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Empreender envolve mais do que apenas uma boa ideia de negócio e estratégias de mercado eficazes: também é crucial entender as nuances burocráticas que regem as empresas. Uma dessas nuances é o CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas. Este termo pode parecer complexo à primeira vista, mas é fundamental para qualquer pequeno empreendedor que deseja operar dentro da legalidade e otimizar seu negócio.
Neste artigo, vamos explorar o que é o CNAE, como ele impacta sua empresa e por que é essencial escolher a classificação correta.
O CNAE, sigla para Classificação Nacional de Atividades Econômicas, é um código numérico que identifica a principal atividade econômica de uma empresa no Brasil.
Desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este sistema de classificação é adotado nacionalmente e serve como um padrão para categorizar as atividades de negócios em diferentes setores da economia.
Cada atividade econômica é representada por um código único, que desempenha um papel crucial em diversos aspectos administrativos e legais, incluindo o registro empresarial, a tributação e a emissão de notas fiscais.
O CNAE é mais do que um mero detalhe burocrático: ele é essencial para garantir que as empresas sejam classificadas corretamente de acordo com a natureza de suas operações. Isso significa que, ao abrir uma empresa, o empreendedor deve escolher um CNAE que reflita com precisão a atividade principal do negócio.
Essa classificação tem implicações diretas na determinação dos impostos a serem pagos, nas obrigações fiscais e trabalhistas e até mesmo em oportunidades de financiamento e benefícios fiscais, dependendo do setor de atuação. Portanto, entender o CNAE e escolher o código correto é um passo fundamental no processo de formalização e gestão eficiente de um negócio.
Sim, toda empresa no Brasil, independentemente de seu tamanho ou tipo, deve ter um CNAE atribuído. Isso inclui desde Microempreendedores Individuais (MEI) até grandes corporações.
O CNAE é um elemento obrigatório no momento da formalização de qualquer empresa, pois define a natureza da atividade econômica que será realizada. Para os MEIs, por exemplo, a escolha do CNAE é ainda mais crítica, pois determina os limites de atuação, os impostos a serem pagos através do Simples Nacional e as regulamentações específicas que devem ser seguidas. Veja as vantagens e obrigações de ser MEI.
Para outros tipos de empresas, como Sociedades Limitadas (Ltda.), Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI) e Sociedades Anônimas (S/A), a definição de um ou mais CNAEs é igualmente importante. Essas classificações influenciam não só as obrigações fiscais e trabalhistas, mas também podem impactar a permissão para participar de licitações, a obtenção de certos tipos de licenças e até mesmo as opções de crédito disponíveis para o negócio.
Leia também: Diferenças entre MEI e outros tipos de empresas.
Portanto, independente do porte ou forma jurídica da empresa, a atribuição correta do CNAE é um passo fundamental para garantir a conformidade legal e fiscal do negócio. Além disso, uma classificação precisa pode oferecer vantagens estratégicas, como acesso a incentivos fiscais específicos e oportunidades de mercado alinhadas à atividade econômica da empresa.
O sistema de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é composto por uma vasta gama de códigos, representando a diversidade de atividades econômicas que podem ser exercidas por empresas no Brasil.
Esses códigos são organizados em uma estrutura hierárquica, que inclui seções, divisões, grupos, classes e subclasses. Essa estrutura reflete os diferentes níveis de detalhamento das atividades econômicas.
No site do IBGE, é possível fazer uma busca. Basta colocar sua atividade para saber o código, ou o código do CNAE para checar se a atividade está correta. Nesta mesma página também é possível entender a estrutura de cada CNAE e as divisões por número.
Na hierarquia do CNAE, existem 21 seções identificadas por letras (de A a U), que representam os grandes setores da economia, como agricultura, indústria e serviços. Dentro de cada seção, há divisões, que são numeradas e representam um agrupamento mais específico de atividades econômicas. Então o CNAE é formado por Seção > Divisão > Grupo > Classe > Subclasse.

Seguindo a hierarquia, encontramos os grupos, as classes e, finalmente, as subclasses, que são o nível mais detalhado e específico dentro do CNAE, cada uma representada por um código numérico único. Cada classe tem sua Lista de Descritores, ou seja, todas as atividades aceitas naquele CNAE.
O número exato de códigos CNAE varia conforme atualizações e revisões do sistema, mas é importante destacar que a diversidade e especificidade dos códigos visam abranger todas as possíveis atividades econômicas realizadas pelas empresas. Atualmente, existem 1.332 classificações.
A escolha do CNAE adequado depende de uma compreensão precisa da atividade principal da empresa, e esta classificação detalhada ajuda a garantir que cada negócio seja corretamente categorizado de acordo com sua operação específica.
O CNAE, ao definir a atividade principal de uma empresa, tem um papel crucial na determinação dos impostos e outras obrigações fiscais e regulatórias. A escolha do CNAE correto influencia diretamente o regime tributário ao qual a empresa será submetida.
Por exemplo, certas atividades econômicas permitem a adesão ao Simples Nacional, um regime tributário simplificado com alíquotas menores, enquanto outras podem exigir o enquadramento no Lucro Presumido ou Lucro Real, que possuem cálculos tributários mais complexos.
Além dos impostos, o CNAE também impacta as obrigações trabalhistas. Dependendo da atividade econômica da empresa, podem existir normas regulatórias específicas a serem seguidas, como normas de segurança e saúde no trabalho.
Outra influência importante do CNAE está nas contribuições previdenciárias e no FGTS. O código escolhido pode determinar diferentes alíquotas e formas de contribuição, além de influenciar a incidência de outros tributos como o ISS (Imposto Sobre Serviços) ou ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), dependendo da natureza da atividade.
Portanto, o CNAE não é apenas um elemento burocrático, mas uma escolha estratégica que pode afetar significativamente a carga tributária e as responsabilidades legais de uma empresa. Uma classificação inadequada pode resultar em problemas fiscais e multas, reforçando a importância de uma escolha cuidadosa e bem informada do CNAE.
A escolha do CNAE correto é fundamental para garantir a conformidade legal e otimizar a carga tributária da sua empresa. O primeiro passo é entender claramente a natureza da atividade principal do negócio.
É importante considerar não apenas o que a empresa faz atualmente, mas também as atividades que pretende realizar no futuro. Uma análise detalhada do negócio ajudará a identificar o CNAE que mais se alinha à sua operação principal.
O processo de obtenção de um CNAE é uma etapa crucial na formalização de qualquer empresa no Brasil. Seguir um passo a passo claro pode ajudar a garantir que você selecione o código correto e evite complicações futuras.
Aqui está um guia simples para obter o CNAE para o seu negócio:
Antes de tudo, tenha uma compreensão clara da atividade principal que sua empresa irá exercer. Isso é importante para identificar o CNAE que melhor representa o seu negócio.
Visite o site oficial do IBGE ou da Receita Federal, onde você pode encontrar a tabela completa de CNAEs. Nela, você encontrará a lista de todos os códigos e descrições das atividades.
Com base na descrição da sua atividade principal, busque na tabela CNAE os códigos que mais se aproximam. Pode haver mais de um código aplicável, por isso é importante analisar cada opção cuidadosamente.
Para garantir que você está escolhendo o código mais adequado, é aconselhável consultar um contador ou um profissional especializado. Eles podem ajudar a entender as nuances dos códigos e as implicações fiscais associadas.
Quando for registrar sua empresa na Junta Comercial ou no órgão competente, você precisará informar o CNAE escolhido. Este código será utilizado em todos os documentos oficiais e registros fiscais da empresa.
O sistema de CNAE pode passar por atualizações. Portanto, é importante manter-se informado e verificar se há mudanças que possam afetar a classificação da sua empresa.
Seguindo esses passos, você poderá obter o CNAE apropriado para a sua empresa, garantindo que esteja em conformidade com as regulamentações e preparado para todas as responsabilidades fiscais e legais que acompanham a atividade escolhida.
Incluir um CNAE no CNPJ não tem um custo direto específico. No entanto, os custos indiretos podem surgir no processo de registro ou alteração cadastral da empresa.
Para novos negócios, esses custos fazem parte das taxas gerais de abertura da empresa, variando conforme o tipo de empresa e a localização. Para empresas já estabelecidas que precisam adicionar ou alterar um CNAE, podem existir taxas relacionadas à alteração cadastral na Junta Comercial ou em outros órgãos reguladores.
Além disso, serviços contábeis profissionais, se utilizados, podem gerar custos adicionais. É importante notar que a escolha do CNAE pode influenciar os custos operacionais e fiscais da empresa, tornando essencial uma seleção cuidadosa e informada.
Nele, você pode acessar a classificação completa do CNAE, incluindo descrições detalhadas de cada atividade.
O site da Receita oferece recursos para entender as implicações tributárias de diferentes CNAEs.
Profissionais da área contábil podem oferecer orientação especializada na escolha do CNAE, considerando os aspectos específicos do seu negócio.
Utilizar esses passos e recursos ajudará a garantir que a empresa seja classificada corretamente, evitando problemas fiscais e aproveitando as melhores oportunidades tributárias disponíveis para a atividade exercida.
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O balanço patrimonial é uma ferramenta fundamental para empresas de todos os tamanhos e setores. Ele fornece uma visão completa da saúde financeira de uma organização em um determinado momento. Neste artigo, exploraremos em detalhes o que é um balanço patrimonial, como ele funciona e qual é a sua importância para empresas e investidores.
O balanço patrimonial, muitas vezes chamado de "BP", é um dos principais relatórios financeiros que uma empresa produz regularmente. Ele é uma representação detalhada dos ativos, passivos e patrimônio líquido de uma empresa em uma data específica, geralmente ao final de um trimestre ou ano fiscal. O objetivo principal do balanço patrimonial é mostrar como os recursos da empresa estão distribuídos e financiados.
Um balanço patrimonial é dividido em três seções principais:
Os ativos representam tudo o que a empresa possui e que tem valor econômico. Eles são geralmente categorizados em três grupos:
Os passivos são as obrigações financeiras da empresa. Eles também são divididos em dois grupos principais:
O patrimônio líquido é a diferença entre os ativos e os passivos de uma empresa. É uma medida da riqueza líquida da empresa e representa o valor que os acionistas têm na empresa. O patrimônio líquido também inclui os lucros acumulados ao longo do tempo.
O balanço patrimonial segue a equação fundamental da contabilidade:
Ativos = Passivos + Patrimônio Líquido
Essa equação deve sempre se equilibrar. Isso significa que os recursos (ativos) financiam as obrigações (passivos) e o valor restante pertence aos acionistas (patrimônio líquido).
Quando a empresa compra um ativo, como um novo equipamento, o balanço patrimonial reflete esse aumento nos ativos. Da mesma forma, quando a empresa contrai uma nova dívida, os passivos aumentam. O patrimônio líquido também pode aumentar quando a empresa gera lucro.
O balanço patrimonial desempenha um papel crucial em várias áreas:
Os gestores utilizam o balanço patrimonial para avaliar a saúde financeira da empresa e tomar decisões estratégicas, como investir em novos ativos ou pagar dívidas.
Os investidores utilizam o balanço patrimonial para avaliar o potencial de crescimento e a estabilidade financeira de uma empresa antes de investir nela.
As empresas são obrigadas a apresentar balanços patrimoniais para cumprir com regulamentos contábeis e fiscais, proporcionando transparência financeira.
O balanço patrimonial é uma ferramenta essencial para compreender a situação financeira de uma empresa. Ele oferece uma visão detalhada dos ativos, passivos e patrimônio líquido, permitindo que gestores, investidores e reguladores avaliem a saúde financeira de uma organização. Portanto, entender como o balanço patrimonial funciona é fundamental para tomar decisões financeiras informadas e manter a integridade financeira de uma empresa.

Se você está pensando em abrir um negócio ou expandir suas operações, entender as diferenças entre atacado e varejo é essencial para tomar decisões estratégicas.
Esses dois modelos de venda têm públicos, preços e volumes distintos, e a escolha certa pode impactar diretamente os seus lucros.
A seguir, vamos explicar o que é atacado, o que é varejo e quais são as principais diferenças entre eles para te ajudar a definir qual modelo se encaixa melhor no seu planejamento.
A principal diferença entre atacado e varejo está no volume de vendas e no público-alvo.
Enquanto o atacado vende produtos em grandes quantidades, geralmente para empresas e revendedores, o varejo comercializa unidades diretamente para o consumidor final.
Mas essa não é a única distinção entre os dois modelos.
Veja a tabela abaixo para entender melhor:
| Característica | Atacado | Varejo |
|---|---|---|
| O que é | Venda em grandes quantidades para empresas ou revendedores. | Venda de produtos em pequenas quantidades para o consumidor final. |
| Objetivo | Revender para terceiros. | Atender diretamente o cliente final. |
| Volume de compra | Alto. | Baixo. |
| Público-alvo | Empresas, revendedores e distribuidores. | Pessoas físicas, consumidores em geral. |
| Preço por unidade | Menor, devido ao volume maior de compras. | Maior, pois os produtos são vendidos individualmente. |
| Concorrência | Menor, pois há menos atacadistas no mercado. | Maior, pois há muitas lojas disputando os consumidores. |
| Investimento inicial | Mais alto, devido à necessidade de um grande estoque. | Mais baixo, já que os volumes são menores. |
| Localização | Geralmente em regiões afastadas, onde há espaço para grandes estoques. | Próxima ao público consumidor, em áreas de fácil acesso. |
| Experiência do cliente | Foco na eficiência e na logística da venda. | Maior preocupação com atendimento e experiência de compra. |
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O atacado é um modelo de comércio focado em vendas de grandes quantidades, geralmente para empresas, distribuidores e lojistas.
Os atacadistas compram produtos diretamente dos fabricantes em grandes volumes e revendem para negócios que atuam no varejo.
Esse modelo permite que os preços por unidade sejam menores, tornando a compra mais vantajosa para quem precisa revender.
Dependendo do segmento, os preços no atacado podem ser até 50% menores que no varejo.

O atacado pode ser vantajoso para quem deseja lidar com volumes maiores e garantir um fluxo de vendas mais estável.
No entanto, ele exige um investimento inicial mais alto e maior controle de estoque.
O varejo é o modelo de comércio focado na venda direta para o consumidor final.
Diferente do atacado, que lida com grandes volumes, o varejo comercializa produtos em quantidades menores, oferecendo mais variedade e conveniência para os clientes.
As lojas de varejo podem funcionar tanto fisicamente quanto online e costumam investir na experiência do consumidor, com atendimento personalizado, facilidades de pagamento e estratégias de fidelização.

Enquanto o varejo oferece margens de lucro maiores por unidade vendida, ele também exige um forte trabalho de atração de clientes e estratégias para se destacar da concorrência.
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O atacado é um modelo de negócio estratégico para quem busca volume e preços mais competitivos.
No entanto, ele apresenta desafios que precisam ser considerados antes de iniciar nesse segmento.
O varejo oferece oportunidades para quem deseja vender diretamente ao consumidor final, permitindo maior controle sobre preços e estratégias de venda.
Porém, esse modelo exige um bom planejamento para se destacar da concorrência e manter um fluxo de vendas constante.
A escolha entre atacado e varejo depende do seu modelo de negócio, do público que deseja atender e da estrutura que você tem disponível.
Antes de decidir, é importante analisar alguns fatores que influenciam diretamente o sucesso da sua operação.
Fatores para considerar na escolha:
Produtos de consumo frequente e em grandes volumes, como alimentos e materiais de construção, costumam se encaixar melhor no atacado. Já produtos com maior valor agregado e que são comprados em pequenas quantidades, como eletrônicos e vestuário, tendem a ser mais lucrativos no varejo.
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Se seu objetivo é vender para outras empresas, distribuidores ou revendedores, o atacado pode ser a melhor escolha.
Se você pretende vender diretamente ao consumidor final, o varejo pode ser mais vantajoso.
O atacado exige mais capital para manter um estoque grande e uma estrutura de armazenagem.
O varejo, por sua vez, pode começar com um investimento menor, especialmente se for um negócio online.
No atacado, a margem de lucro por unidade é menor, mas o volume de vendas é alto.
No varejo, a margem por produto tende a ser maior, mas a concorrência e os custos operacionais também são mais elevados.
O atacado demanda um espaço amplo para estoque e uma operação logística eficiente.
O varejo exige um ponto comercial bem localizado ou um e-commerce estruturado para atrair clientes e oferecer uma boa experiência de compra.
Em resumo, ambos os modelos têm vantagens e desafios, e a decisão deve levar em conta a estratégia e os recursos disponíveis.
Também existe a possibilidade de adotar um modelo híbrido, como o atacarejo, que combina a venda para empresas e consumidores finais, permitindo mais flexibilidade no negócio.
Independentemente de você escolher o atacado ou o varejo, contar com soluções financeiras eficientes pode fazer toda a diferença no sucesso do seu negócio.
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Você está com o seu CNPJ inapto e se vê impedido de emitir notas fiscais ou movimentar suas contas bancárias?
Essa situação ocorre quando a empresa deixa de entregar suas declarações obrigatórias por dois exercícios consecutivos, afetando sua capacidade de realizar operações comerciais, participar de licitações públicas e obter incentivos fiscais, segundo a Receita Federal.
Neste artigo, esclarecemos tudo o que você precisa saber sobre o tema, as graves implicações legais e práticas que incluem bloqueios financeiros e a potencial responsabilização pessoal dos sócios.
Além disso, você descobrirá, passo a passo, como regularizar rapidamente seu CNPJ e evitar danos maiores à sua empresa.
Ter um CNPJ inapto significa que seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica recebeu uma classificação negativa da Receita Federal por irregularidades importantes.
É uma indicação oficial de que sua empresa deixou de cumprir determinadas obrigações fiscais ou cadastrais exigidas pelo órgão federal.
Ao contrário da situação "Ativa", que demonstra regularidade cadastral, a condição inapta revela pendências sérias, comprometendo diretamente o funcionamento da sua empresa.
Na prática, isso impede você de emitir notas fiscais, movimentar contas bancárias e realizar transações comerciais essenciais relacionadas ao negócio.
Esse status pode ser aplicado a negócios de qualquer porte, desde MEIs (Microempreendedores Individuais) até grandes empresas, caso não atendam às exigências da Receita Federal.
É importante lembrar que essa situação não acontece por acaso e exige ação rápida para ser revertida.
Veja também como abrir um CNPJ

Para regularizar um CNPJ inapto:
O CNPJ pode ser considerado inapto pela Receita Federal quando a empresa deixa de cumprir determinadas obrigações fiscais, como:
Este é o motivo mais frequente que leva um CNPJ à inaptidão.
Se você deixar de entregar quaisquer das declarações fiscais obrigatórias por dois exercícios (anos) consecutivos, a Receita Federal declarará seu cadastro como inapto.
Sendo as principais delas:
DASN-SIMEI, DCTF, RAIS, ECF e DEFIS, por dois exercícios (anos) consecutivos, a Receita Federal declarará seu cadastro como inapto.
Outro motivo relevante ocorre quando a Receita Federal realiza tentativas para entrar em contato físico ou enviar correspondências para o endereço cadastrado no seu CNPJ.
Se, após reiteradas tentativas ou mesmo visita fiscal, sua empresa não for localizada no endereço informado, isso será suficiente para classificar seu CNPJ como inapto.
Por isso, é fundamental manter o endereço atualizado corretamente nos cadastros oficiais da Receita Federal, garantindo sempre que sua empresa esteja devidamente localizada.
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Ao ter seu CNPJ inapto, você enfrenta restrições que impactam diretamente suas atividades comerciais.
Veja as principais delas conforme a Instrução Normativa RFB nº1.634:
Em pouco tempo, essas consequências podem paralisar suas operações, comprometer sua saúde financeira e, em casos extremos, até impedir que você mantenha seu negócio de portas abertas.
Por isso, conhecer exatamente as consequências de ter um CNPJ inapto é o primeiro passo para reconhecer a gravidade dessa situação e agir rapidamente para resolvê-la.
O CNPJ inapto ocorre quando sua empresa deixa de entregar as declarações obrigatórias por dois anos consecutivos ou não é localizada no endereço cadastrado.
Já o CNPJ inativo refere-se a empresas sem qualquer movimentação operacional, financeira ou patrimonial ao longo de um ano-calendário inteiro.
Nesse caso, embora você não tenha pendências, ainda precisa cumprir obrigações como entregar regularmente a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF zerada), comunicando assim formalmente sua inatividade à Receita Federal.
Portanto, uma empresa inativa não necessariamente possui pendências, enquanto um CNPJ inapto indica claramente irregularidades em sua situação.
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Para esclarecer a situação completa do seu CNPJ, confira os demais status possíveis que você pode encontrar:
Manter as finanças organizadas é um dos maiores desafios para qualquer empreendedor, especialmente quando se trata de receber pagamentos, gerenciar cobranças e controlar despesas.
Para simplificar essa rotina, a Conta PJ da InfinitePay surge como uma solução completa e gratuita para empreendedores e empresas de todos os portes.
Com abertura rápida, sem burocracia e cheia de benefícios, a conta PJ da InfinitePay é a ferramenta ideal para otimizar a gestão financeira do seu negócio, garantindo mais praticidade, economia e controle.
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Nesse artigo, abordaremos a Alíquota Interestadual: o que é esse tipo de imposto, como ele funciona, os impactos em negócios pelo Brasil inteiro, e como se planejar para pagá-lo, caso seja necessário no caso da sua empresa.
A alíquota interestadual é a taxa que incide sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas operações referentes à circulação de mercadorias e serviços entre diferentes estados brasileiros. Essa taxa, que começou a ser cobrada a partir da Emenda Constitucional nº 87, de 16 de abril de 2015, é definida por cada estado, e varia de acordo com o tipo de mercadoria ou serviço.
Há diferença entre a alíquota interestadual (referente a transações entre estados) e a intraestadual (referente a transações que ocorrem dentro de um estado apenas). É importante se atentar a essas diferenças, especialmente aos valores de cada uma.
Por exemplo, no caso do estado de São Paulo, a alíquota interestadual para a maioria das mercadorias é de 12%, enquanto a alíquota intraestadual é de 18% (mais detalhes na tabela de alíquotas abaixo).
Portanto, se uma mercadoria é vendida de São Paulo para o estado do Rio de Janeiro, o ICMS será calculado com base na alíquota interestadual de 12%. Já se uma mercadoria é vendida dentro do estado de São Paulo, o ICMS será calculado com base na alíquota intraestadual de 18%.
O ICMS é um imposto estadual que incide sobre a circulação de mercadorias e serviços, inclusive importados. Cada estado tem regras próprias para cobrança, respeitando a Constituição e o Código Tributário Nacional.
O valor arrecadado financia obras e serviços públicos, tendo o poder de investimento de estados e municípios.
Leia mais: ICMS: o que é e como funciona este importante imposto estadual
Na tabela abaixo, é possível ver a tabela das alíquotas de todos os estados em 2026.

Se você vende pela internet para outros estados, preste atenção porque o recolhimento do ICMS via internet é uma obrigação para todas as lojas virtuais, independentemente do regime tributário que estejam enquadradas.
Verifique abaixo qual a modalidade de venda do seu negócio, e como o ICMS impacta cada um:
O ICMS é calculado com base em uma alíquota fixa, que é definida por cada estado.
Nesse caso, o ICMS é calculado com base em uma alíquota variável, que é definida pelo valor de faturamento mensal da empresa.
As lojas que não estão enquadradas no Simples Nacional, pagam um valor superior de ICMS e de outros impostos, uma vez que a cobrança é feita de forma individualizada.
Caso sua loja faça vendas para outros estados, atente-se aos seguintes fatores e realize os procedimentos mencionados para garantir a correta tributação:
O recolhimento do ICMS e de outros tributos para vendas em marketplace é feito por meio de Nota Fiscal. O vendedor emite a NF para o consumidor, registrando o valor da mercadoria e do imposto. O marketplace também emite uma NF, mas essa NF é diferente da emitida pelo vendedor. A NF do marketplace registra apenas os valores das taxas cobradas pelo trabalho de intermediação da relação entre vendedor e comprador.
O Cadastro do Contribuinte é um registro oficial que identifica as pessoas físicas ou jurídicas que são contribuintes de impostos estaduais, como o ICMS. Esse cadastro, chamado de Inscrição Estadual (IE) é administrado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) de cada estado.
É importante se informar sobre o processo do seu estado, porque há diferenças entre eles. Por exemplo, atualmente há estados como o Paraná, que isentam produtores de conteúdo que vendem cursos online da taxa do IE; e estados como o Rio Grande do Sul, cuja alíquota para cursos online é de 17%. Para que a pessoa física possa recolher o ICMS, ela deve estar inscrita no Cadastro do Contribuinte e informar o seu número de inscrição estadual na Nota Fiscal.
Manter atualizado todo o controle financeiro da sua empresa é fundamental para que os impactos da alíquota não causem prejuízos ao seu negócio. Há ferramentas que ajudam nessa missão, como a Gestão de Cobrança da InfinitePay, que faz a gestão financeira completa do seu negócio de graça.
A alíquota interestadual do ICMS é um dos principais fatores que influenciam os custos de tributação de empresas que realizam operações de circulação de mercadorias entre estados. Para otimizar esses custos, é importante que as empresas realizem um planejamento tributário adequado, com a consulta a profissionais de contabilidade e tributação.
Algumas dicas para reduzir a carga tributária interestadual incluem:
Além de reduzir os custos de tributação, é importante que as empresas cumpram todas as obrigações acessórias, como a emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e) e guias de pagamento. O não cumprimento dessas obrigações pode resultar em multas e outras penalidades.
A conformidade com a legislação fiscal é essencial para evitar problemas com o fisco e garantir a saúde financeira da empresa.
Saiba mais: Calendário Fiscal: Entenda datas e prazos

Ao abrir um negócio, é preciso escolher um regime tributário. Essa escolha é importante, pois impacta diretamente o valor dos impostos que a empresa pagará. Dois dos regimes mais comuns são o lucro real e o lucro presumido.
No regime de lucro real, a base de cálculo dos impostos é o lucro efetivo da empresa. Para calcular o lucro real, é preciso considerar todas as receitas e despesas da empresa no período.
As receitas são todas as entradas de dinheiro no caixa da empresa, como vendas, recebimentos de clientes, juros, etc. As despesas são todas as saídas de dinheiro do caixa da empresa, como salários, aluguel, impostos, etc.
O lucro real é um regime mais complexo, pois exige que a empresa tenha um controle rigoroso de suas receitas e despesas.
No regime de lucro presumido, a base de cálculo dos impostos é uma estimativa do lucro da empresa. Essa estimativa é feita com base na receita bruta da empresa e em uma alíquota presumida.
A alíquota presumida varia de acordo com o setor da empresa. Por exemplo, para empresas do setor de comércio, a alíquota presumida é de 8%.
O regime de lucro presumido é um regime mais simples, pois não exige que a empresa tenha um controle tão rigoroso de suas receitas e despesas.
A principal diferença entre lucro real e presumido é a forma de calcular a base de cálculo dos impostos. No lucro real, a base de cálculo é o lucro efetivo da empresa, enquanto no lucro presumido, a base de cálculo é uma estimativa do lucro da empresa.
Outra diferença entre os dois regimes é a complexidade. O lucro real é um regime mais complexo, pois exige que a empresa tenha um controle rigoroso de suas receitas e despesas. O lucro presumido é um regime mais simples, pois não exige que a empresa tenha um controle tão rigoroso de suas receitas e despesas.
A resposta para essa pergunta depende de vários fatores, como o setor da empresa, a sua receita e o seu lucro efetivo.
Em geral, o lucro real é um regime mais vantajoso para empresas com lucros elevados. Isso ocorre porque o lucro real permite que a empresa aproveite a dedução de despesas.
O lucro presumido é um regime mais vantajoso para empresas com lucros baixos ou médios. Isso ocorre porque o lucro presumido é um regime mais simples e com uma alíquota presumida mais baixa.
O lucro real é indicado para empresas com lucros elevados, pois permite que a empresa aproveite a dedução de despesas.
Além disso, o lucro real é indicado para empresas que:
O lucro presumido é indicado para empresas com lucros baixos ou médios, pois é um regime mais simples e com uma alíquota presumida mais baixa.
Além disso, o lucro presumido é indicado para empresas que:
A principal desvantagem do lucro presumido é que a empresa não tem a flexibilidade de abater despesas. Isso pode resultar em um pagamento de impostos maior do que o necessário.
Outra desvantagem do lucro presumido é que a empresa pode ter que pagar impostos mesmo que não tenha lucro. Isso ocorre porque a alíquota presumida é aplicada sobre a receita bruta, mesmo que a empresa tenha tido prejuízos.
Leia mais: 5 dicas para aumentar o lucro da sua empresa
A escolha entre lucro real e presumido é uma decisão importante que deve ser tomada com cuidado. É importante avaliar todos os fatores envolvidos, como o setor da empresa, a sua receita e o seu lucro efetivo.
Se você estiver em dúvida sobre qual regime é o melhor para o seu negócio, é recomendável consultar um contador.