Taxa Selic hoje (2026): o que é e o que muda quando ela sobe ou cai

Entenda a Importância da Taxa Selic na Economia Brasileira: Influência nos Investimentos, Empréstimos, Inflação e Câmbio

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taxa selic o que é: mulher sentada em uma cadeira em um ambiente comercial lendo alguns papéis

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A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil. Ela serve de referência para todas as demais taxas de juros do mercado: empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. Em 5 de agosto de 2026, o Copom reduziu a Selic para 14,00% ao ano, o quarto corte consecutivo no ano.

A Selic influencia o nível de atividade econômica, a inflação e a taxa de câmbio. Com a taxa alta, os juros dos empréstimos sobem, o crédito fica mais caro e a economia desacelera. Com a taxa baixa, o crédito fica mais barato, o consumo cresce e a economia acelera. O Copom usa essa alavanca para manter a inflação perto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão que fixa as metas anuais.

Como funciona a taxa Selic

A taxa Selic é definida pelo Copom, que se reúne oito vezes por ano em datas pré-anunciadas pelo Banco Central. A cada reunião, o comitê analisa a inflação, o crescimento econômico e o cenário internacional, e decide se a taxa sobe, cai ou permanece inalterada. As atas das decisões são publicadas na terça-feira seguinte a cada encontro.

A taxa é calculada a partir das operações do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, o Selic, administrado pelo Banco Central. Esse sistema registra a negociação de títulos públicos federais entre bancos, e a taxa média ponderada dessas operações define a Selic efetiva. A Selic meta, divulgada pelo Copom, é a taxa-alvo que o Banco Central busca manter por meio de operações no mercado aberto.

Leia mais:Bê-a-bá da Taxa Selic: como ela pode afetar o meu negócio.

Selic hoje: valor atual e próxima reunião

A taxa Selic está em 14,00% ao ano desde 5 de agosto de 2026, decisão unânime do Copom. A próxima reunião acontece nos dias 15 e 16 de setembro de 2026. As demais reuniões de 2026 ocorrem em 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro.

Fonte: Banco Central do Brasil, nota da decisão do Copom de 5 de agosto de 2026.

O que acontece quando a taxa Selic sobe

Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro e a economia desacelera. Juros altos encarecem empréstimos e financiamentos, reduzem o consumo e o investimento, e ajudam a conter a inflação ao diminuir a demanda agregada. Esse é o mecanismo principal de combate à alta de preços: ao tornar o crédito mais caro, o Banco Central reduz o ritmo de gastos na economia e pressiona a inflação para baixo.

A alta da Selic também costuma valorizar o real frente ao dólar, porque juros mais altos atraem capital estrangeiro em busca de maior retorno. Para quem investe em renda fixa, a Selic alta significa rendimentos maiores em CDB, Tesouro Selic e fundos DI.

O que acontece quando a taxa Selic cai

Quando a Selic cai, o crédito fica mais barato e a economia acelera. Juros baixos barateiam empréstimos e financiamentos, estimulam o consumo e o investimento, e ajudam a recuperar a atividade econômica em cenários de baixo crescimento. A redução da Selic tende a aumentar a pressão inflacionária no curto prazo, porque mais dinheiro circulando aquece a demanda.

A queda da Selic também costuma desvalorizar o real, porque juros mais baixos reduzem o atrativo para capital estrangeiro. Para quem investe em renda fixa, a Selic baixa significa rendimentos menores em produtos pós-fixados, o que pode favorecer prefixados ou inflação-indexados.

Impactos da Taxa Selic na economia e na vida das pessoas

Investimentos

A taxa Selic influencia a rentabilidade de investimentos de renda fixa. Quando a Selic sobe, títulos pós-fixados como Certificado de Depósito Interbancário (CDI), Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) tendem a pagar mais. Quando a Selic cai, o rendimento desses produtos diminui.

O CDI acompanha a Selic de perto e serve de referência para a maior parte da renda fixa pós-fixada. Um CDB que paga 100% do CDI entrega um rendimento bruto próximo da Selic. Já a poupança rende de forma diferente: quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança paga 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), o que resulta em um rendimento anual significativamente menor que o CDI.

Em um cenário ilustrativo com a Selic a 14,00% ao ano, suponha R$ 10.000 aplicados por um ano. Um CDB a 100% do CDI rende aproximadamente 13,90% brutos, ou cerca de R$ 1.390 antes do Imposto de Renda (IR). A poupança rende cerca de 7% ao ano, ou aproximadamente R$ 700, sem desconto de IR. A diferença chega a quase R$ 600 por ano a favor do CDB, mesmo após o IR.

O Tesouro Selic, título público federal vendido no Tesouro Direto, também acompanha a Selic e oferece liquidez diária. A escolha entre CDB, Tesouro Selic e poupança depende do prazo, do valor aplicado e da tributação: aplicações acima de 720 dias pagam IR de 15%, enquanto a poupança é isenta.

Compare o rendimento de CDB e poupança antes de escolher onde aplicar.

Empréstimos e financiamentos

A taxa Selic afeta os juros praticados no mercado de crédito. Com a Selic alta, empréstimos e financiamentos ficam mais caros e o crédito mais restrito. Com a Selic baixa, o custo do crédito cai e o acesso ao financiamento facilita.

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Inflação

A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação no Brasil. O Copom ajusta a taxa para manter o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, dentro da meta definida pelo CMN. A meta para 2026 é de 3,00%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Desde janeiro de 2025, o Brasil opera um regime de metas contínuo: a meta refere-se à inflação acumulada em 12 meses, apurada mês a mês, e não apenas à inflação do ano-calendário. Esse regime exige maior frequência de ajustes da Selic para manter a inflação convergente.

Quando a inflação ultrapassa o teto da meta, o Copom tende a elevar a Selic para conter a demanda. Quando a inflação fica abaixo da meta, o Copom tende a reduzir a Selic para estimular a economia.

Fonte: Banco Central do Brasil, regime de metas para a inflação.

Câmbio

A taxa Selic influencia a taxa de câmbio por meio do fluxo de capitais internacionais. Juros altos no Brasil atraem investidores estrangeiros em busca de maior retorno, o que aumenta a demanda pelo real e tende a valorizar a moeda frente ao dólar. Esse movimento é conhecido como carry trade: investidores captam recursos em moedas de juros baixos e aplicam em países de juros altos, embolsando a diferença.

Juros baixos reduzem esse atrativo, diminuem a entrada de capital estrangeiro e tendem a desvalorizar o real. A valorização do real barateia importações e prejudica exportadores; a desvalorização encarece importações e favorece exportadores que recebem em dólar.

Histórico da taxa Selic

A tabela abaixo mostra a taxa Selic no final de cada ano, de 2015 a 2026. Os dados até 2024 refletem decisões efetivas do Copom. Os valores de 2025 e 2026 refletem a projeção do Relatório Focus e a decisão de agosto de 2026.

AnoSelic no final do ano
201514,25%
201613,75%
20177,00%
20186,50%
20194,50%
20202,00%
20219,25%
202213,75%
202311,75%
202412,25%
202515,00% (projeção Focus)
202614,00% (atual)

Fonte: Banco Central do Brasil, meta da taxa Selic definida pelo Copom.

O ciclo mostra a volatilidade da Selic: a taxa caiu para o mínimo histórico de 2,00% em 2020 durante a pandemia, subiu para 13,75% em 2022 para conter a inflação, e em 2026 inicia um novo ciclo de cortes.

O que acompanhar a partir de agora

Acompanhe a Selic e tome decisões financeiras com base no ciclo atual:

  • Consulte o calendário do Copom no site do Banco Central para saber quando as decisões saem.
  • Leia as atas do Copom para entender o tom do comitê e a direção dos próximos movimentos.
  • Compare o rendimento de CDB, Tesouro Selic e poupança antes de aplicar em renda fixa.
  • Renegocie dívidas com juros altos quando a Selic começar a cair.
  • Monitore o IPCA mensal para verificar se a inflação converge para a meta de 3,00%.

Você também pode se interessar:InfinitePay acompanha redução da Selic e corta taxas de juros no parcelado.

Perguntas frequentes

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