses valores gera inconsistência e pode levar à malha fina
  • Esquecer outras fontes de renda além do MEI. Salário CLT, aluguel e rendimentos de investimentos precisam constar na declaração. A Receita cruza esses dados automaticamente
  • Misturar despesas do negócio com deduções pessoais. Aluguel do ponto comercial, materiais e insumos são custos da empresa. Lançá-los como despesas pessoais dedutíveis no IRPF levanta alerta no sistema da Receita

Organize suas finanças de MEI para a próxima declaração

Identificar a obrigatoriedade, calcular a parcela isenta correta e preencher as fichas do IRPF fica mais fácil quando suas finanças PJ e PF estão separadas desde o início.

A conta PJ da InfinitePay centraliza os recebimentos do seu CNPJ com Pix ilimitado e sem taxas, facilitando o controle dos rendimentos ao longo do ano.

Use também a calculadora de IR para MEI gratuita para descobrir em 60 segundos se você precisa declarar em 2026.

Finanças

O dígito da conta é um elemento essencial no sistema bancário, ajudando a validar os dados e garantir que o dinheiro seja transferido para a conta correta. 

Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que é o dígito da conta, como encontrá-lo e por que ele é tão importante. 

O dígito da conta é o número após o hífen que valida transferências.

O que é o dígito da conta bancária?

O dígito da conta bancária é um número adicional que acompanha o número da conta, sendo utilizado como um mecanismo de verificação para garantir a exatidão nas transações financeiras.

Ele serve como um "código de segurança", confirmando que os dados fornecidos correspondem à conta bancária correta.

Sua principal função é atuar como um verificador matemático: no momento em que uma transferência ou pagamento é feito, o sistema bancário usa o dígito para conferir automaticamente se o número da conta está correto, reduzindo a possibilidade de erros ou envio de valores para contas equivocadas.

A correta inclusão do dígito é crucial, pois sua ausência ou digitação incorreta pode levar à rejeição da transação ou até mesmo ao envio de dinheiro para outro destinatário. 

Saiba como escolher o melhor tipo de conta bancária.

Como encontrar o dígito da sua conta bancária

Encontrar o dígito da conta pode ser feito de forma simples seguindo alguns passos gerais, independentemente do banco. 

Aqui estão alguns métodos comuns para localizá-lo:

  1. Aplicativo do banco: a maioria dos bancos oferece um aplicativo onde as informações da conta são exibidas. Ao abrir o aplicativo e fazer login, você pode ir até a seção "Minha Conta" ou "Informações da Conta". O dígito geralmente está localizado ao lado direito do número da conta, separado por um hífen.

  2. Extratos bancários: os extratos bancários, tanto físicos quanto digitais, contêm o dígito da conta ao lado do número completo da conta. Você pode acessar esses extratos pelo aplicativo, internet banking ou solicitá-los em um caixa eletrônico.

  3. Cartão bancário: em alguns casos, o número da conta junto com o dígito está impresso no verso do seu cartão bancário. Vale conferir se seu cartão possui essa informação.

  4. Internet banking: no site do seu banco, ao acessar o internet banking, geralmente é possível encontrar os dados da sua conta, incluindo o dígito verificador, em alguma aba de informações bancárias.

  5. Atendimento ao cliente: caso você não consiga encontrar o dígito por conta própria, você pode entrar em contato com o atendimento ao cliente do seu banco. Eles podem fornecer as informações necessárias após confirmar sua identidade.

O que fazer se o dígito da conta for representado por “X”

Em algumas contas bancárias, o dígito verificador pode aparecer como a letra X, como em 123456-X. Isso não significa erro nem ausência de dígito: em alguns bancos, o X é usado como representação do valor 10 no cálculo do dígito verificador, geralmente em algoritmos de validação como o módulo 11.

Na prática, você deve informar o dígito exatamente como ele aparece no aplicativo, extrato, cartão ou comprovante do banco. Se a conta é exibida como 123456-X, mantenha o X ao preencher os dados da transferência ou cadastro, desde que o sistema aceite letras no campo do dígito.

Se o app ou formulário não aceitar o caractere X, não substitua automaticamente por 0, 10 ou outro número. Confirme a orientação no canal oficial do banco antes de concluir a operação, porque a regra do dígito verificador pode variar conforme a instituição.

Como proceder:
Antes de finalizar uma transferência, confira o número da agência, o número da conta, o dígito verificador e o nome do destinatário. Quando o dígito for X, copie o dado exatamente como aparece na fonte oficial do banco. Se houver divergência entre apps, comprovantes ou formulários, priorize a informação exibida no aplicativo oficial da instituição ou entre em contato com o atendimento.

Diferença entre dígito da conta e dígito da agência

O dígito da conta e o dígito da agência têm propósitos similares, mas aplicam-se a diferentes elementos no sistema bancário.

  • Dígito da conta: este número valida e identifica sua conta bancária em transações, garantindo que a operação seja atribuída corretamente.

  • Dígito da agência: similarmente, o dígito da agência está associado à agência bancária onde você abriu a conta, evitando erros na identificação da localização correta da conta.

Por exemplo, em uma conta composta por "Agência 1234-5" e "Conta 56789-0", os números após o hífen representam os dígitos verificadores da agência e da conta, respectivamente.

É essencial entender a diferença entre o dígito da conta e o dígito da agência para evitar erros nos processos financeiros. 

O dígito é relevante quando a transferência usa dados bancários completos, como agência e conta. No Pix por chave, o pagamento é feito por CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou chave aleatória, sem exigir esses dados.

O papel do dígito da conta nas transações financeiras

O dígito da conta é importante em muitos contextos para garantir que transferências e pagamentos sejam realizados corretamente, principalmente em bancos tradicionais – ele atua como um mecanismo de verificação que confirma se os dados inseridos correspondem à conta correta.

Por exemplo, em transferências via Pix ou TED em bancos tradicionais, o sistema bancário utiliza o dígito da conta para confirmar a autenticidade do número da conta fornecido. Para saber mais, consulte o Manual do Pix do Bacen.

Sem essa verificação, a transação pode ser cancelada ou enviada para uma conta errada.

Na InfinitePay, no entanto, a segurança das transações não depende de dígitos verificadores, e sim de um sistema que previne erros e garante uma experiência segura e ágil.

Leia também:

Praticidade e segurança em uma conta sem dígito

Uma das vantagens da Conta Digital InfinitePay é a simplicidade: não existe dígito da conta.

Isso não significa que a sua conta seja menos segura – na verdade, nossa tecnologia garante a mesma segurança oferecida pelas contas bancárias tradicionais, mas de maneira mais intuitiva e fácil para você.

Em contas tradicionais, o dígito é utilizado como um verificador matemático, necessário para reduzir erros em transferências – no entanto, na InfinitePay, a verificação dos dados e a proteção contra erros é realizada através de processos de autenticação e verificação de identidade que oferecem tranquilidade e confiança, permitindo realizar transações financeiras sem complicar o processo com elementos adicionais como dígitos de verificação. 

Assim, você tem uma experiência simplificada e, ao mesmo tempo, extremamente segura.

Com a Conta Digital InfinitePay, você evita erros comuns, como a digitação incorreta de dígitos, e ainda assim conta com toda a proteção que uma conta moderna pode oferecer.

Como simplificar transações sem dígito verificador?

Para uma solução financeira moderna, prática e segura, a InfinitePay oferece uma Conta Digital que facilita o dia a dia de pessoas físicas e jurídicas:

  • Transferências ilimitadas e gratuitas: com a Conta Digital InfinitePay, você pode realizar transferências ilimitadas e gratuitas com Pix e links de pagamento.

  • Cartões gratuitos: crie até 5 cartões de crédito virtuais gratuitos para você organizar suas finanças pessoais ou empresariais.

  • Rendimento automático: seu saldo rende automaticamente a 100% do CDI.

  • Menores taxas do mercado: para quem empreende, a InfinitePay oferece as menores taxas para pagamento no crédito à vista, parcelado e débito.

  • Segurança e tecnologia de ponta: a InfinitePay oferece uma plataforma segura, garantindo que suas transações sejam ágeis e protegidas.

Abra já sua conta na InfinitePay e simplifique suas transações financeiras com praticidade e segurança! Com a InfinitePay, você garante a precisão nas operações bancárias, sem tarifas abusivas e com total transparência.

Pagamentos

O Pix se tornou a forma de pagamento mais popular do Brasil, oferecendo rapidez e praticidade nas transações financeiras. 

Entre suas funcionalidades, o Pix agendado permite que pagamentos sejam programados para datas futuras, facilitando o controle financeiro e evitando esquecimentos.

No entanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento dessa modalidade, especialmente sobre o horário em que a transação é processada e os cuidados necessários para evitar fraudes.

Neste artigo, vamos explicar que horas o Pix agendado cai, como ele funciona e quais são as principais precauções para garantir que seu dinheiro chegue com segurança ao destinatário. 

Pix agendado cai que horas?

Embora o horário exato possa variar entre as instituições financeiras, na maioria dos casos, a transação é executada por volta das 6h da manhã.

Isso acontece porque os sistemas bancários costumam realizar processamentos em lotes durante a madrugada – assim, logo nas primeiras horas do dia, o dinheiro já está disponível na conta do destinatário.

No entanto, é importante considerar alguns pontos:

  • Variações entre bancos: algumas instituições podem processar o Pix agendado um pouco antes ou depois do horário padrão.
  • Disponibilidade de saldo: se a conta do pagador não tiver saldo suficiente no momento do processamento, a transação não será concluída.
  • Dias não úteis: o Pix agendado pode ser programado para qualquer dia, inclusive fins de semana e feriados, pois o sistema funciona 24 horas por dia.

Assim que o pagamento for processado, o destinatário recebe o valor na conta em até 10 segundos, seguindo as diretrizes do Banco Central. Para confirmar se a transação foi concluída com sucesso, basta conferir o comprovante no aplicativo do banco.

Veja também: 

O que é o Pix agendado?

O Pix agendado é uma funcionalidade que permite programar transferências instantâneas para serem realizadas em uma data futura, sem que o usuário precise executar a transação manualmente no momento do pagamento.

Essa ferramenta foi desenvolvida para facilitar o planejamento financeiro, ajudando tanto pessoas físicas quanto empresas a organizarem seus pagamentos de forma mais eficiente. 

Com o Pix agendado, é possível programar transferências para contas de qualquer banco, garantindo que compromissos sejam quitados no prazo correto e sem riscos de atrasos.

Como funciona?

O processo de agendamento é simples e pode ser feito diretamente pelo aplicativo do banco ou instituição financeira. 

Basta seguir estes passos:

  1. Acesse a opção de transferência via Pix no seu banco digital.
  2. Escolha o destinatário, informando a chave Pix, CPF/CNPJ, agência e conta ou QR Code.
  3. Informe o valor da transação e selecione a data desejada para o pagamento.
  4. Confirme o agendamento e guarde o comprovante da transação.

No dia programado, o banco realizará o pagamento automaticamente, desde que haja saldo suficiente na conta do pagador. 

Se o valor disponível for insuficiente no momento do processamento, o Pix não será efetuado, e o usuário pode receber uma notificação do banco.

Para quem o Pix agendado é útil?

Essa funcionalidade é útil para diversos perfis de usuários, como:

  • Pessoas físicas que querem evitar esquecimentos em pagamentos recorrentes, como aluguel ou mensalidades.
  • Empresas que desejam organizar suas despesas e manter um fluxo de caixa previsível.
  • Autônomos e freelancers que precisam estruturar melhor o recebimento e envio de pagamentos.

O Pix agendado traz mais comodidade e segurança, eliminando a necessidade de lembrar-se de realizar transferências no dia exato do vencimento.

Quais as vantagens do Pix agendado?

De acordo com uma pesquisa publicada na CNN, as transações via Pix cresceram 61% no primeiro semestre de 2024, ultrapassando a soma de todas as demais formas de pagamento.

O Pix agendado surge como uma extensão dessa tecnologia, oferecendo mais conveniência e previsibilidade para os usuários que desejam planejar suas finanças com antecedência.

Confira os principais benefícios dessa funcionalidade:

1. Serviço gratuito e sem limite para pessoas físicas

Uma das grandes vantagens do Pix agendado é que pessoas físicas não pagam taxas para agendar transferências entre contas, desde que não sejam transações comerciais. 

Além disso, não há um limite de valor definido pelo Banco Central, ficando a critério de cada instituição financeira estabelecer restrições de segurança para evitar fraudes.

Para empresas, algumas instituições podem cobrar taxas sobre transferências via Pix, assim como ocorre com o Pix comum – o ideal é verificar as políticas do banco antes de utilizar o serviço.

2. Evita juros e multas por atrasos em pagamentos

O Pix agendado ajuda a evitar esquecimentos e atrasos em pagamentos, reduzindo riscos de juros e multas.Isso é especialmente útil para:

  • Pagamento de contas recorrentes, como aluguel, condomínio e mensalidades.
  • Quitação de faturas dentro do prazo.
  • Transferências programadas para familiares ou parceiros comerciais.

Ao programar um Pix com antecedência, o usuário garante que a transação será realizada na data correta, sem precisar se preocupar em lembrar de fazer o pagamento manualmente.

3. Economia de tempo com múltiplos agendamentos

Agendar transferências de uma só vez pode economizar tempo no dia a dia, principalmente para quem realiza pagamentos frequentes. 

Em vez de acessar o aplicativo do banco repetidamente para efetuar cada transação manualmente, é possível programar todas as transferências necessárias para os próximos meses de uma única vez.

Isso pode ser especialmente vantajoso para autônomos, empresas e qualquer pessoa que queira manter um cronograma financeiro organizado.

4. Melhor controle financeiro e previsibilidade

O Pix agendado permite um planejamento financeiro mais estruturado, ajudando o usuário a visualizar seus compromissos futuros e garantindo que o dinheiro necessário para os pagamentos estará disponível na conta.

Dependendo da instituição financeira, é possível agendar transferências para datas entre 30 dias e 1 ano à frente, o que possibilita um maior controle sobre as movimentações financeiras a longo prazo.

Essa funcionalidade é útil tanto para pessoas físicas quanto para empresas que precisam organizar pagamentos recorrentes ou administrar melhor o fluxo de caixa.

Leia mais: Pix agendado: como funciona e suas vantagens em 2026

Como confirmar se o Pix foi agendado corretamente?

Se você ficou com alguma dúvida mesmo tendo confirmado os detalhes da transação antes do agendamento, você pode confirmá-las posteriormente. 

De maneira geral, para visualizar um Pix agendado, você deve:

  • Acessar o aplicativo do seu banco,
  • Ir até a seção de "Lançamentos futuros" ou "Agendamentos" (pode estar também na seção do extrato ou transações)
  • Localizar e selecionar o agendamento o que deseja conferir
  • Confirmar se as informações estão corretas

Como verificar se o Pix agendado está correto na InfinitePay?

  1. Consulte a seção de agendamentos na área Pix no app da InfinitePay.
  2. Nesta seção, você encontrará uma lista de todas as suas transferências programadas, separadas por mês. 
  3. Verifique se o Pix que você acabou de agendar aparece nesta lista com as informações corretas.

Leia mais:

Como cancelar um Pix agendado?

Às vezes, você pode precisar cancelar um Pix agendado – felizmente, o processo é tão simples quanto o agendamento na maioria dos bancos. 

No entanto, só é possível fazer a ação antes do início do processamento, que normalmente ocorre no início do dia em que o pagamento programado para cair.

Caso precise cancelar um Pix agendado, siga o passo a passo:

  • No aplicativo, vá até a seção de "Agendamentos".
  • Selecione a transação que deseja cancelar.
  • Clique em "Cancelar" e confirme a ação.

Como cancelar seu Pix agendado na InfinitePay?

  1. Abra o app da InfinitePay
  2. No menu "Área Pix" acesse a aba "Agendamentos"
  3. Selecione o mês agendado e escolha o agendamento a ser cancelado
  4. Confirme e selecione quais deseja cancelar (em casos de recorrência pode ser mais de um)
  5. Confirme e pronto!

Se não conseguir cancelar a tempo e a transferência já tiver sido processada, entre em contato com o destinatário para solicitar o estorno.

Antes de agendar seu Pix, busque verificar as políticas específicas do seu banco para estar ciente de quaisquer particularidades no processo de cancelamento.

Separamos algumas dicas extras para minimizar erros ao agendar um Pix:

  • Ative notificações: configure alertas no aplicativo do seu banco para receber notificações sobre agendamentos. Isso ajudará você a acompanhar o status das suas transações programadas.
  • Guarde o comprovante: como medida adicional, baixe o comprovante ou, se o banco permitir, tire um print da tela de confirmação do agendamento. Isso pode ser útil caso você precise comprovar o agendamento posteriormente.
  • Contate o suporte se tiver dúvidas: se algo não parecer correto ou se você tiver qualquer incerteza, não hesite em entrar em contato com o suporte do seu banco para esclarecer suas dúvidas.
  • Confirme recorrência, se aplicável: se você agendou um Pix recorrente, verifique se a frequência e a duração das repetições estão configuradas corretamente.

Seguindo essas orientações, você conseguirá garantir que suas transferências ocorram conforme planejado.

Confira: Guia Prático: Como Estornar um Pix?

Golpes envolvendo Pix agendado e como se prevenir

A popularidade do Pix trouxe consigo um aumento nos golpes relacionados, inclusive, 42% dos brasileiros já passaram por isso, de acordo com a pesquisa publicada pela Forbes.

A seguir, você descobre os tipos mais comuns e como se proteger dessas práticas fraudulentas para manter suas finanças seguras.

  • Falso agendamento: envio de comprovantes falsos de Pix agendado, levando as vítimas a entregarem produtos ou serviços antes da confirmação real do pagamento.
  • Suporte fictício: solicitação de informações pessoais ou acesso remoto para "resolver" supostos problemas com o Pix agendado.
  • Phishing de agendamento: envio de e-mails ou mensagens fraudulentas alegando problemas com um Pix agendado, direcionando para páginas falsas que capturam dados bancários.
  • Devolução falsa: solicitação de devoluções alegando ter feito um Pix agendado por engano, mas a transação nunca existiu.

Para se prevenir de golpes do Pix, você pode seguir estas dicas:

  1. Verifique todos os agendamentos diretamente no aplicativo oficial do seu banco.
  2. Nunca clique em links de e-mails ou mensagens não solicitadas para acessar sua conta bancária.
  3. Não compartilhe senhas, tokens e outros dados sensíveis por e-mail ou telefone.
  4. Ative camadas extras de verificação ao seu app (Face ID ou a verificação em duas etapas, por exemplo).
  5. Mantenha o aplicativo do banco e o sistema operacional do seu dispositivo atualizados.
  6. Em caso de dúvida, entre em contato com seu banco pelos canais oficiais listados no site da instituição.

‍🚨 Suspeitou de golpe com Pix?

Se você identificar qualquer atividade suspeita ou acreditar que caiu em um golpe, denuncie pela plataforma SOS Golpe — um serviço criado para ajudar vítimas de fraudes com Pix a registrarem a ocorrência de forma prática e segura.

Você também pode se interessar:

Como agendar um Pix na InfinitePay?

Agendar um Pix é um processo simples que pode ser realizado em poucos minutos através do aplicativo do seu banco. 

Na InfinitePay, o Pix é gratuito para CPF, MEI e CNPJ, e agendar esse tipo de pagamento é simples:

  1. Acesse o app da InfinitePay 
  2. No menu "Área Pix" acesse a aba "Agendamentos"
  3. Preencha as informações (chave Pix do destinatário, valor e descrição)
  4. Escolha a data de agendamento e, se necessário, defina a recorrência (semanal, quinzenal ou mensal; você pode repetir até 60x de uma só vez)
  5. Verifique se as informações estão corretas e confirme
  6. Pronto, o Pix está agendado!

Lembre-se de manter saldo suficiente na conta para a data do agendamento – caso contrário, a transferência não será realizada. 

Ao seguir estes passos, você poderá agendar seus Pix com facilidade, garantindo que seus pagamentos sejam realizados nas datas desejadas com antecedência.

Vem pra InfinitePay e agende seus pagamentos via Pix com segurança e eficiência.

Finanças

Se você é um empreendedor ou indivíduo que precisa formalizar uma dívida e aumentar suas chances de receber um pagamento atrasado, protestar um boleto pode ser uma estratégia eficaz – de acordo com o Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB), mais de 65% das dívidas em protesto resolvem-se em até três dias úteis

Neste artigo, vamos detalhar o processo de protesto de boleto, seja de forma presencial ou online, garantindo segurança jurídica nas suas cobranças.

Como protestar um boleto?

Para protestar um boleto e formalizar uma cobrança, é importante seguir um passo a passo que garante que todos os requisitos legais sejam cumpridos corretamente. 

A seguir, entenda cada etapa do processo, desde a preparação dos documentos até o acompanhamento do protesto.

1. Reúna os documentos necessários

Para começar o processo de protesto, você precisa reunir todos os documentos que comprovam a dívida. 

Esses documentos são a prova de que a cobrança é legítima. 

Eles podem ser:

  • Nota fiscal: um documento que mostra que um produto ou serviço foi vendido.
  • Duplicata: um tipo de documento usado para registrar uma venda a prazo.
  • Contrato de prestação de serviços: um acordo assinado que mostra que houve um serviço prestado.

Além disso, é importante ter em mãos uma cópia do boleto que venceu e os dados do devedor (nome, CPF ou CNPJ e endereço). 

Esses documentos serão necessários para o cartório, que é o local responsável pelo protesto.

2. Emita a duplicata ou nota fiscal correspondente

Depois de reunir os documentos, a próxima etapa é emitir uma duplicata ou nota fiscal. 

A maioria dos cartórios de protesto exige que esses documentos sejam apresentados para formalizar a transação que gerou a dívida. 

Isso serve para garantir que a cobrança é realmente válida e para evitar problemas ou questionamentos.

Para emitir uma nota fiscal, siga estas etapas:

  • Normalmente, a nota fiscal é emitida por meio de um sistema de gestão empresarial (ERP) ou um software de emissão de nota fiscal eletrônica (NFe). 

Você deve acessar esse sistema e preencher as informações da transação, como:

  • Dados do comprador (nome, CPF/CNPJ, endereço).
  • Descrição dos produtos ou serviços vendidos.
  • Valor total da transação.
  • Data da venda.
  • Para emitir notas fiscais, sua empresa precisa estar cadastrada na Secretaria da Fazenda do seu estado ou no órgão municipal responsável (no caso de prestação de serviços). 

O sistema utilizado deve ser autorizado e vinculado à Receita, para que as notas fiscais sejam validadas de forma eletrônica.

Depois de emitir a nota fiscal, você pode emitir a duplicata, que é um título de crédito derivado dessa nota fiscal. 

Veja como fazer isso:

  • A duplicata é gerada a partir das informações da nota fiscal. Ela deve conter:some text
    • Número da nota fiscal e data de emissão.
    • Dados do comprador/devedor (nome, CPF/CNPJ, endereço).
    • Valor da duplicata (igual ao valor da nota fiscal).
    • Data de vencimento da duplicata (quando o valor deveria ser pago).
  • A duplicata pode ser emitida eletronicamente por meio de sistemas de gestão empresarial ou pode ser feita manualmente, desde que cumpra as formalidades legais. 

No caso da emissão eletrônica, alguns sistemas já integram a emissão de duplicatas com a emissão de notas fiscais, facilitando o processo.

Depois de emitir a nota fiscal e a duplicata, você precisará apresentá-los ao cartório de protesto junto com o boleto vencido e outros documentos que comprovem a transação.

Esses documentos são necessários para o cartório verificar que há uma dívida legítima e que o protesto pode ser realizado.

3. Escolha o tabelionato de protesto competente

Você precisa levar o pedido de protesto ao cartório de protesto certo, que é o local responsável por oficializar esse tipo de processo. 

O cartório deve ser o que atende a região do endereço do devedor. 

Ou seja, se a pessoa ou empresa que deve está em uma determinada cidade, você deve buscar o cartório dessa cidade. 

Isso pode ser feito de forma presencial, indo ao cartório, ou até mesmo de forma eletrônica. 

4. Protocole o protesto no tabelionato

Quando você tiver todos os documentos reunidos, leve-os até o cartório e peça o protocolo do protesto: isso significa que o cartório registrará a cobrança e começará o processo. 

O cartório enviará uma notificação ao devedor, informando-o que há um protesto em andamento e que ele tem um prazo para pagar a dívida antes que seja registrado oficialmente o protesto. 

Esse prazo geralmente é de 3 dias úteis, mas pode variar.

5. Acompanhe o processamento do protesto

Depois de protocolar o protesto, é importante acompanhar o processo para saber se o devedor pagou ou não. 

O cartório notificará o devedor e, se ele não pagar no prazo determinado, o protesto será oficializado. 

O credor (quem está cobrando) deve ficar atento para saber se precisa tomar outras ações, como entrar com um processo judicial, caso o pagamento não ocorra.

6. Notifique o devedor sobre o protesto

Embora o cartório já notifique o devedor, é uma boa prática que o credor também entre em contato com o devedor. 

Muitas vezes, esse contato direto ajuda a resolver a situação de forma amigável e evita complicações. 

Isso pode facilitar o pagamento e evitar que o devedor tenha o nome negativado ou passe por outras dificuldades.

Leia também: Juros e multas em boletos por atraso: entenda os limites legais

Como protestar um boleto online?

Protestar um boleto online é uma maneira prática e conveniente de formalizar uma cobrança quando o devedor não efetua o pagamento. 

Esse processo evita a necessidade de ir pessoalmente a um cartório, pois pode ser feito pela internet, tornando o processo mais rápido e acessível. 

Veja como funciona:

1. Escolha um cartório de protesto online ou plataforma especializada

Para protestar um boleto online, é necessário utilizar um cartório de protesto que ofereça esse serviço pela internet ou plataformas especializadas que facilitam o contato com cartórios. 

Existem plataformas que são especializadas nesse tipo de serviço e fazem a ponte entre o credor e o cartório, como o Protesto 24h ou outras soluções oferecidas por associações de cartórios.

2. Reunir os documentos necessários em formato digital

Assim como no protesto presencial, você precisa reunir os documentos que comprovem a dívida. 

Esses documentos devem estar em formato digital (PDF, por exemplo), pois serão enviados online ao cartório. 

Os documentos necessários geralmente incluem:

  • Nota fiscal ou duplicata que comprove a transação.
  • Boleto bancário vencido que você quer protestar.
  • Contrato ou outros documentos que possam comprovar a origem da dívida.
  • Dados do devedor (nome, CPF ou CNPJ, endereço).

3. Acessar o site do cartório ou da plataforma especializada

Acesse o site do cartório que ofereça a opção de protesto online ou use uma plataforma especializada. 

Geralmente, essas plataformas possuem uma área específica para solicitar o protesto, onde você deve preencher um formulário com informações como:

  • Dados do credor (sua empresa ou você).
  • Dados do devedor (quem deve o pagamento).
  • Informações sobre a dívida, como o valor e a data de vencimento.

4. Enviar os documentos digitalmente

Após preencher o formulário com as informações necessárias, você precisará anexar os documentos em formato digital. 

Isso pode ser feito diretamente na plataforma. 

É importante garantir que todos os documentos estejam legíveis e corretos, para evitar problemas no processamento do protesto.

5. Pagar as taxas de serviço

O protesto online também envolve o pagamento de taxas cartorárias, assim como no protesto presencial. 

Essas taxas podem ser pagas diretamente pela plataforma, geralmente por meio de boleto bancário ou cartão de crédito. 

O valor das taxas varia de acordo com o estado e com o valor da dívida.

6. Acompanhar o processamento do protesto

Depois de enviar a solicitação e pagar as taxas, o cartório iniciará o processo de protesto. 

O devedor será notificado sobre a existência da dívida e terá um prazo (geralmente 3 dias úteis) para fazer o pagamento antes do protesto ser formalizado. 

O acompanhamento do status do protesto pode ser feito pela própria plataforma, onde você conseguirá verificar se o devedor pagou ou se o protesto foi efetivado.

7. Receber a certidão de protesto

Caso o devedor não efetue o pagamento, o cartório emitirá uma certidão de protesto, que é a comprovação oficial de que a dívida foi protestada. 

Essa certidão é um documento importante que pode ser utilizado em ações judiciais futuras, se for necessário.

Consequências para o inadimplente se não pagar o boleto protestado

Quando uma pessoa ou empresa não paga um boleto que foi protestado, isso pode trazer diversas consequências negativas, tanto financeiras quanto em termos de reputação. 

Confira algumas dessas consequências:

1. Restrição de crédito

Uma das consequências mais imediatas do protesto é a inclusão do nome do inadimplente em serviços de proteção ao crédito, como SPC e Serasa. 

Isso significa que a pessoa ou empresa ficará com uma restrição em seu CPF ou CNPJ, o que dificulta muito conseguir crédito em bancos, fazer compras parceladas, ou até mesmo obter financiamentos e empréstimos. 

A negativação do nome indica que o inadimplente não honrou suas dívidas e é visto como um cliente de alto risco.

2. Dificuldades em contratar serviços

Ter o nome protestado também pode dificultar a contratação de diversos tipos de serviços, como planos de internet, telefone e até mesmo aluguel de imóveis. 

Isso acontece porque empresas prestadoras de serviços costumam consultar os registros de inadimplência antes de fechar contratos, e um protesto indica uma má gestão financeira e falta de comprometimento com pagamentos.

3. Custos adicionais

Além do valor da dívida original, o inadimplente pode ter que arcar com custos extras. 

Esses custos incluem os encargos de protesto que o cartório cobra para formalizar a cobrança, bem como juros e multas que vão se acumulando enquanto o pagamento não é feito. 

Quanto mais tempo o devedor demora para quitar a dívida, maior será o valor final a ser pago.

4. Possibilidade de ações judiciais

Se, mesmo após o protesto, a dívida não for quitada, o credor pode decidir entrar com uma ação judicial para cobrar a dívida. 

Nesse caso, o devedor pode ser obrigado a pagar por meio de uma decisão da justiça, e isso pode incluir a penhora de bens (como carros, imóveis, ou até mesmo parte do salário) para garantir o pagamento. 

Além disso, o processo judicial pode gerar mais despesas, como honorários advocatícios e custas processuais.

5. Dificuldade para recuperar crédito no futuro

Mesmo após quitar a dívida, o inadimplente pode enfrentar dificuldades para restabelecer seu crédito no mercado. 

O histórico negativo de ter sido protestado pode permanecer no registro por algum tempo, tornando difícil a aprovação de crédito ou financiamentos em situações futuras. 

É necessário demonstrar uma boa capacidade de pagamento e responsabilidade financeira por um período considerável para reconquistar a confiança das instituições financeiras.

6. Impacto na reputação

Em caso de empresas, ser protestada pode ter um impacto significativo na sua reputação comercial. 

Fornecedores e parceiros de negócios podem ver um protesto como um sinal de problemas financeiros e, por isso, podem se tornar mais hesitantes em continuar fazendo negócios. 

Isso pode afetar relações comerciais e reduzir oportunidades futuras.

Para pessoas físicas, ser protestado pode causar constrangimento, já que em alguns casos as informações do protesto são públicas. 

Além disso, o devedor pode ser alvo de cobranças frequentes por parte do credor ou de empresas de cobrança contratadas por ele, o que pode ser incômodo e desgastante. 

Quais títulos e tipos de boleto podem ser protestados?

O protesto de boletos é uma prática comum utilizada para formalizar uma dívida não paga – mas não são todos os tipos de boletos ou documentos que podem ser protestados. 

Existem alguns títulos e documentos específicos que podem ser levados ao cartório de protesto para garantir o pagamento. 

Veja quais são os principais tipos de boletos e títulos que podem ser protestados:

1. Boletos bancários

Qualquer boleto emitido, seja ele resultado de uma venda de mercadorias, prestação de serviços, ou qualquer outra obrigação contratual, pode ser protestado, desde que a cobrança seja legítima e haja documentos que comprovem a transação. 

Para protestar um boleto, é necessário reunir documentos que comprovem a origem da dívida, como nota fiscal ou contrato.

2. Duplicata mercantil e duplicata de serviços

  • Duplicata Mercantil: documento que formaliza uma venda de mercadoria feita a prazo. Quando uma empresa vende um produto a um cliente e o pagamento é parcelado, é emitida uma duplicata mercantil. Caso o cliente não faça o pagamento, essa duplicata pode ser protestada como forma de cobrança.
  • Duplicata de serviços: semelhante à duplicata mercantil, a duplicata de serviços formaliza a prestação de um serviço a prazo. Se o cliente não paga pelo serviço prestado, o prestador tem o direito de protestar a duplicata para garantir a cobrança.

3. Nota promissória

A nota promissória é um título de crédito no qual uma pessoa (o devedor) se compromete a pagar a outra pessoa (o credor) um determinado valor em uma data específica. 

Esse tipo de título é comum em acordos financeiros informais e, se não for pago, pode ser protestado pelo credor para formalizar a dívida.

4. Contratos de prestação de serviços

Em alguns casos, contratos de prestação de serviços também podem ser levados a protesto. 

Isso é possível se houver provas documentais de que o serviço foi prestado e que o pagamento não foi efetuado conforme combinado. 

Para isso, é importante que o contrato esteja bem detalhado, especificando o valor do serviço e as condições de pagamento.

5. Cédula de crédito bancário

A cédula de crédito bancário (CCB) é um título que formaliza a concessão de crédito entre uma instituição financeira e um cliente. 

Esse documento é bastante utilizado em financiamentos e empréstimos. 

Se o devedor deixar de pagar a dívida acordada, o banco pode protestar a CCB como uma forma de pressionar pelo pagamento.

6. Contratos com garantia de pagamento

Em alguns casos, contratos de compra e venda ou outros contratos que tenham cláusulas de garantia de pagamento também podem ser protestados. 

Alguns exemplos são em casos de contratos de compra e venda com alienação fiduciária e contratos de prestação de serviços com nota promissória.

Se o contrato prevê o pagamento em prestações ou em datas específicas e o devedor não cumpre com essas obrigações, o credor pode utilizar o contrato como base para o protesto.

Condições necessárias para protestar um Título

É importante lembrar que, para protestar qualquer um desses títulos, é necessário que a dívida seja certa, líquida e exigível. 

Isso significa que:

  • A dívida deve ser certa, ou seja, não pode haver dúvidas sobre a obrigação de pagamento.
  • A dívida deve ser líquida, o que significa que o valor da dívida deve estar claramente definido.
  • A dívida deve ser exigível, ou seja, já deve estar vencida e o prazo de pagamento deve ter expirado.

Veja mais: Tipos de cobrança: dicas, estratégias e ferramentas para automatizar o processo e evitar a inadimplência

Como evitar a inadimplência?

Para evitar inadimplência, é fundamental utilizar uma ferramenta de gestão financeira que auxilie no controle das faturas pendentes. 

Uma solução eficiente é a ferramenta de Gestão de Cobrança da InfinitePay.

Com a gestão de cobranças gratuita da InfinitePay, você conta com todo o suporte necessário para o seu negócio: basta cadastrar o nome e o celular do seu cliente para a cobrança ser enviada e ele receberá notificações sobre a cobrança por WhatsApp e e-mail. 

Seu cliente escolhe se quer pagar por Pix, boleto ou crédito em até 12x, e você escolhe a frequência das mensagens: única, semanal ou no intervalo que preferir. 

Dessa forma, você aumenta suas chances de receber e reduz a inadimplência no seu negócio.

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