Como usar a calculadora de reajuste salarial?
A calculadora faz a conta de um funcionário por vez e mostra o resultado na mesma tela. Abaixo, o que colocar em cada campo, o que aparece no resultado e um exemplo com uma equipe de três pessoas.
- Digite o salário-base do funcionário. O campo se chama "Seu salário atual", mas vale para qualquer salário da equipe.
- Digite o percentual da convenção da categoria. O contador e o sindicato têm o número; a data-base também está no texto da norma.
- Informe o seu e-mail e clique em Calcular meu reajuste.
- Compare propostas, se estiver negociando. Em "Adicionar percentual", inclua até cinco índices e veja a diferença de cada um.
- Repita para cada salário diferente da equipe. Use "Copiar resultado" para guardar a conta de cada funcionário.
O que aparece no resultado
- Novo salário: o salário bruto do funcionário depois do reajuste
- Aumento: quanto a folha sobe por mês com esse funcionário, sem encargos
- Como calculamos: salário atual, percentual, valor do aumento e novo salário, linha a linha
- Comparação: para cada percentual extra, o aumento, o novo salário e a diferença para o percentual que você informou
- Copiar resultado: copia o resumo e a tabela de comparação em texto, pronto para enviar ao contador
Exemplo: equipe de 3 funcionários com reajuste de 5,5%
Se a proposta em negociação fosse 4%, a folha subiria R$ 300 por mês; com 6%, R$ 450. A comparação mostra quanto cada ponto percentual pesa no caixa antes de você fechar o acordo.

Como calcular o reajuste salarial
A conta do reajuste é uma regra de três e serve para qualquer aumento por percentual: convenção, dissídio, promoção ou mérito. Veja a fórmula e o caminho contrário, para saber quanto um aumento que você já deu representa em percentual.
Fórmula do novo salário
Aumento = salário atual × percentual ÷ 100
Novo salário = salário atual + aumento
Se algum funcionário recebe o salário mínimo, o percentual não sai da convenção: o governo fixa o novo valor por decreto, e ele vale desde 1º de janeiro. O valor e a regra estão no guia do salário mínimo de 2026. Nenhum salário da equipe pode ficar abaixo do mínimo nacional nem do piso da categoria.
Como descobrir o percentual de um aumento que você já deu
Divida o salário novo pelo antigo, subtraia 1 e multiplique por 100. Se você subiu um salário de R$ 1.000 para R$ 1.250: 1.250 ÷ 1.000 = 1,25; menos 1, 0,25; vezes 100, 25%. Esse número ajuda a ver se o aumento já cobre o índice da convenção, quando a norma permite compensar aumentos dados antes da data-base.
Como calcular o retroativo do dissídio
Quando a convenção ou o dissídio é assinado depois da data-base, o reajuste vale desde a data-base, mas você só aplica o novo salário depois. A diferença dos meses anteriores é paga ao funcionário como retroativo, na folha e no prazo que a norma da categoria definir.

O retroativo também muda o que foi pago com base no salário nesses meses: horas extras, adicional noturno, férias e 13º. Sobre o total incidem FGTS e, conforme o regime da empresa, INSS patronal. Na equipe do exemplo, três meses de atraso dão R$ 1.237,50 de retroativo de salário, antes dos reflexos e dos encargos. A calculadora ainda não faz essa conta: use o aumento do resultado e multiplique pelos meses.
Qual a diferença entre reajuste salarial e dissídio?
No dia a dia, "dissídio" virou sinônimo do reajuste anual da categoria. No sentido técnico, são coisas diferentes, e o nome muda conforme a origem do percentual. Para a folha, não muda nada: a conta é a mesma.
O reajuste salarial é obrigatório?
Nenhuma lei obriga a empresa a dar reajuste todo ano. Pela Lei 10.192/2001, os salários são revistos na data-base por livre negociação coletiva. Quando a convenção, o acordo ou a sentença de dissídio da categoria fixa um reajuste, ele passa a ser obrigatório para a sua empresa, mesmo que ela não seja filiada ao sindicato patronal. Em qualquer caso, você não pode reduzir salários nem pagar abaixo do mínimo nacional ou do piso da categoria.
Quanto o reajuste custa para a sua empresa
O aumento que a calculadora mostra é só o salário. O custo real do reajuste é maior, porque os encargos e as provisões acompanham o novo valor:
- FGTS: 8% sobre o novo salário. No exemplo da equipe, os R$ 412,50 de aumento somam R$ 33 por mês só de FGTS.
- INSS patronal: depende do regime. O MEI paga 3% sobre o salário do empregado; no Simples Nacional, a contribuição costuma estar dentro do DAS, exceto no Anexo IV; no Lucro Presumido e no Real, são 20% mais as outras contribuições sobre a folha.
- Férias e 13º: os dois são pagos com o salário da época, então sobem junto. Vale reservar a diferença todo mês.
- Benefícios da convenção: vale-refeição, vale-alimentação e outros benefícios podem ter reajuste próprio na mesma norma.
Para ver o custo mensal de cada funcionário com o novo salário, use a calculadora de custo de funcionário.
Depois do reajuste: o que fazer
Com o novo salário de cada funcionário calculado, faltam quatro passos para fechar o reajuste sem pendência:
- Registre a alteração salarial no eSocial, ou peça ao contador. O funcionário vê o novo salário na Carteira de Trabalho Digital. Veja como registrar o empregado no eSocial e na Carteira de Trabalho Digital.
- Aplique o novo salário na folha a partir da competência certa e pague o retroativo, se houver, no prazo da convenção.
- Refaça as contas de férias e 13º com o novo salário, na calculadora de férias e na calculadora de décimo terceiro.
- Guarde a convenção e as contas junto com a folha do mês, para responder a qualquer dúvida do funcionário ou do sindicato.
O que a calculadora não considera
A calculadora faz uma conta: salário bruto vezes percentual. Algumas situações da folha pedem um passo a mais:
- Encargos: FGTS, INSS patronal e provisões ficam de fora. Use a seção acima e a calculadora de custo de funcionário.
- Retroativo: calcule com o aumento do resultado e os meses de atraso, como no exemplo.
- Reajuste proporcional: algumas convenções dão percentual menor a quem foi contratado depois da última data-base. Use o percentual que a norma indicar para cada funcionário.
- Piso e faixas da categoria: algumas convenções fixam piso ou reajuste em reais para certas faixas de salário. Confira se cada resultado respeita essas regras.
- Salário líquido do funcionário: o resultado é bruto. Em 2026, o INSS do empregado vai de 7,5% a 14% por faixa, até o teto de R$ 8.475,55 (tabela do INSS de 2026), e o imposto de renda fica zerado para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
Calcule o reajuste da sua equipe agora
Antes de fechar o acordo, aplicar o dissídio ou rodar a folha do mês, veja quanto o reajuste de cada funcionário vale em reais e compare as propostas em negociação.


