glossário do empreendedor

Aprenda termos chave de empreendedorismo. Expanda seu vocabulário de negócios e aprimore suas habilidades hoje.

Two businessmen in suits having a discussion at a table with documents in a modern office.
Empreender

O que é contrato social? De forma direta, é o documento que funciona como a certidão de nascimento de uma empresa, estabelecendo as regras e condições para sua criação e funcionamento. Ele formaliza a sociedade, definindo a responsabilidade de cada sócio e como o negócio será gerenciado.

Com um saldo positivo de 737.994 empresas abertas no primeiro quadrimestre de 2024 , segundo a CNN Brasil, a formalização correta se torna indispensável. O contrato social garante a segurança jurídica do negócio, sendo o primeiro passo para operar de forma legal e organizada.

O que é contrato social?

O contrato social, também conhecido como "ato constitutivo" ou "contrato de sociedade", é um documento que estabelece as regras e condições para a criação e funcionamento de uma empresa. Ele é a base legal que define como a empresa será gerenciada, quais são os direitos e responsabilidades dos sócios, e como serão distribuídos os lucros e prejuízos.

Contrato Social vs. CNPJ: Qual a diferença?

Embora ambos sejam essenciais para a formalização, é comum confundir o Contrato Social com o CNPJ. Para esclarecer, pense na seguinte analogia: o Contrato Social é a certidão de nascimento da sua empresa. É o documento que prova que ela existe e define suas características fundamentais, como o nome, a sede e quem são os sócios.

Já o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) funciona como o CPF da empresa. Ele é o número de identificação único perante a Receita Federal, indispensável para que o negócio possa operar, emitir notas fiscais, pagar impostos e realizar qualquer transação comercial. Em resumo, primeiro você cria a "certidão de nascimento" (Contrato Social) para depois obter o "CPF" (CNPJ).

Tipos de contrato social: guia completo para empreendedores

O contrato social é a certidão de nascimento da sua empresa, definindo regras, direitos e responsabilidades entre os sócios. Escolher o tipo ideal é fundamental para o sucesso do seu negócio.

Tipo Empresarial Número de Sócios Responsabilidade Nome do Contrato
Sociedade Limitada (LTDA) 2 ou mais Limitada ao capital social Contrato Social
Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) Apenas 1 Limitada ao capital social. Substituiu a antiga EIRELI, com a vantagem de não exigir capital mínimo. Ato Constitutivo
Empresário Individual (EI) Apenas 1 Ilimitada (o patrimônio do sócio responde pelas dívidas da empresa) Requerimento de Empresário
Microempreendedor Individual (MEI) Apenas 1 (não pode ter sócios) Ilimitada CCMEI (Certificado da Condição de Microempreendedor Individual)
Sociedade Simples 2 ou mais Varia conforme o definido no contrato (pode ser limitada ou ilimitada) Contrato Social
Sociedade Anônima (S.A.) Mínimo de 2 acionistas Limitada ao preço de emissão das ações Estatuto Social

Leia mais:

Como elaborar um contrato social completo?

Para garantir que seu contrato social esteja em conformidade com a lei e atenda às necessidades da sua empresa, é fundamental incluir algumas cláusulas obrigatórias. Lembre-se que a orientação de um advogado ou contador é sempre recomendada.

As cláusulas essenciais são:

  • Qualificação dos Sócios: Detalha as informações completas de cada sócio, como nome, nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF e endereço residencial.
  • Sede da Empresa: Informa o endereço completo onde a empresa irá operar. É crucial para o registro e para a fiscalização tributária.
  • Objeto Social: Descreve de forma clara e detalhada todas as atividades que a empresa irá exercer. Essa definição é baseada na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
  • Capital Social e Divisão de Quotas: Define o valor total investido pelos sócios para iniciar o negócio e especifica a quantidade de quotas que cada um possui, determinando sua participação na empresa.
  • Administração da Sociedade: Aponta quem será o administrador responsável pela gestão da empresa e quais serão seus poderes e responsabilidades.
  • Pró-labore: Define o valor da remuneração (o "salário") que o sócio-administrador receberá por seu trabalho na empresa. É importante não confundir com a distribuição de lucros.

Modelo de Contrato Social

A seguir, um exemplo simplificado para ilustrar a estrutura básica de um contrato social para uma Sociedade Limitada (LTDA).

CONTRATO SOCIAL DE [NOME DA EMPRESA] LTDA.

SÓCIOS:

  1. [Nome do Sócio 1], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do RG nº [número] e do CPF nº [número], residente e domiciliado(a) em [endereço completo].
  2. [Nome do Sócio 2], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do RG nº [número] e do CPF nº [número], residente e domiciliado(a) em [endereço completo].

CLÁUSULA PRIMEIRA - DA DENOMINAÇÃO E SEDE A sociedade girará sob o nome empresarial de [Nome da Empresa] LTDA. e terá sede na [endereço completo da empresa].

CLÁUSULA SEGUNDA - DO OBJETO SOCIAL A sociedade terá por objeto social a [descrição detalhada das atividades da empresa, ex: comércio varejista de roupas e acessórios].

CLÁUSULA TERCEIRA - DO CAPITAL SOCIAL O capital social é de R$ [valor] ([valor por extenso]), dividido em [número] quotas de R$ 1,00 (um real) cada, subscrito e integralizado da seguinte forma:

  • Sócio(a) [Nome do Sócio 1]: [número] quotas, no valor de R$ [valor].
  • Sócio(a) [Nome do Sócio 2]: [número] quotas, no valor de R$ [valor].

CLÁUSULA QUARTA - DA ADMINISTRAÇÃO A administração da sociedade será exercida pelo(a) sócio(a) [Nome do Sócio Administrador], que representará a empresa ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente.

E por estarem justos e contratados, assinam o presente instrumento em [número] vias de igual teor.

[Local], [data].

[Nome do Sócio 1]

[Nome do Sócio 2]

É possível alterar o Contrato Social e quando devo fazer isso?

Sim, o contrato social não é um documento estático e pode ser alterado sempre que houver uma mudança significativa na estrutura ou operação da empresa. Manter o contrato atualizado é uma obrigação legal e fundamental para evitar problemas fiscais e jurídicos.

As situações mais comuns que exigem uma alteração contratual incluem:

  • Mudança de sócios: A entrada de um novo sócio ou a saída de um dos atuais precisa ser formalizada para redefinir as quotas e responsabilidades de cada um.
  • Alteração de endereço da sede: Se a sua empresa mudar de local, o novo endereço deve ser registrado oficialmente no contrato social.
  • Aumento ou redução do capital social: Qualquer mudança no valor investido no negócio, seja por novos aportes ou pela retirada de capital, deve ser documentada.
  • Mudança nas atividades da empresa: Se o seu negócio passar a oferecer novos produtos ou serviços não previstos no objeto social original, é necessário atualizar o contrato para incluir essas novas atividades.

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Finanças

O Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS-D) é uma ferramenta online utilizada por empresas optantes pelo Simples Nacional para calcular os impostos a serem pagos, declarar esses valores à Receita Federal e gerar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

O envio do PGDAS-D é obrigatório, inclusive para MEIs, e sua ausência ou preenchimento incorreto pode resultar em multas e outras penalidades.

Confira, neste artigo, como funciona o PGDAS-D, como gerá-lo, quais tributos ele abrange e muito mais.

PGDAS: o que é?

O PGDAS-D (Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é uma plataforma online disponibilizada pela Receita Federal, usada para calcular e declarar os tributos devidos pelas empresas optantes do regime Simples Nacional. 

Além de calcular os impostos, o PGDAS também gera o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que deve ser pago mensalmente.

Confira guia completo da tabela do Simples Nacional com cálculos.

Para que serve o PGDAS-D?

O PGDAS-D tem como principal finalidade facilitar a apuração e o recolhimento dos tributos para empresas que fazem parte do Simples Nacional. 

Ele é essencial para:

  • Calcular os tributos devidos mensalmente
  • Declarar o faturamento à Receita Federal
  • Gerar o DAS para pagamento dos impostos
  • Consultar declarações anteriores
  • Realizar retificações quando necessário

Todas as empresas optantes pelo Simples Nacional, incluindo Microempreendedores Individuais (MEIs), estão obrigadas a utilizar o PGDAS-D para apurar e pagar seus tributos.

A declaração através do PGDAS é obrigatória e deve ser realizada mensalmente, mesmo quando a empresa não teve faturamento no período.

Leia mais: MEI: vantagens, limitações e obrigações

Como acessar o PGDAS para emitir DAS?

Para acessar o PGDAS e emitir o DAS, você precisa de um computador com acesso à internet e um dos seguintes itens:

  • Código de acesso
  • Certificado digital

Para obter o código de acesso, você precisa ter um cadastro no Portal e-CAC, e para obter um certificado digital, você precisa contratar uma Autoridade Certificadora, como Certisign ou Valid.

Com o certificado digital em mãos, você pode acessar o serviço no site do Simples Nacional

Depois de acessar o site, basta selecionar a opção “PGDAS-D” e informar os seguintes dados:

  • Número do CNPJ ou CPF da empresa
  • Data de início da apuração
  • Data de fim da apuração
  • Receita bruta
  • Opção pelo regime de reconhecimento da receita bruta (caixa ou competência)

Após informar os dados, o programa calculará os valores dos tributos e contribuições a serem pagos, então você poderá visualizar os valores calculados e imprimir o documento de arrecadação (DAS), que deve ser enviado até o dia 20 do mês seguinte ao de apuração.

Como calcular o valor do DAS?

O valor do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é calculado com base na receita bruta da empresa e as alíquotas aplicáveis, determinadas pela tabela do Simples Nacional. 

Esse cálculo deve ser realizado no PGDAS-D:

  1. Primeiro, é necessário saber o total da receita bruta acumulada nos últimos 12 meses. Com base nesse valor, a empresa será classificada em uma das faixas de faturamento previstas na legislação do Simples Nacional.
  2. As alíquotas do Simples Nacional são progressivas e variam conforme a faixa de faturamento e o segmento de atividade. Cada faixa tem uma alíquota inicial, que pode ser aumentada dependendo do tipo de serviço ou produto oferecido pela empresa.
  3. O cálculo é feito aplicando a alíquota correspondente à receita bruta mensal da empresa. O valor resultante é o montante devido em tributos, que será recolhido por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Exemplo de cálculo

Vamos supor que uma empresa de serviços tenha uma receita bruta acumulada nos últimos 12 meses que a enquadre na segunda faixa de faturamento, com uma alíquota total de 11,2% (considerando, hipoteticamente, todos os impostos incluídos no Simples Nacional para essa faixa).

  • Receita Bruta Mensal: R$ 30.000
  • Alíquota Aplicável: 11,2%
  • Cálculo: R$ 30.000 x 11,2% = R$ 3.360

Nesse caso, o valor do DAS a ser pago seria de R$ 3.360.

Leia também: 

Como consultar o extrato no PGDAS?

Consultar o extrato no PGDAS-D permite verificar os pagamentos realizados, os valores devidos e possíveis pendências fiscais. 

Veja como realizar essa consulta:

  1. Acesse o Portal do Simples Nacional
    Entre no site oficial do Simples Nacional usando um código de acesso ou certificado digital.
  1. Selecione a Opção "Consulta Declarações e Pagamentos"
    No menu principal, clique na opção "Consulta Declarações e Pagamentos" para acessar as informações da empresa.
  1. Escolha o Período de Apuração
    Informe o período desejado para consultar os dados referentes àquele intervalo de tempo.
  1. Visualize o Extrato
    O sistema exibirá os valores pagos, pendentes e os documentos emitidos. Caso haja alguma pendência, você pode emitir um DAS atualizado.
  1. Baixe ou Imprima o Extrato
    Para fins de registro, é possível salvar ou imprimir o extrato gerado pelo sistema.

O que acontece se não pagar o DAS?

Não pagar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) pode acarretar uma série de consequências negativas para a empresa optante pelo Simples Nacional. 

As implicações variam desde penalidades financeiras até questões mais sérias relacionadas ao status fiscal da empresa. A omissão pode gerar as seguintes penalidades:

  • Multa de 2% ao mês, com limite de 20%, sobre o valor do imposto devido.
  • Multa de R$ 50,00 por documento não entregue.
  • Suspensão da inscrição da empresa no Simples Nacional.

Saiba como pagar DAS MEI atrasado.

Como calcular a multa da DAS?

A multa da omissão de DAS é calculada da seguinte forma:

Multa = Valor do imposto devido * 2% * Número de meses de atraso

Por exemplo, se o valor do imposto devido é R$ 1.000,00 e a empresa não enviou o DAS por 3 meses, a multa será de:

Multa = 1.000 * 2% * 3 = R$ 60,00

É possível parcelar a multa?

Sim, é possível parcelar multas e débitos do PGDAS-D, incluindo os valores principais e multas por atraso na entrega da declaração.

O parcelamento é realizado através do Portal do Simples Nacional ou, em alguns casos, por meio do Portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte) da Receita Federal. 

Como regularizar o DAS no PGDAS?

Regularizar o PGDAS-D e os débitos relacionados ao Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) requer seguir alguns passos importantes. 

Se você ou sua empresa estão em atraso com o pagamento ou necessitam corrigir informações enviadas via PGDAS-D, aqui está um guia passo a passo sobre como proceder:

1. Acesso ao sistema do Simples Nacional

Acesse o sistema do Simples Nacional no site da Receita Federal. Você precisará de um código de acesso ou um certificado digital para entrar no sistema.

2. Verificação de débitos

Na área restrita, verifique os débitos pendentes. O sistema permite visualizar todos os valores devidos, incluindo multas e juros por atraso.

3. Geração de DAS para pagamento

Para débitos ainda não vencidos, gere o DAS diretamente pelo PGDAS-D. Para débitos vencidos, utilize a opção de DAS Avulso ou acesse o aplicativo "DAS para MEI" (no caso de microempreendedores individuais), disponível no portal do Simples Nacional.

O sistema calcula automaticamente os juros e as multas devidas pelo atraso no pagamento.

4. Pagamento do DAS

O DAS pode ser pago em qualquer agência bancária ou casas lotéricas até a data de vencimento. Para pagamentos após o vencimento, verifique se o banco aceita o pagamento em atraso ou se é necessário atualizar o DAS para gerar uma nova data de vencimento.

5. Regularização de informações no PGDAS-D

Caso haja necessidade de corrigir informações enviadas incorretamente via PGDAS-D, acesse o sistema e faça as retificações necessárias. Observe que a retificação pode resultar em alterações no valor do DAS.

A retificação de declarações pode ser feita em qualquer tempo, mas pode sujeitar a empresa a multas se resultar em aumento do imposto devido.

6. Parcelamento de débitos

Se não for possível o pagamento à vista, verifique a possibilidade de parcelamento dos débitos. A Receita Federal periodicamente oferece programas de parcelamento para débitos do Simples Nacional.

Em caso de declarações incorretas, é possível realizar retificações a qualquer momento, porém podem incidir multas se houver aumento no valor devido.

PGDAS o que é

Leia mais:Capital social MEI: o que é, para que serve e como definir

Finanças

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, conhecido pela sigla IPCA, é o indicador oficial da inflação no Brasil. Em julho de 2026, o IPCA registrou variação mensal de 0,07% e acumulado de 4,44% em 12 meses, acima da meta de 3,00% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esse índice mostra quanto o custo de vida das famílias brasileiras subiu, medindo a variação dos preços dos produtos e serviços que fazem parte do consumo mensal. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula o índice todos os meses. Quando o IPCA sobe, os preços estão aumentando e a moeda perde poder de compra. Quando cai, a inflação está sob controle. Acompanhar o IPCA ajuda a entender por que o mesmo salário compra menos ao longo do tempo e orienta decisões de reajuste salarial, aluguel e investimentos.

O que é IPCA?

O IPCA mede a variação dos preços dos produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Ele é calculado mensalmente pelo IBGE e é o índice oficial de inflação usado pelo Banco Central do Brasil para acompanhar a evolução dos preços no país.

O índice reflete o custo de vida médio das famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, residentes em áreas urbanas. Quando o IPCA sobe, significa que os preços estão aumentando e a moeda perde poder de compra. Quando cai, a inflação está sob controle.

Em julho de 2026, o IPCA mensal foi de 0,07% e o acumulado em 12 meses chegou a 4,44%, segundo dados do IBGE. A meta de inflação definida pelo CMN para o ano é de 3,00%, com intervalo de tolerância de ±1,5 ponto percentual, o que coloca a inflação acumulada acima do teto da meta. Fonte: Banco Central do Brasil.

Como calcular o IPCA acumulado?

O IPCA acumulado mede a variação da inflação ao longo de um período específico, somando os efeitos dos meses anteriores. A resposta direta: o cálculo do IPCA acumulado multiplica os fatores (1 + taxa de cada mês) e subtrai 1 do resultado final, convertendo em porcentagem. Não se somam as taxas mensais, pois a inflação tem efeito composto sobre os preços.

Para calcular o IPCA acumulado, siga três passos:

  1. Obtenha os valores mensais do IPCA divulgados pelo IBGE em seu site oficial, em formato decimal (0,07% vira 0,0007).
  2. Escolha o período desejado: um mês, um trimestre, um semestre ou um ano.
  3. Multiplique os fatores (1 + taxa de cada mês) entre si e subtraia 1 do resultado. Converta o valor final em porcentagem multiplicando por 100.

Fórmula do IPCA acumulado

A fórmula do IPCA acumulado é:

$$IPCA_{acumulado} = \left[\prod_{i=1}^{n}(1 + IPCA_i)\right] - 1$$

Onde:

  • $IPCA_{acumulado}$ é o IPCA acumulado no período.
  • $IPCA_i$ é a taxa de inflação mensal de cada mês, em formato decimal.
  • $n$ é o número de meses do período.

Exemplo numérico com dados reais

Considere o cálculo do IPCA acumulado em três meses de 2026, com valores publicados pelo IBGE:

  • Janeiro de 2026: 0,33% (0,0033)
  • Fevereiro de 2026: 0,70% (0,0070)
  • Março de 2026: 0,88% (0,0088)

Aplicando a fórmula:

$$IPCA_{acumulado} = (1 + 0,0033) \times (1 + 0,0070) \times (1 + 0,0088) - 1$$

$$IPCA_{acumulado} = 1,0033 \times 1,0070 \times 1,0088 - 1 = 0,01919$$

Convertendo para porcentagem: o IPCA acumulado de janeiro a março de 2026 foi de aproximadamente 1,92%, valor que difere da soma simples das taxas (1,91%) por causa do efeito composto. A soma simples subestima a inflação real e não deve ser usada para decisões financeiras.

IPCA dos últimos 12 meses

A tabela abaixo mostra a variação mensal e o acumulado em 12 meses do IPCA, com dados publicados pelo IBGE:

MêsVariação mensal (%)Acumulado 12 meses (%)
Agosto/2025-0,115,13
Setembro/20250,485,17
Outubro/20250,094,68
Novembro/20250,184,46
Dezembro/20250,334,26
Janeiro/20260,334,44
Fevereiro/20260,703,81
Março/20260,884,14
Abril/20260,674,39
Maio/20260,584,72
Junho/20260,164,64
Julho/20260,074,44

Fonte: IBGE, consulta em agosto de 2026.

Fatores do cálculo do IPCA

O cálculo do IPCA leva em consideração três fatores principais: a população-alvo, a cesta de consumo e o método de coleta de preços.

População-alvo

O IPCA é calculado para famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, residentes em áreas urbanas. Esse recorte cobre cerca de 90% das famílias brasileiras com rendimento, conforme nota técnica do IBGE.

Cesta de consumo

O IBGE calcula o índice com base em uma cesta de consumo composta por cerca de 430 mil cotações de preços, coletadas em 30 mil estabelecimentos. Os itens da cesta são distribuídos em nove grupos:

  • Alimentação e bebidas
  • Habitação
  • Artigos de residência
  • Vestuário
  • Transportes
  • Saúde e cuidados pessoais
  • Despesas pessoais
  • Educação
  • Comunicação

Os pesos de cada grupo são calculados a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, do IBGE, que verifica o que a população consome e quanto do rendimento é gasto em cada categoria. Fonte: IBGE.

Método de cálculo

O IBGE coleta mensalmente informações de preços de produtos e serviços em estabelecimentos comerciais de 13 áreas urbanas do Brasil. Essas informações são usadas para calcular a variação de preços de cada item da cesta de consumo.

Após calcular a variação de preços de cada item, o IBGE aplica pesos a esses valores, de acordo com a importância relativa de cada item na cesta de consumo. Os pesos são calculados a partir da POF. A média ponderada das variações de preços dos itens da cesta de consumo é o IPCA, divulgado mensalmente pelo IBGE.

Por que acompanhar o IPCA acumulado

Acompanhar o IPCA acumulado protege seu poder de compra e orienta decisões financeiras. O índice afeta diretamente salário, aluguel, financiamentos e investimentos, e entender como ele funciona ajuda a não perder dinheiro ao longo do tempo.

Entender a variação do poder de compra

O IPCA acumulado mede a variação do custo de vida médio das famílias brasileiras em um determinado período. Um IPCA acumulado alto significa que o poder de compra das famílias está diminuindo, pois elas precisam gastar mais para comprar os mesmos produtos e serviços.

Na prática, se seu salário não for reajustado pelo menos pelo IPCA acumulado, você perde poder de compra. Um salário de R$ 3.000 que não recebe reajuste em um ano com IPCA acumulado de 4,44% perde cerca de R$ 133 em poder de compra no período.

Tomar decisões financeiras

O IPCA acumulado serve de referência para investimentos e reajustes salariais. Títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, pagam uma taxa fixa somada à variação do IPCA, garantindo ganho real acima da inflação. Esse tipo de aplicação protege o dinheiro contra a perda de valor ao longo do tempo.

O CDB IPCA+ é uma alternativa de renda fixa emitida por bancos que segue a mesma lógica: uma taxa híbrida que soma juros fixos à variação da inflação, com a segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Importante: este artigo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Consulte fontes oficiais como a Anbima e o Tesouro Direto antes de tomar decisões financeiras.

Acompanhar a política monetária

O Banco Central do Brasil (BC) usa o IPCA como indicador principal para definir a política monetária e ajustar a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Um IPCA acumulado alto pode levar o BC a aumentar a taxa Selic, o que encarece o crédito e reduz o consumo, ajudando a controlar a inflação.

A meta de inflação é definida pelo CMN e o Banco Central atua para que a inflação efetiva fique em linha com a meta. Para 2026, a meta é de 3,00% ao ano, com intervalo de tolerância de ±1,5 ponto percentual. Fonte: Banco Central do Brasil.

Impactos práticos do IPCA no dia a dia

O IPCA afeta o bolso do brasileiro em diversas situações. Alguns exemplos concretos:

  • Salário: um funcionário que recebe reajuste salarial pelo IPCA acumulado mantém o poder de compra. Se o reajuste for inferior à inflação, perde dinheiro.
  • Aluguel: contratos de aluguel costumam ser reajustados anualmente pelo IPCA acumulado dos 12 meses anteriores.
  • Financiamentos: a inflação afeta a taxa de juros cobrada em financiamentos e empréstimos, pois o Banco Central ajusta a Selic para controlá-la.
  • Investimentos: uma pessoa que investe em um título de renda fixa com rendimento abaixo do IPCA acumulado perde poder de compra ao longo do tempo.
  • Preços de empresas: uma empresa que não reajusta seus preços de acordo com o IPCA acumulado pode perder margem de lucro e competitividade.

IPCA, IGP-M, INPC e IPCA-15: diferenças

O IPCA não é o único índice de inflação do Brasil. O IBGE e a Fundação Getulio Vargas (FGV) calculam outros indicadores, cada um com escopo e finalidade diferentes:

ÍndiceEscopoCalculadoraUso principal
IPCAFamílias com renda de 1 a 40 salários mínimosIBGEMeta de inflação do Banco Central
IPCA-15Mesmo público do IPCAIBGEPrévia mensal do IPCA
INPCFamílias com renda de 1 a 5 salários mínimosIBGEReajuste de salários
IGP-MPreços ao consumidor, produtor e construção civilFGVContratos de aluguel e tarifas

A principal diferença está no público coberto e no método de cálculo. O IPCA é o índice oficial usado na meta de inflação. O IPCA-15 é uma prévia do IPCA divulgada no meio do mês de referência. O INPC abrange famílias de renda mais baixa. O IGP-M, calculado pela FGV, é amplamente usado em contratos de aluguel e tarifas de serviços públicos, mas mistura preços ao consumidor, ao produtor e da construção civil.

Conclusão

O IPCA é o indicador fundamental para entender a economia brasileira e como a inflação afeta o dia a dia. Saber o que é IPCA e como calcular o IPCA acumulado ajuda a tomar decisões financeiras mais informadas, proteger o poder de compra e acompanhar o cenário econômico do país. O cálculo do IPCA acumulado usa multiplicação de fatores (1 + taxa), não soma simples, e os dados oficiais são publicados mensalmente pelo IBGE.

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Investir

A taxa do CDI está em aproximadamente 14,15% ao ano. Esse indicador define quanto rende a maior parte da renda fixa no Brasil.

R$ 1.000 aplicados a 100% do CDI viram cerca de R$ 1.121 líquidos em 12 meses. Você já viu "rendimento CDI" no app do banco sem entender o que isso significa?

Mais de 100 milhões de brasileiros investem em renda fixa, e a maioria usa o CDI como referência sem saber como ele funciona.

O CDI é o número que precifica o rendimento dos seus investimentos. Entender como ele funciona muda a forma como você avalia qualquer oferta.

O que é CDI

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é um título que bancos usam para emprestar dinheiro entre si por um dia.

A média dessas operações gera a taxa CDI, em julho de 2026 em aproximadamente 14,15% ao ano. Também chamada de taxa DI, ela é o principal indicador de rendimento da renda fixa no Brasil.

Quando você lê "rende 100% do CDI", é a essa taxa que o banco se refere.

Como a taxa CDI é calculada

Todo banco precisa fechar o dia com saldo positivo no Banco Central. Na prática, quem sobra dinheiro empresta para quem falta.

Essas operações de um dia, com garantia em títulos públicos, são registradas na B3. A B3 calcula a média ponderada dos juros cobrados e publica o resultado.

O volume é expressivo: mais de R$ 30 bilhões em operações elegíveis por dia. Esse resultado diário é a taxa CDI.

Qual a relação entre CDI e taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define a taxa Selic. Em julho de 2026, a Selic Meta foi fixada em 14,25% ao ano.

O CDI acompanha a Selic de perto, com diferença de 0,10 ponto percentual. Bancos não emprestam entre si a uma taxa distante da que o Banco Central pratica.

Quando o Copom sobe a Selic, o CDI sobe junto. Quando reduz, o CDI cai.

Na prática, isso afeta diretamente o seu bolso. Com a Selic em alta, CDBs e outros investimentos atrelados ao CDI rendem mais.

Em ciclos de queda, o rendimento diminui na mesma proporção.

Leia mais:

O que significa 100% do CDI

Quando um investimento rende 100% do CDI, o retorno acompanha integralmente a taxa DI publicada pela B3, que em julho de 2026 está em 14,15% ao ano.

Na prática, o percentual do CDI funciona como um multiplicador. A 105% do CDI, o rendimento anual sobe para 14,86%. A 120%, chega a 16,98%. A diferença parece pequena em pontos percentuais, mas se traduz em centenas de reais a mais no bolso.

Quanto rende o CDI na prática

A tabela abaixo simula o rendimento CDI bruto e líquido de R$ 1.000 e R$ 10.000 em 12 meses, com Imposto de Renda (IR) de 17,5% (alíquota para resgates entre 361 e 720 dias).

% do CDITaxa equivalenteR$ 1.000 (líquido)R$ 10.000 (líquido)
100%14,15% a.a.R$ 116,74R$ 1.167,38
105%15,38% a.a.R$ 122,57R$ 1.225,74
115%16,85% a.a.R$ 134,25R$ 1.342,48
120%17,58% a.a.R$ 140,09R$ 1.400,85
111,11%15,72% a.a.R$ 129,71R$ 1.297,07

Valores simulados para fins ilustrativos, com base no CDI de julho de 2026. Resultados variam conforme taxa vigente e prazo de resgate.

Quem investe R$ 10.000 a 120% do CDI recebe R$ 233,47 a mais do que a 100%, já descontado o IR. Em 12 meses, essa diferença compra um mês de internet ou um jantar.

O rendimento mensal equivalente do CDI gira em torno de 1,15% ao mês. Sobre R$ 1.000, isso representa cerca de R$ 11,46 por mês antes do imposto.

CDI atual: quanto está o CDI hoje

Em julho de 2026, o CDI está em aproximadamente 14,15% ao ano, reflexo da decisão do Copom de julho de 2026 que reduziu a Selic para 14,25% a.a.

Qual a diferença entre CDB e CDI

CDI é a taxa de referência que mede o rendimento. CDB é o produto onde você aplica o dinheiro.

Saber o que é CDB e CDI resolve a confusão mais comum de quem começa a investir em renda fixa.

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) funciona como termômetro do mercado. Indica quanto os bancos cobram para emprestar dinheiro entre si.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa. Você empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca, calculados com base no CDI.

Quando um CDB rende "100% do CDI", acompanha exatamente a taxa vigente.

A 106% do CDI, o retorno bruto sobe para 15,53% ao ano, bem mais que os ~8,34% da poupança.

O CDB da InfinitePay rende 102% do CDI em aplicações de até 89 dias, 106% a partir de 90 dias e até 111,11% do CDI em prazos de 1 ou 2 anos (360 ou 720 dias). Aplicação a partir de R$ 1.

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CDI ou poupança: qual rende mais

R$ 10.000 aplicados por 12 meses rendem R$ 1.208,62 líquidos a 100% do CDI. Na poupança, o mesmo valor entrega R$ 821,39.

A diferença chega a R$ 550,60, mesmo depois do Imposto de Renda sobre o CDI.

A poupança segue uma regra do Banco Central: quando a Selic ultrapassa 8,5% ao ano, o rendimento trava em 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).

Com a Selic em 14,25% ao ano em julho de 2026, a poupança entrega aproximadamente 8,34% ao ano. O CDI acompanha a Selic de perto e paga aproximadamente 14,15%.

Renda fixa a 100% do CDIPoupança
Taxa anual14,15%~8,34%
Rendimento bruto (12 meses)R$ 1.465,00R$ 821,39
IR (17,5%, prazo 361-720 dias)R$ 256,38Isento
Rendimento líquidoR$ 1.208,62R$ 821,39
Montante finalR$ 11.208,62R$ 10.821,39

A poupança tem isenção de IR, e mesmo assim perde. O teto de 0,5% ao mês impede que ela acompanhe a alta dos juros.

Enquanto o CDI sobe junto com a Selic, a poupança fica travada.

Quem busca rendimento acima da poupança com proteção do FGC encontra no CDB da InfinitePay uma opção a partir de R$ 1.

O rendimento vai de 102% a 111,11% do CDI conforme o prazo (102% do CDI em aplicações de até 89 dias, 106% a partir de 90 dias e até 111,11% do CDI em prazos de 1 ou 2 anos (360 ou 720 dias)), o que eleva o retorno líquido dos mesmos R$ 10.000 para R$ 1.281,14 em 12 meses a 111,11%.

Quais investimentos são atrelados ao CDI

Três produtos de investimento renda fixa usam o CDI como referência: CDB, LCI e LCA.

Todos contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um empréstimo que você faz ao banco. Em troca, recebe juros atrelados ao CDI.

A maioria dos CDBs pós-fixados oferece entre 100% e 113% do CDI, com alguns bancos chegando a 150%. Bancos menores pagam mais para atrair recursos.

O rendimento é tributado pela tabela regressiva do IR: de 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias).

O CDB da InfinitePay rende 102% do CDI (até 89 dias), 106% (a partir de 90 dias) e até 111,11% (1 ou 2 anos / 360–720 dias), com aplicação a partir de R$ 1 e prazo de 31 a 720 dias.

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) funcionam como o CDB, mas financiam os setores imobiliário e do agronegócio.

LCIs e LCAs são isentas de IR para pessoa física. Uma LCI a 92% do CDI equivale a um CDB de aproximadamente 108% do CDI, considerando alíquota de 15%.

O ponto de atenção é a carência: LCIs exigem 12 meses, e LCAs, 9 meses. Se precisa do dinheiro antes, o CDB é mais adequado.

Para escolher, compare o percentual do CDI líquido de IR. Um CDB a 111,11% do CDI acima de 720 dias entrega 94,4% líquido.

Uma LCI a 95% do CDI já supera esse valor, porque não desconta imposto.

Leia mais:

Invista com rendimento atrelado ao CDI

O CDI está em 14,15% ao ano (julho de 2026) e rende R$ 550,60 a mais que a poupança em R$ 10.000 aplicados por 12 meses. A diferença aumenta com percentuais acima de 100%.

O CDB da InfinitePay rende de 102% a 111,11% do CDI conforme o prazo (102% do CDI em aplicações de até 89 dias, 106% a partir de 90 dias e até 111,11% do CDI em prazos de 1 ou 2 anos (360 ou 720 dias)), com aplicação a partir de R$ 1 e proteção do FGC até R$ 250 mil. Você simula o rendimento antes de investir.

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Seu negócio

No Brasil, existem diversos tipos de empresas que podem ser criados, cada uma com suas características e especificidades. Entre as mais conhecidas e comuns, temos o MEI (Microempreendedor Individual), Ltda. (Sociedade Limitada), S/A (Sociedade Anônima), ME (Microempresa), Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) e as empresas de capital aberto, cada uma com suas particularidades (que iremos abordar neste artigo). Compreender as diferenças entre essas siglas e o que elas representam é fundamental para quem está pensando em abrir um negócio. Vamos explorar o significado de Ltda, seus benefícios, limitações e como ela se compara com outros tipos de empresas no Brasil.

Confira qual o melhor tipo de empresa para o seu negócio.

Qual é o significado de Ltda.?

A sigla "Ltda." significa "Limitada" e se refere a um tipo de estrutura empresarial chamada Sociedade Limitada, ou de natureza jurídica Sociedade Empresária Limitada. Este modelo é amplamente utilizado no Brasil e é conhecido por limitar a responsabilidade dos sócios ao valor das suas quotas no capital social da empresa. 

Em outras palavras, os bens pessoais dos sócios não são utilizados para cobrir as dívidas da empresa, o que oferece uma camada adicional de proteção patrimonial. Isso significa que, em caso de falência ou fechamento da empresa, os sócios não respondem com seus bens pessoais pelas dívidas da empresa.

Sociedades Limitadas são regidas pelo Código Civil Brasileiro, que estabelece normas específicas para sua constituição, funcionamento e dissolução. Este tipo de empresa é escolhido por muitos empreendedores devido à sua flexibilidade e segurança jurídica aos sócios.

O que é uma empresa Ltda.?

Uma empresa Ltda. é constituída por um ou mais sócios, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas. Cada sócio contribui com uma parte do capital social, representada por quotas, que determinam a sua participação nos lucros e nas decisões da empresa. 

As principais características de uma empresa Ltda. incluem:

Responsabilidade Limitada 

Como mencionado anteriormente, a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor das suas quotas.

Capital Social 

É dividido em quotas, que são distribuídas entre os sócios conforme suas contribuições.

Administração 

Pode ser realizada por um ou mais sócios, ou por administradores não sócios, conforme estabelecido no contrato social.

Contrato Social

Documento que rege o funcionamento da empresa, estipulando direitos e deveres dos sócios, capital social, atividades da empresa, entre outros aspectos.

A empresa Ltda. oferece um equilíbrio entre simplicidade operacional e proteção legal, o que a torna uma escolha popular para pequenas e médias empresas.

O que pode e o que não pode em uma empresa Ltda.?

Em uma empresa Ltda., existem várias atividades e operações que são permitidas e outras que são restritas. Vamos detalhar algumas dessas abaixo.

O que pode em uma empresa Ltda.

  • Realizar atividades comerciais, industriais e de prestação de serviços
    Desde que estejam previstas no contrato social.
  • Dividir lucros
    De acordo com a proporção das quotas de cada sócio.
  • Contratar empregados
    E cumprir com todas as obrigações trabalhistas e previdenciárias.
  • Participar de licitações públicas
    Observando os requisitos específicos de cada edital.

O que não pode em uma empresa Ltda.

  • Emitir ações
    Diferente de uma S/A, a Ltda. não pode emitir ações negociáveis no mercado.
  • Desconsiderar o contrato social
    As atividades devem ser compatíveis com as descritas no contrato social.
  • Transferir quotas livremente
    A transferência de quotas requer aprovação dos demais sócios, conforme estipulado no contrato social.

Qual é a grafia correta: LTDA. ou Ltda.?

A grafia correta é "Ltda." com a letra inicial maiúscula e ponto final. Esta forma é padronizada pela legislação brasileira e deve ser utilizada em documentos oficiais e registros empresariais. A utilização correta da sigla garante a conformidade legal e a clareza na comunicação empresarial.

Como funciona uma empresa Ltda.?

Uma empresa Ltda. funciona da seguinte forma:

  • Os sócios contribuem com capital para a formação do capital social da empresa. O capital social é o valor mínimo que a empresa deve ter para ser constituída.
  • A responsabilidade dos sócios é limitada ao valor de suas quotas no capital social da empresa. Isso significa que, em caso de falência ou fechamento da empresa, os sócios só responderão pelas dívidas da empresa com o valor que investiram no capital social.
  • A administração da empresa é feita pelos sócios, de acordo com o que está definido no contrato social. O contrato social é o documento que define as regras da sociedade, como o capital social, a participação de cada sócio, a administração da empresa e a divisão dos lucros.

Leia também: 5 vantagens de receber pagamentos online – e como começar ainda hoje

Quem pode abrir uma Ltda.?

Para abrir uma Ltda., é preciso ter pelo menos dois sócios, que podem ser pessoas físicas ou jurídicas. No entanto, é importante ressaltar que, desde 2019, também é possível abrir uma Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), que é uma espécie de Ltda. com apenas um sócio.

Como abrir uma Ltda.?

Para abrir uma Ltda., é necessário seguir os seguintes passos:

  1. Elaborar o contrato social.
  2. Registrar o contrato social na junta comercial do estado onde a empresa será localizada.
  3. Inscrever a empresa na Receita Federal, na Secretaria da Fazenda do estado e na prefeitura da cidade onde a empresa será localizada.

Vantagens da Ltda.

Além da limitação da responsabilidade dos sócios, as Ltdas também oferecem outras vantagens, como:

  • Possibilidade de captar recursos de terceiros, por meio de empréstimos ou financiamentos.
  • Maior facilidade para realizar negócios com outras empresas.
  • Maior credibilidade perante os clientes e fornecedores.

Desvantagens da Ltda.

As principais desvantagens das Ltdas são:

  • Maior burocracia para abertura e registro da empresa.
  • Maiores custos de manutenção da empresa.
  • Maior complexidade na administração da empresa.

Qual a diferença entre MEI e Ltda.?

A principal diferença entre MEI e Ltda. é que o MEI é um tipo de empresa individual, enquanto a Ltda. é um tipo de sociedade empresária.

Leia mais: MEI: vantagens, limitações e obrigações

Outros tipos de empresa

Existem várias outras formas de estrutura empresarial no Brasil. Vamos detalhar cada uma e suas principais diferenças em relação à Ltda.

MEI (Microempreendedor Individual)

  • Faturamento: Ideal para pequenos empreendedores que faturam até R$81.000,00 por ano.
  • Responsabilidade: Responsabilidade ilimitada, ou seja, o empreendedor responde com seus bens pessoais pelas dívidas do negócio.
  • Formalização: Simplificação na formalização e menor carga tributária, com pagamento de uma taxa fixa mensal que engloba tributos federais, estaduais e municipais.
  • Benefícios: Acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade, salário-maternidade, auxílio-doença, entre outros.

S/A (Sociedade Anônima)

  • Faturamento: Pode ser de capital aberto ou fechado.
  • Responsabilidade: Responsabilidade limitada ao preço de emissão das ações, ou seja, os acionistas não respondem com seus bens pessoais pelas dívidas da empresa.
  • Gestão: Maior complexidade na gestão e regulamentação, com a necessidade de um conselho de administração e auditorias frequentes.
  • Capital: Dividido em ações que podem ser negociadas no mercado de capitais (para S/As de capital aberto), permitindo a captação de recursos de um grande número de investidores.

ME (Microempresa)

  • Faturamento: Empresas com faturamento anual de até R$360.000,00.
  • Estrutura: Pode ser uma Ltda. ou outro tipo de sociedade, beneficiando-se de regimes tributários simplificados como o Simples Nacional.
  • Responsabilidade: Pode ter responsabilidade limitada ou ilimitada, dependendo do tipo de sociedade escolhida.
  • Vantagens: Simplificação na apuração e pagamento de tributos, além de menores obrigações acessórias.

Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada)

  • Faturamento: Não há limite específico de faturamento.
  • Responsabilidade: Constituída por um único sócio, com responsabilidade limitada ao capital social.
  • Capital Social: Exige um capital social mínimo de 100 vezes o salário mínimo vigente.
  • Simplicidade: Combina a simplicidade de uma empresa individual com a proteção do patrimônio pessoal do empresário, sem a necessidade de sócios

Empresas de Capital Aberto

  • Faturamento: Empresas que negociam suas ações na bolsa de valores.
  • Responsabilidade: Os acionistas têm responsabilidade limitada ao preço de emissão das ações.
  • Transparência: Obrigadas a divulgar informações financeiras ao público regularmente, garantindo transparência e confiança dos investidores.
  • Regulamentação: Sujeitas a maior regulamentação e supervisão por órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Saiba a diferença entre MEI, ME e outros tipos de empresa

Melhor conta empresarial para uma empresa sociedade limitada

Para empresas do tipo Ltda., uma das melhores opções de conta empresarial é a conta PJ da InfinitePay. Isso porque, diferente de contas de Pessoa Física (veja a diferença entre conta corrente ou poupança), esta conta oferece diversos benefícios personalizados para empreendedores, que facilitam a gestão financeira do seu negócio, tais como:

  • Gestão simplificada
    Ferramentas integradas para controle financeiro.
  • Cartão empresarial
    Para facilitar pagamentos e despesas do dia a dia.
  • Atendimento especializado
    Suporte dedicado com selo RA1000, reconhecido pelo Reclame Aqui.
  • Todas as formas de pagamento
    Venda por maquininha, Tap, Link de pagamento ou Pix.
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Empreender

Se você é um vendedor autônomo ou está pensando em iniciar sua jornada como vendedor por conta própria, já deve ter se perguntado se é possível se tornar um Microempreendedor Individual (MEI). O MEI é um regime tributário simplificado que permite a formalização de profissionais autônomos e microempresas. 

Quem pode ser MEI?

Nem todas as atividades econômicas podem ser registradas como MEI. No entanto, muitos tipos de vendas autônomas se enquadram nessa categoria. Para ser um MEI, é necessário:

  • Faturar até R$ 81.000,00 por ano (ou proporcional, caso você esteja abrindo o MEI no meio do ano);
  • Não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa;
  • Ter no máximo um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria;
  • Exercer uma atividade permitida no rol de ocupações do MEI.

Atividades de venda que podem ser MEI

Os vendedores autônomos podem se enquadrar como MEI, se exercerem atividades econômicas listadas no Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018. Algumas das atividades de vendedor autônomo que podem ser enquadradas como MEI são:

  • Vendedor porta a porta
  • Vendedor de catálogo
  • Vendedor ambulante
  • Vendedor de máquinas e equipamentos
  • Vendedor de veículos
  • Vendedor de produtos alimentícios
  • Vendedor de produtos de limpeza
  • Vendedor de produtos de higiene pessoal

Leia mais: Tudo o que você precisa saber sobre o MEI

Vantagens de ser MEI como vendedor autônomo

Para se formalizar como MEI, o vendedor autônomo deve acessar o site do Portal do Empreendedor e preencher o formulário de inscrição. Após a inscrição, o empreendedor receberá um CNPJ, um certificado de microempreendedor individual e um alvará provisório.

A formalização como MEI oferece diversos benefícios aos vendedores autônomos, como:

  • Acesso a direitos trabalhistas, como aposentadoria, salário-maternidade e auxílio-doença;
  • Isenção de impostos federais, como Imposto de Renda, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
  • Facilidades para acesso a crédito;
  • Maior credibilidade no mercado;
  • Possibilidade de participação em licitações públicas.

Se você é vendedor autônomo e deseja se formalizar, o MEI é uma ótima opção. A formalização oferece diversos benefícios que podem contribuir para o seu sucesso profissional.

Leia mais: MEI: vantagens, limitações e obrigações

Obrigações do MEI como vendedor autônomo

Além das vantagens, você também terá algumas obrigações como MEI:

  • Pagar o DAS: O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) deve ser pago mensalmente, e o valor depende da atividade exercida.
  • Enviar a declaração anual: Anualmente, você deve fazer a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI), informando o faturamento do ano anterior.
  • Manter as notas fiscais: É importante guardar as notas fiscais das compras e vendas realizadas.

Você também pode se interessar por: Modelo de recibo: tudo o que você precisa saber

Vantagens de se formalizar como MEI

Além dos benefícios citados anteriormente, a formalização como MEI também oferece outras vantagens aos vendedores autônomos, como:

Possibilidade de emitir nota fiscal

A emissão de nota fiscal é obrigatória para o MEI que vende produtos ou serviços para outras empresas. Isso aumenta a credibilidade do vendedor autônomo no mercado e pode gerar novas oportunidades de negócio.

Acesso a linhas de crédito

Os bancos e outras instituições financeiras oferecem linhas de crédito específicas para MEIs. Isso facilita o acesso ao capital de giro para os empreendedores que desejam investir no seu negócio.

Redução de custos

A formalização como MEI pode reduzir os custos do vendedor autônomo. Isso ocorre porque o MEI está isento de alguns impostos federais, como Imposto de Renda, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Maior segurança jurídica

A formalização como MEI oferece maior segurança jurídica ao vendedor autônomo. Isso ocorre porque o empreendedor passa a ter um CNPJ e um certificado de microempreendedor individual, que são documentos que comprovam a sua atividade profissional.

Como se formalizar como MEI

O processo de formalização como MEI é simples e rápido. Para se inscrever, o vendedor autônomo deve acessar o site do Portal do Empreendedor e preencher o formulário de inscrição. Após a inscrição, o empreendedor receberá um CNPJ, um certificado de microempreendedor individual e um alvará provisório.

O formulário de inscrição do MEI pode ser preenchido online ou presencialmente em uma unidade da Receita Federal. Para preencher o formulário online, o vendedor autônomo deve ter um computador com acesso à internet e um certificado digital ou um código de acesso.

Após o preenchimento do formulário, o vendedor autônomo deve pagar uma taxa de inscrição de R$ 60,00. O pagamento pode ser feito por meio de boleto bancário ou cartão de crédito.

Após o pagamento da taxa de inscrição, o empreendedor receberá o CNPJ, o certificado de microempreendedor individual e o alvará provisório. O alvará definitivo será emitido em até 30 dias após a inscrição.

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A formalização como MEI é uma ótima opção para vendedores autônomos que desejam ter mais direitos trabalhistas, reduzir custos e aumentar a credibilidade no mercado. O processo de formalização é simples e rápido, e oferece diversos benefícios aos empreendedores.

Leia mais: Melhor maquininha de cartão para MEI

Conta PJ gratuita para MEI

Você conhece a conta PJ da InfinitePay? Crie a sua conta PJ grátis. Com ela, você pode vender pelo InfiniteTao, que transforma seu celular em maquininha. E o dinheiro deixado na conta rende sozinho, sem você fazer nada. 

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