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- O investidor empresta recursos ao banco e recebe juros superiores à poupança no vencimento do título.
- O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protege o capital e os rendimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF.
- Os títulos dividem-se em prefixados, pós-fixados (atrelados ao CDI) e híbridos (juros fixos mais inflação).
- A tributação do Imposto de Renda incide apenas sobre o lucro e diminui conforme o tempo da aplicação.
- O IOF afeta somente os resgates realizados em menos de 30 dias, tornando-se isento após esse período.
- A escolha do CDB ideal exige alinhar a liquidez do título aos objetivos e prazos do investidor.
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um investimento de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. Ao aplicar em um CDB, o investidor empresta dinheiro à instituição financeira por um prazo determinado e recebe juros como remuneração ao final do período, podendo ter rendimento superior ao da poupança.
Além da previsibilidade de retorno, o CDB conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre os valores aplicados, inclusive os rendimentos, até um limite por CPF ou CNPJ em cada instituição.
Ao longo deste artigo, você vai entender como o CDB funciona na prática, como o rendimento é calculado e em quais situações esse investimento pode fazer sentido na sua estratégia.
O que é CDB e como funciona na prática
Entender como funciona o CDB é fundamental para quem busca alternativas seguras à poupança. Trata-se de um dos investimentos mais populares do Brasil, conhecido pela simplicidade, previsibilidade de retorno e enquadramento como renda fixa.
O CDB é um título emitido por instituições financeiras para captar recursos e financiar suas atividades. Por isso, ele costuma ser uma das principais portas de entrada para quem começa a investir em renda fixa no mercado financeiro.
Significado da sigla e conceito básico
A sigla CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Em termos simples, ele representa um título de dívida emitido por um banco para levantar capital. Ao adquirir esse título, você se torna credor da instituição financeira por um período determinado.
O conceito é exatamente o oposto de pedir um empréstimo. Em vez de você pagar juros ao banco por usar o dinheiro dele, é o banco que paga juros a você por usar o seu dinheiro para financiar outras operações.
A mecânica de emprestar dinheiro para o banco
O investimento em CDB segue um processo simples e regulamentado, no qual o investidor empresta dinheiro ao banco em troca de juros.
Você escolhe a instituição e aplica o valor desejado em um título específico. O banco utiliza esse recurso para financiar empréstimos e outras operações de crédito.
No prazo acordado, que pode ter liquidez diária ou vencimento definido, a instituição devolve o valor investido acrescido da remuneração combinada. Todo esse fluxo é regulamentado e fiscalizado, garantindo o cumprimento das regras de rentabilidade e segurança.
Por que investir em CDB? Conheça as vantagens para o seu bolso
Praticamente todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central podem emitir CDBs. No cenário atual, investir nessa modalidade oferece benefícios que equilibram rentabilidade e proteção, independentemente do tamanho da instituição. Confira as principais vantagens:
- Segurança e Proteção do FGC: A maior vantagem é a garantia do Fundo Garantidor de Créditos. Isso significa que seu dinheiro (até R$ 250 mil) está protegido caso a instituição financeira enfrente dificuldades, oferecendo o mesmo nível de segurança da poupança.
- Rentabilidade Superior: Diferente da poupança, que possui um teto de rendimento, os CDBs oferecem taxas mais atrativas. No CDB InfinitePay, por exemplo, você garante 106% do CDI, uma marca superior à oferecida por muitos bancos tradicionais.
- Previsibilidade e Diversificação: Você pode escolher títulos que se ajustam ao seu planejamento. Existem opções para quem busca um valor exato no futuro (prefixados) ou para quem deseja acompanhar a taxa de juros da economia (pós-fixados).
- Liquidez e Flexibilidade: Muitos títulos modernos oferecem liquidez diária ou prazos curtos (como de 31 a 91 dias), permitindo que você rentabilize o capital sem precisar "trancá-lo" por anos.
- Acessibilidade Financeira: Hoje, não é preciso ter grandes fortunas para começar. O investimento mínimo é de apenas R$ 1,00, democratizando o acesso a uma renda fixa de alta performance.
Antes de investir, o ponto crucial é analisar o equilíbrio entre a taxa oferecida e o prazo. Títulos de instituições sólidas e inovadoras costumam ser o melhor caminho para quem busca maximizar o lucro sem abrir mão da segurança garantida por lei.
Tipos de títulos disponíveis no mercado
Ao investir em CDB, você se depara com três formas principais de remuneração. Entender a diferença entre elas é essencial para alinhar o investimento aos seus objetivos financeiros e ao momento da economia.
Opção pós-fixada e o CDI
Esta é a modalidade mais comum no mercado e costuma oferecer liquidez diária. A rentabilidade do título acompanha um indexador da economia, que na maioria das vezes é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
Na prática, isso significa que o retorno do seu investimento oscila conforme a taxa básica de juros (Selic). Se os juros sobem, seu rendimento aumenta.
Alternativa prefixada com taxa definida
Nos títulos prefixados, a lógica é inversa. A taxa de juros é definida exata e imutável no momento da aplicação, como "11% ao ano".
Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independentemente das oscilações do mercado financeiro. Essa modalidade é estratégica quando há previsão de queda na taxa de juros, pois você garante uma rentabilidade alta mesmo que o mercado recue.
No entanto, se você precisar resgatar antes do prazo, pode haver perdas financeiras devido à marcação a mercado, um risco explicado nos materiais educativos da Anbima sobre renda fixa.
Modelo híbrido e proteção contra a inflação
O CDB híbrido combina as duas características anteriores: uma parte da rentabilidade é prefixada (uma taxa fixa de juros) e a outra é pós-fixada, geralmente atrelada ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
O objetivo principal desse título é garantir que seu dinheiro renda acima da inflação, preservando seu poder de compra no longo prazo. Veja no quadro abaixo um resumo para facilitar sua escolha:
| Tipo de CDB | Como rende | Para quem é indicado |
|---|---|---|
| Pós-fixado | Acompanha um índice (ex: 100% do CDI) | Quem quer liquidez ou aposta na alta dos juros. |
| Prefixado | Taxa fixa definida na compra (ex: 12% a.a.) | Quem busca previsibilidade e acredita na queda dos juros. |
| Híbrido | Taxa fixa + Inflação (ex: IPCA + 6%) | Quem foca no longo prazo e proteção do poder de compra. |
Segurança e garantias da aplicação
A principal vantagem da renda fixa é a previsibilidade somada a mecanismos que protegem seu capital. Entender essas camadas de segurança é essencial para investir sem surpresas negativas e com total clareza sobre os riscos envolvidos.
Cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Para o investidor conservador, o FGC atua como um seguro. Caso a instituição financeira sofra intervenção ou liquidação extrajudicial, o fundo garante a devolução do dinheiro aplicado. O teto dessa garantia é de R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro, limitado a R$ 1 milhão a cada quatro anos.
Essas regras trazem tranquilidade, pois cobrem tanto o valor principal quanto os rendimentos acumulados até o limite estabelecido, conforme explicam as regras do Fundo Garantidor de Créditos.
| Tipo de Limite | Valor Coberto | Observação |
|---|---|---|
| Por Instituição | R$ 250.000,00 | Por CPF ou CNPJ |
| Teto Global | R$ 1.000.000,00 | Renovado a cada 4 anos |
| O que cobre | Principal + Juros | Até a data da intervenção |
Critérios para avaliar a solidez da instituição
Além da garantia externa, analisar a saúde do banco emissor reduz riscos. Indicadores como o Índice de Basileia mostram a relação entre o capital próprio da instituição e o dinheiro emprestado, indicando sua capacidade de honrar compromissos.
Agências de classificação de risco também emitem notas (ratings) sobre a solidez financeira dos emissores.
Tributação e custos envolvidos
Ao investir em CDB, você deve considerar que a tributação incide exclusivamente sobre o rendimento (o lucro), e nunca sobre o valor inicial que você aplicou. Isso significa que o seu dinheiro principal está protegido dos descontos.
Diferente de alguns fundos de investimento, a maioria dos CDBs não cobra taxas de administração ou custódia. O custo para o investidor resume-se basicamente ao Imposto de Renda (IR) e, em resgates muito rápidos, ao IOF.
Tabela regressiva do Imposto de Renda
A tributação do Imposto de Renda no CDB segue uma tabela regressiva: quanto mais tempo você deixa o dinheiro investido, menor será a alíquota paga sobre o lucro.
O imposto é retido na fonte, ou seja, o banco ou corretora desconta o valor automaticamente no momento do resgate ou vencimento. Você já recebe o valor líquido na sua conta.
Confira as alíquotas vigentes para 2026:
| Prazo da aplicação | Alíquota sobre o rendimento |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20,0% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15,0% |
Para quem busca maximizar o retorno, o ideal é manter o investimento por prazos mais longos, visando alcançar a alíquota mínima de 15%.
Incidência do IOF no curto prazo
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é cobrado apenas se você resgatar o dinheiro em menos de 30 dias após a aplicação. Ele funciona como uma "multa" para desencorajar a especulação de curtíssimo prazo.
A tabela do IOF também é regressiva. Ela começa alta, consumindo quase todo o lucro no primeiro dia, e cai diariamente até chegar a zero no 30º dia.
Veja a evolução da cobrança sobre o rendimento:
| Dias investidos | Alíquota de IOF | Dias investidos | Alíquota de IOF |
|---|---|---|---|
| 1 dia | 96% | 15 dias | 50% |
| 5 dias | 83% | 20 dias | 33% |
| 10 dias | 66% | 30 dias ou mais | 0% (Isento) |
Se você mantiver o dinheiro aplicado por pelo menos um mês, estará livre desse custo. Por isso, opções com vencimento a partir de 31 dias já garantem automaticamente a isenção total de IOF para o investidor.
Comparativo: CDB ou poupança
A poupança ainda é utilizada por muitos brasileiros por praticidade, mas nem sempre é a alternativa mais eficiente para preservar e aumentar o poder de compra do dinheiro. Ao comparar a poupança com o CDB, ficam evidentes diferenças relevantes em rentabilidade, liquidez e potencial de ganho real.
A tabela abaixo resume os principais pontos entre manter recursos na caderneta de poupança ou aplicar em títulos bancários como o CDB.
| Característica | Poupança | CDB (Certificado de Depósito Bancário) |
|---|---|---|
| Rentabilidade | Regra fixa (70% da Selic ou TR + 0,5% a.m.) | Geralmente rende perto ou acima de 100% do CDI |
| Liquidez | Diária (mas perde rendimento fora da data de aniversário) | Diária (imediata) ou no vencimento, sem perder o proporcional |
| Ganho Real | Baixo ou negativo | Geralmente supera a inflação |
| Imposto | Isento | Regressivo (22,5% a 15% sobre o lucro) |
Diferenças de rentabilidade e ganhos reais
A poupança possui uma regra de remuneração limitada, que em muitos períodos não acompanha a inflação. Na prática, isso pode resultar em perda de poder de compra ao longo do tempo, mesmo sem oscilações aparentes no saldo.
Os CDBs atrelados ao CDI, por outro lado, acompanham de perto a taxa básica de juros da economia. Isso tende a gerar um retorno mais alinhado ao cenário econômico e maior potencial de ganho real em comparação à poupança.
Como investir em CDB?
Investir em CDB é um processo simples, mas que exige atenção a alguns critérios básicos para garantir segurança, liquidez e rentabilidade adequadas ao seu objetivo financeiro.
Definição de objetivos e prazos
Antes de aplicar, é importante definir a finalidade do recurso. Essa decisão orienta a escolha entre CDBs com liquidez diária ou títulos com prazo de vencimento definido, que costumam oferecer taxas mais atrativas.
O alinhamento entre o prazo do investimento e o momento em que o dinheiro será utilizado é essencial para evitar resgates antecipados. Para objetivos como reserva de emergência, por exemplo, CDBs com carência ou vencimento longo não são recomendados.
Escolha da plataforma ou corretora
A instituição financeira é responsável pela emissão ou distribuição do CDB. É possível investir por meio de bancos tradicionais, bancos digitais ou corretoras de valores.
Verifique se a instituição é autorizada pelo Banco Central e se o título possui registro em sistema de custódia, garantindo que o investimento esteja vinculado ao seu CPF.
Avaliar a usabilidade da plataforma e a qualidade do atendimento também contribui para uma gestão mais eficiente.
Comparação de taxas e liquidez
As taxas de rendimento variam conforme a instituição e o prazo do CDB. Analise a rentabilidade oferecida, geralmente expressa como percentual do CDI, e verifique as condições de liquidez.
Alguns CDBs permitem resgates diários, enquanto outros exigem permanência até o vencimento. Ao comparar opções, considere sempre o rendimento líquido, já descontado o Imposto de Renda conforme a tabela regressiva.
Potencialize seus lucros com o CDB InfinitePay
Agora que você domina o assunto, chegou a hora de agir. Esqueça a poupança e busque retornos reais para o seu negócio com uma solução prática e totalmente digital, feita para quem quer ver o dinheiro crescer de verdade.
Com o CDB InfinitePay, seu dinheiro rende 106% do CDI, garantindo um retorno atrativo e superior aos bancos tradicionais. É a segurança que você precisa, com a proteção total do FGC e sem taxas escondidas ou tarifas de manutenção.
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Perguntas frequentes
Quanto rende 1.000 reais por mês no CDB?
Considerando a projeção da taxa Selic de 12,25% ao ano para 2026, conforme o Boletim Focus, R$ 1.000 aplicados em um CDB a 100% do CDI rendem aproximadamente R$ 9,60 brutos no primeiro mês. O valor líquido depende do prazo da aplicação e do desconto do Imposto de Renda.
Quanto rende 100 reais por dia no CDB?
Investir apenas R$ 100 gera um retorno diário muito pequeno, de cerca de R$ 0,04 brutos, considerando a taxa anual de 12,25%. Para ver ganhos expressivos diariamente, é necessário um aporte inicial maior ou constância nos investimentos mensais para aproveitar os juros compostos.
Quanto rende o CDB por mês?
O rendimento mensal segue a taxa CDI. Com a Selic projetada em 12,25% ao ano, o CDB rende cerca de 0,96% bruto ao mês. Esse percentual pode ser maior em bancos que oferecem taxas acima de 100% do CDI, ou menor após o desconto do Imposto de Renda.
Tem risco de perder dinheiro no CDB?
O risco é extremamente baixo. O CDB é um investimento de Renda Fixa protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que devolve até R$ 250 mil por CPF em caso de falência do banco. O único risco real é resgatar antecipadamente títulos sem liquidez diária.












