5 dicas para separar as finanças pessoais e da empresa

Separando os gastos, você mantém um melhor controle sobre o seu negócio; confira como fazer isso com eficiência

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5 dicas para separar as finanças pessoais e da empresa

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Separar as finanças pessoais e da empresa significa manter contas bancárias distintas, um pró-labore fixo como sua remuneração e uma reserva para cada lado. Sem essa divisão, o lucro do negócio fica invisível.

Se a empresa é a sua única fonte de renda, a tentação aparece toda semana: pagar o mercado com o cartão do negócio ou tapar o buraco do caixa com o dinheiro da conta pessoal. O hábito parece inofensivo até o mês em que o imposto vence e o dinheiro já foi embora.

Por que separar as contas pessoais e da empresa?

Porque misturar as contas esconde o lucro real: sem extrato limpo, você perde a visão dos gastos, não consegue definir a margem de lucro e gerencia o negócio no achismo. E a margem para erro é pequena: das empresas empregadoras abertas em 2017, apenas 37,3% ainda estavam ativas cinco anos depois, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia mais:Como as dívidas podem prejudicar sua empresa

O hábito nasce de uma realidade: em pequenas e microempresas, o negócio costuma ser a única fonte de renda da família, então usar a conta empresarial para pagar despesas pessoais, ou tirar dinheiro do bolso para tapar um furo no caixa, parece natural. O preço aparece depois, em confusão, prejuízo e risco de ver a empresa falir.

5 dicas para separar suas finanças com segurança

A ordem importa: as contas separadas vêm primeiro, porque pró-labore, controle e reserva só funcionam quando o dinheiro entra na conta certa desde o começo.

1. Separe suas contas bancárias

Ter contas bancárias separadas é o primeiro passo e parece óbvio justamente porque quase todo mundo adia. Na conta de pessoa física ficam as despesas pessoais e domésticas; na conta de pessoa jurídica, os gastos da empresa.

ContaO que paga
Pessoa físicaAluguel da moradia, condomínio, luz e internet de casa, supermercado, escola dos filhos, seguro do carro, plano de saúde familiar
Pessoa jurídicaFolha salarial e pró-labore, pagamentos a fornecedores, aluguel do escritório ou da loja, impostos, taxas de cartão, material de trabalho

Na hora de separar as contas, fique de olho nas condições de cada banco. Vários oferecem isenção de mensalidade e de taxas na abertura, o que faz diferença para quem está começando.

2. Defina o valor do seu pró-labore

O pró-labore é a remuneração fixa mensal que o dono ou os sócios recebem pelo trabalho administrativo na empresa. Ele não é um salário de empregado, mas cumpre a mesma função na sua vida: com o mesmo valor entrando todo mês, você planeja o orçamento pessoal e para de sacar do caixa da empresa a toda hora. Na prática, quando o pró-labore não existe, o dono vira o saque automático de todo aperto, e é assim que as contas voltam a se misturar.

Sobre esse valor incide a contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS: 11% são descontados do sócio que trabalha na empresa, conforme a Receita Federal. Coloque esse custo na conta antes de definir o valor: um pró-labore de R$ 2.000 desconta R$ 220 de INSS.

Para chegar ao número, use duas referências. O piso é o salário mínimo, fixado em R$ 1.621 para 2026, porque a contribuição previdenciária do sócio não é calculada sobre valor menor. O teto é seu: o valor que o caixa suporta depois de impostos, fornecedores e um percentual de reserva.

Pró-labore também não se confunde com distribuição de lucros. O lucro distribuído é o excedente depois de impostos e contas pagas e, no Simples Nacional, é isento de Imposto de Renda para o sócio; o pró-labore, não. Use o pró-labore como renda fixa do mês e o lucro como a parte variável do ano.

3. Adote boas práticas financeiras

Finanças separadas se sustentam com dois controles: categorias de despesa na vida pessoal e fluxo de caixa no negócio. Quanto mais organizados os gastos nos dois lados, menos razão você tem para misturá-los.

Nas finanças pessoais, crie categorias de despesas o mais detalhadas possível (alimentação, lazer, educação, contas da casa) para enxergar para onde o dinheiro vai. No negócio, controle o fluxo de caixa: acompanhe contas a pagar e a receber, planeje o estoque e avalie o capital de giro. O fluxo mostra se o negócio se paga; as categorias mostram se a sua renda alcança o mês.

4. Construa boas reservas

Reservas separadas são a proteção contra imprevistos: sem elas, qualquer surpresa vira dinheiro tirado do lugar errado. Guarde um percentual fixo do pró-labore todo mês para a reserva pessoal e um percentual do que sobrar no caixa para a reserva do negócio.

Uma referência de tamanho para a reserva de emergência empresarial: acumule de três a seis meses dos custos fixos em cada um dos lados. E, em vez de deixar o dinheiro parado, procure aplicações com liquidez imediata.

5. Escolha uma boa ferramenta de controle

A vida é corrida demais para controlar os gastos na ponta do lápis. Use um programa que mostre, separadamente, como vão as contas da empresa e as pessoais.

As planilhas eletrônicas são a opção mais simples e gratuita, como o Google Planilhas. Se planilha não é o seu formato, existem apps e softwares de gestão financeira em diferentes faixas de preço: é só escolher o que combina com o seu momento.

A Conta PJ da InfinitePay, por exemplo, já traz esse controle integrado: as vendas da maquininha e do Pix entram no app, que organiza entradas e saídas e fecha o caixa do dia sem planilha. A conta é gratuita e sem mensalidade, o Pix não tem taxa e as vendas no débito Visa e Mastercard têm taxa de 1,37% para quem fatura até R$ 20 mil por mês, com o dinheiro na conta em um dia útil.

Como separar as finanças sendo MEI

Quem é Microempreendedor Individual, o MEI, aplica as mesmas cinco dicas com uma simplificação: não define pró-labore. A contribuição previdenciária do MEI já é recolhida dentro do DAS mensal, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional, e o manual do eSocial do governo federal orienta que o MEI não cadastre pró-labore justamente porque a mensalidade fixa já cobre a Previdência.

A separação de contas continua valendo, e por um motivo prático: com uma conta empresarial recebendo tudo o que o negócio fatura, o extrato vira um registro automático do faturamento, e você enxerga com antecedência quando o limite anual de faturamento do MEI está perto de ser atingido.

Recapitulando o caminho: contas separadas, pró-labore com piso no salário mínimo e teto no caixa, categorias pessoais e fluxo de caixa no negócio, reservas de três a seis meses e uma ferramenta que faça o controle por você. Quem é MEI simplifica ainda mais: sem pró-labore, com a mensalidade fixa do DAS e contas separadas para vigiar o faturamento.

O primeiro passo custa zero: a Conta PJ da InfinitePay abre em minutos, sem mensalidade e com Pix gratuito, e o controle financeiro integrado mantém as entradas e saídas do negócio visíveis no mesmo app em que você recebe das vendas. Separado o caixa, o que sobra é disciplina: pró-labore no dia marcado, reservas alimentadas todo mês e lucro distribuído só depois das contas pagas.

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