O CDB prefixado fixa a taxa de juros no momento da aplicação e mantém esse rendimento até o vencimento, independentemente das variações da Selic. Com a Selic em 14,25% ao ano e o Relatório Focus de 27 de julho de 2026 projetando 14,00% no fim deste ano e 12,00% no fim de 2027, travar uma taxa acima de 14% hoje gera ganho superior ao CDI se os juros recuarem conforme o esperado.
Em julho de 2026, o CDI está em aproximadamente 14,15% ao ano. Um CDB prefixado de 14% a.a. rende menos que o CDI no curto prazo, mas supera o pós-fixado se a Selic cair 2,25 pontos percentuais até o fim de 2027, como projeta o mercado. A diferença aparece no bolso: R$ 10.000 a 14% a.a. por dois anos rendem R$ 2.996 brutos, contra R$ 2.499 líquidos de um CDB a 100% do CDI se a taxa média cair para 12% no período.
O que é CDB prefixado
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) prefixado é um título de renda fixa em que a taxa de juros é definida no momento da aplicação e não muda até o vencimento. Ao investir, você empresta dinheiro ao banco em troca de uma remuneração fixa combinada previamente.
A emissão de CDBs segue a Resolução CMN 5.005/2022, que dispõe sobre a captação de depósitos a prazo e as condições de emissão desses títulos.
Como funciona a previsibilidade do CDB prefixado?
A previsibilidade é a vantagem central: o valor final é calculado no momento da aplicação e não depende de projeções futuras. Diferente de opções atreladas à inflação ou ao CDI, aqui a regra é clara desde o início do investimento.
Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento. O valor final independe das oscilações da economia ou das decisões do Banco Central.
Segurança e garantia do FGC
O investimento conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Se a instituição financeira emissora tiver problemas, você recebe seu dinheiro de volta.
A cobertura é de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Essa proteção segue as regras vigentes do FGC.
Rentabilidade e Prazos: O que determina o seu lucro?
Três fatores definem seu lucro: a taxa contratada no momento da aplicação, o prazo do título e a alíquota de Imposto de Renda aplicável no resgate. A taxa é fixa e não muda, independentemente de oscilações da economia ou de mudanças na Selic.
O nível da taxa oferecida depende das condições de mercado e da solidez da instituição emissora. Em geral, títulos com prazos mais longos pagam juros maiores, porque o capital fica disponível para o banco por mais tempo.
O cenário atual favorece o prefixado. A Selic está em 14,25% ao ano após três cortes de 0,25 ponto percentual em 2026. O Relatório Focus de 27 de julho projeta 14,00% no fim deste ano e 12,00% no fim de 2027. Para 2029, a mediana do mercado aponta 10,00% ao ano. Quem travar uma taxa alta hoje mantém o rendimento mesmo que os juros caiam.
Vantagens e Riscos: O que considerar antes de investir?
As principais vantagens são previsibilidade total e proteção do FGC; os riscos incluem custo de oportunidade e baixa liquidez.
Principais Vantagens:
- Previsibilidade Total: No CDB prefixado, você tem a certeza do valor exato que receberá no vencimento, facilitando o planejamento de metas de longo prazo.
- Proteção do FGC: Assim como a poupança, os CDBs possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos para valores até R$ 250 mil por CPF e instituição.
- Ganho Real acima da Poupança: Com a Selic em 14,25%, a poupança rende cerca de 8,34% ao ano, enquanto CDBs prefixados oferecem de 12% a 15% a.a. no mercado atual. A diferença aparece já no primeiro ano.
- Acessibilidade com a InfinitePay: Diferente de grandes bancos que exigem aportes altos, você pode começar a investir no CDB InfinitePay com apenas R$ 1,00.
Riscos e Pontos de Atenção:
- Custo de Oportunidade e Inflação: Ao fixar uma taxa, você corre o risco de a inflação subir além do esperado, reduzindo seu ganho real.
- Barreira de Liquidez: Títulos prefixados costumam "trancar" o dinheiro até o vencimento. Se precisar do valor antes, você pode sofrer perdas devido à marcação a mercado.
- Risco de Crédito: O risco está atrelado à solidez do banco emissor, embora a cobertura do FGC mitigue essa exposição para a maioria dos investidores.
Quando vale a pena investir no prefixado?
O momento ideal para aportar em CDB prefixado é quando o mercado projeta uma redução gradual dos juros. Ao fixar uma taxa elevada hoje, o investidor assegura rentabilidade superior à média, independentemente da queda futura da Selic.
Cenários de queda da Selic
As expectativas para a taxa Selic refletem o consenso do mercado financeiro, consolidado a partir das projeções de bancos, gestoras e instituições econômicas que participam das pesquisas do Banco Central.
Em julho de 2026, o Relatório Focus aponta: Selic a 14,00% no fim de 2026, 12,00% no fim de 2027 e 10,00% no fim de 2029. Quem travar 14% a.a. hoje mantém essa taxa mesmo que o CDI caia para 10% em três anos, gerando 4 pontos percentuais de vantagem sobre o pós-fixado.
Em ciclos de desaceleração dos juros, esse cenário favorece investimentos com taxa fixa definida no momento da aplicação. Quando o mercado projeta juros menores no médio e longo prazo, travar uma taxa prefixada acima das expectativas médias tende a gerar retorno mais previsível e potencialmente superior ao de investimentos atrelados ao CDI.
Quando evitar o CDB prefixado
O CDB prefixado não vale a pena em três cenários concretos:
- Alta inesperada da Selic: Se o Copom subir os juros após a sua aplicação, o CDI pós-fixado renderá mais que a taxa travada. Quem comprou prefixado a 13% em janeiro de 2025, quando a Selic estava em 13,25%, perdeu rendimento frente ao CDI que subiu para 14,15% em julho de 2026.
- IPCA acima da taxa contratada: Se a inflação superar a taxa prefixada, o ganho real é negativo. Um CDB a 12% a.a. com IPCA a 5,16% (projeção Focus para 2026) entrega ganho real de 6,84%, mas se o IPCA subir para 7%, o ganho real cai para 4,67%.
- Horizonte incerto: Se você pode precisar do dinheiro antes do vencimento, a marcação a mercado pode devolver menos do que o investido.
Proteção contra a marcação a mercado
A marcação a mercado define o preço diário do título. Se você resgatar um CDB prefixado antes do vencimento, poderá vender o ativo por um valor menor do que o contratado, sofrendo prejuízo.
Para evitar riscos de liquidez, mantenha o título até o prazo final. Se precisar resgatar antes, calcule a perda pela marcação a mercado antes de confirmar a operação.
CDB prefixado é melhor que CDI hoje?
A resposta depende do cenário de juros. O CDB prefixado pode ser melhor que o CDI quando há expectativa de queda da Selic, pois permite travar uma taxa fixa mais alta antes que os juros recuem. Já o CDB atrelado ao CDI acompanha a taxa básica de juros. Se a Selic cair, o rendimento também diminui ao longo do tempo.
Cenário favorável ao prefixado: queda da Selic
Se o mercado projeta o CDI médio em 12% ao ano nos próximos dois anos (alinhado com a projeção Focus de 12,00% para 2027), um CDB prefixado de 14% a.a. rende mais no vencimento. Em valores concretos: R$ 10.000 a 14% a.a. por dois anos geram R$ 2.996 brutos, enquanto o CDI a 12% renderia R$ 2.544 brutos no mesmo período. A vantagem do prefixado é de R$ 452 brutos.
Cenário favorável ao CDI: alta ou estabilidade da Selic
Se os juros subirem acima do esperado, o CDI pode superar o prefixado. Se a Selic subir para 16% e o CDI acompanhar, R$ 10.000 a 100% do CDI por dois anos renderiam R$ 3.456 brutos, contra R$ 2.996 do prefixado a 14% a.a. Nesse cenário, o pós-fixado entrega R$ 460 brutos a mais.
A regra prática: travar o prefixado quando o mercado projeta queda da Selic; manter o pós-fixado quando os juros estão altos e podem subir mais.
CDB prefixado e pós-fixado: qual é a diferença?
A principal distinção entre CDB prefixado e pós-fixado está na previsibilidade do retorno e no momento de definição dos juros.
- CDB Prefixado: Você conhece a taxa de juros exata no momento da aplicação (ex: 14% ao ano). O rendimento é fixo e não muda até o vencimento, independentemente das variações da Selic.
- CDB Pós-fixado: A rentabilidade é atrelada a um indicador, geralmente o CDI. O valor final depende da variação desse índice ao longo do tempo. Um exemplo é o CDB InfinitePay, que rende 102% do CDI em até 89 dias, 106% do CDI a partir de 90 dias e até 111,11% do CDI a partir de 360 dias, superando a média do mercado.
Ambas as modalidades são tributadas pelo Imposto de Renda de forma regressiva, com alíquotas que caem de 22,5% para 15% conforme o tempo de aplicação. O desconto do IR é automático na fonte no momento do resgate ou vencimento.
Comparativo de rentabilidade
O CDB prefixado define o ganho exato no momento da aplicação. Já o pós-fixado acompanha um indicador de mercado, geralmente o CDI, variando conforme a economia.
Confira as principais diferenças na tabela abaixo:
table2| Característica | CDB Prefixado | CDB Pós-fixado |
|---|---|---|
| Rentabilidade | Taxa fixa (ex: 14% a.a.) | % do CDI (ex: 102% a 111,11% do CDI) |
| Previsibilidade | Total (valor exato no fim) | Variável (segue a Selic) |
| Indicação | Queda de juros esperada | Alta de juros ou proteção |
Se você busca superar a média do mercado com segurança, o CDB InfinitePay é uma opção pós-fixada robusta. Ele rende 102% do CDI em até 89 dias, 106% do CDI a partir de 90 dias e até 111,11% do CDI a partir de 360 dias, acima da maioria dos bancos tradicionais.
Ambos sofrem incidência de Imposto de Renda conforme a tabela regressiva oficial. A alíquota sobre o lucro começa em 22,5% e pode cair para 15% em prazos longos.
O desconto do imposto é automático no vencimento ou no resgate antecipado. Por isso, sempre considere o valor líquido final ao comparar as taxas oferecidas pelas instituições.
CDB prefixado vs. Tesouro prefixado: qual escolher?
O CDB geralmente oferece taxas nominais superiores às do Tesouro Direto. Isso ocorre porque o banco precisa oferecer um prêmio maior para atrair investidores frente ao risco soberano.
Em agosto de 2026, o Tesouro Prefixado 2029 oferece aproximadamente 12% a.a., enquanto CDBs prefixados de bancos médios pagam de 13% a 15% a.a. O spread típico fica entre 1 e 3 pontos percentuais. Para aportes até R$ 250 mil, o FGC equipara a segurança: ambos protegem o capital, mas o Tesouro não tem limite de cobertura.
Para entender os riscos de crédito privado, vale consultar este guia da Anbima sobre como funciona o CDB. A emissão de CDBs é regulamentada pela Resolução CMN 5.005/2022, que define as condições de captação e emissão. A garantia do FGC equilibra essa equação para aportes até R$ 250 mil.
Já o Tesouro Prefixado possui a garantia do Governo Federal, sendo considerado o ativo mais seguro do país, sem limite de valor. A escolha depende do seu apetite a risco e prazo.
Simulações de rendimento na prática
Calcular o retorno final garante que a taxa contratada supere a inflação e entregue ganho real. Em um cenário de queda da Selic, projetada para terminar 2026 em 14,00% a.a. conforme as projeções Focus de julho de 2026, travar taxas acima desse patamar protege seu poder de compra.
Abaixo, apresentamos simulações líquidas para visualizar o quanto seu dinheiro cresce de verdade, já descontando o Imposto de Renda.
Quanto rendem R$ 10 mil no vencimento
Para esta simulação, consideramos um aporte único de R$ 10.000 mantido até o vencimento em um prazo de 2 anos (731 dias). Nesse período, a alíquota de Imposto de Renda cai para o patamar mínimo de 15% sobre o lucro.
Ao escolher um CDB prefixado em vez da poupança, a diferença no bolso é significativa. Veja os valores líquidos estimados para resgate em 2028:
table2| Taxa Contratada | Valor Bruto | Imposto (15%) | Valor Líquido (no bolso) |
|---|---|---|---|
| 12% a.a. | R$ 12.544,00 | R$ 381,60 | R$ 12.162,40 |
| 13% a.a. | R$ 12.769,00 | R$ 415,35 | R$ 12.353,65 |
| 14% a.a. | R$ 12.996,00 | R$ 449,40 | R$ 12.546,60 |
Valores ilustrativos com taxa fixa contratada no exemplo. A rentabilidade real depende da taxa disponível no momento da aplicação.
Garantir uma taxa de 14% hoje rende R$ 384 a mais do que uma taxa de 12%, sem alterar o risco se o emissor for coberto pelo FGC. Essa previsibilidade é a maior vantagem da renda fixa prefixada.
Simulações para diferentes prazos e valores
R$ 10.000 aplicados a 13% a.a. rendem valores diferentes conforme o prazo, porque o IR diminui e os juros compostos acumulam:
table2| Prazo | Valor Bruto | Alíquota IR | Imposto | Valor Líquido |
|---|---|---|---|---|
| 1 ano (360 dias) | R$ 11.300,00 | 20% | R$ 260,00 | R$ 11.040,00 |
| 2 anos (731 dias) | R$ 12.769,00 | 15% | R$ 415,35 | R$ 12.353,65 |
| 3 anos (1.096 dias) | R$ 14.428,97 | 15% | R$ 664,35 | R$ 13.764,62 |
No prazo de 1 ano, a alíquota de IR é de 20% (faixa de 181 a 360 dias). A partir de 720 dias, cai para 15%. Os juros compostos não geram rendimento mensal uniforme: o crescimento é exponencial, então o rendimento no terceiro ano supera o do primeiro.
Comparação: CDB prefixado vs CDI vs poupança
Para R$ 10.000 em 2 anos (alíquota de 15% para CDB e CDI), com CDI projetado em média 12% a.a. no período e poupança a 8,34% a.a.:
table2| Investimento | Taxa | Valor Bruto | IR | Valor Líquido |
|---|---|---|---|---|
| CDB prefixado | 14% a.a. | R$ 12.996,00 | R$ 449,40 | R$ 12.546,60 |
| CDB a 100% do CDI | 12% a.a. (proj.) | R$ 12.544,00 | R$ 381,60 | R$ 12.162,40 |
| Poupança | 8,34% a.a. | R$ 11.742,00 | Isento | R$ 11.742,00 |
O CDB prefixado a 14% rende R$ 384 líquidos a mais que o CDI projetado e R$ 804 a mais que a poupança. Se o CDI permanecer em 14,15% (cenário de Selic estável), o pós-fixado supera o prefixado.
Para simular o rendimento líquido com seu próprio valor, prazo e taxa, use a calculadora de CDB da InfinitePay, que mostra o resultado líquido e a comparação com a poupança em segundos.
Tributação e custos do investimento
O IR consome de 15% a 22,5% do lucro, dependendo do prazo. O rendimento líquido do seu CDB prefixado depende diretamente do tempo que o dinheiro fica aplicado, já que os impostos incidem apenas sobre o lucro obtido.
A tributação segue a lógica de incentivo ao longo prazo. Quanto maior o período do investimento, menor a alíquota descontada automaticamente no momento do resgate ou vencimento do título.
Tabela regressiva do imposto de renda
Confira as alíquotas vigentes na tabela de tributação de renda fixa da Receita Federal:
table2| Prazo da aplicação | Alíquota sobre o lucro |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15% |
Incidência de IOF no curto prazo
Outro custo importante é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele incide sobre os rendimentos apenas se o resgate ocorrer em menos de 30 dias após a aplicação inicial.
A alíquota é regressiva, começando em 96% no primeiro dia e chegando a zero no trigésimo dia. Para garantir rentabilidade real e fugir dessa cobrança, evite movimentar o valor nesse período inicial.
Como montar uma carteira combinando prefixado e pós-fixado
Travar uma taxa alta em um CDB prefixado faz sentido em cenários de queda da Selic. Mas nem todo capital deve ficar preso até o vencimento. Para o dinheiro que precisa de liquidez e rendimento diário, vale combinar estratégias.
Uma alocação prática para quem tem R$ 10.000:
- 60% no prefixado (R$ 6.000): trava a taxa alta por 2 anos e garante previsibilidade.
- 40% no pós-fixado (R$ 4.000): acompanha o CDI com liquidez no vencimento curto, permitindo aproveitar alta de juros.
O CDB InfinitePay rende 102% do CDI em até 89 dias, 106% do CDI a partir de 90 dias e até 111,11% do CDI a partir de 360 dias, tem proteção do FGC e aceita aplicação a partir de R$ 1, mantendo seu caixa produtivo enquanto você aproveita oportunidades no longo prazo.
Principais vantagens:
- Rendimento de 102% do CDI em até 89 dias, 106% do CDI a partir de 90 dias e até 111,11% do CDI a partir de 360 dias
- Prazos a partir de 31 dias
- Garantia do FGC até R$ 250 mil
- Aplicação a partir de R$ 1
O rendimento máximo é 111,11% do CDI, a partir de 360 dias (12 ou 24 meses).
.webp)








