O aplicativo para passar cartão pelo celular transforma o smartphone em maquininha por aproximação, eliminando a maquininha física e o aluguel.
Segundo Rodrigo Cury, vice-presidente da Visa no Brasil em entrevista ao Finsiders, o país já tem 7 milhões de dispositivos habilitados para essa modalidade, atrás apenas dos EUA e Reino Unido.
Este guia compara os 5 principais aplicativos e analisa critérios que vão além de taxas para você escolher o que combina com seu negócio.
Quais são os 5 principais aplicativos para passar cartão pelo celular?
Os 5 principais aplicativos para passar cartão pelo celular no Brasil em 2026 são InfiniteTap (InfinitePay), Point Tap (Mercado Pago), TapOn (PagBank), SumUp e Tap to Pay (Ton). Cada um atende um perfil de vendedor diferente.
| Aplicativo | Plataformas | Modelo de taxa | Recebimento padrão | Ecossistema |
|---|---|---|---|---|
| InfiniteTap (InfinitePay) | Android e iOS | Progressiva | D+1 ou em segundos (Nitro) | Conta + crédito + investimento |
| Point Tap (Mercado Pago) | Android | Fixa | Variável | Marketplace + carteira digital |
| TapOn (PagBank) | Android e iOS | Fixa | D+30 padrão | Conta + crédito + investimento |
| SumUp | Android e iOS | Fixa | Na hora ou D+1 | Apenas pagamentos |
| Tap to Pay (Ton) | Android e iOS | Fixa | D+1 | Conta + grupo Stone |
O que cada aplicativo entrega de diferente?
A diferença real entre os apps está em três dimensões: modelo de taxa (progressiva ou fixa), profundidade do ecossistema bancário (apenas pagamento ou conta + crédito + investimento) e plataformas suportadas (Android, iOS ou ambos).
1. InfiniteTap (InfinitePay)
Funciona em Android e iOS, aceita CPF ou CNPJ. Modelo de taxa progressiva: no débito, parte de taxa que cai conforme o faturamento (0,75% para quem fatura acima de R$ 80 mil/mês, mais alta nas faixas iniciais).
Ecossistema é um dos mais completos da categoria. Conta digital gratuita, Pix taxa zero ilimitado, cartão virtual com cashback de 1,5%, empréstimo via app e CDB com rendimento de 106% do CDI. Centraliza pagamento, conta, crédito e investimento.
Aceita as 5 principais bandeiras (Visa, Mastercard, Elo, Hipercard, Amex) e carteiras digitais (Apple Pay, Google Pay, Samsung Pay). Recebimento padrão D+1, com opção Nitro em até 6 segundos.
Comece a transformar o celular em maquininha gratuitamente, sem aluguel e sem mensalidade.
2. Point Tap (Mercado Pago)
Funciona apenas em Android, aceita CPF ou CNPJ. Modelo de taxa fixa, padronizando o percentual independente do volume.
Tem integração nativa com Mercado Livre e Mercado Shops. Quem vende nessas plataformas tem fluxo financeiro unificado, com vendas online e presenciais no mesmo app.
Aceita Visa e Mastercard (sem Amex e Hipercard nativos). Carteira digital com recursos de cobrança, link de pagamento e gestão integrada à plataforma de vendas.
3. TapOn (PagBank)
Funciona em Android e iOS, aceita CPF ou CNPJ. Modelo de taxa fixa padrão.
Aceita Visa, Mastercard e Elo e prazo de recebimento padrão de 30 dias (para receber em D+1, requer contratar plano pago). Taxas variam por plano.
4. SumUp
Funciona em Android e iOS, aceita CPF ou CNPJ. Modelo de taxa fixa, aceita Visa e Mastercard (sem Amex, Hipercard ou Elo). Recebimento na hora ou D+1 no plano básico.
Sem conta digital robusta e sem produtos financeiros adicionais.
5. Tap to Pay (Ton)
Funciona em Android e iOS, aceita CPF ou CNPJ. Taxas não progressivas (fixas independente do faturamento).
Aceita as principais bandeiras (varia conforme plano). Recebimento padrão em D+1.
Pesquisa da Zoop com a PiniOn divulgada no E-Commerce Brasil aponta que 52% dos consumidores brasileiros já pagaram em celulares de vendedores, com ticket médio de R$ 525 via Tap to Pay (vs R$ 151 em POS tradicional).
Leia também:Como passar cartão pelo celular:guia para fazer e receber pagamentos por aproximação?
Quais critérios usar para escolher o aplicativo certo?
Para escolher além de taxas e prazo, avalie quatro critérios: cobertura de bandeiras, suporte ao vendedor, integrações disponíveis e qualidade do app na loja oficial.
1. Cobertura de bandeiras
Verifique se o app aceita Visa, Mastercard, Elo, Hipercard e American Express. Cada bandeira não aceita representa potencial venda perdida.
2. Suporte ao vendedor
Quando dá problema na venda, o tempo de resposta do suporte vira fluxo de caixa parado. Verifique se o app oferece chat 24/7, WhatsApp, telefone com horário ampliado.
3. Integrações com sistemas de gestão
Quem usa PDV, sistema de estoque ou ERP precisa confirmar a compatibilidade. A InfinitePay tem PDV próprio integrado ao app.
4. Qualidade do app na loja oficial
Antes de cadastrar, abra a Google Play ou App Store e verifique reviews recentes. Nota baixa pode indicar instabilidade, bugs em transações ou problemas de NFC.
Apps com 4,5+ estrelas e atualizações frequentes geralmente são mais estáveis. Avalie também a frequência de updates: app abandonado tende a acumular bugs com novas versões de Android/iOS.
Segundo análise do portal Inovativos com a Zoop, o Tap to Pay sai 112% mais barato que mPOS (Bluetooth), 304% mais barato que POS tradicional e 331% mais barato que SmartPOS — pano de fundo econômico que justifica o crescimento da categoria.
Para simular o impacto das taxas no seu caso, use a Calculadora de Taxas e veja quanto recebe líquido em cada venda.
Como começar a vender com a maquininha no celular?
Depois de escolher o aplicativo, baixe pela loja oficial e cadastre a conta com CPF ou CNPJ. O processo leva 5 minutos na maioria dos provedores.
Para começar com a InfinitePay, baixe o app da InfinitePay e ative o InfiniteTap em menos de 5 minutos.
Segundo levantamento do iDinheiro, maquininhas físicas básicas começam em R$ 47,88 e chegam a R$ 297 nos modelos profissionais. No celular, o investimento inicial é zero, independente do app escolhido.
Leia também:










