Lista de tópicos
Ver o resumo do artigo
- Criminosos fingem ser do banco para roubar dados e induzir transferências financeiras.
- Golpistas criam urgência falsa e ameaçam bloquear contas para manipular a vítima.
- Instituições legítimas jamais pedem senhas, instalações de apps ou transferências de teste.
- Desligue chamadas suspeitas e espere 10 minutos antes de ligar para o número oficial do cartão.
- Bloqueie cartões e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED) imediatamente se cair no golpe.
- Registre o Boletim de Ocorrência online e troque senhas de bancos e e-mails.
O golpe da falsa central começa com uma ligação ou mensagem inesperada que parece ser do seu banco, mas o objetivo é roubar seu dinheiro. Entender os sinais de alerta é o primeiro passo para não se tornar a próxima vítima e agir a tempo de proteger suas finanças.
A urgência é real: os casos reportados dessa fraude cresceram 195,7% no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Febraban . Este guia mostra exatamente o que fazer e o que não fazer ao receber um contato suspeito.
- Golpe do Pix: confira os mais comuns e como se proteger
- Golpe da maquininha: como proteger clientes e seu negócio
O que é o golpe da falsa central de atendimento?
O golpe da falsa central de atendimento é uma fraude na qual criminosos se passam por funcionários de bancos ou empresas para enganar você. Eles simulam um atendimento legítimo para roubar seus dados e induzi-lo a realizar transações financeiras.
Como os golpistas entram em contato
Os fraudadores utilizam diferentes canais para iniciar o contato, muitas vezes parecendo fontes oficiais. As abordagens mais comuns incluem:
- Usam tecnologias em ligações telefônicas para mascarar o número, fazendo com que o identificador de chamadas mostre o telefone oficial do seu banco.
- Enviam alertas falsos por mensagens de texto (SMS) sobre compras suspeitas ou agendamentos, com um número para você ligar.
- Mandam mensagens por WhatsApp e e-mail com a identidade visual da empresa, informando sobre supostos problemas na sua conta.
As táticas de manipulação mais comuns
A principal arma dos golpistas é a manipulação psicológica, explorando suas emoções para que você aja sem pensar. Fique atento a estas táticas:
- Criam um falso senso de urgência ao afirmar que sua conta foi invadida ou que há uma transação suspeita em andamento, exigindo ação imediata.
- Induzem medo ao ameaçar bloquear seu cartão ou conta caso você não siga os procedimentos indicados por eles.
- Pedem para você instalar um "aplicativo de segurança" (que é um vírus) ou realizar uma "transação de teste" para uma conta que na verdade pertence ao golpista.
- Utilizam termos bancários para parecerem profissionais e ganharem sua confiança durante a chamada.
Como os criminosos obtêm seus dados iniciais
Para que o golpe pareça real, os criminosos geralmente já possuem algumas de suas informações. Eles conseguem esses dados de várias formas:
- Acessam informações como nome, CPF e telefone que foram expostas em vazamentos de dados de outras empresas e vendidas ilegalmente.
- Coletam dados que você compartilha publicamente em redes sociais, como nome de familiares ou locais que frequenta.
- Enviam e-mails ou links que direcionam para sites falsos, projetados para capturar suas informações quando você as digita.
Sinais de alerta: como identificar a fraude em tempo real
Identificar os padrões de uma falsa central de atendimento é a forma mais eficaz de se proteger, pois as fraudes seguem roteiros previsíveis.
O que um banco ou empresa legítima nunca vai pedir
A diferença fundamental entre um contato oficial e um golpe está no tipo de informação solicitada. Use esta tabela como um guia rápido para identificar pedidos fraudulentos.
| O Banco NUNCA pede | O Criminoso pede |
|---|---|
| Que você dite sua senha para um atendente humano. | Sua senha falada ou digitada após clicar em links enviados. |
| Transferências ou Pix para "contas seguras". | Que você transfira dinheiro para "reverter" uma operação. |
| Instalação de aplicativos de acesso remoto. | Para baixar um "app de segurança" fora da loja oficial. |
| Fotos do seu cartão, frente e verso. | Uma foto do seu cartão para "verificar os dados". |
Frases e argumentos que devem gerar desconfiança
Golpistas usam roteiros para manipular suas emoções. Se ouvir qualquer uma das frases abaixo, a chance de ser uma fraude é altíssima:
- "Detectamos uma compra suspeita de R$ 5.000 e precisamos cancelá-la agora."
- "Sua conta foi clonada, transfira seu saldo para esta conta segura para protegê-lo."
- "Para sua segurança, preciso que você confirme sua senha completa."
- "Não desligue a ligação, o procedimento de segurança precisa ser feito online conosco."
- "Instale este aplicativo para que nosso técnico possa verificar sua conta."
A regra dos 10 minutos para ligações suspeitas
Se a conversa parecer suspeita, desligue imediatamente. Não se preocupe em ser rude. Em seguida, aplique a regra dos 10 minutos: espere esse tempo antes de fazer qualquer outra coisa.
Esse intervalo é crucial por dois motivos. Primeiro, quebra o estado de urgência e pânico criado pelo golpista, permitindo que você pense com clareza.
Segundo, evita um truque antigo em que o criminoso "prende" a linha telefônica fixa. Após os 10 minutos, ligue você mesmo para o número oficial do seu banco, que fica atrás do cartão, de preferência usando outro aparelho.
Fui vítima do golpe: o que fazer agora?
Se você foi vítima de um golpe, a rapidez da sua reação é o fator mais importante para limitar os danos.
Passo a passo imediato para minimizar os danos
- Contate seu banco imediatamente. Use o número de telefone que está no verso do seu cartão. Peça o bloqueio de contas e cartões e solicite a ativação do MED para as transações fraudulentas.
- Troque todas as suas senhas. Comece pela do aplicativo do banco e, em seguida, a do seu e-mail principal. Isso impede que os golpistas acessem outras contas vinculadas.
- Avise familiares e amigos. Comunique o ocorrido em redes sociais ou grupos para evitar que criminosos usem sua identidade para aplicar golpes em pessoas próximas.
Como registrar um boletim de ocorrência online
Você não precisa ir a uma delegacia física. Registre o Boletim de Ocorrência (B.O.) pela internet, através da "Delegacia Virtual" do seu estado.
O B.O. é um documento oficial indispensável. Ele serve como prova para contestar operações financeiras no banco e se proteger de dívidas futuras feitas em seu nome.
É possível reaver o dinheiro perdido?
Sim, existe uma chance, mas ela depende da sua agilidade. Para transferências via Pix, o Banco Central criou o MED (Mecanismo Especial de Devolução).
Ao notificar seu banco rapidamente, a instituição tenta bloquear os recursos na conta de destino. Contudo, a recuperação não é garantida, pois depende de ainda haver saldo na conta do criminoso.
Proteja também seu celular
Quando o assunto é golpe da falsa central, proteger suas informações vai muito além de reconhecer sinais de fraude em ligações suspeitas, é essencial também garantir que ninguém tenha acesso ao seu celular caso ele seja perdido ou roubado.
Isso porque golpistas podem usar o aparelho desbloqueado para acessar apps financeiros, ler SMS de autenticação, alterar senhas e até simular contatos oficiais.
A página de Perda e Roubo da InfinitePay foi criada justamente para orientar empreendedores sobre como bloquear, de forma imediata e segura, o acesso à conta do negócio caso o dispositivo caia em mãos erradas.
Esse bloqueio rápido impede que criminosos realizem empréstimos, movimentações ou tentem manipular seu saldo enquanto você ainda está tentando entender o que aconteceu.
Fortaleça sua segurança financeira com a conta certa
Saber como se defender de golpes é fundamental, mas contar com um parceiro financeiro que prioriza sua segurança faz toda a diferença. A tecnologia precisa trabalhar a seu favor para proteger seu dinheiro de atividades suspeitas.
A Conta da InfinitePay foi desenvolvida com múltiplas camadas de proteção, incluindo criptografia de ponta e monitoramento constante de transações. Assim, você foca no crescimento do seu negócio com mais tranquilidade, sabendo que suas finanças estão seguras.
Perguntas frequentes
Como funciona o golpe no Nubank e outros bancos?
O golpe é o mesmo, independentemente do banco ser Nubank, Itaú ou qualquer outro. Os criminosos utilizam tecnologia para simular o número de telefone oficial da instituição e aplicam técnicas de manipulação para criar pânico, convencendo a vítima a transferir dinheiro ou fornecer dados sigilosos. A tática não explora uma falha específica de um banco.
Qual a diferença para o golpe do falso pagamento?
No golpe da falsa central, a vítima é induzida a realizar uma ação, como transferir dinheiro para uma "conta segura". Já no golpe do falso pagamento, o golpista engana o vendedor enviando um comprovante de Pix ou depósito falso para receber um produto ou serviço sem ter pago por ele.
O que é o golpe da falsa portabilidade?
É uma variação em que o criminoso, fingindo ser do banco, informa sobre uma suposta solicitação de portabilidade de salário ou empréstimo. O objetivo é criar um senso de urgência para que a vítima, na tentativa de cancelar a operação inexistente, forneça senhas e dados pessoais que validam transações fraudulentas.
Existe jurisprudência sobre o golpe da falsa central?
Sim. Embora cada caso seja único, a busca por "golpe da falsa central de atendimento jurisprudência" mostra que tribunais podem decidir a favor do consumidor se for comprovada uma falha de segurança do banco, como vazamento de dados que facilitou a ação do golpista. A responsabilidade da instituição costuma ser o ponto central da análise.






