Golpe da Maquininha: Como proteger clientes e seu negócio

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A imagem que ilustra o artigo "Golpe da Maquininha" mostra uma mão masculina segurando uma maquininha de cartão. Na tela, é possível ver um símbolo de segurança

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O golpe da maquininha é o uso de uma máquina de cartão adulterada ou falsa para clonar o cartão do cliente, cobrar valores indevidos ou desviar o pagamento. Para quem tem loja, restaurante ou ponto de venda, ele ataca os dois lados do balcão: o cliente perde dinheiro e o estabelecimento perde a confiança que sustenta o movimento.

Uma pesquisa publicada pelo Serasa mostrou que 4 em cada 10 brasileiros já foram vítimas de golpes financeiros, e a fraude com cartão lidera os tipos mais comuns. Se um cliente tiver o cartão clonado na sua maquininha, a reação dele é contestar a cobrança no banco e nunca mais voltar à sua loja.

O que é o golpe da maquininha?

O golpe da maquininha é o uso de um dispositivo de pagamento adulterado ou falsificado para desviar dinheiro ou capturar dados de cartões de crédito e débito. A máquina parece normal à primeira vista, mas foi configurada para copiar as informações do cartão e registrar a senha digitada.

Esse tipo de fraude atinge consumidor e comerciante ao mesmo tempo. O cliente perde dinheiro e tem o cartão comprometido; o estabelecimento sofre com chargeback, que é a contestação da venda pelo portador do cartão junto ao banco emissor, além de danos à reputação do negócio.

O golpe acontece em ambientes físicos, como lojas e restaurantes, ou em esquemas mais amplos que envolvem persuadir a vítima a pagar em um dispositivo comprometido.

Os 5 golpes de maquininha de cartão mais conhecidos

Estes são os cinco golpes mais comuns envolvendo máquinas de cartão, com exemplos de como cada um é aplicado. Os dois primeiros acontecem no seu balcão, o terceiro altera o valor cobrado, e os dois últimos levam a fraude para fora da loja, no delivery e no e-mail.

1. Troca de maquininhas

Um fraudador aproveita um momento de distração do comerciante para trocar a maquininha legítima por uma versão manipulada, que clona os dados dos cartões dos clientes. Em um restaurante movimentado, o golpista se passa por cliente ou fornecedor e substitui a máquina durante um pico de atendimento.

O golpe tem registro oficial: o Procon de Tubarão (SC) emitiu alerta sobre a técnica do display falso, em que um mini display idêntico ao da máquina é instalado sobre o valor original para esconder a transação real.

2. Clonagem de cartão

A clonagem de cartão é a instalação de um leitor clandestino, conhecido como skimmer ou chupa-cabra, acoplado à maquininha ou a caixas eletrônicos, que copia as informações do cartão e registra a senha digitada. O caso típico são equipamentos em locais de grande circulação, como postos de gasolina, adaptados para capturar dados de todos os clientes que pagam no local.

3. Cobranças falsas

O cliente realiza o pagamento, mas a maquininha é configurada para processar um valor superior ao da compra. Suponha uma loja de roupas em que o cliente compra um produto de R$ 50: a máquina registrada para cobrar R$ 500 gera uma cobrança excessiva, e a diferença só aparece na fatura ou no extrato.

4. Uso de maquininhas fake em delivery

Fraudadores que se passam por entregadores usam maquininhas falsas para cobrar serviços de entrega. O cliente paga pelo pedido no ato da entrega, insere o cartão em uma máquina que não processa pagamento nenhum: ela apenas copia as informações do cartão para uso posterior em fraudes.

5. Phishing com maquininhas

Clientes e comerciantes são induzidos a pagar por links ou dispositivos fraudulentos. Um comerciante recebe um e-mail que pede a "atualização" da maquininha e, ao seguir as instruções, instala um software malicioso que desvia os pagamentos para uma conta fraudulenta. Desconfie de qualquer pedido de atualização que não venha pelo canal oficial da sua operadora.

O que fazer se cair no golpe da maquininha

Bloqueie o cartão, registre o boletim de ocorrência e reúna as provas: a rapidez da reação define o tamanho do prejuízo. Siga estas etapas nesta ordem:

Notifique o banco ou emissor do cartão

Entre em contato com o banco ou a instituição financeira emissora do cartão assim que perceber a fraude. Informe o ocorrido e solicite o bloqueio do cartão para impedir transações futuras. Segundo o Banco Central do Brasil, o primeiro passo da vítima é relatar o caso ao banco e contestar a compra, e alguns bancos permitem essa contestação direto no extrato da fatura, pelo internet banking.

Registre um boletim de ocorrência

Registre um boletim de ocorrência na polícia, detalhando como e quando o golpe ocorreu. O documento serve de base para a investigação e pode ser exigido em procedimentos legais e reivindicações junto ao banco ou à seguradora. Muitos estados permitem o registro online, sem ir à delegacia, pela Delegacia Eletrônica da SSP-SP, que aceita registros de fraude e estelionato pela internet, ou pelo serviço de boletim de ocorrência online do gov.br. Se a situação não for resolvida com o banco, o Banco Central orienta procurar o Procon do seu estado ou o Poder Judiciário.

Reúna provas e documentação

Colete todas as evidências relacionadas ao golpe: recibos, extratos bancários que mostrem as transações fraudulentas, comunicações com os golpistas, se houver, e qualquer informação que ajude a identificar e provar o ocorrido.

Entre em contato com a operadora da maquininha

Se a fraude ocorreu com uma maquininha no seu estabelecimento, notifique a operadora do equipamento imediatamente. Ela pode ajudar a investigar o incidente e a tomar medidas para evitar novas ocorrências.

Verifique as opções de reembolso

Consulte as políticas de reembolso do seu banco para casos de fraude e registre a contestação o quanto antes, pelo aplicativo, pelo telefone ou no extrato da fatura, quando o banco oferecer o recurso. A rapidez da notificação e a comprovação da fraude, com boletim de ocorrência e recibos em mãos, fortalecem o pedido de devolução.

Revise e fortaleça as medidas de segurança

Depois de resolver o problema imediato, revise os procedimentos de pagamento do seu negócio para evitar novas fraudes: atualize os sistemas, treine a equipe para reconhecer tentativas de golpe e adote processos de verificação mais rígidos.

O banco devolve o dinheiro se houve golpe da maquininha?

Depende do caso. A contestação começa quando a vítima relata a fraude ao banco emissor, e a instituição avalia se a compra não foi reconhecida pelo titular. Segundo o Banco Central do Brasil, quando o cliente informa que não reconhece a compra, o banco não processa o pagamento, e o boletim de ocorrência fortalece a contestação. Em caso de estorno, a devolução do valor de uma compra contestada aparece na fatura do cartão.

Para o lojista, o caminho é outro: se o cliente contestar a venda, a operadora da maquininha debita o valor e você pode apresentar os comprovantes da venda para reverter a contestação. Veja como funciona o chargeback e como ele influencia seu negócio.

Empreendedor: como garantir a segurança dos seus clientes

Mantenha a máquina à vista do operador, confira o número de série todos os dias e monitore o extrato de vendas: são essas três rotinas que sustentam a confiança dos clientes e a saúde do caixa. Cada medida abaixo é um item verificável que você pode conferir no seu estabelecimento ainda hoje:

  • Confira o número de série da maquininha no início e no fim de cada expediente.
  • Mantenha a máquina sempre à vista do operador do caixa, nunca em balcões de livre acesso.
  • Oriente o cliente a digitar a senha com a mão protegida e a acompanhar o valor na tela.
  • Compare o valor digitado no caixa com o exibido na tela da maquininha antes de finalizar a cobrança.
  • Treine a equipe para recusar qualquer tentativa de "manutenção" ou "atualização" do equipamento feita por terceiros não autorizados.
  • Monitore o extrato de vendas todos os dias para identificar transações desconhecidas.
  • Conheça o canal da sua operadora para reportar suspeitas de fraude sem esperar o prejuízo acontecer.

Deixe seu cliente seguro com a maquininha da InfinitePay

A Maquininha Smart da InfinitePay transaciona com criptografia de ponta a ponta, e a empresa é certificada no Payment Card Industry Data Security Standard, o PCI-DSS, o padrão internacional de segurança para empresas que processam dados de cartão. A InfinitePay também é regulada pelo Banco Central e registra o menor índice de reclamações do país entre as 15 maiores instituições, no ranking oficial do BC do 4º trimestre de 2025.

Dê visibilidade completa à tela da maquininha durante o pagamento: confirme o valor da compra e o parcelamento definido na frente do cliente. Se precisar cobrar à distância, o link de pagamento da InfinitePay aceita cartão de crédito em até 12x, Google Pay e Apple Pay.

A InfinitePay oferece suporte ao cliente reconhecido pelo Reclame Aqui para resolver qualquer dúvida ou problema com as transações. Conheça como a InfinitePay cuida dos dados dos seus clientes.

Perguntas frequentes

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Como transformar seu celular em maquininha

1
Abra o app da InfinitePay e clique em "InfiniteTap" (Android) ou em "Tap to Pay no iPhone"(iOS)
2
Digite o valor da venda ou selecione o produto que será vendido e sua quantidade. Você pode adicionar mais de um produto.
3
Clique em "Cobrar" e peça para seu cliente aproximar a forma como deseja pagar: cartão, celular ou smartwatch
4
Se a compra tiver um valor maior que R$ 200, ele deverá digitar a senha. Pronto! A venda é realizada em segundos.
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