dicas

Descubra nossas melhores dicas e conselhos. Aprenda truques úteis para melhorar sua vida profissional e pessoal.

Finanças

Nenhum negócio sobrevive ao competitivo mercado empresarial brasileiro por muito tempo sem uma boa gestão. Fazer a conciliação bancária e ter todos os números da sua empresa na ponta do lápis é essencial para sobreviver no Brasil.

Segundo especialistas, inclusive, a falta de gestão profissional é uma das principais ameaças para as PMEs.

Dentre os principais pontos a serem considerados no gerenciamento de uma companhia, é preciso levar em conta todas as questões financeiras e de controle interno que permitem a uma organização atingir o tão desejado equilíbrio orçamentário.

Agora, visando oferecer outro conteúdo relevante para você e seu negócio, lhe forneceremos um passo a passo sobre como fazer conciliações bancárias. Vamos lá?

O que é conciliação bancária

Antes de começarmos, é importante definir do que se trata a conciliação bancária. Ela é uma ferramenta de extrema importância para a gestão financeira de uma empresa, independentemente de seu tamanho.

Em linhas gerais, a conciliação bancária nada mais é do que a relação entre os controles financeiros internos de um negócio e as movimentações da conta ou das contas de uma empresa. Na prática, nada mais é do que você comparar o seu sistema de gestão, a sua planilha ou o seu caderno com o extrato do seu banco em um determinado período!

Ou seja, é neste momento que o empreendedor compara, de lado a lado, todas as despesas, recebimentos e o saldo disponível da empresa. Assim, é possível conferir se as movimentações realizadas foram de fato efetivadas, e se existem divergências nos resultados apresentados.

Entradas e saídas <> extrato bancário

Suponha, por exemplo, que você deseja avaliar se as entradas e saídas do negócio estão de acordo com o saldo de seu banco. É através do processo de conciliação bancária que você consegue traçar comparativos entre esses dados e mensurar se está tudo dentro dos conformes na gestão financeira da empresa.

Dessa forma, você garante que o controle da sua empresa está correto e não cai na armadilha de achar que tem uma quantia de dinheiro disponível e quando vai ver no banco... Cadê?

Diversos empreendedores dependem dessa tarefa para evitarem prejuízo, principalmente se recebem por cartões de crédito ou débito e boletos. Nestes casos, os valores arrecadados das vendas ou das prestações de serviço caem na conta bancária da pessoa jurídica. Através da conciliação é possível, então, conferir se o crédito esperado de fato caiu em sua conta, e entender seu capital de giro.

Levando este benefício em consideração, já fica mais do que clara a importância de realizar conciliação bancária dentro de qualquer empresa. Afinal, ter conhecimento do que de fato entrou em sua conta bancária e se você realmente recebeu por suas vendas, é essencial para o desenvolvimento de qualquer empreendimento.

Leia mais: O que é capital de giro

A importância do processo de conciliação bancária

A conciliação bancária é uma ação crucial e corriqueira dentro do dia a dia de qualquer departamento financeiro. Como dissemos, seu principal intuito é o de analisar se há inconsistências ou se todos os dados do controle interno (entradas e saídas de capital) estão batendo.

Especialmente quando tratamos de estabelecimentos que lidam com muitas vendas diárias provenientes de diferentes fontes (cartões de crédito, débito, pagamento a vista, boleto bancário), a conciliação bancária é uma ferramenta indispensável e capaz de prover cenários financeiros diários, semanais, mensais, anuais ou mesmo de um período específico, e que ajuda a validar seu fluxo de caixa.

Dessa forma, você garante que sempre terá capital disponível para realizar as suas operações cotidianas, ou para o cumprimento de obrigações, como faturas de fornecedores, empréstimos, financiamentos bancários etc.

Pensando no curto prazo, a conciliação bancária pode parecer um esforço extra que, para quem não tem tanto tempo disponível, pode ser irrelevante. Porém, realizando este controle durante longos períodos (meses, anos) vai ficar perceptível a quantidade de perdas que podem ser evitadas com esta prática.

Baixe agora nossa planilha de fluxo de caixa. É grátis!

A conciliação bancária evita prejuízos

É importante salientar, também, que se o acompanhamento das entradas e saídas possuem valores errados, consequentemente o gestor financeiro vai basear-se em cálculos errados, resultando em estratégias que podem gerar prejuízos futuros para a empresa.

Valores que não condizem com a realidade resultam em falhas no acompanhamento do fluxo de caixa da empresa, e isto pode se tornar um problema grave a médio ou longo prazo, colocando em risco o futuro do empreendimento. Já pensou se chega no dia de um pagamento e não tem dinheiro no banco?

Outra questão a ser pontuada são os prejuízos recorrentes que podem acontecer quando não se acompanha o extrato bancário com frequência. Isso costuma acontecer quando existem taxas cobradas em cima de serviços prestados por bancos e operadoras.

Taxas de maquininhas

Por exemplo, quando se contrata o serviço de uma adquirente (aquela que provê a maquininha, que possibilita, para o varejista, aceitar cartão em seu estabelecimento), taxas diversas são cobradas para diferentes tipos de transação. Muitas empresas altera essas taxas sem aviso prévio, resultando em um gasto extra para o empreendedor, que muitas vezes não tem conhecimento da cobrança indevida. A conciliação bancária permite um acompanhamento mais efetivo em relação a estes valores que, muitas vezes, são cobrados sem que o empreendedor perceba.

Na InfinitePay, que oferece meios de pagamento para o empreendedor, as taxas são transparentes e sem pegadinhas, justamente para facilitar a vida dos empreendedores. Oferecemos uma calculadora de taxas para nossos clientes saberem quanto vão receber em cada venda.

A conciliação bancária pode ser uma ferramenta atrelada diretamente ao planejamento estratégico da empresa, permitindo uma visão mais detalhada de todas as despesas e lucros do estabelecimento.

O resultado? Uma ferramenta indispensável de controle, capaz de te guiar para planejar e construir o seu negócio de acordo com os objetivos traçados para ele!

Como fazer a conciliação bancária

Agora que já entendemos a importância e a definição de conciliação bancária, vamos verificar como fazer a conciliação bancária e de que modo ela deve ser implementada na cultura de uma empresa.

Confira o passo a passo:

Registro diário das movimentações

O primeiro passo para uma conciliação bancária completa e eficaz consiste em registrar, todos os dias, quais foram as movimentações de entrada e saída de suas contas. Neste processo, leve em conta tudo: desde pequenas taxas cobradas pelos bancos, até a entrada de volumes mais substanciais, como aquelas vindas de maquininhas, vendas por celular, Pix, link de pagamento. Exemplos de saídas: pagamentos de fornecedores, contas fixas, recebimentos de clientes, pagamentos de salários, impostos, tarifas bancárias etc.

Você deve guardar notas fiscais, recibos, extratos, comprovantes de depósitos, pagamentos e transferências bancárias. Isso servirá como prova para os casos de identificação de valores que não caíram em sua conta. Dessa forma, você estará fazendo o controle interno do caixa da sua empresa, registrando diariamente as entradas e saídas de dinheiro, além do seu saldo bancário.

Uma dica: É muito importante que você registre os lançamentos de acordo com a data de movimentação de caixa deles. Por exemplo:

  • Se você fez uma venda hoje no crédito, você registrará a entrada desse capital no dia que cair na sua conta. Se você for cliente da InfinitePay, pode escolher cair na hora ou em 1 dia útil.
  • Se você assinou um plano de Internet para a sua empresa, você já deve fazer a previsão desse débito todo dia 10.

Esse controle garante que você respeite os prazos de pagamento e evite pagar multas por atraso. Além disso, o acompanhamento detalhado de todas as movimentações de entrada e saída junto ao seu extrato bancário vai permitir que você identifique dados divergentes, na hora da conferência entre os números e as datas.

Conferência de saldos

Em seguida, é preciso validar se os saldos do controle interno (tanto o inicial, quanto o final) conferem com as informações do extrato bancário.A forma mais comum é através da comparação do arquivo do banco, geralmente no formato OFX ou PDF, com o seu sistema interno.  

Verificação de Detalhes

Extrato na mão, controle interno na outra... Ao que devemos ficar atentos para fazer uma boa conciliação bancária?

  • Qual é o saldo inicial e saldo final previsto? Bate com o realizado?
  • As datas estão conferindo? Tudo o que estava previsto para entrar e para sair na conta, efetivamente entrou?
  • Os valores foram todos lançados de modo correto no controle financeiro da empresa?
  • Existe algum lançamento que não estava identificado, seja do seu controle interno ou do extrato bancário?

Com esse checklist você conseguirá fazer uma conciliação bancária eficiente!

Bônus: Se você conseguir agrupar os lançamentos por categorias, você terá uma visão ainda melhor sobre sua empresa.

Dessa forma você conseguirá saber por exemplo, onde está o seu maior custo (É no custo das mercadorias? Nas despesas fixas? Nas despesas com funcionários? Impostos?)

Realizando eventuais correções

Finalmente, caso tenha sido localizada alguma inconsistência na etapa anterior, é hora de aplicar a devida correção nos dados de modo que todos os lançamentos do controle interno reflitam a realidade das finanças do negócio.

Lembrando que notas fiscais, boletos, extratos e comprovantes devem ser guardados para futuro lançamento contábil.

  • DIFERENÇAS ENTRE BANCO X CONTROLE INTERNO

Caso tenha alguma divergência entre os registros do seu controle interno e banco, procure olhar os documentos originais de cada lançamento. Erros comuns que podem acontecer são erros de digitação na hora da inclusão do dado, duplicidade de venda, multa/desconto por atraso não previsto, entre outros.

  • TRANSAÇÕES NÃO PROCESSADAS OU NÃO COMPENSADAS

Caso você faça vendas por cartão, atente-se ao fato de que podem haver transações que não foram processadas totalmente (mesmo com o comprovante sendo impresso na máquina). Para isso, é importante que você faça a conciliação entre o seu sistema de vendas e o extrato das operadoras.

Além disso, pode haver também atraso no pagamento das suas vendas por parte das operadoras de cartão de crédito. Verifique se isso acontece e entre em contato com a sua operadora para corrigir as pendências.

  • TAXAS E DÉBITOS IMPREVISTOS

Caso você faça vendas por cartão, também é necessário realizar o controle das taxas cobradas pelas operadoras. Todas as taxas foram cobradas corretamente Além disso, confira se todas as tarifas bancárias (como TED ou DOC) estão previstas no seu controle interno.

Alguns impostos sob operações, como IOF (Caso você tenha feito alguma operação internacional ou alguma aplicação financeira) também pode gerar diferenças na hora de conferência do saldo.

Leia mais: IOF: O que é e como funciona

Se você precisa de dinheiro rápido e com taxas transparentes, conheça a maquininha de cartão da InfinitePay. Taxas sem surpresas, a partir de 1,38% no débito. E você ainda escolhe se quer receber na hora ou em 1 dia útil.

Finanças

Entender o que é a DIRF deixou de ser sobre como preencher a declaração. Desde janeiro de 2025, ela não existe mais para novos fatos geradores.

Quem pesquisava sobre a DIRF em 2024 ainda precisava entregá-la. Em 2025, a última foi enviada. Agora, em 2026, as retenções seguem exclusivamente pelo eSocial e pela EFD-Reinf.

O que é DIRF e para que serve?

DIRF é a sigla para Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte. A Receita Federal exigia essa declaração das fontes pagadoras para fiscalizar a arrecadação de tributos.

Fonte pagadora é quem efetua o pagamento e retém o imposto. Pode ser uma empresa que paga salários ou um prestador que contrata outro profissional.

A finalidade da DIRF era cruzar informações entre quem pagou e quem recebeu. Com esse cruzamento, a Receita Federal identificava divergências entre os valores declarados por cada parte.

O envio acontecia uma vez por ano, até o último dia útil de fevereiro. A transmissão era feita pelo programa PGD DIRF, com envio via sistema ReceitaNet da Receita Federal.

O que a DIRF informava

A declaração reunia dados financeiros sobre pagamentos e retenções realizados ao longo do ano-calendário. Veja os principais itens que a DIRF comunicava à Receita Federal:

  • Rendimentos tributáveis pagos a pessoas físicas domiciliadas no Brasil, como salários, aluguéis e honorários
  • Valores de Imposto de Renda retido na fonte sobre esses pagamentos
  • Contribuições sociais retidas, como CSLL, PIS e COFINS, conforme detalhado pela Contabilizei em seu guia sobre a DIRF
  • Pagamentos e remessas realizados a pessoas físicas ou jurídicas residentes no exterior

Cada um desses itens permitia à Receita Federal verificar se os contribuintes declararam corretamente seus rendimentos na declaração de pessoa física.

Quem emitia a DIRF

A responsabilidade era sempre da fonte pagadora. Ou seja, a pessoa física ou jurídica que efetuou pagamentos sujeitos à retenção de imposto na fonte.

Isso inclui empresas com funcionários registrados, órgãos públicos e qualquer pessoa jurídica que tenha retido IR, CSLL, PIS ou COFINS sobre pagamentos a terceiros.

Para empreendedores, entender o que significa DIRF na contabilidade é fundamental. Essa declaração impactava diretamente a rotina fiscal de quem realizava pagamentos com retenção, independentemente do porte do negócio.

O fim da DIRF: o que mudou com a extinção

A DIRF deixou de existir para fatos geradores a partir de janeiro de 2025. A Receita Federal oficializou a extinção da declaração em comunicado de julho de 2025.

A IN RFB nº 2.181/2024 formalizou a substituição. Agora, as informações sobre retenções de IR e contribuições seguem via eSocial e EFD-Reinf, de forma mensal.

Para quem quer entender o que muda em 2026: a resposta curta é que não existe mais DIRF a entregar. O envio agora acontece mês a mês, dentro dos sistemas do SPED.

eSocial e EFD-Reinf: os substitutos da DIRF

Cada sistema absorveu uma parte das obrigações que a DIRF concentrava em uma única declaração anual.

O eSocial cobre os dados trabalhistas: pagamentos de rendimentos do trabalho (evento S-1210) e tributos de processos trabalhistas (evento S-2501).

Já a EFD-Reinf cobre pagamentos a terceiros pela série de eventos R-4000: pagamentos a pessoa física (R-4010), a pessoa jurídica (R-4020) e autorretenções (R-4080).

AspectoDIRF (antes)eSocial + EFD-Reinf (agora)
Frequência de envioAnual (até fevereiro)Mensal
Sistema utilizadoPGD DIRF + ReceitaNeteSocial e EFD-Reinf (SPED)
Tipo de dadosTodos os rendimentos e retenções em um único arquivoTrabalhistas no eSocial, pagamentos a terceiros na EFD-Reinf
Correção de errosRetificação anualPainel de críticas mensal no Demonstrativo Consolidado do IRRF

O modelo mensal elimina a duplicidade de informações e distribui o trabalho de compliance ao longo do ano.

Timeline da transição: de 2024 a 2026

A mudança não aconteceu de uma vez. A Receita Federal prorrogou o prazo original após entidades relatarem dificuldades técnicas de adaptação.

Veja os marcos principais:

  1. Em março de 2024, a IN RFB nº 2.181 prorrogou a extinção da DIRF para fatos geradores a partir de janeiro/2025
  2. Em fevereiro de 2025, as empresas entregaram a última DIRF (ano-calendário 2024), com prazo final no dia 28
  3. A partir de 2026, a DIRF deixa de existir. As empresas transmitem os dados de retenções exclusivamente via eSocial e EFD-Reinf, mês a mês

Se sua empresa já envia eSocial e EFD-Reinf mensalmente, a transição não exige nenhuma ação adicional. O fluxo atual já substitui a antiga declaração anual.

Quem era obrigado a entregar a DIRF?

Toda pessoa física ou jurídica que pagou rendimentos com retenção de IR, PIS, COFINS ou CSLL precisava entregar a DIRF à Receita Federal, mesmo que a retenção tenha ocorrido em apenas um mês.

A obrigatoriedade abrangia diferentes perfis de contribuinte:

  • Empresas do Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real que retiveram impostos sobre pagamentos a funcionários ou prestadores de serviço
  • MEI que pagou salários a empregados com retenção de IR na fonte (MEI que reteve apenas via administradoras de cartão ficava dispensado, segundo a LegisWeb)
  • Pessoas físicas que efetuaram pagamentos com retenção de imposto de renda
  • Órgãos da administração pública federal, autarquias e empresas públicas
  • Empresas e pessoas físicas que realizaram remessas de valores ao exterior, mesmo sem retenção

Quem não efetuou nenhum pagamento sujeito à retenção na fonte estava dispensado.

Com a extinção da DIRF em 2025, a obrigação não desapareceu. As mesmas empresas agora informam retenções mensalmente via eSocial e EFD-Reinf.

Como declarar as informações da DIRF hoje

Com o fim da DIRF, o envio de retenções passou a ser mensal. Veja o que fazer na prática:

  1. Envie os dados trabalhistas (salários, FGTS, INSS) pelo eSocial todo mês
  2. Informe pagamentos a outras empresas e retenções de tributos pela EFD-Reinf, também mensalmente
  3. Confira se os eventos de retenção estão corretos antes do fechamento de cada competência
  4. Regularize DIRFs de anos anteriores pendentes pelo portal e-CAC da Receita Federal, se necessário

O preenchimento correto do eSocial e da EFD-Reinf garante que seus colaboradores recebam a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, segundo a Receita Federal.

Para manter o controle das obrigações fiscais do seu negócio, uma planilha de fluxo de caixa ajuda a organizar entradas e saídas com clareza.

Prazo de envio do Informe de Rendimentos

O Informe de Rendimentos continua obrigatório mesmo sem a DIRF. Toda fonte pagadora precisa disponibilizá-lo até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte, conforme orienta o Tax Group.

Em 2026, o prazo foi 27 de fevereiro.

O que acontece se não enviar corretamente

Quem ainda possui DIRFs anteriores pendentes está sujeito a multa de 2% ao mês sobre o valor do imposto de renda informado, limitada a 20% do total, de acordo com a Qive.

Valores mínimos da multa: - R$ 200,00 para pessoa física, empresa inativa ou optante do Simples Nacional - R$ 500,00 para as demais pessoas jurídicas

A multa pode ser reduzida em 50% se você enviar a declaração antes de qualquer auditoria da Receita, ou em 25% se entregar dentro do prazo fixado em intimação.

Já o Informe de Rendimentos entregue com atraso ou dados incorretos gera multa de R$ 41,43 por documento irregular, segundo o Tax Group.

DIRF e DIRPF: qual a diferença?

A DIRF era uma declaração da empresa; a DIRPF é a declaração da pessoa física. Apesar das siglas parecidas, cada uma cumpre um papel distinto no sistema tributário.

A Receita Federal usava os dados da DIRF para cruzar informações com as declarações individuais e identificar inconsistências.

AspectoDIRFDIRPF
SiglaDeclaração do Imposto de Renda Retido na FonteDeclaração do Imposto de Renda Pessoa Física
Quem declaraFonte pagadora (empresa ou PJ)Contribuinte pessoa física
FinalidadeInformar retenções de IR e contribuições sobre pagamentosApurar rendimentos, deduções e ajuste anual do IR
FrequênciaAnual (entrega em fevereiro)Anual (entrega entre março e maio)
Situação em 2026Extinta desde jan/2025, substituída por eSocial e EFD-ReinfVigente e obrigatória

O desconto simplificado na DIRF corresponde a R$ 528,00 mensais, equivalente a 25% do limite de isenção. Ele substitui as deduções legais quando mais vantajoso para o contribuinte.

Já o MDR (Merchant Discount Rate) aparecia na DIRF porque o IRRF incidia sobre a receita líquida da processadora de cartões, correspondendo a 1,5% desse valor.

A DIRF acabou, mas o IR da sua PJ não

As retenções migraram pro eSocial e EFD-Reinf. A declaração de imposto de renda da pessoa física que tem empresa continua com regras próprias.

Na masterclass gratuita do Infinite Academy, a contadora Laís Narciso preenche a declaração de quem é PJ do zero, incluindo pró-labore e distribuição de lucros. Assista agora.

Pagamentos

O avanço tecnológico e a demanda por soluções práticas e seguras deram origem a uma revolução no mundo dos pagamentos: as carteiras digitais. Também conhecidas como e-wallets, as carteiras digitais surgiram como uma solução moderna para facilitar pagamentos, conveniência e segurança ao consumidor.

Dentre as várias opções disponíveis no mercado, o Apple Pay, a carteira digital da Apple, se destaca como uma das mais populares e confiáveis. Se você já se perguntou “como usar Apple Pay?”, chegou ao lugar certo. Prepare-se para mergulhar no universo das carteiras digitais e descobrir como o Apple Pay pode transformar sua experiência de compra.

O que é Apple Pay?

Apple Pay é um serviço de pagamento móvel e carteira digital oferecido pela Apple. Ele permite que os usuários façam pagamentos usando dispositivos Apple de forma fácil e segura, tanto em lojas físicas quanto online.

Ao invés de usar cartões de crédito físicos ou dinheiro, o Apple Pay transforma o processo de pagamento em uma experiência mais moderna e conveniente. Todas as informações de pagamento são armazenadas de forma segura no dispositivo e podem ser acessadas rapidamente sempre que você precisar realizar uma compra.

Como o Apple Pay funciona em dispositivos Apple:

  • iPhone: No iPhone, o Apple Pay funciona através da integração com o aplicativo Carteira. Ao aproximar o celular de um terminal de pagamento que tenha NFC (Comunicação por Campo Próximo), a transação é iniciada. A venda só é realizada com Face ID, Touch ID ou, em celulares mais antigos, um código de acesso.
  • iPad: Para os iPads que possuem Touch ID ou Face ID, o Apple Pay pode ser usado para compras em aplicativos ou em sites quando navegados pelo Safari.
  • Apple Watch: Para usar o Apple Pay no Apple Watch, basta pressionar duas vezes o botão lateral e aproximar o relógio do terminal de pagamento. A autenticação é feita antecipadamente quando o relógio é colocado no pulso e permanece válido até ser removido.

Como configurar o Apple Pay?

Configurar o Apple Pay é um processo simples e intuitivo. Acompanhe os passos a seguir para começar a aproveitar os benefícios deste serviço:

  • Abra o aplicativo Wallet: No seu iPhone, localize e abra o aplicativo Wallet, representado por um ícone de carteira.
  • Toque no símbolo “+”: Você encontrará este símbolo no canto superior direito do aplicativo, indicando a opção para adicionar um novo cartão.
  • Siga as instruções na tela: O aplicativo irá guiá-lo através do processo de adição de um cartão. Isso geralmente envolve escanear o cartão com a câmera do dispositivo ou inserir manualmente os detalhes do cartão.
  • Verificação do cartão: Dependendo do banco ou instituição financeira, pode ser necessário verificar sua identidade ou confirmar a adição do cartão. Isso pode ser feito através de um código enviado por SMS, e-mail ou através de um aplicativo bancário.
  • Confirmação: Uma vez que o cartão tenha sido verificado e adicionado, ele estará pronto para ser usado com o Apple Pay. Você verá o cartão listado no aplicativo Wallet.

Como usar o Apple Pay em lojas físicas?

O Apple Pay utiliza a tecnologia NFC (Comunicação por Campo de Proximidade) para realizar transações em terminais de pagamento compatíveis. A seguir, mostramos como usar essa funcionalidade:

1. Localize o símbolo do Apple Pay ou NFC

Ao se preparar para pagar em uma loja, procure o símbolo do Apple Pay ou o ícone NFC no terminal de pagamento. Isso indica que o estabelecimento aceita pagamentos via Apple Pay.

2. Desbloqueie seu dispositivo

No iPhone, autentique-se utilizando o Face ID, Touch ID ou o código de acesso. No Apple Watch, pressione duas vezes o botão lateral.

3. Aproxime o dispositivo do leitor

Mantenha a parte superior do iPhone ou a tela do Apple Watch próximo ao leitor de pagamento até que você veja "Concluído" e uma marca de verificação na tela.

Detalhes sobre a autenticação biométrica (Face ID ou Touch ID) necessária para completar as transações:

A Apple dá grande ênfase à segurança do usuário. Ao usar o Apple Pay, é necessária uma forma de autenticação para garantir que a pessoa que está realizando a transação seja realmente o proprietário do dispositivo:

  • Face ID: Se estiver usando um iPhone com Face ID, olhe diretamente para o dispositivo para autenticar. Um pequeno ícone de cadeado se desbloqueará na parte superior da tela, indicando que a autenticação foi bem-sucedida.
  • Touch ID: Para dispositivos com Touch ID, coloque o dedo no sensor de impressão digital até que a transação seja autenticada.
  • Código de acesso: Em situações em que nem o Face ID nem o Touch ID estão disponíveis ou não funcionam, você pode inserir seu código de acesso para autorizar a transação.

Uso do Apple Pay em compras online

O Apple Pay não se limita apenas a lojas físicas – ele também pode ser usado para realizar pagamentos em aplicativos e em sites compatíveis. Veja como:

  • Ao finalizar a compra, procure o botão do Apple Pay ou a opção de pagamento com Apple Pay. Se você estiver logado na sua conta, sua carteira digital já estará disponível para ser usada.
  • Toque no botão Apple Pay para iniciar o processo de pagamento. Você verá um resumo do seu pedido, bem como os detalhes do cartão que será utilizado.
  • Assim como em lojas físicas, será necessário autenticar a transação usando o Face ID, Touch ID ou seu código de acesso, dependendo do dispositivo que estiver usando.
  • Após a autenticação bem-sucedida, o pagamento será processado. Uma notificação ou uma confirmação visual na tela indicará que o pagamento foi realizado com sucesso.

Vantagens de utilizar essa forma de pagamento em lojas online

Usar o Apple Pay para compras online oferece várias vantagens para os consumidores.

Rapidez

Elimina a necessidade de inserir manualmente detalhes do cartão de crédito ou débito, acelerando o processo de finalização da compra.

Segurança

A Apple utiliza a tecnologia de tokenização para proteger os detalhes do cartão. Isso significa que os detalhes reais do cartão nunca são compartilhados com o vendedor, reduzindo o risco de fraudes.

Conveniência

Com o Apple Pay, não há necessidade de criar contas em diferentes sites ou lembrar de senhas. Isso simplifica a experiência de compra, especialmente para compras rápidas ou impulsivas.

Privacidade

A Apple valoriza a privacidade do usuário. Ao usar o Apple Pay, o vendedor não recebe informações pessoais, como endereço de e-mail ou número de telefone, a menos que você escolha compartilhá-las.

Apple Pay é seguro?

Uma das principais preocupações dos consumidores ao adotar novas tecnologias de pagamento é a segurança. Felizmente, a Apple projetou o Apple Pay com várias camadas de segurança para garantir que as informações dos usuários permaneçam protegidas.

  • Tokenização: Quando você adiciona um cartão ao Apple Pay, um "token" é gerado. Este token é um número exclusivo que é usado em vez dos detalhes reais do seu cartão. Isso significa que os vendedores nunca têm acesso aos detalhes reais do seu cartão, diminuindo o risco de roubo de dados.
  • Autenticação biométrica: Como mencionado anteriormente, para realizar uma transação usando o Apple Pay, é necessário autenticar-se usando o Face ID, Touch ID ou um código de acesso. Isso serve como uma barreira adicional contra transações não autorizadas.
  • Criptografia de ponta a ponta: As informações relacionadas à transação são criptografadas de ponta a ponta, garantindo que elas permaneçam indecifráveis mesmo se interceptadas.

Como a Apple protege as informações financeiras do usuário

A privacidade é um pilar fundamental da filosofia da Apple, e isso se estende ao Apple Pay. A Apple não armazena detalhes sobre o que você comprou, onde comprou ou quanto pagou. Isso significa que suas transações permanecem privadas entre você, o comerciante e o seu banco.

Os detalhes do cartão, representados pelo token, são armazenados de forma segura no "Elemento Seguro" do dispositivo, um chip especializado que mantém as informações protegidas contra acessos não autorizados.

A Apple não vende suas informações para terceiros e não as compartilha com comerciantes, garantindo que sua privacidade seja mantida ao longo de todo o processo.

Cartões compatíveis com Apple Pay no Brasil

Quer saber se o seu cartão de crédito é aceito no Apple Pay? Confira a lista abaixo e veja as instituições disponíveis na carteira digital da Apple.

  • Banco do Brasil
  • Bradesco
  • BTG+
  • Digio
  • InfinitePay
  • Inter
  • Itaú
  • Next
  • Nomad
  • Nubank
  • Original
  • Porto Seguro
  • Unicred
  • Wise
  • Woop Sicred
  • XP

O cartão virtual da InfinitePay, o InfiniteCard, merece posição de destaque. Se você ainda não conhece, ele é o cartão virtual que devolve parte do dinheiro sempre que é usado.

A cada compra, você recebe de volta 1,5% do valor que gastou. E o melhor de tudo: ele não tem anuidade e você não paga nada pra criar o seu. Saiba todas as informações sobre o InfiniteCard.

Além fazer pagamentos, o iPhone também realiza cobranças por aproximação

O Tap to Pay no iPhone é a tecnologia que possibilita receber pagamentos por aproximação de cartões de crédito ou débito, Apple Pay, Apple Watch e smartphones com outras carteiras digitais diretamente no iPhone e sem a necessidade de maquininhas ou equipamentos adicionais.

Para que você consiga usar o Tap to Pay no iPhone, é necessário que você tenha duas coisas:

  • 1. Um iPhone com NFC

NFC, que é a abreviação de Near Field Communication (ou "comunicação a curta distância" em tradução livre), refere-se a uma tecnologia que possibilita a troca de informações entre dispositivos quando estão próximos um do outro. Confira mais sobre o que é NFC neste artigo.

Os modelos de iPhone habilitados para receber pagamentos por aproximação são o iPhone XS e mais novos, rodando a versão mais recente do iOS.

  • 2. O aplicativo da InfinitePay

A InfinitePay foi a primeira empresa brasileira a oferecer a possibilidade de receber pagamentos por aproximação no iPhone no Brasil. Para usá-lo, basta baixar na App Store, fazer o rápido cadastro e em menos de 5 minutos é possível começar a vender com seu iPhone.

O Apple Pay e tecnologias "tap to pay" representam o futuro dos pagamentos digitais. Eles simbolizam a transição de métodos tradicionais para soluções rápidas, seguras e convenientes.

As carteiras digitais, como o Apple Pay, oferecem não só uma experiência de compra mais fluída, mas também um nível superior de segurança através de recursos como tokenização e autenticação biométrica.

À medida que a tecnologia avança, é evidente que estamos nos movendo para uma era onde eficiência e conveniência em transações financeiras são priorizadas. Em resumo, o futuro dos pagamentos chegou – e é digital.

InfinitePay

Os links de pagamento com recebimento na hora são uma excelente opção para quem busca rapidez nas transações, já que, com eles, os vendedores recebem o valor da venda na hora, ajudando a manter o fluxo de caixa saudável.

Criar um link de pagamento com recebimento imediato é geralmente muito simples: basta inserir os dados da venda e gerar um link único para ser enviado ao comprador. 

No entanto, as opções de recebimento e taxas podem variar de uma plataforma para outra.

Por isso, neste artigo, vamos mostrar como gerar um link de pagamento que cai na hora, usando uma plataforma confiável e com um ótimo custo-benefício, facilitando suas vendas online.

Como gerar link de pagamento com recebimento na hora?

Para você que está buscando um link de pagamento que cai na hora em sua conta, a InfinitePay traz a solução perfeita para simplificar suas vendas e gerar mais lucro. 

Só quem usa o link de pagamento da InfinitePay tem:

  • Recebimento imediato: com a opção Nitro, seu dinheiro cai na conta na hora em até 6 segundos
  • Taxas reduzidas: até 17% menores que a concorrência
  • Praticidade: venda sem necessidade de ter um site e parcele em até 12x
  • Acessível: disponível para CNPJ, CPF ou MEI
  • Gestão simplificada: controle suas cobranças e fluxo de caixa no mesmo app.
  • Tecnologia exclusiva (3DS2): aumenta o índice de aprovação de compras em até 4% e oferece maior segurança contra fraudes

Confira abaixo 3 formas de gerar links de pagamento pela InfinitePay e como receber seus valores na hora.

1. Como gerar link de pagamento que cai na hora com a InfinitePay: 

  • Acesse sua conta na InfinitePay.
  • Na tela inicial do app, abaixo do banner, ative a opção “Receba em 6 segs”
  • Vá até a seção “enviar cobrança”
  • Preencha os detalhes da transação: valor, parcelamento.
  • Escolha o método de envio desejado e, depois, é só compartilhar com o cliente por e-mail, WhatsApp ou qualquer outro canal de comunicação.

Tenha a liberdade de vender onde quiser à distância ou pelas redes sociais, aproveitando as menores taxas do Brasil tanto no débito quanto no crédito, à vista ou parcelado. 

Comece a usar o link de pagamento InfinitePay hoje mesmo, gratuitamente e com as melhores condições do mercado.

Receba na hora com o modo Nitro

O modo Nitro é o que permite você receber vendas na hora sem precisar alterar seu plano de recebimentos permanentemente na InfinitePay. 

Ele funciona tanto no link de pagamento quanto em vendas pagas pelo cartão e é particularmente útil em momentos que você não pode esperar o prazo do seu plano. 

Com ele você escolhe quando quer receber suas vendas: na hora, à noite ou no fim de semana. 

É muito fácil aderir: basta abrir o app da InfinitePay e, logo na primeira tela abaixo do banner, ativar a opção “receba em 6 segundos” – você ativa e desativa quando quiser, na hora que desejar. 

Assim como os nossos outros planos, o Nitro também tem taxas baixas para você manter a sua margem de lucro alta:

  • Pix taxa 0%
  • Crédito taxas a partir de 5,99%

Leia mais: 

2. Como gerar link de pagamento com cartão de crédito?

O processo de gerar um link de pagamento com cartão de crédito é o mesmo do passo acima com a InfinitePay. 

Você não precisa definir um método de pagamento antes de enviar a cobrança ao cliente, na InfinitePay o link de pagamento é pago via cartão de crédito. 

Ao utilizar o link de pagamento com recebimento na hora da InfinitePay, sempre que uma venda é realizada, o cliente recebe automaticamente notificações sobre o vencimento do link. 

Veja como funciona a cobrança recorrente no cartão de crédito.

3. Como criar link para Pix no WhatsApp?

O Pix é uma revolução no sistema bancário brasileiro, e sua integração com o WhatsApp potencializa essa praticidade:

  1. Acesse o seu aplicativo da InfinitePay
  2.  Selecione a opção de enviar cobrança e, em seguida, seleciona a opção Pix
  3. Determine o valor a ser recebido, se necessário.
  4. Envie pelo WhatsApp automaticamente direto do app.

Leia mais:

Link de pagamento que cai na hora com a InfinitePay

Quando se trata de vendas online, oferecer praticidade e segurança ao cliente faz toda a diferença – e o link de pagamento com recebimento na hora da InfinitePay é uma solução eficiente para quem deseja vender de forma simples, rápida e sem burocracia.

Com ele, você não precisa de um site ou maquininhas de cartão – basta gerar um link e compartilhá-lo com seus clientes pelos canais que preferir. 

Além disso, a liquidação instantânea do pagamento garante mais previsibilidade para o seu caixa.

Confira as principais vantagens dessa ferramenta e como ela pode impulsionar seu negócio:

1. Facilidade de venda

Sem a necessidade de um site ou loja virtual, o link de pagamento permite que você realize vendas pela internet, redes sociais, WhatsApp, e-mail, entre outros.

2. Segurança nas transações

A InfinitePay garante a segurança dos dados dos clientes com sistemas anti-fraude. Transações criptografadas de ponta a ponta. 

3. Flexibilidade

Ideal para negócios que trabalham com encomendas personalizadas, onde o valor não é fixo e varia conforme o pedido.

4. Redução de inadimplência

Ao enviar o link diretamente para o cliente, você incentiva o pagamento imediato, diminuindo as chances de esquecimento ou atraso.

5. Funciona no mundo todo

Seu negócio não está limitado à sua localização física – com o link de pagamento da InfinitePay, você pode vender para qualquer lugar do país ou até mesmo internacionalmente.

6. Útil para vários tipos de negócio

O link de pagamento com recebimento na hora da InfinitePay é uma ferramenta versátil que se adapta às necessidades de diferentes negócios, desde pequenos empreendedores até grandes empresas. 

Veja como ele simplifica e acelera o processo de venda:

  • Vendas pelo WhatsApp: a maioria dos brasileiros usa o WhatsApp diariamente. Ao integrar o link de pagamento nas suas conversas, você transforma bate-papos em oportunidades de venda.
  • Ofertas e promoções relâmpago: envie links de pagamento para ofertas com tempo limitado, criando urgência e incentivando compras rápidas.
  • Pagamentos recorrentes: se você oferece serviços de assinatura ou mensalidades, o link de pagamento pode ser programado para envios recorrentes.
  • Feedback rápido: após a conclusão do pagamento, é possível solicitar avaliações ou feedbacks dos clientes, auxiliando na melhoria contínua do serviço.

O link de pagamento com recebimento na hora não apenas simplifica seu fluxo de venda, mas também proporciona benefícios tangíveis ao vendedor – é uma ferramenta que, sem dúvida, veio para revolucionar a forma que fazemos negócios.

Comece já a utilizar o link de pagamento com recebimento na hora da InfinitePay em seu negócio!

Empreender

O MEI custa entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês em 2026, cobre INSS, ISS e ICMS numa guia única (DAS) e permite faturar até R$ 81 mil por ano.

Neste guia, você confere as obrigações, vantagens, limitações e o passo a passo para manter seu MEI regularizado, incluindo como pagar o DAS direto pelo app da InfinitePay.

Obrigações do MEI 2026

Para iniciar sua atividade é preciso, primeiramente, emitir o alvará de funcionamento na prefeitura da cidade em que se localiza a sua empresa.

É importante lembrar que todo ano esse alvará deve ser renovado.

A seguir, listamos mais algumas obrigações que fazem parte da rotina do MEI, para que este possa manter seu cadastro ativo.

1. Emissão de nota fiscal

Um MEI deve obrigatoriamente emitir nota fiscal tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

No caso da prestação de serviço para um consumidor final, a emissão da nota era opcional, mas em abril de 2023 se tornou obrigatório.

Além disso, desde então, a nota fiscal eletrônica foi padronizada nacionalmente e deve ser feita através do portal gov.br/nfse ou pelo app emissor de NFS-e do governo.

É obrigatório que os MEIs incluam o Código de Regime Tributário (CRT): “4 – Simples Nacional — Microempreendedor Individual (MEI)” sempre que emitirem uma nota.

É importante lembrar que o MEI deve guardar todas as notas fiscais e recibos emitidos, tanto de compras quanto de vendas, por 5 anos.

Você também pode se interessar por:

2. Pagamento do DAS

O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é a quantia referente aos tributos obrigatórios do MEI.

Esse valor é cobrado a cada mês e permanece fixo até a próxima alteração do salário mínimo. Diante da alteração, o DAS é ajustado e assim permanece até o ano seguinte.

Em 2026, com o salário mínimo de R$ 1.621,00 (Decreto nº 12.797/2025), os valores do DAS são:

MEI Geral (5% do salário mínimo de INSS):

AtividadeINSS (5%)ICMSISSTotal mensal
Comércio e IndústriaR$ 81,05R$ 1,00R$ 82,05
ServiçosR$ 81,05R$ 5,00R$ 86,05
Comércio e ServiçosR$ 81,05R$ 1,00R$ 5,00R$ 87,05

MEI Caminhoneiro (12% do salário mínimo de INSS):

AtividadeINSS (12%)ICMSISSTotal mensal
Transporte de carga (comércio)R$ 194,52R$ 1,00R$ 195,52
Transporte de carga (serviços)R$ 194,52R$ 5,00R$ 199,52
Transporte de carga (ambos)R$ 194,52R$ 1,00R$ 5,00R$ 200,52

O DAS vence todo dia 20 e o seu pagamento pode ser feito de algumas formas: a partir do Portal do Empreendedor com o download do guia de pagamento, ou virtualmente e por débito automático.

Pague o DAS direto pelo app InfinitePay: a InfinitePay é a única fintech que permite consultar e pagar suas guias DAS diretamente pelo app — sem precisar acessar o portal do governo. Basta abrir o app, acessar a seção DAS MEI, visualizar suas guias pendentes e pagar em poucos toques. Conheça a conta MEI da InfinitePay.

Para entender a fundo o que compõe o DAS e como ele funciona, confira o guia completo sobre o que é DAS MEI. Se precisa emitir a guia, veja o passo a passo para emitir o DAS MEI. E para conferir todos os valores detalhados por atividade, consulte a tabela atualizada do valor do DAS MEI 2026.

Esqueceu de pagar o DAS? Confira o que fazer para pagar DAS MEI atrasado.

3. Relatório mensal das receitas

É recomendável que até o dia 20 de cada mês, o MEI preencha o documento chamado “Relatório Mensal das Receitas”, que reúne as receitas brutas do mês anterior, as notas fiscais de compra de produtos e contratação de serviços, assim como as notas fiscais emitidas pela prestação de serviços.

Esse processo auxilia o controle do fluxo de caixa do MEI e facilita o preenchimento da Declaração Anual do Faturamento do Simples Nacional, sem que seja necessário buscar todos os documentos apenas em cima da hora e, por isso, deixar passar algumas informações que resultem em possíveis perdas.

4. Declaração Anual do Faturamento do Simples Nacional

Anualmente, o MEI precisa entregar um documento chamado Declaração Anual do Faturamento do Simples Nacional (DASN-SIMEI), que mostra o montante recebido pelo microempreendedor no último ano de exercício de suas atividades.

O controle de fluxo de caixa é essencial para que, nesse momento, você tenha controle de todas as entradas e saídas do seu negócio e não deixe nada de fora.

Para os que entregam o documento em dia (entre o mês de janeiro até o último dia de maio), não existe custo.

Porém, para casos de atraso é possível que o MEI receba uma multa de R$ 50,00 ou 2% ao mês-calendário ou fração, em cima do montante dos tributos que são indicados no documento.

Caso o MEI não envie esse documento, ele fica impossibilitado de gerar o DAS e, consequentemente, permanece sem seus tributos em dia. Isso pode gerar o cancelamento do MEI, pelas obrigações financeiras que ficaram em aberto.

Lembramos que além dessa declaração, o MEI ainda precisa realizar a declaração do seu imposto de renda, caso se encaixe nos requisitos previstos pela lei.

Confira o passo a passo completo da Declaração Anual MEI 2026 (DASN-SIMEI), com alertas de erro por campo e como retificar.

5. Em caso de contratação de funcionário

Como comentamos anteriormente, o MEI pode contratar apenas um funcionário.

Neste caso, o empregador deve preencher os documentos de Informação à Previdência Social e a Guia do FGTS.

Estes documentos protegem o MEI de reclamações trabalhistas e assegura os direitos do funcionário.

Para estes casos, indicamos a presença de um contador, pois pode ser um pouco complexo para quem está começando.

Estes documentos devem ser encaminhados ao Sistema de Conectividade da Caixa Econômica Federal até o dia 7 de cada mês.

O MEI precisa depositar mensalmente o FGTS — que constitui 8% do salário — e o recolhimento de 3% da remuneração do funcionário à Previdência Social.

Além disso, o funcionário contratado pelo MEI está sendo regido pelo regime da CLT, então aí entram algumas outras obrigações como assinar a carteira de trabalho, pagar o 13º salário, vale-transporte, férias e, em caso de demissão, envio de aviso prévio.

Não devemos esquecer que o MEI também precisa realizar todos os processos exigidos pelo eSocial.

Quanto custa ser MEI em 2026

O custo para se formalizar como MEI é zero — o registro é gratuito pelo Portal do Empreendedor.

O único custo recorrente é o pagamento mensal do DAS, que em 2026 varia de R$ 82,05 a R$ 87,05 para o MEI geral, e de R$ 195,52 a R$ 200,52 para o MEI caminhoneiro.

Esses valores cobrem todos os impostos federais, estaduais e municipais, o que torna a carga tributária do MEI consideravelmente acessível.

Veja também: Tabela completa do valor do DAS MEI 2026 por atividade

Limite de faturamento do MEI em 2026

O microempreendedor individual possui um limite de faturamento anual de R$ 81.000,00.

Esse valor, se dividido pelos 12 meses do ano, equivale a um faturamento médio de R$ 6.750,00 por mês.

Existe uma tolerância de 20% desse faturamento, ou seja, se você atingir R$ 97.200,00 anual, ainda pode continuar sendo MEI, mas será enquadrado em outro regime tributário e fará parte de outra categoria no ano seguinte.

Para empreendedores que têm potencial de crescimento rápido ou que esperam um volume de negócios superior a esse valor, o limite pode ser um obstáculo significativo.

Existem projetos de lei em tramitação para aumentar o teto (PLP 108/2021, PLP 60/2025 e PLP 67/2025), mas até o momento não há confirmação de alteração para 2026.

Para o MEI Caminhoneiro, o limite é de R$ 251.600,00/ano.

Para entender as regras de cálculo, proporcionalidade e o que acontece ao ultrapassar o teto, confira o guia completo sobre o limite de faturamento MEI 2026.

Vantagens do MEI

O MEI oferece uma série de vantagens que facilitam a formalização e o crescimento de pequenos negócios no Brasil.

Com um processo simples, custos reduzidos e acesso a benefícios importantes, o MEI é uma excelente opção para quem deseja empreender de maneira formal e segura.

Confira algumas vantagens de ser MEI:

vantagens do MEI

1. Formalização simples e rápida

A formalização como microempreendedor individual (MEI) é um processo simples e rápido, realizado inteiramente pela internet.

Basta acessar o Portal do Empreendedor, preencher os dados necessários e, em poucos minutos, o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) estará disponível gratuitamente.

Isso facilita a entrada de muitos trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores no mercado de trabalho formal, permitindo-lhes emitir notas fiscais e firmar contratos com maior credibilidade.

2. Baixo custo de formalização

Uma das principais vantagens do MEI é o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) a um custo significativamente mais baixo.

O DAS é a guia de pagamento mensal que engloba todos os tributos devidos pelo MEI, como Imposto sobre a Renda, PIS, Cofins, IPI e contribuição para a Seguridade Social.

O valor do DAS é fixo e atualizado anualmente, variando conforme o decreto anual.

Em 2026, o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00 (Decreto nº 12.797/2025). Como o valor mensal do MEI é calculado em porcentagem sobre o salário mínimo, a taxa foi reajustada e passa a ser:

  • MEI Geral: R$ 81,05 de INSS (5% do valor do salário-mínimo);
  • MEI Transportador Autônomo: R$ 194,52 de INSS (12% do valor do salário mínimo)

Além disso, para contribuintes de ISS e ICMS, há uma taxa em reais a ser cobrada, sendo elas:

  • R$ 5,00 de ISS, caso seja contribuinte deste imposto; e
  • R$ 1,00 de ICMS, caso seja contribuinte deste imposto.

Esses valores são atualizados anualmente e cobrem todos os impostos federais, estaduais e municipais, o que torna a carga tributária do MEI consideravelmente acessível.

Veja também: Guia completo sobre o que é DAS MEI

3. Acesso a benefícios previdenciários

O microempreendedor individual contribui para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e, com isso, garante acesso a diversos benefícios previdenciários, tais como:

  • Aposentadoria por idade
  • Aposentadoria por invalidez
  • Auxílio-doença
  • Salário-maternidade
  • Pensão por morte para dependentes

Esses benefícios proporcionam uma rede de segurança para o microempreendedor e sua família, oferecendo suporte financeiro em momentos de necessidade.

4. Facilidade na emissão de notas fiscais

A formalização como MEI permite a emissão de notas fiscais de forma simplificada, o que é essencial para a realização de negócios com outras empresas e para a participação em licitações públicas.

A emissão de notas fiscais pode ser feita através de um sistema municipal ou estadual, dependendo da localidade, e é um fator crucial para a profissionalização e crescimento do negócio.

5. Acesso a linhas de crédito e financiamento

Como uma empresa formalizada, o MEI tem acesso facilitado a diversas linhas de crédito e financiamentos de instituições que oferecem serviços financeiros.

Muitos bancos possuem programas específicos para microempreendedores, com condições diferenciadas e taxas de juros mais baixas, permitindo que o MEI invista em seu negócio, compre equipamentos ou amplie suas operações.

Veja também: Melhor maquininha de cartão para MEI

6. Facilidade na contratação de funcionários

O MEI pode contratar um funcionário, simplificando a relação trabalhista.

O microempreendedor paga encargos trabalhistas reduzidos, além de proporcionar ao empregado acesso aos benefícios do INSS.

Essa possibilidade permite que o MEI expanda suas atividades e aumente sua capacidade de produção ou atendimento.

7. Isenção de alguns impostos federais

O MEI é isento de alguns impostos federais, como o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), PIS, Cofins, IPI e CSLL, o que reduz significativamente a carga tributária e facilita a administração financeira do negócio.

Veja também: Guia completo da Tabela do Simples Nacional com cálculos

Desvantagens do MEI

Embora o regime do microempreendedor individual ofereça diversas vantagens e seja uma excelente opção para formalizar pequenos negócios no Brasil, ele também apresenta algumas desvantagens.

É importante que os empreendedores conheçam essas limitações para tomar decisões informadas sobre a melhor forma de estruturar e expandir seus negócios.

Confira:

desvantagens do mei

1. Limite de faturamento anual

O microempreendedor individual possui um limite de faturamento anual de R$ 81.000,00.

Esse valor, se dividido pelos 12 meses do ano, equivale a um faturamento médio de R$ 6.750,00 por mês.

Existe uma tolerância de 20% desse faturamento, ou seja, se você atingir R$ 97.200,00 anual, ainda pode continuar sendo MEI, mas será enquadrado em outro regime tributário e fará parte de outra categoria no ano seguinte.

Para empreendedores que têm potencial de crescimento rápido ou que esperam um volume de negócios superior a esse valor, o limite pode ser um obstáculo significativo.

2. Restrição ao tipo de atividade econômica

Nem todas as atividades econômicas podem ser enquadradas no MEI.

Existem restrições específicas sobre quais profissões e negócios podem ser formalizados nessa categoria.

Você pode conferir todas elas no site do governo.

Profissões regulamentadas como médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, contadores e programadores não podem ser MEI.

Isso limita a aplicação do regime e pode ser uma barreira para alguns empreendedores.

Você também pode se interessar por:

3. Limitação na contratação de funcionários

O MEI permite a contratação de apenas um funcionário, e essa limitação pode ser um problema para empreendedores que precisam de uma equipe maior para operar seu negócio.

Além disso, deve-se arcar com os encargos trabalhistas desse funcionário, o que pode se tornar um custo significativo dependendo da remuneração e dos benefícios oferecidos.

4. Responsabilidade pessoal ilimitada

No regime do MEI, não há separação entre o patrimônio pessoal do empreendedor e o patrimônio da empresa.

Isso significa que, em caso de dívidas ou obrigações não cumpridas, os bens pessoais do empreendedor podem ser utilizados para quitar as pendências.

Essa característica aumenta o risco pessoal do empreendedor.

5. Exigência de regularização constante

Embora o MEI tenha menos obrigações burocráticas do que outros regimes, ainda há a necessidade de manter a regularização constante.

Isso inclui o pagamento mensal do DAS, a realização da Declaração Anual de Faturamento (DASN-SIMEI) e a emissão de notas fiscais.

A falha em cumprir essas obrigações pode resultar em multas e perda dos benefícios.

Profissões que podem ser MEI

O regime de microempreendedor individual é uma categoria de empresa criada pelo governo brasileiro com o intuito de formalizar os pequenos negócios e trabalhadores autônomos, oferecendo diversas vantagens que podem ser muito benéficas para quem deseja empreender de forma legalizada.

Leia mais: Como abrir um MEI?

Entretanto, nem todas as atividades econômicas são permitidas no MEI: existem profissões específicas que podem ser enquadradas nessa categoria.

Confira algumas dessas profissões, divididas em diferentes setores.

1. Comércio

  • Vendedores de roupas
  • Proprietários de pequenas mercearias
  • Comerciantes de alimentos e bebidas
  • Lojistas de artigos de presente
  • Proprietários de bancas de jornais e revistas

2. Indústria

  • Fabricantes de bijuterias e acessórios
  • Produtores de alimentos artesanais, como pães e bolos
  • Artesãos que produzem peças decorativas
  • Marcenarias de pequeno porte
  • Fabricantes de móveis

3. Serviços

  • Cabeleireiros e manicures
  • Técnicos de informática e manutenção de computadores
  • Profissionais de limpeza e conservação
  • Eletricistas e encanadores
  • Fotógrafos e cinegrafistas
  • Consultores de marketing e publicidade
  • Instrutores de cursos livres e treinamentos

4. Alimentação

  • Donos de food trucks
  • Proprietários de barracas de alimentos em feiras e eventos
  • Confeiteiros e boleiros
  • Fornecedores de marmitas e refeições caseiras
  • Sorveteiros e vendedores de picolés

5. Transporte

  • Motoristas de aplicativo
  • Taxistas
  • Motoboys e entregadores
  • Prestadores de serviços de frete e mudanças
  • Caminhoneiros autônomos (MEI Caminhoneiro) — categoria exclusiva com limite de faturamento de R$ 251.600/ano e DAS a partir de R$ 195,52/mês

6. Saúde e bem-estar

  • Massoterapeutas
  • Acupunturistas
  • Esteticistas
  • Cuidadores de idosos

7. Educação

  • Professores particulares
  • Instrutores de idiomas
  • Tutores de reforço escolar
  • Instrutores de atividades esportivas e recreativas

Como cancelar o MEI

Se você decidiu encerrar suas atividades como microempreendedor individual, o cancelamento (baixa) do MEI pode ser feito gratuitamente pelo Portal do Empreendedor.

Antes de solicitar a baixa, é importante verificar se o DAS está em dia e se a DASN-SIMEI foi entregue. Mesmo com dívidas pendentes, é possível cancelar — os débitos são transferidos para o CPF do titular.

Após o cancelamento, o CNPJ é baixado definitivamente e os benefícios previdenciários mantêm a carência já acumulada.

Confira o passo a passo completo de como cancelar o MEI, incluindo checklist pré-baixa, custos e o que fazer com dívidas.

Melhor conta digital para MEI

A conta PJ da InfinitePay é uma solução financeira inovadora e gratuita que oferece facilidade e praticidade para o seu negócio.

Gerenciar finanças de forma eficiente e moderna ficou mais fácil: com a proposta de simplificar o dia a dia financeiro dos seus clientes, a InfinitePay disponibiliza uma conta bancária digital que rende automaticamente a 100% do CDI e oferece Pix grátis e ilimitado e links de pagamento.

Além disso, pelo app da InfinitePay você pode consultar e pagar suas guias DAS MEI diretamente pelo celular — sem precisar acessar o portal do governo. É a única fintech que oferece essa funcionalidade integrada à conta digital.

Seu negócio

Você sabe a diferença entre fatura e nota fiscal? Essa é uma dúvida comum, e muitos empreendedores até podem achar se tratar de um mesmo documento com funções semelhantes. No entanto, elas têm diferenças importantes que é bem interessante saber.

Em resumo, podemos dizer que a nota fiscal está relacionada ao recolhimento de impostos, enquanto a fatura não tem esse tipo de validade tributária e está mais relacionada à cobrança de um produto vendido ou serviço prestado. O ponto em comum, é que a nota fiscal e a fatura são documentos relativos a uma transação comercial entre empresas (B2B), ou entre empresa e pessoa física (B2C).

Os dois documentos possuem diferentes objetivos, mas ao mesmo tempo são complementares. Por isso, é preciso entender suas particularidades, questões jurídicas e administrativas, e claro, entender como emitir cada um deles.

Neste artigo, explanamos a diferença entre nota fiscal e fatura, as questões legais relativas a esses documentos e como fazer uma boa gestão financeira.

O que é fatura?

A fatura é um documento que detalha uma transação comercial, tanto de venda de produtos quanto de prestação de serviços, mas que não está vinculada ao recolhimento de impostos. O principal objetivo de uma fatura é relacionar todas as informações que deram origem a um compromisso comercial.

A fatura é um pagamento que ainda será efetivado. Por exemplo, todos os meses recebemos nossas contas de luz, telefone, internet, entre outras, para efetuar o pagamento, certo? Esses são alguns exemplos de fatura. Considerando que a fatura descreve todos os detalhes da transação, muitas empresas utilizam esse documento como auxiliar no seu processo de gestão financeira.

Quando um negócio realiza a emissão da fatura, é preciso gerar também uma nota fiscal para cada um desses documentos. Afinal, conforme dito anteriormente, a fatura não tem relação com questões tributárias. No entanto, não é raro encontrar empresas que não fazem a emissão de faturas e utilizam a própria nota fiscal para cumprir o papel desse documento. Nesse caso, costuma-se enviar uma forma de pagamento (por exemplo, Pix ou link de pagamento) com a NF-e.

Tipos de fatura

As faturas mais usadas pelas empresas são:

  • Fatura recibo: ocorre quando a data da emissão e do pagamento coincidem;
  • Fatura proforma: emitida na cotação e transação internacional de produtos;
  • Fatura manual: documento impresso em papel timbrado autorizado pela Autoridade Tributária e Aduaneira;
  • Fatura eletrônica: emissão feita por aplicativos e sites certificados.

O que é nota fiscal?

Diferente da fatura, a nota fiscal é um documento que tem como objetivo registrar uma transação comercial, seja ela de venda de produtos, seja de prestação de serviços, entre empresas ou entre empresa e pessoa física. O documento também é a responsável por garantir o recolhimento correto dos impostos. Por conta disso, não emitir nota fiscal é crime, enquadrado como sonegação fiscal e passível de multa e até pena de detenção.

Tempos atrás, a nota fiscal era preenchida no papel pela parte vendedora e entregue à parte compradora do negócio. Porém, a partir de 2008, começou o processo de implementação da versão eletrônica no Brasil. Assim, surgiu a nota fiscal eletrônica (NF-e), versão digital deste documento fiscal que pode ser emitida, enviada ao cliente e armazenada em ambiente virtual.

Qual a importância da nota fiscal?

A fatura tem grande importância na gestão financeira de uma empresa, ajudando a organizar os processos, inclusive o fluxo de caixa. Porém, ela não é um documento legalmente obrigatório, ao contrário da nota fiscal. Em outras palavras, a fatura pode ser substituída pela nota fiscal, porém, o contrário não pode acontecer.

A nota fiscal é um documento obrigatório para todas as empresas que realizam vendas ou prestam serviços. Até o momento, só estão isentos dessa obrigatoriedade os Microempreendedores Individuais (MEIs), que realizam transações comerciais com pessoas físicas. Todos os negócios que comercializam produtos e/ou serviços são obrigados a emitir nota fiscal.

Os quatro principais tipos de nota fiscal eletrônica que podem ser emitidas atualmente são:

  • NF-e: Nota Fiscal Eletrônica de Produtos ou Mercadorias
  • NFC-e: Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica
  • NFS-e: Nota Fiscal de Serviços Eletrônica
  • CT-e: Conhecimento de Transporte Eletrônico

Veja também: Como fazer uma nota fiscal?

NF-e : Nota Fiscal Eletrônica de Produtos ou Mercadorias

A NF-e, Nota Fiscal Eletrônica de Produtos ou Mercadorias, é utilizada exclusivamente para registro de uma transação comercial de produtos físicos. Esse tipo de nota fiscal tem relação direta sobre a cobrança do  Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do  Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e a sua emissão é feita junto às Secretarias Estaduais de Fazenda.

Por também estar relacionada à circulação de mercadorias, é preciso que com a NF-e também seja emitido o  Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe), documento que deve estar junto ao produto durante o seu trânsito.

NFC-e : Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica

Com função semelhante à da NF-e, ou seja, registrar uma transação comercial, a NFC-e, Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica, é uma alternativa eletrônica aos cupons fiscais. Utilizada em transações no varejo e no comércio, a NFC-e é o modelo entregue quando realizamos uma compra no supermercado, farmácia, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais.

NFS-e : Nota Fiscal de Serviços Eletrônica

Como o próprio nome sugere, a NFS-e, Nota Fiscal de Serviços Eletrônica, deve ser emitida sempre que há uma prestação de serviço, seja entre empresas, seja entre empresa e pessoa física.

A NFS-e está vinculada à prefeitura onde o CNPJ da empresa prestadora está registrado. No que diz respeito aos impostos, esse tipo de nota fiscal visa o recolhimento do ISS, Imposto sobre Serviços Prestados, de competência municipal.

CT-e: Conhecimento de Transporte Eletrônico

O CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), é um documento fiscal relacionado à prestação de serviço de transporte de cargas (transportadoras). Ele substitui eletronicamente seis modelos de documentos que antes eram emitidos em papel, entre eles, Nota Fiscal de Serviço de Transporte modelo sete, Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas modelo oito, entre outros.

Esse tipo de nota fiscal eletrônica deve ser emitido para todos os modais de transporte, ou seja, rodoviário, ferroviário, aquaviário, aeroviário, dutoviário e multimodal.

Maiores dúvidas sobre nota fiscal para quem está começando um negócio

Quando o assunto é nota fiscal eletrônica, alguns empreendedores têm muitas dúvidas e não sabem por onde começar. Este é um cenário muito comum, tendo em vista que existem inúmeras particularidades e regulamentações, e você pode se confundir facilmente.

Entretanto, é necessário ter atenção. Isso não pode ser desculpa para não emitir nota fiscal, não pagar impostos em dia ou não manter o negócio legalizado, já que você pode ser fiscalizado e sofrer sérias consequências, como o pagamento de multas.

Quem precisa emitir nota fiscal?

Antes de tomar qualquer atitude em seu empreendimento, você precisa entender quais são as suas obrigações fiscais. Todos os empreendedores devem emitir notas fiscais de suas vendas, entretanto, existe apenas uma exceção.

Quem opta por ser Microempreendedor Individual (MEI), que é um tipo de regime tributário, não precisa gerar o documento quando vende para pessoa física. Contudo, caso o consumidor exija, você será obrigado a emitir.

É obrigatório emitir uma nota fiscal para o meu e-commerce? 

Para a grande maioria das empresas, a emissão da nota fiscal é um passo obrigatório para a realização das vendas de produtos e serviços.

Entretanto, no caso das lojas virtuais que estão iniciando suas jornadas no e-commerce e tem como público-alvo o mercado B2C (ou seja, pessoas físicas), uma ótima opção é buscar o regime tributário do MEI.

Além de ser um regime muito mais simplificado, o MEI oferece excelentes benefícios, como:

  • Baixo custo de impostos;
  • Organização dos custos em uma única guia de pagamento;
  • Não há obrigatoriedade de emissão de Notas Fiscais em vendas para pessoas físicas. 

Lei mais: Passo a passo de como abrir um MEI sem dúvidas

Como facilitar o processo de emissão de nota fiscal?

O mais indicado para a sua empresa é fazer a emissão das notas fiscais automaticamente, para diminuir a demanda de mão de obra e mitigar possíveis erros manuais. Dessa forma, você tem a certeza que nenhuma deixará de ser gerada, garantindo que o seu negócio fique em dia com o Fisco.

Ainda que a NF-e seja emitida digitalmente, ou seja, por meio de um software, muitos empreendedores ainda geram nota por nota. Além de trabalhoso e demorado, as chances de gerar alguma NF-e errada aumenta bastante.

Já quando se emite esse documento de forma automática, essas e outras questões relacionadas à falha e esquecimento são minimizadas, quando não totalmente eliminadas. Isso acontece porque é possível vincular o seu sistema de emissão de NF-e ao de pagamentos da sua empresa. Assim, sempre que um recebimento é confirmado, o processo de emissão da nota se inicia automaticamente. 

Além de facilitar a sua rotina e aumentar a produtividade, realizar essa tarefa desse modo permite o envio desse documento fiscal de maneira mais rápida ao cliente, bem como a entrega do produto ou serviço.

Quais os passos para a emissão de uma Nota Fiscal?

Pensando na realidade de um empreendimento que precisa emitir uma nota fiscal para a venda de um produto ou serviço, há algumas etapas importantes que devem ser seguidas.

Passo 1: Avalie o tipo de NF que precisará ser emitida

Antes de tudo, é importante que você saiba qual nota fiscal precisará emitir em seu negócio. No caso da venda de produto físico, em caso de obrigatoriedade, sua loja precisará emitir uma Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Já se você oferece serviços em seu negócio, a nota que deverá ser emitida é a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). 

Passo 2: Faça o cadastro no FISCO de sua região

Como também foi possível observar, as notas fiscais contam com uma série de questões burocráticas que precisam ser avaliadas. As Notas Fiscais de Serviço, por exemplo, são administradas municipalmente.  Já as Notas Fiscais de Produto Eletrônicas são responsabilidade das Secretarias da Fazenda Estadual (SEFAZ).

É fundamental verificar esses pontos com o contador, pois toda a questão dos cadastros tributários precisa ser efetivada para que você possa emitir uma nota fiscal, evitando maiores transtornos com a Receita Federal. 

Passo 3: Verifique a necessidade do Certificado Digital

O Certificado Digital é um documento de identificação eletrônica com um sistema de criptografia que garante a legitimidade e autenticidade de todos os tipos de arquivos. Existem alguns modelos de certificados. Os mais utilizados são o Certificado Digital e-CPF, voltado para pessoa física, e o Certificado Digital e-CNPJ, utilizado por empresas.

Note que, para toda empresa que precisa emitir obrigatoriamente uma nota fiscal, é necessário obter o certificado digital, segundo a SEFAZ. É importante salientar que a emissão de um Certificado Digital deve ser realizada por uma Autoridade Certificadora (AC), habilitada pela Receita Federal, como:

  • Autoridade Certificadora Brasileira de Registros;
  • Serasa;
  • Fenacon;
  • Certisign;
  • Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Para obter um Certificado Digital, por sua vez, o e-commerce precisará informar, dentre outros documentos:

  • Contrato Social;
  • Cartão CNPJ;
  • Documento de identificação do responsável pela empresa.

Passo 4: Defina o software de emissão da Nota Fiscal

Você também precisará definir qual software de emissão irá utilizar para gerar suas notas. Há diversas opções no mercado que atendem diferentes necessidades de negócio. Algumas prefeituras oferecem sistemas gratuitos de emissão de nota fiscal.

Passo 5: Emita as notas para concluir a venda do produto ou serviço

Por fim, após concluir todas as etapas (fiscais e técnicas), basta emitir a Nota Fiscal, seguindo as orientações do software escolhido.

Seja com fatura ou nota, escolha o melhor meio de pagamento

Para vender bastante, você precisa oferecer alguns meios pagamento aos seus cliente, e a InfinitePay tem todas! Se você tem loja física, uma maquininha de cartão ou o InfiniteTap, que transforma o celular em maquininha sem nenhum custo. Se você vende online, consegue gerar links de pagamento e cobranças via Pix gratuitas.

me ajuda a te ajudar

Assine nossa newsletter com conteúdo exclusivo:

* Ao se cadastrar, você concorda em receber mensagens da InfinitePay.

Cadastro realizado com sucesso!
Oops! Algo deu errado, tente novamente.