Ver o resumo do artigo
- CDB é seguro porque o FGC cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição
- Risco de crédito existe: verifique Índice de Basileia acima de 10,5% antes de investir
- CDB pós-fixado acima de 100% do CDI com cobertura FGC é a escolha mais segura para iniciantes
- CDB a 106% do CDI supera poupança e Tesouro Selic no rendimento líquido de 12 meses
- Cobertura do FGC vale por conglomerado, não por banco, então distribua entre grupos diferentes
Investir no CDB é seguro, com ressalvas. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição e acumula patrimônio de R$ 140,4 bilhões em 2024.
O CDB é um empréstimo ao banco: você entrega o dinheiro e recebe juros no vencimento. Mais de 99 milhões de posições em 2025 colocam esse investimento CDB como o mais popular da renda fixa.
Segurança, porém, não elimina risco. O emissor pode enfrentar dificuldades, o prazo pode travar seu capital e o Imposto de Renda (IR) reduz o ganho líquido.
Avaliar o banco, respeitar o teto do FGC e comparar com poupança e Tesouro Direto protege seu dinheiro antes de aplicar.
Como o FGC protege seu investimento em CDB
CDB tem garantia do FGC. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por CPF, por instituição, com teto de R$ 1 milhão a cada 4 anos.
Investir no CDB é seguro porque, se o banco emissor quebrar, o fundo devolve o valor aplicado dentro do limite. 99,6% dos clientes de instituições associadas estão 100% cobertos.
O fundo acumula patrimônio de R$ 140,4 bilhões (2024) e já pagou R$ 6,2 bilhões em garantias a mais de 4,2 milhões de clientes desde 1995.
O que o FGC cobre e o que fica de fora
O FGC protege os investimentos de renda fixa mais comuns:
- CDB e RDB
- LCI e LCA
- Poupança
- Letra hipotecária (LH) e letra de câmbio (LC)
- Depósitos à vista e em contas-salário
Ficam de fora da cobertura:
- Fundos de investimento
- Debêntures, CRI e CRA
- Ações e títulos públicos
- Letras financeiras (LF)
Em contas conjuntas, o limite de R$ 250 mil é dividido entre os titulares. Dois titulares significa R$ 125 mil de cobertura por pessoa.
Como funciona o processo de ressarcimento do FGC
Se o Banco Central decretar intervenção ou liquidação, o pagamento da garantia segue um fluxo digital pelo app do FGC:
- Baixe o app FGC (iOS ou Android) e crie sua conta com e-mail ou login gov.br
- Após o liquidante enviar a lista de credores, selecione a instituição e informe uma conta bancária de sua titularidade
- Envie cópia do RG ou CNH e faça a prova de vida por selfie no app
- Assine digitalmente o Termo de Cessão de Créditos (prazo de 90 dias para assinar)
- O pagamento cai na sua conta em até 48 horas úteis após a assinatura
O prazo total gira em torno de 10 a 15 dias, do envio dos documentos ao crédito. O processo é 100% digital.
Você pode solicitar a garantia em até 3 anos da data da intervenção.
O FGC alerta que nenhuma instituição intermediária pode cobrar taxas para pagamento de garantias. Qualquer cobrança desse tipo é golpe.
Leia mais:
Quais são os riscos reais do CDB
CDB tem risco, mas são riscos conhecidos e mensuráveis. Três deles merecem atenção: crédito, liquidez e concentração.
Risco de crédito e saúde financeira do emissor
CDB tem risco de perder dinheiro se o banco emissor não honrar o pagamento no vencimento.
O Banco Central aplicou regimes especiais em quase 1.000 instituições desde 1966. O FGC, criado em 1995, cobriu todos os credores elegíveis dentro dos limites.
Antes de investir, verifique três indicadores do banco:
- Índice de Basileia acima de 10,5% (mínimo do Banco Central)
- Rating de crédito por agências como Fitch, S&P ou Moody's
- Lucro líquido consistente nos últimos trimestres
Risco de liquidez e resgate antecipado
CDBs sem liquidez diária travam o dinheiro até o vencimento. Se você precisar do valor antes, a saída é vender no mercado secundário.
A recompra ocorre a preços de mercado, não pela taxa contratada. Um CDB comprado a 120% do CDI pode ser recomprado a 105% ou 110%, gerando perda real.
Quanto mais distante o vencimento, maior a perda na revenda.
Para evitar esse risco, mantenha a reserva de emergência em aplicações com liquidez diária e direcione para CDBs de prazo fechado apenas o dinheiro que não vai precisar antes do vencimento.
Risco de concentração em conglomerados financeiros
Investir em CDBs de bancos do mesmo grupo financeiro cria uma exposição que passa despercebida.
O FGC cobre até R$ 250 mil por conglomerado, não por CNPJ. Se dois bancos pertencem ao mesmo grupo, o limite é compartilhado.
Exemplo: você aplica R$ 200 mil no Banco A e R$ 150 mil no Banco B, ambos do mesmo conglomerado. A cobertura total é R$ 250 mil, não R$ 350 mil.
Confirme se os bancos escolhidos pertencem a grupos diferentes no Banco Data. Diversificar entre conglomerados distintos maximiza a proteção do FGC.
Como escolher um CDB seguro para investir
CDB é confiável quando o banco emissor é sólido e o investimento respeita o limite do FGC.
Critérios para avaliar o banco emissor
Verifique se o banco tem autorização do Banco Central e se o CDB conta com cobertura do FGC. Sem essas duas condições, não invista.
Consulte o Índice de Basileia do emissor, que mede a capacidade de absorver perdas. O mínimo exigido pelo Banco Central é 10,5%, e a média do sistema fica em 15,6%.
O Banco Data reúne Índice de Basileia, rating e balanços de graça, em consulta rápida.
Grandes bancos pagam entre 100% e 105% do CDI em CDB liquidez diária. Bancos médios e digitais, entre 105% e 110%.
Acima de 130% do CDI, desconfie. O Caso Banco Master ilustra o risco: CDBs a 140% do CDI atraíram investidores, mas o banco foi liquidado.
O FGC pagou R$ 41 bilhões para 800 mil credores, porém o processo levou meses.
Qual tipo de CDB tem menos risco
O CDB pós-fixado atrelado ao CDI acompanha os juros do mercado. Se a Selic sobe, o rendimento sobe junto. Para qual CDB investir com menor risco, é a primeira escolha.
O prefixado trava a taxa na compra, e o investidor perde se a Selic subir depois. O atrelado ao IPCA protege contra inflação, mas oscila se resgatado antes do vencimento.
Para quem está começando, CDB pós-fixado acima de 100% do CDI com cobertura FGC é a escolha mais segura.
Se não precisa do dinheiro por pelo menos 31 dias, o CDB da InfinitePay rende 106% do CDI a partir de R$ 1, sem tarifas e com proteção do FGC.
Acima de R$ 250 mil, divida entre bancos de grupos diferentes para manter cada aplicação dentro do limite garantido.
CDB, poupança ou Tesouro Direto: qual é mais seguro
CDB e poupança contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição.
O Tesouro Direto tem garantia do governo federal (risco soberano), o que o torna o investimento mais seguro do país.
Garantias de cada investimento
| Investimento | Garantia | Limite de cobertura | Liquidez | Rendimento líquido em 12 meses (R$ 10 mil) |
|---|---|---|---|---|
| CDB InfinitePay (106% do CDI) | FGC | R$ 250 mil por CPF/instituição | No vencimento (a partir de 31 dias) | R$ 1.281 |
| CDB 100% do CDI | FGC | R$ 250 mil por CPF/instituição | Varia por emissor | R$ 1.208 |
| Tesouro Selic 2029 | Tesouro Nacional | Sem limite | Diária (D+1) | R$ 1.220 |
| Poupança | FGC | R$ 250 mil por CPF/instituição | Diária (perde rendimento fora do aniversário) | R$ 833 |
Simulação com Selic a 14,75% a.a. e CDI a 14,65% a.a. em abril de 2026. CDB e Tesouro Selic com IR de 17,5% (prazo acima de 360 dias).
Poupança isenta de IR. Valores aproximados.
Na escolha entre CDB ou Tesouro Direto, a diferença central é o tipo de garantia. O Tesouro Selic tem liquidez diária e risco soberano.
Ainda assim, o rendimento CDB a 106% do CDI supera o Tesouro mesmo após IR.
A poupança rende cerca de 8,33% ao ano, menos da metade de um CDB a 106% do CDI.
Para quem aceita travar o valor por 31 dias, o CDB da InfinitePay rende mais com aportes a partir de R$ 1.
Posição do CDB no espectro renda fixa vs renda variável
O CDB está no extremo seguro desse espectro, ao lado de títulos públicos e LCIs. Do outro lado ficam ações, fundos imobiliários e criptomoedas.
99,1 milhões de brasileiros investem em CDBs (2o trimestre de 2025). A renda fixa concentra 58,9% de todo o volume investido no país, R$ 4,68 trilhões (1o semestre de 2025).
Precisa do dinheiro antes de 31 dias? Tesouro Selic. Consegue esperar o vencimento? CDB acima de 100% do CDI rende mais.
Leia mais:
- Diferença entre CDB e CDI: Qual rende mais em 2026?
- Investir Dinheiro em 2026: Passo a Passo e Comparativo
Invista em CDB com segurança na InfinitePay
Investir no CDB é seguro quando você respeita o teto do FGC, verifica o emissor e diversifica entre conglomerados. Pós-fixado acima de 100% do CDI, supera poupança e Tesouro Selic.
O CDB da InfinitePay rende 106% do CDI, aceita aportes a partir de R$ 1 e conta com proteção do FGC. Sem tarifas e com simulação antes de investir.
Veja como funciona na prática e baixe o app da InfinitePay para começar a investir em minutos.
Perguntas frequentes
Quanto rende R$ 1.000 no CDB?
Depende da taxa e do prazo. Em um CDB a 106% do CDI mantido por 12 meses, R$ 1.000 rendem R$ 128,11 líquidos (já descontado o IR de 17,5%).
O cálculo considera o CDI a 14,65% ao ano (abril de 2026). A rentabilidade muda conforme a taxa Selic, e cada banco oferece percentuais diferentes do CDI.
CDB tem risco de perder dinheiro?
Quem tem CDB precisa declarar imposto de renda?
Sim. O IR é retido na fonte pelo banco no resgate, com alíquotas de 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias). Você não paga imposto adicional.
Saldo e rendimentos entram na declaração anual do IRPF. Resgates em menos de 30 dias também pagam IOF sobre o rendimento.
CDB com liquidez diária é seguro?
Sim. A cobertura do FGC vale para qualquer CDB, com ou sem liquidez diária. A diferença está no acesso ao dinheiro, não na proteção.
CDB com liquidez diária permite resgate a qualquer momento. CDB com prazo fechado trava o valor até o vencimento, mas costuma pagar taxas maiores.






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