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O que é o Simples Nacional?

Antes de entender a exclusão do MEI, é importante saber o que é o Simples Nacional e seu papel perante os microempreendedores.

O Simples Nacional é uma forma de regime tributário que tem como objetivo ajudar o desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil, com foco em pequenos negócios. Para isso, ele apresenta facilitadores para ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), estimulando seu crescimento sem burocracia. 

Abaixo, listamos algumas das principais ações executadas pelo Simples Nacional em prol do pequeno empreendedor:

  • Simplificar o recolhimento de impostos e contribuições: 

Tornar o pagamento de impostos e contribuições mais fácil e prático.

  • Reduzir a carga tributária: 

Reduzir os impostos e contribuições pagos pelas MEs e EPPs.

  • Simplificar as obrigações tributárias: 

Tornar as obrigações tributárias das MEs e EPPs mais simples.

  • Ampliar o acesso ao crédito:

Tornar mais fácil para as MEs e EPPs obter crédito.

Podemos dizer, para resumir, que o Simples Nacional é um modelo que facilita a vida financeira de empresas em geral. 

Leia mais: MEI: vantagens, limitações e obrigações

O que é o Projeto de Lei Complementar (PLP) para MEI?

Para entender a exclusão do MEI do Simples Nacional, é preciso lembrar que está em tramitação o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021. Esse projeto propõe algumas alterações nas regras do MEI de forma geral. Abaixo, listamos as principais:

  • Redução da alíquota do INSS:

Antes, o MEI pagava 5% do salário mínimo ao INSS. Com a mudança, o valor cairá para 3%. Isso significa que os MEIs vão economizar cerca de R$ 200,00 por ano.

  • Aumento do limite de faturamento:

O MEI podia faturar até R$ 81 mil por ano. Após a mudança, o limite aumentará para R$ 144.913,41. Isso significa que os MEIs poderão faturar mais sem serem excluídos do regime.

  • Ampliação da isenção de impostos para serviços de transporte:

Antes da aprovação do projeto, os MEIs que prestavam serviços de transporte tinham que pagar o ICMS e o ISS. Agora, eles estão isentos desses impostos. Isso vai beneficiar os MEIs que atuam nesse setor.

  • Obrigatoriedade da entrega da DASN-SIMEI:

Até a mudança, a entrega da DASN-SIMEI era opcional para os MEIs. A partir de setembro de 2023, ela é obrigatória. Essa mudança vai garantir que o governo tenha informações mais precisas sobre a situação dos MEIs, evitando irregularidades.

  • A inclusão dos MEIs na Dívida Ativa da União: 

Os MEIs que não pagarem suas dívidas poderão ser incluídos na Dívida Ativa da União, o que os torna passíveis de cobrança judicialmente.

  • A possibilidade de inscrição do MEI no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN): 

Os MEIs que não pagarem suas dívidas poderão ser inscritos no CADIN, dificultando acesso a crédito.

  • A possibilidade de suspensão das atividades do MEI: 

Os MEIs que não pagarem suas dívidas poderão ter suas atividades suspensas. 

O Impacto do PLP na exclusão do Simples Nacional

Dado que o projeto está em fase de aprovação, é válido se atentar às mudanças previstas: Antes da aplicação do PLP, se um MEI não pagasse suas dívidas, a Receita Federal poderia apenas suspender as atividades do MEI. Agora, sendo aprovada a PLP, os MEIs que não pagarem suas dívidas também podem ser incluídos na Dívida Ativa da União e inscritos no CADIN.

Esse novo procedimento pode ter um impacto significativo no Simples Nacional. A inclusão na Dívida Ativa da União pode dificultar o acesso do MEI ao crédito, pois os bancos podem ser mais relutantes em emprestar dinheiro a quem tem dívidas com o governo. A inscrição no CADIN também pode dificultar o acesso do MEI a outros benefícios do governo, como licitações públicas.

Além disso, a suspensão das atividades do MEI pode prejudicar o negócio, pois o MEI não poderá faturar durante esse período. Se o MEI não pagar as dívidas durante a suspensão, as atividades em seu CNPJ poderão ser encerradas definitivamente.

Resumindo: as mudanças nas regras para MEI que não pagarem suas dívidas tornam as consequências mais graves. Os MEIs que não pagarem suas dívidas podem ter problemas para obter crédito, participar de licitações públicas e até mesmo ter seu negócio encerrado.

Calendário de notificação e exclusão do Simples Nacional

Atente-se às datas abaixo sobre o processo de exclusão:

  • Notificação inicial: 

Os MEIs que possuem débitos com a Receita Federal ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) serão notificados pela Receita Federal em setembro de 2023.

  • Datas para regularizar a situação:

Regularização: Os MEIs que forem notificados pela Receita Federal terão até 30 de novembro de 2023 para regularizar suas dívidas.

  • Data para exclusão caso a situação não seja regularizada:

Os MEIs que não regularizarem suas dívidas até 30 de novembro de 2023 serão excluídos do Simples Nacional em 1º de janeiro de 2024.

Punições

Caso seja desenquadrado do Simples Nacional, o MEI perde benefícios importantes, como os listados abaixo:

  • Impostos e contribuições reduzidos: 

O MEI que for desenquadrado do Simples Nacional terá que pagar impostos e contribuições de acordo com o regime tributário de sua atividade econômica, o que pode resultar em um aumento significativo dos custos do negócio.

  • Acesso a linhas de crédito: 

O MEI que for desenquadrado do Simples Nacional pode ter dificuldade para obter crédito, pois as instituições financeiras podem considerar o negócio como um risco maior.

  • Participação em licitações públicas: 

O MEI que for desenquadrado do Simples Nacional perderá a preferência na participação em licitações públicas, o que pode dificultar o crescimento do negócio.

Esses benefícios facilitam que o pequeno e médio empreendedor cresça seu negócio, seja através de oportunidades como licitações públicas, seja através do acesso facilitado a crédito. Perdê-los pode ser fatal para um pequeno negócio.

Passo a passo para seu MEI não ser excluído do Simples Nacional

Se você é MEI, siga os passos abaixo para evitar sua exclusão do Simples Nacional:

  • Verifique se você possui dívidas com a Receita Federal ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
  • Se você possuir dívidas, entre em contato com a Receita Federal para regularizar a situação.
  • Para regularizar as dívidas, você pode pagar à vista ou negociar. O prazo para regularizar as dívidas é até 30 de novembro de 2023.

Lembre-se de que se você não regularizar as dívidas até 30 de novembro de 2023, seu CNPJ será excluído do Simples Nacional em 1º de janeiro de 2024.

Leia mais: Consulta optante do Simples Nacional: O que você precisa saber

Como contestar a exclusão do Simples Nacional

Caso você tenha sido notificado sobre a exclusão do seu MEI do Simples Nacional e considere a decisão injusta, saiba que é possível contestá-la.

Abaixo, listamos as instruções para a contestação da exclusão do MEI do Simples Nacional:

  1. Acesse o portal e-CAC da Receita Federal. Para esse acesso, você precisará do seu código de acesso ou certificado digital.
  2. Clique em "Serviços".
  3. Selecione "Processos Digitais".
  4. Clique em "Solicitar Serviço via Processo Digital".
  5. Selecione a área "SIMPLES NACIONAL e MEI".
  6. Selecione o serviço "Contestar a exclusão de ofício do Simples Nacional" e em "Avançar"
  7. Preencha o formulário com as informações solicitadas, como o número do CNPJ, o nome da empresa e o motivo da contestação.
  8. Anexe o Termo de Exclusão e o Relatório de Pendências.
  9. Clique em "Salvar".
  10. Clique em "Assinar e Enviar".

Quais documentos são necessários para contestar a exclusão?

Os documentos solicitados no processo da contestação variam de acordo com a razão declarada para a exclusão do seu MEI do Simples Nacional. Por exemplo, se o motivo da exclusão for o não pagamento dos impostos e contribuições, o MEI deve anexar comprovantes de pagamento ou parcelamento dos débitos. Se o motivo da exclusão for o exercício de atividade não permitida no Simples Nacional, o MEI deve anexar documentos que comprovem que a atividade exercida é permitida no regime.

Mas por padrão, além dos arquivos acima mencionados, que variam de caso a caso, toda contestação exige os 2 documentos abaixo:

  • Termo de Exclusão: O documento emitido pela Receita Federal que informa a exclusão do MEI do Simples Nacional.
  • Relatório de Pendências: Este arquivo informa os motivos da exclusão do MEI do Simples Nacional.

Tenha-os salvo em um local de fácil acesso durante todo o processo de contestação.

Dicas para evitar dívidas no seu MEI

Dívidas e problemas financeiros no geral são responsáveis por boa parte das falências e fechamentos de negócios no Brasil inteiro.

Para evitar essa situação, listamos algumas dicas abaixo para evitar o surgimento de dívidas:

  • Faça o pagamento dos impostos e contribuições em dia

A melhor forma de evitar dívidas é pagando os impostos e contribuições em dia. Para isso, é importante ficar atento aos prazos de vencimento e às regras do Simples Nacional.

  • Fique atento aos prazos de vencimento

Os prazos de vencimento dos impostos e contribuições do MEI são fixados pela Receita Federal. É importante ficar atento a esses prazos para evitar multas e juros.

  • Parcele as dívidas com o governo para facilitar o pagamento

Se você não tiver condições de pagar as dívidas em dia, pode solicitar o parcelamento junto à Receita Federal. O parcelamento pode ser feito em até 60 meses.

  • Procure orientação profissional se tiver dúvidas

Se você tiver dúvidas sobre os impostos e contribuições do MEI, pode procurar orientação profissional. Um contador ou advogado pode ajudar você a entender as regras e evitar problemas.

Mantenha-se informado e tome as medidas necessárias o quanto antes para não perder seu MEI e o acesso aos benefícios do Simples Nacional.

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Leia mais sobre MEI:

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O MEI custa entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês em 2026, cobre INSS, ISS e ICMS numa guia única (DAS) e permite faturar até R$ 81 mil por ano.

Neste guia, você confere as obrigações, vantagens, limitações e o passo a passo para manter seu MEI regularizado, incluindo como pagar o DAS direto pelo app da InfinitePay.

Obrigações do MEI 2026

Para iniciar sua atividade é preciso, primeiramente, emitir o alvará de funcionamento na prefeitura da cidade em que se localiza a sua empresa.

É importante lembrar que todo ano esse alvará deve ser renovado.

A seguir, listamos mais algumas obrigações que fazem parte da rotina do MEI, para que este possa manter seu cadastro ativo.

1. Emissão de nota fiscal

Um MEI deve obrigatoriamente emitir nota fiscal tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

No caso da prestação de serviço para um consumidor final, a emissão da nota era opcional, mas em abril de 2023 se tornou obrigatório.

Além disso, desde então, a nota fiscal eletrônica foi padronizada nacionalmente e deve ser feita através do portal gov.br/nfse ou pelo app emissor de NFS-e do governo.

É obrigatório que os MEIs incluam o Código de Regime Tributário (CRT): “4 – Simples Nacional — Microempreendedor Individual (MEI)” sempre que emitirem uma nota.

É importante lembrar que o MEI deve guardar todas as notas fiscais e recibos emitidos, tanto de compras quanto de vendas, por 5 anos.

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2. Pagamento do DAS

O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é a quantia referente aos tributos obrigatórios do MEI.

Esse valor é cobrado a cada mês e permanece fixo até a próxima alteração do salário mínimo. Diante da alteração, o DAS é ajustado e assim permanece até o ano seguinte.

Em 2026, com o salário mínimo de R$ 1.621,00 (Decreto nº 12.797/2025), os valores do DAS são:

MEI Geral (5% do salário mínimo de INSS):

AtividadeINSS (5%)ICMSISSTotal mensal
Comércio e IndústriaR$ 81,05R$ 1,00R$ 82,05
ServiçosR$ 81,05R$ 5,00R$ 86,05
Comércio e ServiçosR$ 81,05R$ 1,00R$ 5,00R$ 87,05

MEI Caminhoneiro (12% do salário mínimo de INSS):

AtividadeINSS (12%)ICMSISSTotal mensal
Transporte de carga (comércio)R$ 194,52R$ 1,00R$ 195,52
Transporte de carga (serviços)R$ 194,52R$ 5,00R$ 199,52
Transporte de carga (ambos)R$ 194,52R$ 1,00R$ 5,00R$ 200,52

O DAS vence todo dia 20 e o seu pagamento pode ser feito de algumas formas: a partir do Portal do Empreendedor com o download do guia de pagamento, ou virtualmente e por débito automático.

Pague o DAS direto pelo app InfinitePay: a InfinitePay é a única fintech que permite consultar e pagar suas guias DAS diretamente pelo app — sem precisar acessar o portal do governo. Basta abrir o app, acessar a seção DAS MEI, visualizar suas guias pendentes e pagar em poucos toques. Conheça a conta MEI da InfinitePay.

Para entender a fundo o que compõe o DAS e como ele funciona, confira o guia completo sobre o que é DAS MEI. Se precisa emitir a guia, veja o passo a passo para emitir o DAS MEI. E para conferir todos os valores detalhados por atividade, consulte a tabela atualizada do valor do DAS MEI 2026.

Esqueceu de pagar o DAS? Confira o que fazer para pagar DAS MEI atrasado.

3. Relatório mensal das receitas

É recomendável que até o dia 20 de cada mês, o MEI preencha o documento chamado “Relatório Mensal das Receitas”, que reúne as receitas brutas do mês anterior, as notas fiscais de compra de produtos e contratação de serviços, assim como as notas fiscais emitidas pela prestação de serviços.

Esse processo auxilia o controle do fluxo de caixa do MEI e facilita o preenchimento da Declaração Anual do Faturamento do Simples Nacional, sem que seja necessário buscar todos os documentos apenas em cima da hora e, por isso, deixar passar algumas informações que resultem em possíveis perdas.

4. Declaração Anual do Faturamento do Simples Nacional

Anualmente, o MEI precisa entregar um documento chamado Declaração Anual do Faturamento do Simples Nacional (DASN-SIMEI), que mostra o montante recebido pelo microempreendedor no último ano de exercício de suas atividades.

O controle de fluxo de caixa é essencial para que, nesse momento, você tenha controle de todas as entradas e saídas do seu negócio e não deixe nada de fora.

Para os que entregam o documento em dia (entre o mês de janeiro até o último dia de maio), não existe custo.

Porém, para casos de atraso é possível que o MEI receba uma multa de R$ 50,00 ou 2% ao mês-calendário ou fração, em cima do montante dos tributos que são indicados no documento.

Caso o MEI não envie esse documento, ele fica impossibilitado de gerar o DAS e, consequentemente, permanece sem seus tributos em dia. Isso pode gerar o cancelamento do MEI, pelas obrigações financeiras que ficaram em aberto.

Lembramos que além dessa declaração, o MEI ainda precisa realizar a declaração do seu imposto de renda, caso se encaixe nos requisitos previstos pela lei.

Confira o passo a passo completo da Declaração Anual MEI 2026 (DASN-SIMEI), com alertas de erro por campo e como retificar.

5. Em caso de contratação de funcionário

Como comentamos anteriormente, o MEI pode contratar apenas um funcionário.

Neste caso, o empregador deve preencher os documentos de Informação à Previdência Social e a Guia do FGTS.

Estes documentos protegem o MEI de reclamações trabalhistas e assegura os direitos do funcionário.

Para estes casos, indicamos a presença de um contador, pois pode ser um pouco complexo para quem está começando.

Estes documentos devem ser encaminhados ao Sistema de Conectividade da Caixa Econômica Federal até o dia 7 de cada mês.

O MEI precisa depositar mensalmente o FGTS — que constitui 8% do salário — e o recolhimento de 3% da remuneração do funcionário à Previdência Social.

Além disso, o funcionário contratado pelo MEI está sendo regido pelo regime da CLT, então aí entram algumas outras obrigações como assinar a carteira de trabalho, pagar o 13º salário, vale-transporte, férias e, em caso de demissão, envio de aviso prévio.

Não devemos esquecer que o MEI também precisa realizar todos os processos exigidos pelo eSocial.

Quanto custa ser MEI em 2026

O custo para se formalizar como MEI é zero — o registro é gratuito pelo Portal do Empreendedor.

O único custo recorrente é o pagamento mensal do DAS, que em 2026 varia de R$ 82,05 a R$ 87,05 para o MEI geral, e de R$ 195,52 a R$ 200,52 para o MEI caminhoneiro.

Esses valores cobrem todos os impostos federais, estaduais e municipais, o que torna a carga tributária do MEI consideravelmente acessível.

Veja também: Tabela completa do valor do DAS MEI 2026 por atividade

Limite de faturamento do MEI em 2026

O microempreendedor individual possui um limite de faturamento anual de R$ 81.000,00.

Esse valor, se dividido pelos 12 meses do ano, equivale a um faturamento médio de R$ 6.750,00 por mês.

Existe uma tolerância de 20% desse faturamento, ou seja, se você atingir R$ 97.200,00 anual, ainda pode continuar sendo MEI, mas será enquadrado em outro regime tributário e fará parte de outra categoria no ano seguinte.

Para empreendedores que têm potencial de crescimento rápido ou que esperam um volume de negócios superior a esse valor, o limite pode ser um obstáculo significativo.

Existem projetos de lei em tramitação para aumentar o teto (PLP 108/2021, PLP 60/2025 e PLP 67/2025), mas até o momento não há confirmação de alteração para 2026.

Para o MEI Caminhoneiro, o limite é de R$ 251.600,00/ano.

Para entender as regras de cálculo, proporcionalidade e o que acontece ao ultrapassar o teto, confira o guia completo sobre o limite de faturamento MEI 2026.

Vantagens do MEI

O MEI oferece uma série de vantagens que facilitam a formalização e o crescimento de pequenos negócios no Brasil.

Com um processo simples, custos reduzidos e acesso a benefícios importantes, o MEI é uma excelente opção para quem deseja empreender de maneira formal e segura.

Confira algumas vantagens de ser MEI:

vantagens do MEI

1. Formalização simples e rápida

A formalização como microempreendedor individual (MEI) é um processo simples e rápido, realizado inteiramente pela internet.

Basta acessar o Portal do Empreendedor, preencher os dados necessários e, em poucos minutos, o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) estará disponível gratuitamente.

Isso facilita a entrada de muitos trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores no mercado de trabalho formal, permitindo-lhes emitir notas fiscais e firmar contratos com maior credibilidade.

2. Baixo custo de formalização

Uma das principais vantagens do MEI é o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) a um custo significativamente mais baixo.

O DAS é a guia de pagamento mensal que engloba todos os tributos devidos pelo MEI, como Imposto sobre a Renda, PIS, Cofins, IPI e contribuição para a Seguridade Social.

O valor do DAS é fixo e atualizado anualmente, variando conforme o decreto anual.

Em 2026, o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00 (Decreto nº 12.797/2025). Como o valor mensal do MEI é calculado em porcentagem sobre o salário mínimo, a taxa foi reajustada e passa a ser:

  • MEI Geral: R$ 81,05 de INSS (5% do valor do salário-mínimo);
  • MEI Transportador Autônomo: R$ 194,52 de INSS (12% do valor do salário mínimo)

Além disso, para contribuintes de ISS e ICMS, há uma taxa em reais a ser cobrada, sendo elas:

  • R$ 5,00 de ISS, caso seja contribuinte deste imposto; e
  • R$ 1,00 de ICMS, caso seja contribuinte deste imposto.

Esses valores são atualizados anualmente e cobrem todos os impostos federais, estaduais e municipais, o que torna a carga tributária do MEI consideravelmente acessível.

Veja também: Guia completo sobre o que é DAS MEI

3. Acesso a benefícios previdenciários

O microempreendedor individual contribui para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e, com isso, garante acesso a diversos benefícios previdenciários, tais como:

  • Aposentadoria por idade
  • Aposentadoria por invalidez
  • Auxílio-doença
  • Salário-maternidade
  • Pensão por morte para dependentes

Esses benefícios proporcionam uma rede de segurança para o microempreendedor e sua família, oferecendo suporte financeiro em momentos de necessidade.

4. Facilidade na emissão de notas fiscais

A formalização como MEI permite a emissão de notas fiscais de forma simplificada, o que é essencial para a realização de negócios com outras empresas e para a participação em licitações públicas.

A emissão de notas fiscais pode ser feita através de um sistema municipal ou estadual, dependendo da localidade, e é um fator crucial para a profissionalização e crescimento do negócio.

5. Acesso a linhas de crédito e financiamento

Como uma empresa formalizada, o MEI tem acesso facilitado a diversas linhas de crédito e financiamentos de instituições que oferecem serviços financeiros.

Muitos bancos possuem programas específicos para microempreendedores, com condições diferenciadas e taxas de juros mais baixas, permitindo que o MEI invista em seu negócio, compre equipamentos ou amplie suas operações.

Veja também: Melhor maquininha de cartão para MEI

6. Facilidade na contratação de funcionários

O MEI pode contratar um funcionário, simplificando a relação trabalhista.

O microempreendedor paga encargos trabalhistas reduzidos, além de proporcionar ao empregado acesso aos benefícios do INSS.

Essa possibilidade permite que o MEI expanda suas atividades e aumente sua capacidade de produção ou atendimento.

7. Isenção de alguns impostos federais

O MEI é isento de alguns impostos federais, como o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), PIS, Cofins, IPI e CSLL, o que reduz significativamente a carga tributária e facilita a administração financeira do negócio.

Veja também: Guia completo da Tabela do Simples Nacional com cálculos

Desvantagens do MEI

Embora o regime do microempreendedor individual ofereça diversas vantagens e seja uma excelente opção para formalizar pequenos negócios no Brasil, ele também apresenta algumas desvantagens.

É importante que os empreendedores conheçam essas limitações para tomar decisões informadas sobre a melhor forma de estruturar e expandir seus negócios.

Confira:

desvantagens do mei

1. Limite de faturamento anual

O microempreendedor individual possui um limite de faturamento anual de R$ 81.000,00.

Esse valor, se dividido pelos 12 meses do ano, equivale a um faturamento médio de R$ 6.750,00 por mês.

Existe uma tolerância de 20% desse faturamento, ou seja, se você atingir R$ 97.200,00 anual, ainda pode continuar sendo MEI, mas será enquadrado em outro regime tributário e fará parte de outra categoria no ano seguinte.

Para empreendedores que têm potencial de crescimento rápido ou que esperam um volume de negócios superior a esse valor, o limite pode ser um obstáculo significativo.

2. Restrição ao tipo de atividade econômica

Nem todas as atividades econômicas podem ser enquadradas no MEI.

Existem restrições específicas sobre quais profissões e negócios podem ser formalizados nessa categoria.

Você pode conferir todas elas no site do governo.

Profissões regulamentadas como médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, contadores e programadores não podem ser MEI.

Isso limita a aplicação do regime e pode ser uma barreira para alguns empreendedores.

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3. Limitação na contratação de funcionários

O MEI permite a contratação de apenas um funcionário, e essa limitação pode ser um problema para empreendedores que precisam de uma equipe maior para operar seu negócio.

Além disso, deve-se arcar com os encargos trabalhistas desse funcionário, o que pode se tornar um custo significativo dependendo da remuneração e dos benefícios oferecidos.

4. Responsabilidade pessoal ilimitada

No regime do MEI, não há separação entre o patrimônio pessoal do empreendedor e o patrimônio da empresa.

Isso significa que, em caso de dívidas ou obrigações não cumpridas, os bens pessoais do empreendedor podem ser utilizados para quitar as pendências.

Essa característica aumenta o risco pessoal do empreendedor.

5. Exigência de regularização constante

Embora o MEI tenha menos obrigações burocráticas do que outros regimes, ainda há a necessidade de manter a regularização constante.

Isso inclui o pagamento mensal do DAS, a realização da Declaração Anual de Faturamento (DASN-SIMEI) e a emissão de notas fiscais.

A falha em cumprir essas obrigações pode resultar em multas e perda dos benefícios.

Profissões que podem ser MEI

O regime de microempreendedor individual é uma categoria de empresa criada pelo governo brasileiro com o intuito de formalizar os pequenos negócios e trabalhadores autônomos, oferecendo diversas vantagens que podem ser muito benéficas para quem deseja empreender de forma legalizada.

Leia mais: Como abrir um MEI?

Entretanto, nem todas as atividades econômicas são permitidas no MEI: existem profissões específicas que podem ser enquadradas nessa categoria.

Confira algumas dessas profissões, divididas em diferentes setores.

1. Comércio

  • Vendedores de roupas
  • Proprietários de pequenas mercearias
  • Comerciantes de alimentos e bebidas
  • Lojistas de artigos de presente
  • Proprietários de bancas de jornais e revistas

2. Indústria

  • Fabricantes de bijuterias e acessórios
  • Produtores de alimentos artesanais, como pães e bolos
  • Artesãos que produzem peças decorativas
  • Marcenarias de pequeno porte
  • Fabricantes de móveis

3. Serviços

  • Cabeleireiros e manicures
  • Técnicos de informática e manutenção de computadores
  • Profissionais de limpeza e conservação
  • Eletricistas e encanadores
  • Fotógrafos e cinegrafistas
  • Consultores de marketing e publicidade
  • Instrutores de cursos livres e treinamentos

4. Alimentação

  • Donos de food trucks
  • Proprietários de barracas de alimentos em feiras e eventos
  • Confeiteiros e boleiros
  • Fornecedores de marmitas e refeições caseiras
  • Sorveteiros e vendedores de picolés

5. Transporte

  • Motoristas de aplicativo
  • Taxistas
  • Motoboys e entregadores
  • Prestadores de serviços de frete e mudanças
  • Caminhoneiros autônomos (MEI Caminhoneiro) — categoria exclusiva com limite de faturamento de R$ 251.600/ano e DAS a partir de R$ 195,52/mês

6. Saúde e bem-estar

  • Massoterapeutas
  • Acupunturistas
  • Esteticistas
  • Cuidadores de idosos

7. Educação

  • Professores particulares
  • Instrutores de idiomas
  • Tutores de reforço escolar
  • Instrutores de atividades esportivas e recreativas

Como cancelar o MEI

Se você decidiu encerrar suas atividades como microempreendedor individual, o cancelamento (baixa) do MEI pode ser feito gratuitamente pelo Portal do Empreendedor.

Antes de solicitar a baixa, é importante verificar se o DAS está em dia e se a DASN-SIMEI foi entregue. Mesmo com dívidas pendentes, é possível cancelar — os débitos são transferidos para o CPF do titular.

Após o cancelamento, o CNPJ é baixado definitivamente e os benefícios previdenciários mantêm a carência já acumulada.

Confira o passo a passo completo de como cancelar o MEI, incluindo checklist pré-baixa, custos e o que fazer com dívidas.

Melhor conta digital para MEI

A conta PJ da InfinitePay é uma solução financeira inovadora e gratuita que oferece facilidade e praticidade para o seu negócio.

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Além disso, pelo app da InfinitePay você pode consultar e pagar suas guias DAS MEI diretamente pelo celular — sem precisar acessar o portal do governo. É a única fintech que oferece essa funcionalidade integrada à conta digital.

Finanças

A demonstração financeira chamada DRE (demonstração do resultado do exercício) é um resumo de dados que possibilita que os empreendedores apresentem os resultados financeiros mensais ou anuais a seus investidores, bancos e até mesmo para o governo. 

Para saber se estão lucrando ou tendo prejuízos com as ações adotadas, as empresas precisam registrar e apresentar o resultado de suas operações financeiras. 

Para isso, plataformas digitais, ou até mesmo planilhas criadas no Excel são de grande ajuda para compor declarações como a DRE.

Neste artigo, explicaremos em detalhes o que é, como criar um modelo do zero, métodos de análise e qual a importância para o seu negócio. 

O que é DRE?

A DRE, ou Demonstração do Resultado do Exercício, é uma ferramenta contábil que resume os resultados financeiros de uma empresa em um período determinado, abrangendo tanto as operações principais quanto as atividades não operacionais. 

Esse relatório é essencial para entender o desempenho financeiro do negócio, oferecendo uma visão clara de seus ganhos e despesas.

Diferentemente do balanço patrimonial, que apresenta os saldos das contas de bens, direitos e obrigações da empresa, ela detalha os gastos e ganhos ocorridos durante o exercício, que geralmente corresponde ao ciclo anual (janeiro a dezembro). 

No entanto, a elaboração de DREs mensais ou trimestrais também é comum, seja para monitorar o desempenho fiscal ou auxiliar na gestão administrativa.

Por meio dessa declaração, são confrontados indicadores como receitas, custos, despesas, investimentos e provisões, resultando na apuração do lucro ou prejuízo líquido da empresa.

Esse documento é obrigatório para fins legais em periodicidade anual, mas também pode ser adaptado para diferentes necessidades de análise e planejamento.

Qual a diferença entre DRE Gerencial e DRE Contábil?

Embora utilizem os mesmos dados de base, essas versões atendem a objetivos distintos.

A DRE Gerencial é projetada para a análise interna e estratégica da empresa. 

Flexível em sua estrutura, ela permite adaptações conforme as necessidades do negócio, como a inclusão de projeções de custos futuros, metas de expansão e análises específicas de desempenho.

Seu objetivo principal é auxiliar gestores na tomada de decisões estratégicas, oferecendo insights sobre a rentabilidade e eficiência operacional. 

Por ser voltada para o uso interno, ela não segue necessariamente os padrões contábeis formais, mas é uma ferramenta indispensável para otimizar a gestão e planejamento do negócio.

A DRE Contábil, por outro lado, é um relatório oficial obrigatório para atender às exigências fiscais.

Sua elaboração segue normas legais específicas, sendo realizada por profissionais habilitados, como contadores registrados no Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

Esse tipo de declaração é utilizado para apuração de tributos, registro de resultados e prestação de contas, sendo estruturado de maneira padronizada para cumprir as obrigações legais da empresa. 

Vale dizer que apenas o MEI está isento da necessidade de apresentar esse documento.

Infográfico com as diferenças entre DRE Gerencial, na esquerda, e DRE Contábil, na direita

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Qual a importância de usar a DRE?

Por meio da DRE é possível analisar se administração da empresa está controlando efetivamente os gastos de forma eficiente, e se o lucro gerado é compatível com o capital investido no empreendimento. 

Ou seja, a demonstração do resultado do exercício é responsável por mostrar a saúde financeira do negócio.

Por mais que a função da DRE pareça clara, muitos desconhecem sua real empregabilidade, estruturação e benefício. 

Separamos os principais benefícios que a Demonstração de Resultados do Exercício oferece para os negócios:

  1. Orienta na tomada de decisão com base no cenário financeiro atual da empresa
  2. Possibilita a correção de falhas administrativas e financeiras para alcançar os melhores resultados
  3. Possibilita o acesso a todos os detalhes sobre a situação financeira do negócio no período, facilitando o trabalho de investidores, bancos e governo;
  4. Possibilita a captação e conquista de investidores potenciais, por meio da apresentação dos resultados obtidos
  5. Ajuda a avaliar a eficácia da gestão, além de lucros e prejuízos.

Qual a estrutura de uma DRE?

A estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício, conforme o artigo 187 da Lei nº 6.404/1976, deverá conter obrigatoriamente:

  1. Receita Bruta
  2. (-) Deduções e abatimentos
  3. (=) Receita Líquida
  4. (-) CPV (Custo de produtos vendidos) ou CMV (Custos de mercadorias vendidas)
  5. (=) Lucro Bruto
  6. (-) Despesas com Vendas
  7. (-) Despesas Administrativas
  8. (-) Despesas Financeiras
  9. (=) Resultado Antes IRPJ CSLL
  10. (-) Provisões IRPJ E CSLL
  11. (=) Resultado Líquido

Vale dizer que, desde 2007, demonstração de resultado (DRE) é uma tarefa obrigatória para a maioria das empresas, pois ela também é um demonstrativo contábil de apresentação de impostos e taxas, evitando sonegação.

A estrutura acima é uma versão simplificada de uma DRE e isso significa que você não precisa se limitar a ele, já que existem modelos mais detalhados e complexos.

Independentemente do método escolhido para o preenchimento, a sua DRE precisa ser o mais detalhada possível.

Para pequenas empresas, ou empreendedores com pouca maturidade, seguir um modelo para elaborar um documento de DRE é uma estratégia inteligente. 

No tópico a seguir, você confere um passo a passo para fazer a sua planilha de DRE.

Como montar um DRE do zero?

Além de saber como preencher corretamente os passos principais de uma DRE, você precisa estruturar o seu documento.

Por isso, antes de detalharmos cada uma das partes obrigatórias, vamos dar algumas dicas para você estruturar a sua no Excel ou no Planilhas Google:

Dica 1: Crie um cabeçalho

É aqui que precisamos adicionar os títulos em cada coluna. A partir dele que serão definidas as informações a serem inseridas são:

  • Data: na DRE é possível realizar o acompanhamento mensal
  • Receita bruta: venda de produtos, venda de mercadoria e prestação de serviços
  • Deduções da receita bruta: devoluções de venda, abatimentos, impostos e contribuições incidentes sobre venda
  • Receita líquida: Custos das vendas: custo dos produtos vendidos, custo das mercadorias, custo dos serviços prestados
  • Resultado bruto
  • Despesas com vendas, administrativas e financeiras
  • Outras receitas e despesas: custo de venda de bens e direitos do ativo não circulante
  • Resultado operacional antes do IR e CSLL
  • Provisão para a IR e CSLL
  • Lucro líquido antes das participações
  • PRO LABORE
  • Resultado líquido

Além dessas informações, é possível acrescentar as contas conforme as movimentações financeiras do seu negócio. 

Confira como ficaria:

Dica 2: Formatar as colunas e adicionar cores

Esse parte é bastante rápida e simples!

Para não precisar repetir esse passo toda vez que você precisar inserir os dados na DRE, sugerimos formatar cada uma das linhas e colunas corretamente.

Basta editar a formatação da seguinte forma: linhas e colunas de “Valor” como “Moeda”; coluna “A” como “Geral”; linha “Data” como “Data Abreviada”.

Depois, de formatadas, indicamos que você utilize cores entre as linhas para facilitar a identificação das informações. 

Ambas as plataformas oferecem uma variedade de cores, você pode escolher as que achar melhor.

No nosso exemplo utilizamos a cor verde para os meses e cinza nas informações principais, como no exemplo abaixo: 

Agora que você já montou a base da sua DRE, vamos entender melhor cada uma das partes principais e, também, como criar e inserir suas respectivas fórmulas.

1. Receita bruta

A receita bruta representa o total acumulado das vendas realizadas pela empresa em um determinado período, sem levar em conta os descontos, devoluções ou impostos aplicados às operações. 

Esse é o ponto de partida para entender o desempenho financeiro do negócio antes de qualquer dedução.

Para encontrar o total de “Receita Operacional Bruta”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes a receita (vendas de produtos, vendas de mercadorias e prestação de serviços).

2. Deduções da receita bruta

Refere-se aos valores que são subtraídos da receita bruta, incluindo devoluções de produtos, descontos comerciais concedidos aos clientes e impostos incidentes diretamente sobre as vendas, como ICMS e ISS. 

Essas deduções ajustam a receita para refletir os valores efetivamente recebidos.

Para encontrar o total de “Deduções da Receita Bruta”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes a receita (devoluções de vendas, abatimentos e impostos e contribuições incidentes sobre venda).

3. Receita líquida

A receita líquida é obtida após a aplicação das deduções sobre a receita bruta. 

Ela reflete o montante real que a empresa tem disponível, eliminando efeitos de devoluções, descontos e impostos diretos, sendo essencial para análises financeiras.

Para encontrar o total de “Receita Operacional Líquida”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Receita operacional bruta” somando ao total de “Deduções da receita bruta”

4. Custos das Vendas

Os custos das vendas abrangem todas as despesas extras relacionadas diretamente à produção de bens ou à prestação de serviços vendidos. 

Isso inclui custos de matéria-prima, logística, e quaisquer gastos associados à entrega ou fabricação de produtos e serviços.

Para encontrar o total de “Custo das Vendas”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes ao custo (custo dos produtos vendidos, custo das mercadorias e custo dos serviços prestados)

5. Resultado ou lucro bruto

O lucro bruto é calculado subtraindo os custos das vendas da receita líquida. 

Esse indicador revela a margem de ganho inicial que a empresa obtém com suas operações principais, antes de considerar despesas administrativas, financeiras e tributárias.

Para encontrar o total de “Resultado Operacional Bruto”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Receita operacional líquida” somando ao total de “Custos das vendas”

6. Despesas administrativas

As despesas administrativas ou “operacionais” incluem todos os custos fixos associados à manutenção e operação do negócio. 

Isso inclui salários de funcionários administrativos, aluguel de escritórios, contas de energia e outros gastos que não dependem diretamente do volume de vendas.

Para encontrar o total de “Despesas Operacionais”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes às despesas (despesas com vendas e despesas administrativas)

7. Despesas financeiras líquidas

São os custos associados à obtenção de crédito ou à administração de dívidas, como juros sobre empréstimos, taxas bancárias e multas financeiras. 

Quando aplicável, pode incluir variações cambiais em operações internacionais.

Para encontrar o total de “Despesas Financeiras Líquidas”: 

  • Escolha a função SOMA e selecione todas as linhas referentes às despesas (receita financeira e variações monetárias e cambiais ativas)

8. Despesas com vendas

Essas despesas englobam os gastos diretamente relacionados à promoção e concretização de vendas, como comissões de vendedores, investimentos em publicidade, ações de marketing e suporte pós-venda.

Para encontrar o total de “Outras Despesas e Receitas”: 

  • Insira o sinal de igual ( = ) e selecione selecionar a célula referente a “custo de venda de bens e direitos do ativo não circulante”

9. Resultados antes do IRPJ e CSLL

É o montante obtido após a dedução de todas as despesas operacionais e financeiras, mas antes de considerar a incidência do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). 

Esse resultado reflete o desempenho operacional bruto da empresa.

Para encontrar o total de “Resultado Operacional do IR e CSLL”:

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Resultado operacional bruto” somado ao total de “Despesas Operacionais”, “Despesas Financeiras Líquidas” e “Outras Receitas e Despesas”.

10. Provisão IRPJ e CSLL

Corresponde à reserva financeira necessária para o pagamento do IRPJ e da CSLL. 

Esses tributos são calculados com base no lucro obtido pela empresa, sendo fundamentais para o planejamento fiscal.

Para encontrar o total de “Provisão para IR e CSLL”:

  • Selecione a célula “Receita Operacional Bruta” e multiplique pelo IR, somando a célula “Receita Operacional Bruta” e multiplicando pelo CSLL”

Para isso, é necessário inserir uma aba na planilha de DRE com a taxa referente aos impostos:

11. Lucro líquido antes das participações

Esse indicador considera o lucro após dedução de todas as despesas, inclusive tributos, mas antes da distribuição de participações aos sócios, acionistas ou funcionários. 

É usado para medir a rentabilidade operacional final antes das alocações.

Para encontrar o total do “Lucro Líquido antes das Participações”:

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Resultado Operacional Antes do IR e CSLL” somando ao total de “Provisão para IR e CSLL”

12. Resultado líquido

O resultado líquido, também conhecido como lucro líquido final, é o valor que sobra para a empresa após todas as deduções, incluindo despesas, tributos e participações. 

Esse é o montante disponível para reinvestimentos, distribuição de dividendos ou reserva financeira.

Para encontrar o total do “Resultado líquido do exercício”:

  • Escolha a função SOMA e selecione o total de “Lucro líquido Antes das Participações” somando ao total de “PRO LABORE”:

Se você seguiu todos os passos corretamente, a sua planilha de DRE está pronta! Agora, você só precisa fazer os lançamentos. 

Confira como fica preenchido no modelo final:

Leia mais:

Como analisar a DRE?

Existem dois principais métodos, a vertical e a horizontal, que basicamente funcionam como uma orientação de leitura e interpretação da planilha.

Ao aplicar esses dois métodos de análise, gestores têm uma visão completa do desempenho financeiro, podendo tomar decisões embasadas e proativas para impulsionar os resultados.

A seguir, explicamos cada uma delas em detalhes.

Análise vertical

A Análise Vertical examina a relação proporcional entre os elementos da DRE e um total de referência, que geralmente é a receita líquida. 

Essa abordagem ajuda a entender como cada componente, como custos, despesas e impostos, contribui para o resultado final.

Por exemplo, ao observar a porcentagem das despesas operacionais em relação à receita líquida, é possível identificar áreas onde os gastos estão acima do esperado. 

Com essas informações, os gestores podem ajustar a estrutura de custos, melhorando a eficiência e otimizando a lucratividade.

Além disso, a análise vertical é útil para monitorar mudanças no peso relativo das despesas ao longo do tempo, permitindo ajustes contínuos na estratégia financeira.

Análise horizontal

Enquanto a análise vertical foca na relação interna entre elementos de um mesmo período, a Análise Horizontal examina a evolução dos itens da DRE ao longo de diferentes períodos. 

Isso inclui a comparação de receitas, custos e despesas de um mês, trimestre ou ano em relação a outro.

Esse método é essencial para identificar tendências de crescimento ou declínio, ajudando a projetar cenários futuros e ajustar o planejamento estratégico. 

Por exemplo, se as receitas de vendas aumentam enquanto os custos permanecem estáveis, isso pode indicar maior eficiência operacional.

Com a análise horizontal, a empresa pode monitorar sua evolução ao longo do tempo, assegurando que as decisões tomadas reflitam o crescimento sustentável e a rentabilidade desejada.

Qual a diferença entre DRE e Balanço Patrimonial?

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e o Balanço Patrimonial são dois relatórios contábeis, mas com propósitos distintos, que juntos oferecem uma visão ampla e complementar sobre a saúde financeira de uma empresa. 

Entender a diferença entre eles é fundamental para uma gestão financeira eficiente.

A DRE reflete o desempenho financeiro da empresa em um período maior, detalhando as receitas, custos, despesas e o resultado obtido, seja lucro ou prejuízo. 

Ela está mais conectada ao dia a dia da operação, permitindo acompanhar a rentabilidade e a eficiência operacional ao longo do tempo.

Por ser dinâmica, a DRE é uma ferramenta que ajuda a entender como as atividades geradoras de receita e os custos associados impactam a lucratividade. 

Além disso, permite planejar ajustes para melhorar o desempenho financeiro com base em dados reais.

O Balanço Patrimonial, por outro lado, apresenta a situação financeira da empresa em um momento específico, funcionando como um "raio-X" das finanças. 

Ele lista os ativos (bens e direitos), os passivos (obrigações) e o patrimônio líquido, demonstrando a capacidade da empresa de honrar seus compromissos financeiros.

Essa visão estática é serve para avaliar a liquidez, solvência e estabilidade da organização, ajudando a identificar sua capacidade de investimento ou a necessidade de ajustes financeiros.

Juntas, elas permitem:

  • Entender como as receitas e despesas impactam o patrimônio líquido.
  • Comparar o que foi realizado (DRE) com o que está previsto ou registrado como obrigação (Balanço Patrimonial).
  • Avaliar a saúde financeira geral e planejar ações com base em dados concretos.

Ao utilizar ambas as ferramentas de maneira integrada, gestores conseguem tomar decisões mais fundamentadas, garantindo um equilíbrio saudável entre a operação diária e a sustentabilidade financeira no longo prazo.

Conheça a Conta Inteligente que organiza sua gestão financeira em um só lugar

Empresas que desejam elaborar um modelo de DRE eficiente precisam de ferramentas que facilitem a gestão financeira e organizem todas as transações em um só lugar. 

É exatamente isso que a Conta Inteligente da InfinitePay oferece. 

Nossas soluções auxiliam pequenos empreendedores a manterem suas vendas organizadas, simplificando o preenchimento da DRE e garantindo mais controle sobre as finanças.

Confira nossos benefícios:

  • Organização centralizada: Todas as suas vendas ficam registradas em um só lugar, facilitando o acompanhamento e a elaboração da DRE.
  • Emissão automática de DIRF: Receba anualmente a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte com todas as suas vendas, agilizando o primeiro passo da sua DRE.
  • Conta digital gratuita: Gerencie suas finanças e emita links de pagamento sem custo adicional.
  • Facilidade nos meios de pagamento: Ofereça maquininha de cartão e pagamentos via celular para seus clientes, ampliando suas vendas.
  • Cobrança automática: Simplifique suas operações com cobranças automatizadas, ganhando tempo para focar no crescimento do seu negócio.

Com a InfinitePay, sua gestão financeira fica mais simples e eficiente, permitindo que você dedique mais tempo ao que realmente importa: fazer seu negócio crescer.

Abra sua Conta InfinitePay em menos de 5 minutos e facilite a elaboração da sua DRE.

Finanças

Controlar o fluxo de caixa é o que separa empresas saudáveis das que fecham antes de completar cinco anos. No Brasil, 60% dos negócios não sobrevivem a esse período, conforme o IBGE.

Neste guia, você vai conhecer os tipos de fluxo de caixa, aprender a montar o seu na prática com passo a passo e ver exemplos por porte de negócio.

O que é fluxo de caixa e por que ele é essencial para sua empresa

Fluxo de caixa é o registro de todo dinheiro que entra e sai do seu negócio em um período específico.

Diferente do lucro contábil, que segue o regime de competência, o fluxo de caixa mostra a disponibilidade real de recursos no dia a dia.

Na prática, uma empresa pode apresentar lucro no papel e ainda assim ficar sem dinheiro para pagar fornecedores. Isso acontece porque o lucro é uma opinião, enquanto o caixa é um fato.

Como funciona o fluxo de caixa na prática

O ciclo é direto: você registra cada entrada (vendas, recebimentos, investimentos) e cada saída (aluguel, salários, impostos, fornecedores).

A diferença entre entradas e saídas resulta no saldo de caixa. Saldo positivo significa que entrou mais do que saiu. Saldo negativo indica o contrário.

Esse acompanhamento permite antecipar períodos de aperto financeiro e tomar decisões antes que o problema apareça.

Importância do fluxo de caixa para a saúde financeira do negócio

A falta de planejamento financeiro está entre as principais causas do fechamento precoce de empresas no Brasil.

Dados do Sebrae sobre sobrevivência empresarial confirmam: 17% dos negócios que fecharam não fizeram nenhum planejamento e 59% planejaram por no máximo 6 meses.

Manter o fluxo de caixa financeiro atualizado protege seu negócio de surpresas e abre espaço para crescer. Veja os benefícios:

  • Você identifica quanto dinheiro tem disponível para investir ou cortar gastos
  • Consegue negociar prazos melhores com fornecedores porque conhece suas datas de recebimento
  • Evita depender de empréstimos emergenciais ao prever períodos de caixa baixo
  • Toma decisões estratégicas com base em dados reais, não em suposições

Tipos de fluxo de caixa

Existem 6 tipos principais de fluxo de caixa, e cada um revela uma perspectiva diferente sobre a saúde financeira do seu negócio.

Escolher o tipo certo depende do que você precisa analisar: operação diária, projeção futura ou valor da empresa.

TipoO que medeQuando usar
OperacionalCaixa gerado pelas atividades principaisAvaliar se a operação se sustenta sozinha
DiretoEntradas e saídas reais de dinheiroControlar a liquidez no dia a dia
IndiretoAjustes sobre o lucro líquido contábilConectar resultado contábil ao caixa real
ProjetadoEstimativa de receitas e despesas futurasPlanejar os próximos meses e antecipar crises
LivreCaixa disponível após gastos e investimentosDecidir sobre dividendos, dívidas ou expansão
DescontadoValor presente de fluxos de caixa futurosCalcular quanto uma empresa vale hoje

Fluxo de caixa operacional

O fluxo de caixa operacional mede o dinheiro que entra e sai exclusivamente das atividades principais do negócio: vendas, pagamentos a fornecedores, salários e impostos.

Se o resultado for positivo, a operação gera caixa suficiente para se manter. Se for negativo, o negócio depende de empréstimos ou investimentos externos para funcionar.

Esse é o tipo mais usado por pequenos empreendedores, segundo o Sebrae, porque reflete a realidade operacional sem distorções contábeis.

Fluxo de caixa direto e indireto

O método direto registra cada entrada e saída de dinheiro conforme acontece. Você vê exatamente quanto recebeu de clientes e quanto pagou a fornecedores em determinado período.

Já o método indireto parte do lucro líquido e ajusta valores que não representam movimentação real de caixa, como depreciação e amortização.

Na prática, o direto funciona melhor para gestão do dia a dia. O indireto conecta o resultado contábil ao saldo de caixa e é mais utilizado em demonstrações financeiras formais.

Ambos os métodos compõem a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), relatório obrigatório para empresas de grande porte e recomendado para negócios de qualquer tamanho.

Fluxo de caixa projetado

O fluxo de caixa projetado estima receitas e despesas futuras com base no histórico financeiro do negócio.

A projeção permite antecipar períodos de caixa negativo e tomar decisões antes que o problema apareça: renegociar prazos, adiar compras ou buscar crédito com antecedência.

Para funcionar, a projeção precisa de dados reais e atualizados. Quanto mais consistente o registro das movimentações, mais precisa a estimativa.

Fluxo de caixa livre

O fluxo de caixa livre mostra quanto dinheiro sobra depois de pagar todas as despesas operacionais e os investimentos de capital (CapEx).

Esse valor representa o caixa disponível para distribuir lucros, quitar dívidas ou reinvestir no crescimento da empresa.

Investidores usam o fluxo de caixa livre como um dos principais indicadores para avaliar a saúde financeira de um negócio.

Fluxo de caixa descontado

O fluxo de caixa descontado calcula o valor presente de receitas futuras aplicando uma taxa de desconto que reflete o risco do investimento.

É o método de valuation mais utilizado em fusões, aquisições e negociações de participação societária, segundo a Treasy.

Para o empreendedor do dia a dia, o fluxo de caixa descontado importa em dois momentos: ao buscar investidores e ao avaliar se vale comprar ou vender um negócio.

Como fazer fluxo de caixa passo a passo

Um fluxo de caixa simples exige quatro etapas: registrar movimentações, categorizar valores, definir a frequência de análise e calcular o saldo.

O Sebrae RS recomenda começar pelo registro completo de todas as entradas e saídas, sem exceção.

Registre todas as entradas e saídas

Anote cada movimentação financeira no momento em que acontece. Vendas à vista, recebimentos por cartão, boletos cobrados, pagamentos a fornecedores, contas de consumo e impostos.

Cada registro precisa conter: data, descrição, categoria, valor, forma de pagamento e saldo atualizado.

O Sebrae orienta que nenhuma despesa fique de fora, mesmo as que parecem irrelevantes. Pequenos custos repetidos se acumulam ao longo do mês.

Categorize receitas e despesas

Separe as movimentações em grupos para identificar de onde vem e para onde vai cada real do seu negócio.

Entradas típicas:

  1. Vendas à vista (dinheiro, Pix, débito)
  2. Vendas a prazo (cartão de crédito, boleto)
  3. Recebimentos de clientes com pagamento pendente
  4. Outras receitas (juros, rendimentos, empréstimos)

Saídas típicas:

  1. Fornecedores e matéria-prima
  2. Folha de pagamento e encargos
  3. Aluguel e contas fixas (água, luz, internet)
  4. Impostos (DAS, Simples Nacional, ICMS)
  5. Marketing e frete
  6. Pró-labore

A categorização permite comparar períodos e descobrir quais despesas pesam mais no caixa.

Defina a periodicidade: fluxo de caixa diário vs mensal

O controle diário funciona melhor para negócios com alta movimentação, como restaurantes, mercados e lojas físicas. Ele permite corrigir desvios no mesmo dia e manter a previsibilidade.

Já o controle mensal oferece visão ampla do desempenho e facilita a identificação de sazonalidade. Prestadoras de serviço com receitas previsíveis se adaptam bem a esse modelo.

A recomendação é combinar as duas periodicidades, porque uma não substitui a outra. O diário garante precisão operacional; o mensal revela tendências.

Para quem adota o controle diário, o fechamento de caixa ao final de cada expediente complementa o fluxo e evita divergências entre o registrado e o valor real em caixa.

Calcule o saldo e analise os resultados

A fórmula do fluxo de caixa é direta:

Saldo Final = Saldo Inicial + Entradas - Saídas

Aplique essa conta ao período escolhido (dia, semana ou mês) para obter o saldo acumulado.

Veja um modelo de tabela para controle semanal:

DataDescriçãoCategoriaEntradaSaídaSaldo
24/03Saldo inicial---R$ 3.000
24/03Vendas à vistaReceitaR$ 1.200-R$ 4.200
24/03Fornecedor tecidosDespesa fixa-R$ 800R$ 3.400
25/03Vendas cartãoReceitaR$ 950-R$ 4.350
25/03Conta de luzDespesa fixa-R$ 280R$ 4.070
26/03Vendas PixReceitaR$ 1.100-R$ 5.170
26/03DAS (imposto MEI)Imposto-R$ 75,90R$ 5.094,10

Saldo positivo e crescente indica que o negócio gera caixa suficiente para cobrir as despesas. Saldo negativo recorrente sinaliza que você gasta mais do que recebe e precisa renegociar prazos, cortar custos ou buscar novas fontes de receita.

Exemplo de fluxo de caixa por tipo de negócio

Um exemplo de fluxo de caixa com números reais mostra como o controle funciona na prática. Veja dois cenários: um MEI e uma pequena empresa.

Fluxo de caixa para MEI

Considere um salão de beleza MEI com faturamento médio de R$ 5.000 por mês. O limite anual do MEI é de R$ 81.000, o que equivale a R$ 6.750 mensais.

CategoriaValor mensal
Receita total (serviços)R$ 5.000,00
Aluguel- R$ 800,00
Produtos e insumos- R$ 600,00
Água, luz e internet- R$ 350,00
DAS (imposto MEI)- R$ 75,90
Marketing- R$ 150,00
Transporte- R$ 200,00
Total de saídas- R$ 2.175,90
Saldo finalR$ 2.824,10

O saldo positivo de R$ 2.824,10 representa o valor disponível após todas as despesas. Esse montante cobre o pró-labore e permite criar uma reserva.

Acompanhar esses números semanalmente evita surpresas no fim do mês, segundo orientação do Sebrae para MEIs.

Fluxo de caixa para pequena empresa

Agora, uma loja de roupas com faturamento de R$ 30.000 por mês e equipe de funcionários. A estrutura de custos muda significativamente.

CategoriaValor mensal
Receita total (vendas)R$ 30.000,00
Fornecedores- R$ 10.000,00
Folha de pagamento- R$ 8.000,00
Aluguel- R$ 3.500,00
Impostos (Simples Nacional, Anexo I)- R$ 1.700,00
Marketing- R$ 1.500,00
Contas fixas (água, luz, internet)- R$ 1.200,00
Manutenção- R$ 500,00
Total de saídas- R$ 26.400,00
Saldo finalR$ 3.600,00

A margem líquida fica em torno de 12%, mas qualquer atraso de fornecedor ou queda sazonal nas vendas pode comprometer o saldo rapidamente.

Por isso, o Sebrae recomenda que empresas de comércio monitorem o caixa diariamente. O setor comercial tem a maior taxa de mortalidade empresarial: 30,2% dos negócios fecham em até 5 anos (Sebrae, 2024).

Gestão e controle de fluxo de caixa

Controle de fluxo de caixa exige disciplina diária e processos claros. Sem isso, até negócios lucrativos enfrentam crises de liquidez.

Erros comuns que comprometem o fluxo de caixa

  1. Misturar contas pessoais e empresariais mascara a saúde financeira real do negócio e impede qualquer análise de viabilidade, segundo a FecomercioSP. Abra uma conta PJ exclusiva para separar cada movimentação.
  2. Registrar vendas a prazo como receita imediata compromete o caixa quando o pagamento atrasa. Considere apenas o valor efetivamente recebido na data de entrada.
  3. Atualizar o fluxo apenas no fim do mês deixa você vulnerável a surpresas. A recomendação da FecomercioSP é revisar os números diariamente.
  4. Não categorizar receitas e despesas impede identificar quais custos crescem e onde cortar. Crie categorias fixas (aluguel, fornecedores, impostos) e classifique cada lançamento.
  5. Ignorar a reserva de emergência expõe o negócio a imprevistos. Mantenha ao menos 6 meses de custos fixos guardados para atravessar períodos de queda nas vendas.

Dicas para manter o controle financeiro no dia a dia

Reserve 15 minutos toda manhã para atualizar entradas e saídas. Esse hábito evita acúmulo de lançamentos e garante decisões baseadas em dados reais.

Acompanhe o saldo projetado para os próximos 7 e 30 dias. Antecipar um saldo negativo permite renegociar prazos com fornecedores antes de virar uma dívida.

Compare o realizado com o projetado toda semana. Desvios recorrentes indicam que suas estimativas precisam de ajuste ou que existe um gasto fora de controle.

Um dado relevante: 61% dos empreendedores ainda usam a conta pessoal para pagar despesas da empresa, segundo pesquisa do Sebrae. Se esse é o seu caso, comece separando as contas hoje.

Para aprofundar suas práticas de organização financeira, veja nosso guia completo sobre controle financeiro.

Modelo de fluxo de caixa: planilha e ferramentas

Uma planilha de fluxo de caixa resolve bem o controle inicial, mas conforme o negócio cresce, um sistema digital evita erros e economiza tempo.

A escolha depende do volume de transações e da complexidade da operação.

CritérioPlanilhaSistema digital
Custo inicialGratuitoGratuito ou pago
Inserção de dadosManualAutomática
Risco de erroAltoBaixo
RelatóriosLimitadosEm tempo real
Integração com vendasNãoSim
Ideal paraMEI e início de operaçãoEmpresas em crescimento

Como usar uma planilha de fluxo de caixa

Organize a planilha com cinco colunas: data, descrição, entrada, saída e saldo acumulado.

Registre cada movimentação no dia em que o dinheiro entra ou sai da conta, não na data da venda.

A planilha de fluxo de caixa da InfinitePay é gratuita e editável no Excel ou Google Sheets, pronta para uso imediato.

Sistema de fluxo de caixa para automatizar o controle

Quando o volume de transações aumenta, a inserção manual eleva o risco de erros que comprometem a precisão financeira do negócio.

Sinais de que é hora de migrar: necessidade de relatórios automatizados, integração entre setores e volume crescente de transações.

A ferramenta de fluxo de caixa da InfinitePay registra vendas e despesas em segundos, gera gráficos semanais e mensais, e identifica as categorias que mais pesam no orçamento.

Organize seu fluxo de caixa agora com ferramentas gratuitas

Registrar movimentações, categorizar despesas, definir periodicidade e analisar o saldo: esses quatro passos protegem seu negócio de crises de liquidez e colocam você no controle financeiro.

A ferramenta gratuita de fluxo de caixa da InfinitePay registra vendas e despesas pelo celular, gera gráficos automáticos e identifica as categorias que mais pesam no orçamento.

Prefere começar no Excel? Baixe a planilha gratuita da InfinitePay, com cálculo automático de saldo e modelos diário, semanal e mensal.

Pagamentos

Em 2026, saber como passar cartão pelo celular tornou-se uma necessidade para qualquer empreendedor. Essa tecnologia já domina as transações presenciais, permitindo pagamentos mesmo sem o cartão físico em mãos.

Para se ter uma ideia, os pagamentos por aproximação já representam 71,1% das compras presenciais com cartões no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS).

Com o avanço da tecnologia, a maquininha de cartão no celular deixou de ser um sonho e se tornou uma realidade acessível para todo empreendedor.

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Como passar cartão pelo celular?

Se você deseja saber como passar cartão no celular, saiba que é um processo bastante simples: você só precisa aproximar seu smartphone de um dispositivo compatível para que a transação seja efetuada.

Para isso funcionar, basta ter um smartphone compatível com a tecnologia NFC.

Antes de começar, confira os requisitos essenciais para transformar seu celular em uma maquininha:

  • Celular com tecnologia NFC
  • Sistema operacional Android 11 (ou superior) ou iPhone XS (ou mais recente) com a última versão do iOS
  • Conexão com a internet
  • Aplicativo de pagamentos instalado

Como passar cartão pelo celular para fazer pagamentos?

Veja o passo a passo para realizar pagamentos por aproximação:

  1. Acesse o cartão desejado na sua carteira do celular (Wallet)
  2. Libere o acesso ao cartão, geralmente basta insirir a senha pré-estabelecida ou confirmar sua identificação pela biometria (digital ou facial)
  3. Aproxime o seu celular do terminal de pagamento (maquininha ou tap to pay)
  4. Insira a senha do cartão no terminal de pagamento

Pronto! Após seguir estes passos, basta aguardar a confirmação de pagamento no dispositivo do estabelecimento.

Vale ressaltar que, para transformar o seu celular em maquininha, você precisará de um smartphone a partir do Android 11 e iPhone XS ou posterior com a versão mais recente do iOS com conexão à internet.

Além disso, o seu dispositivo deve ter compatibilidade com o NFC para pagamentos por aproximação.

Esse processo é projetado para ser o mais seguro possível e funciona assim:

  • Inserção de dados: primeiro, você insere o valor da venda de forma criptografada.
  • Verificação: uma autenticação de duas etapas é frequentemente solicitada, como uma solicitação de senha, por exemplo, e confirmação pelo smartphone.
  • Transação criptografada: a transação é então realizada, com todos os dados passando por um processo de criptografia.
  • Confirmação: tanto o vendedor quanto o comprador recebem uma confirmação da transação realizada.

Como usar o Tap no celular para receber pagamentos?

Além de pagar com celular, você também pode receber pagamentos ao transformar o seu smartphone em uma maquininha.

Veja como transformar o seu celular em maquininha de cartão:

  1. Acesse o app da InfinitePay
  2. Clique em "Vender com InfiniteTap" (Android) ou "Tap to Pay no iPhone" (iPhone)
  3. Digite valor da transação
  4. Escolha a forma de pagamento (débito ou crédito, à vista ou parcelado) e toque em "Avançar".
  5. Agora, basta aproximar o cartão físico ou virtual do celular.As áreas NFC normalmente ficam na região da bateria ou da câmera

Aguarde alguns segundos e pronto!

Vale ressaltar que, para transformar o seu celular em maquininha, você precisará de um smartphone a partir do Android 11 e iPhone XS ou posterior com a versão mais recente do iOS com conexão à internet.

Além disso, o seu dispositivo deve ter compatibilidade com o NFC para pagamentos por aproximação.

Esse processo é projetado para ser o mais seguro possível e funciona assim:

  • Primeiro, o valor da venda é inserido de forma criptografada.
  • Uma autenticação de duas etapas é frequentemente solicitada, como um pedido de senha e a confirmação pelo smartphone.
  • A transação é realizada com todos os dados passando por um processo de criptografia.
  • Por fim, tanto o vendedor quanto o comprador recebem uma confirmação da transação.

Taxas e Bandeiras Aceitas

Ao usar seu celular como maquininha com o InfiniteTap, você conta com taxas competitivas e aceita as principais bandeiras do mercado.

Taxas do Tap da infinitepay

As taxas para transações são pensadas para o seu negócio crescer:

  • No débito, as taxas são a partir de 0,75%.
  • No crédito à vista, as taxas são a partir de 2,69%.
  • Para vendas no crédito parcelado em 12 vezes, a taxa é a partir de 8,99%.

Bandeiras e Carteiras Digitais

Veja as bandeiras e carteiras digitais que você pode aceitar:

  • São aceitas as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e American Express.
  • Também são aceitas as carteiras digitais Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay.

Como colocar cartão no celular?

Antes de realizar pagamentos, você precisa saber como colocar o cartão no celular. 

Para isso, basta adicionar o cartão do seu banco ao aplicativo da sua carteira, como Apple Wallet, Samsung Pay ou Google Wallet, por exemplo. 

Veja o passo a passo:

Como colocar o cartão no celular pela InfinitePay

  1. Abra o app da InfinitePay
  2. Clique em "Cartões" e crie seu cartão virtual
  3. Toque em "Adicionar à carteira" e aceite os termos

Vale lembrar que os passos são os mesmos para todos os dispositivos iOS e Android compatíveis com NFC. 

É seguro passar cartão pelo celular?

Sim, é seguro passar cartão pelo celular, já que tecnologias como o NFC (Near Field Communication) possuem protocolos de segurança rigorosos que garantem transações seguras.

É crucial colocar a segurança como um dos pilares ao optar por passar cartão no celular transformando-o em maquininha – isso significa escolher aplicativos confiáveis, como o da InfinitePay, manter o software atualizado e seguir as melhores práticas de segurança, como não armazenar dados de cartão no dispositivo.

Leia também: 

Como saber se o celular tem NFC?

Existem algumas formas de descobrir se o seu smartphone possui a tecnologia NFC.

Confira as principais delas:

  • Consulte as especificações técnicas: pesquise o modelo do seu celular no Google seguido de "especificações técnicas" e verifique se o NFC está listado.
  • Configurações do dispositivo:
    • Android: acesse "Configurações" > "Conexões" ou "Rede e internet" e procure por "NFC" ou "Pagamento por aproximação".
    • iOS: iPhones a partir do modelo 6 possuem NFC; verifique em "Ajustes" > "Carteira e Apple Pay".
  • Símbolo NFC: alguns aparelhos exibem o símbolo NFC na parte traseira.
  • Manual do usuário: verifique na seção de especificações do manual do seu celular.

Como ativar o NFC no seu celular

Em alguns dispositivos, para passar cartão no celular, é preciso ativar o NFC. 

Confira como fazer isso:

Android:

  1. Abra as "Configurações" do seu dispositivo.
  2. Role a tela até encontrar a opção "Conexões" ou algo similar.
  3. Procure por "NFC" ou "Pagamento por aproximação" e ative a opção correspondente.

‍iOS (iPhone)

  1. Acesse "Ajustes" no seu iPhone.
  2. Vá até "Wallet & Apple Pay" ou "Carteira e Apple Pay".
  3. Ative a funcionalidade Apple Pay e siga as instruções para adicionar um cartão. O NFC é ativado automaticamente ao configurar o Apple Pay. 

Quais as vantagens de passar cartão no celular?

Listamos alguns dos benefícios de passar cartão no celular e por que isso se tornou uma escolha inteligente para empreendedores:

Vantagens de pagamentos por aproximação

‍1. Custo-benefício

Ter uma máquina de cartão tradicional muitas vezes envolve custos de aluguel, manutenção e taxas adicionais. 

Ao optar por vender pelo celular, você geralmente enfrenta menos custos iniciais. 

Algumas soluções, como o InfiniteTap, transforma o seu celular em máquina de cartão de graça e oferece as mesmas taxas da maquininha tradicional, sem cobrar taxa extra por transação. 

Artigos relacionados:

‍2. Rapidez e eficiência

A eficiência de passar cartão no celular também não pode ser ignorada. 

O uso de tecnologias como NFC permite pagamentos por aproximação que são concluídos em segundos. 

Isso não apenas agiliza o processo de checkout, mas também melhora a experiência do cliente, tornando mais provável que ele retorne.

‍3. Integração e gerenciamento

Muitos aplicativos que permitem passar cartão no celular oferecem funcionalidades adicionais, como é o caso do aplicativo da InfinitePay.

Com ele, você tem acesso a serviços como conta digital grátis com Pix taxa zero, gestão de cobranças, relatórios de vendas e o InfiniteTap totalmente de graça – facilitando a gestão de todos os aspectos do seu negócio a partir de um único dispositivo.

4. Satisfação

Os consumidores esperam conveniência, rapidez e eficiência, e o ato de passar cartão no celular se alinha perfeitamente com essas expectativas. 

5. Segurança

A segurança é uma grande preocupação quando se trata de transações financeiras. 

Felizmente, os métodos atuais de pagamento móvel são altamente seguros, utilizando criptografia avançada e autenticação de duas etapas para proteger tanto o vendedor quanto o comprador. 

Faça e receba pagamentos pelo celular com a InfinitePay

Com as soluções da InfinitePay, vender e gerenciar pagamentos pelo celular ficou mais simples e acessível. 

O cartão virtual InfinitePay permite realizar compras online com segurança, organizar suas finanças e até receber cashback de 1,5% no crédito. 

Já o InfiniteTap transforma seu smartphone em uma maquininha de cartão, permitindo aceitar pagamentos por aproximação sem custos adicionais, com taxas reduzidas e recebimento imediato.

Tudo isso com a segurança, eficiência e simplicidade que só a InfinitePay oferece. 

Faça e receba pagamentos no celular pelo app da InfinitePay gratuitamente

Finanças

O Microempreendedor Individual (MEI) é uma das categorias que mais crescem no Brasil e o crédito pode ser um aliado importante para manter a saúde financeira do negócio, seja para capital de giro, expansão do negócio ou mesmo para cobrir imprevistos.

Neste artigo, você vai entender como funciona o empréstimo para MEI, quais são as opções disponíveis no mercado e por que a InfinitePay oferece a melhor e mais descomplicada solução para quem precisa de crédito rápido, sem burocracia.

O que é um empréstimo para MEI?

O empréstimo para MEI é uma modalidade de crédito voltada exclusivamente para microempreendedores individuais que possuem um CNPJ ativo. 

Ele pode ser utilizado para diversos fins: investir em estoque, reformar o espaço físico, comprar equipamentos ou reforçar o caixa da empresa.

Como funciona o empréstimo para MEI?

Diferente de um empréstimo pessoal, o crédito para MEI considera a movimentação da empresa e o histórico de vendas como base para análise — isso permite oferecer condições personalizadas, com juros mais acessíveis e formas de pagamento que acompanham o fluxo de caixa do empreendedor.

Existe diferença entre crédito para pessoa física e pessoa jurídica?

Sim. Apesar de parecerem similares à primeira vista, existem diferenças importantes entre o crédito para pessoa física (PF) e o crédito para pessoa jurídica (PJ) — como é o caso do MEI. 

Veja os principais pontos de distinção:

  • Finalidade do empréstimo: o crédito para PF geralmente é usado para consumo pessoal, enquanto o crédito PJ é voltado ao desenvolvimento do negócio.
  • Análise de crédito: no caso do MEI, o histórico de vendas, faturamento e uso de soluções como maquininhas e contas PJ entram na avaliação.
  • Condições de pagamento: empréstimos para MEI podem ser pagos com base nas vendas, o que flexibiliza os prazos e evita apertos no orçamento.

A InfinitePay entende essas diferenças e oferece um crédito inteligente, que acompanha o ritmo da sua empresa e se ajusta à sua realidade.

Quanto mais você vende, maior o seu limite de crédito — sem surpresas e sem burocracia.

Basta acessar o app, simular o valor desejado e definir quanto das suas vendas diárias será destinado ao pagamento: o dinheiro cai na conta em segundos após a contratação, inclusive em finais de semana e feriados.

Quais são as opções de crédito para MEIs no Brasil?

No Brasil, microempreendedores individuais contam com uma variedade de linhas de crédito — oferecidas tanto por instituições financeiras tradicionais quanto por fintechs.

Abaixo, apresentamos as principais opções disponíveis no mercado para quem é MEI e precisa impulsionar seu negócio:

1. Empréstimo com garantia de recebíveis

Essa é uma das modalidades mais populares para MEIs que usam maquininhas de cartão. 

O valor do empréstimo é calculado com base no volume de vendas feitas com cartões, e o pagamento é feito automaticamente com parte dessas vendas futuras.

Na InfinitePay, o processo é simples:

  • Você bate a meta de vendas com cartão;
  • O crédito é automaticamente aprovado;
  • O pagamento é feito com um percentual diário do que for vendido;
  • Sem burocracia e sem comprometer seu caixa.

Essa modalidade tem grande vantagem: o dinheiro é liberado na hora, direto na conta, e os pagamentos se ajustam à sua realidade de faturamento.

2. Microcrédito produtivo orientado

Oferecido por bancos públicos e instituições financeiras parceiras, o microcrédito produtivo é voltado para empreendedores de baixa renda. 

Em geral, oferece valores menores, com juros subsidiados e orientação sobre o uso do crédito.

Apesar de ser uma boa porta de entrada, esse tipo de crédito costuma ter:

  • Processo mais demorado;
  • Burocracia maior (inclusive visitas presenciais);
  • Valores limitados (normalmente até R$ 21 mil).

3. Crédito em fintechs e bancos digitais

Fintechs como a InfinitePay facilitaram o acesso ao crédito ao oferecerem empréstimos online, contratados direto pelo app, com liberação instantânea do valor e flexibilidade no pagamento.

Diferente dos bancos tradicionais, essas plataformas costumam:

  • Não exigir garantias reais;
  • Ter taxas mais transparentes;
  • Aprovar crédito com base no comportamento financeiro do negócio.

Com a InfinitePay, por exemplo, não há limites fixos: o valor é avaliado conforme o seu desempenho. 

Além disso, o próprio app oferece um simulador de crédito, facilitando a visualização das condições antes da contratação.

Leia mais: Empréstimo online na hora: simule e receba em segundos

4. Empréstimos com garantias (veículos, imóveis, etc.)

Essa opção é oferecida por algumas instituições quando o MEI oferece um bem como garantia, o que pode resultar em taxas menores — no entanto, ela traz riscos, já que o bem pode ser tomado em caso de inadimplência.

Por isso, é uma modalidade mais indicada para negócios com estrutura consolidada e capacidade de pagamento previsível.

5. Crédito via programas públicos (Pronampe, BNDES)

Programas como o Pronampe e o BNDES Microcrédito são iniciativas do governo federal voltadas ao fomento de pequenos negócios. 

Em geral, oferecem prazos maiores e juros abaixo do mercado.

Contudo, o acesso ainda é limitado para muitos MEIs por conta:

  • Da exigência de CND (certidões negativas);
  • Do alto número de solicitações;
  • Da lentidão na liberação dos recursos.

Como solicitar crédito para MEI?

Solicitar um empréstimo sendo MEI está cada vez mais fácill: hoje, você pode pedir um empréstimo direto do celular pela InfinitePay, com liberação rápida e condições que se adaptam à realidade do seu negócio.

No entanto, antes de contratar, é fundamental conhecer os critérios exigidos pelas instituições e avaliar se a oferta realmente faz sentido para o seu momento empresarial.

Requisitos para contratar um empréstimo MEI

Embora cada instituição possa adotar regras próprias, alguns requisitos são comuns à maioria das linhas de crédito para microempreendedores. 

Veja os principais:

1. CNPJ ativo

Ter um CNPJ MEI ativo é essencial para garantir seu empréstimo. 

Seu cadastro deve estar regularizado e em situação ativa na Receita Federal.

2. Comprovação de faturamento

Algumas instituições solicitam extratos bancários, declarações do Simples Nacional (DASN-SIMEI) ou histórico de vendas para verificar a movimentação financeira da empresa. 

No caso da InfinitePay, o volume de vendas feitas com a maquininha serve como base de análise para liberar crédito automaticamente.

3. Ausência de restrições no CPF/CNPJ

Ter o nome limpo pode ser um fator determinante para a aprovação do crédito, principalmente nos bancos tradicionais. 

Algumas fintechs, no entanto, conseguem oferecer crédito mesmo para quem tem histórico de inadimplência, desde que o negócio demonstre boa performance recente.

4. Conta PJ vinculada

A maioria das instituições exige uma conta PJ para movimentar os valores do empréstimo. 

Na InfinitePay, por exemplo, a Conta PJ já vem inclusa e permite gerenciar o empréstimo, movimentações, Pix e recebimentos com praticidade.

Veja como abrir sua conta MEI em 6 passos simples.

5. Tempo mínimo de atividade

Algumas linhas de crédito pedem que o CNPJ tenha ao menos 6 meses ou 1 ano de existência — no entanto, soluções como a da InfinitePay consideram performance de vendas recente, independentemente do tempo de CNPJ.

Cuidados antes de pedir um empréstimo para MEI

Antes de contratar qualquer linha de crédito, o MEI precisa ter clareza sobre a finalidade do empréstimo, a capacidade de pagamento e os termos do contrato

Aqui vão os principais cuidados:

1. Evite contratar por impulso

Um erro comum é buscar crédito para cobrir gastos pessoais ou fazer investimentos sem planejamento. 

O ideal é solicitar empréstimo apenas quando for necessário para alavancar o negócio ou resolver questões urgentes com impacto direto na operação.

2. Simule antes de contratar

Avalie o valor total que será pago, incluindo juros e encargos. 

A InfinitePay, por exemplo, permite simular direto no app o valor solicitado e a porcentagem de vendas que será usada no pagamento, oferecendo transparência e controle.

3. Leia atentamente o contrato

Entenda quais são os juros cobrados, se há carência, multas por atraso e outras condições. 

4. Avalie a flexibilidade de pagamento

Pagar no ritmo das suas vendas é essencial para manter o fluxo de caixa saudável e evitar inadimplência — confira se essa condição existe antes de contratar seu empréstimo. 

Com a InfinitePay, por exemplo, você escolhe o percentual diário das vendas que será usado para quitar o empréstimo — de forma automática e sem comprometer o funcionamento do negócio.

5. Verifique a credibilidade da instituição

Certifique-se de que está lidando com uma empresa confiável, que ofereça suporte e segurança.

Leia também:

Quais as vantagens em contratar empréstimo para MEI?

Contratar um empréstimo sendo MEI pode ser um divisor de águas para o crescimento do negócio — desde que feito com planejamento e por meio da instituição certa. 

Ao ter acesso a crédito, o microempreendedor pode antecipar planos, fortalecer a operação e se preparar para imprevistos.

Confira as principais vantagens que o empréstimo pode proporcionar ao seu negócio:

1. Capital de giro reforçado

Ter dinheiro em caixa é fundamental para manter as atividades diárias da empresa, como pagamento de fornecedores, funcionários e despesas fixas. 

Com um bom empréstimo, o MEI consegue manter as contas equilibradas mesmo em períodos de menor faturamento.

Saiba mais sobre o que é capital de giro.

2. Investimento em crescimento

O crédito pode ser utilizado para aumentar o estoque, reformar o ponto comercial, investir em marketing ou adquirir equipamentos — ou seja, acelerar o crescimento do negócio sem depender de capital próprio.

3. Melhoria no fluxo de caixa

Algumas linhas de crédito, como as oferecidas pela InfinitePay, permitem pagar a dívida no ritmo das vendas. 

Isso evita o comprometimento do caixa com parcelas fixas e torna o pagamento mais fluido, conforme o negócio gera receita.

4. Oportunidade de aproveitar boas condições de compra

Com dinheiro em mãos, o MEI consegue negociar melhores preços com fornecedores, aproveitar promoções e fazer compras à vista — gerando economia e aumentando a margem de lucro.

5. Construção de histórico de crédito

Ao contratar e pagar empréstimos em dia, o microempreendedor fortalece o histórico financeiro da empresa. 

Isso abre portas para futuros créditos com valores maiores e melhores condições.

Um exemplo real do poder do crédito inteligente é o Espaço MariAna, que trabalha com casamentos e festas de aniversário.

Com o apoio do empréstimo da InfinitePay, o negócio pôde investir em estrutura, decoração e atendimento, elevando o padrão das celebrações:

Qual é o melhor empréstimo para MEI?

A InfinitePay oferece o melhor empréstimo do mercado, pensado sob medida para quem é MEI e já utiliza soluções como a maquininha ou a Conta PJ da marca.

Veja por que ele se destaca:

✅ Crédito aprovado com base nas suas vendas

Você bate sua meta de faturamento e o crédito é automaticamente liberado — simples assim. 

Sem burocracia, sem análise demorada, sem letras miúdas.

✅ Dinheiro na conta na hora

Após a contratação, o valor do empréstimo cai imediatamente na sua Conta PJ InfinitePay, inclusive fora do horário bancário, em feriados e finais de semana.

✅ Pagamento no ritmo do seu negócio

Você escolhe a porcentagem das suas vendas diárias que será destinada ao pagamento da dívida (entre 5% e 25%). 

Isso garante flexibilidade total, sem comprometer o fluxo de caixa.

✅ Menos juros se você quitar antes

Quanto mais rápido você paga, menos juros incidem sobre o valor. 

Se preferir, pode antecipar o pagamento com parte do saldo da sua conta.

✅ Novo crédito sempre disponível

Depois de quitar o valor contratado, você pode solicitar um novo empréstimo, com limite recalculado conforme o desempenho recente do seu negócio.

✅ Total integração com a Conta PJ InfinitePay

Tudo é feito em um só lugar: vendas com maquininha, recebimentos por Pix, gestão de extratos e controle de crédito — direto pelo aplicativo.

Se você é MEI e quer sair na frente, não perca tempo com burocracia: com a InfinitePay, você tem acesso a crédito na hora, direto pelo app, com pagamento flexível que acompanha suas vendas. 

Tudo isso com taxas justas, zero enrolação e total controle.

Simule seu empréstimo pelo app da InfinitePay.

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